Notas iniciais
Ei, ainda não vai ser o baile, refiz esta parte. Farei o possível para fazer o baile no próximo. :) Boa leitura.

– Fred já te chamo para baile? — Disse de forma inquisitorial.

– Ah, não ele vai com a "Angel" . — Ironizei.

– Ah não, ontem na sala comunal enquanto ele testava as "vomitilhias" escutei Lino dizendo que Angel estava dando bola para o monitor-chefe da corvinal e Fred disse: "Espero, só assim ela larga do meu pé."

Aquilo não mudou em nada o que pensava a respeito, acho que segui o George disse a respeito do amor ir embora " só larga quando você quer que ele devolva seu coração, largue sua alma e caia fora" Mesmo assim mudei assunto.

– E Harry, será que vai te convidar?

– Provavelmente não, ele gosta da Chang, quero estrangular ela. Tenho que fazer alguém me convidar pois só posso ir se houver convite.

Chegamos a quadro da mulher gorda e disse a senha " Asas de hipogrifo" e entramos.

Me joguei no sofá e fiquei olhando para lareira. Adormeci.

Já estava perto do jantar quando despertei, a sala comunal estava cheia de grupinhos que conversavam com grande júbilo, na verdade eram as garotas que estavam felizes enquanto os rapazes estavam um tanto quanto desanimados. Ao perceber que adormeci na sala, me sentei, minha visão ainda estava turva mas entendi alguns comentários como: " Já irei providenciar meu vestido.", " Quem será que vai me chamar ?" ou " Acho que vou convidar ele." Então percebi que o assunto não era outro se não o baile. Decidi sair de lá o mais rápido possível, quanto menos lembrasse do baile menor seria meu sentimento de fracasso.

Desci aquelas longas e penosas escadas que por mais que fosse meu 6º em hogwarts não havia me acostumado com as distancias. Decidi passar no corujal só para conferir se Ártemis havia voltado, se não tivesse lá iria mandar uma carta para Dora, pois não era normal esta demora. Bom ela não estava, quando ia saindo encontrei o George.

– O que lhe trouxe a este horário no corujal ? — Indaguei.

– Nada que seja relevante. — Respondeu procurando alguma coruja.

– Se não fosse, não viria a esta hora. — Retruquei zangada.

– Bom, não tive tempo, então só pude vim agora. — Comentou enquanto amarrava a carta em uma coruja de igreja. — E você o que faz aqui tão tarde, enviado carta para o seu amante?

– Primeiro, qualquer um pode ser meu amante, pois aprecio e amo as pessoas. — Disse lentamente. — Segundo não vim mandar cartas, minha coruja não voltou a dias e estou preocupada. — Respondi, enquanto saia de perto dele.

– Sei, então o seu problema é amar e apreciar de mais a pessoa errada. — Ele estava andando para perto de mim. — Não se esquente a respeito da coruja, ela pode ter ido embora, com uma dona dessa, quem não ira ?

Naquele momento já estávamos descendo as escadas, ele segurou minha mãos e me olhou.

– É deve ser, por isto que ela não voltou. — Olhei com os olhos sedentos de vontade de o jogar da escada.

– Estou brincando, embora não goste dela, pois quando você enviou uma carta para Fred ele fugiu e me deixo com ela, digamos que ela tento me assassinar.

– Então eu posso terminar o que ela começou. — Puxei minha varinha.

–Está brincando né ? — Ele nem se deu ao trabalho de puxar sua varinha. — Aliás por que colocou o nome da pobre de Ártemis ?- Indagou.

– Os trouxas contam mitos e lendas, um deles é chamado de mitologia grega, que conta varias lendas sobre "deuses e heróis" e uma dessas estorias fala sobre Ártemis que era responsável pela caça, ela era arisca e selvagem . — Levantei os olhos e olhei para o céu que estava triste, era uma noite sem luar. — Expecto patronum! — Um pálido fiapo de fumaça apareceu na ponta da minha varinha, transformou-se em um bela coruja prateada que saiu voando para George e sumiu ao tocar nele.

– Fui em direção a salão principal. Chegando avistei Lino, Fred e Angelina sentei ao lado de Lino.

– Noite. — Disse feliz.

–Noite.- O ruivo e o moreno responderam, Angelina me ignorou.

George chegou logo depois de mim, com uma feição de pensativo. Estava sem fome, comi um pouco de bolo de caldeirão e tortinhas de aboboras. Me despedi e disse enfatizando para Fred :

– Estou indo para biblioteca. Noite.

Cheguei na biblioteca não demorou e Fred apareceu.

– Pensava que a " Angel " não iria te largar. — Disse procurando uma mesa afasta para estudarmos.

– Sabe como as garotas ficam né, sou irresistível.- Disse pondo seu braço sobre meu ombro.

Me afastei e sentei em uma outra cadeira.

– Toma. — Entreguei um livro de poções básicas a ele.

– Pensei que você iria fazer o meu dever, já que foi tudo sua culpa. — Resmungou audaciosamente.

– Disse que iria lhe ajudar.- Olhava em seus olhos, que me atiçava a querer está mais próximo dele. — Mas qual motivo lhe fez tirar só 3 N.O.M.S?

– Ah então você percebeu minha genialidade? — Disse se aproximando.

– Você é muito inteligente, é estranho ter conseguido apenas isto. — Já havia me aproximado dele, seu cabelo ruivos desciam perfeitamente caindo pelo seu rosto fino ressaltando seus olhos amendoados.

– Eu e George nunca levamos as coisas a sério aqui na escola, sem falar que não somos nada convencionais. Não precisamos de N.O.M.S, pois vamos montar uma loja, lembra?

– Entendo.

Iniciamos o trabalho, George apareceu ao lado de uma montanha de livros sobre ervas.

– Até que enfim te achei Incah. — Quando ele se deparou com Fred se assustou. — Mano, esperava que você estivesse com aquela garota da corvinal... Então está aqui a garota da corvinal que tem te impressionado. — Debochou.

– Ela está me ajudando com o dever do Snap, não contei a vocês pois iam me avacalhar.

– Bom, você nunca precisou de ajuda, ainda mais em poções. — Retrucou.

Nunca tinha visto George tão ríspido. Então decidi cortar aquele assunto.

– Mas George, o que querias, disse que estava me procurando ? — Disse em alto e bom tom, para que o assunto anterior fosse esquecido.

– Sim, mas como está ocupada, depois conversamos. — Ele deu as costas e murmurou — Não deixe Fred lhe enganar, ele conhece muito de poções.

Olhei para Fred, ele estava abatido.

– Calma senhor Weasley, não precisa se chatear, quem manda mentir. Então sou a garota da corvinal é?

Ele me olhava profundamente, seus olhos me transmitiam algo bom, sabe quando você senti aquela brisa da manhã, quando o vento vem bem forte e se choca com as árvores, aquela brisa tão suave te envolve e te acalma, era bem assim que me sentia.

Ele foi se aproximando, seus olhos iam dos meus lábios para meus olhos. Faltava pouco para que meu corpo encostasse no dele e sentir aquele sua bela e carnuda boca entrar em confronto com o meus lábios.

–Hãm...Hãm... Aqui não é lugar para isto, já irei fechar a biblioteca, então sigam para sua sala comunal. — Era a voz da madame Pince, olhávamos para ela e em fração de segundos estávamos de pé arrumando nosso material.

– Fred. — Sussurrei. — Para de desarrumar minha vida, você sabe que não da para sermos nada além de amigos.

– Você está com outra pessoa? — Perguntou ele sem semblante algum.

– Não. — Respondi com um sorriso quase imperceptível.

– Então, não entendo o motivo de não concretizar o que estamos prestes a fazer.

– Envolve muitas coisas, além de nós, como a Jonhson.

– Já disse que não temos nada.

Guardamos o resto dos livros, quando estávamos a poucos metros longe da biblioteca sua mão entrelaçou a minha. Ele parou e me disse:

– Vai me dar está chance ?

– Arrume sua vida, para que eu possa entrar nela, melhor dizendo desate os nós que tem nela, sem Angelina, sem as garotas trouxas.

– Ok, farei isto, mas prometa que vai parar de me ignorar ?

– Fechado, mas isto não quer dizer que vamos ter algo, apenas que dizer que não teremos nem um empecilho para algo mais a frente.

Continuamos andando, Fred me contava como ia as experiências das vomitilhas. Rimos tanto que não nem conseguia andar, então me escorei em uma parede. E a "Angel" apareceu bem atrás de nós. Correu até o ruivo e se pendurou em seu pescoço.

– Amor, andei lhe procurando o dia todo, quase não nos vimos. — Ela falava pausadamente enquanto o enchia e beijos.

– Estava meio ocupado. — Ele tentava se largar dela.

– Bom vejo quem lhe tomou todo seu tempo. — Ela me olhou, seu olhar exalava raiva.–Então vamos, tenho uma coisas para lhe falar ou melhor mostrar. — Falava cinicamente.

– Angel, vai na frente, eu vou só acabar um assunto com a Incah e já lhe sigo.

A morena foi andando.

– Você se importa se for logo tratar aquele assunto com ela?

– Não, pode ir sem problema. — Dei um sorriso desengonçado.

Ele me beijo na testa e correu atrás dela. Suspirei e segui caminho, a sala comunal estava cheia então logo subi para meu quarto. Tomei banho e me deitei, logo minha barriga deu sinal de fome. Queria ir na cozinha, não seria primeira vez que fazia isto, quando desci encontrei Mione e Gina.

–Vou na cozinha, não demoro temos coisas para conversar.

– Ok, não demora.- Gina respondeu;

Desci as escadas, ouvi gritos altos vim de um corredor vazio, fui vê quem era, mas antes de dobrar no corredor, percebi que a voz histérica era da "Angel".

– Então é assim, você se faz do cara mais incrível do mundo e me apunhala, me leva pra cama e diz que " Não da mais" .

Meu estomago revirou, sai de lá, a conversa era deles, não tinha que estar lá; Cheguei na cozinha, como sempre fui bem recebida, comi um pouco de bolo de carne e claro uns 4 pedaços de pudim. Estava satisfeita e subi me esgueirando duas vezes do Filch e da mame Nora. Disse a senha e passei pelo buraco da mulher gorda. Ainda havia pessoas na sala comunal logo identifiquei a Voz do Fred e do Lino. Algo me fez parar ali e escutar, talvez o ruivo contasse que gostava de mim.

– Fredoca, mas você estava tão feliz com a Johnson, não espera esta sua atitude por dez galeões, agora não me diga que queres mesmo namorar a Incah, cara tudo bem ela é incrível, mas não faz e nunca vai fazer o tipo de garota que você gosta, ela é certinha de mais, se é que me entende.

– Lino a aposta... — A voz de Fred mudou nunca ouvi ele falar assim.

– Sim, está de pé, você tem ainda um tempo para conquistar a confiança dela. Mas acho que você já está indo longe cara, terminando com a Angelina, mas acho que foi uma sacada de mestre. — Lino dizia animado.

– Não Lino, não é mais aposta.

Entrei de vez, fitei Fred, o que sentia não era raiva, nem ódio, era tristeza algo que era bem pior. Cai em mais uma cilada, bom ao menos descobri.

– Incah, não era isto. — Foi as ultimas palavras que escutei.

Sai abalada para fora da sala comunal. Não sabia onde estava indo, só queria sumir. Até que entrei em uma sala e a tranquei, fui para janela, não conseguia chorar, mas havia um nó em minha garganta, que doía mais tudo que já havia sentido. Era pior do que cinco balaços no seu abdômen. Escorreguei pela parede, me sentia no fundo do poço. Dessa vez não era uma ferida que ia sarar com tempo, era como se meu coração fosse exposto a alguém que o machuco tanto, que aquilo não ia sarar.

– Incah, abre a porta, por favor é o George.

Continuei imóvel.

– Alohomora. — A porta se escancarou.

– Cara. — Ele correu e me abraçou. — Fred me contou o que aconteceu, não sabia de nada, a aposta foi só daqueles dois patéticos. — Falou apressadamente.

Não reagia, pouco me importava de quem foi. Eu apenas queria ficar ali. Ele continuava me abraçando.

– Quando me contaram, pedi o mapa a Harry, o mapa da escola e lhe encontrei aqui. — Ele disse confusamente.

– Como assim, você me encontrou com este mapa ?

– Bom não conte a ninguém, mas este mapa — Me mostrava um pedaço velho de pergaminho. — Mostra onde esta cada pessoa em hogwarts.

– Legal. — Murmurei.

– Você não merecia isto, ninguém merecia principalmente você. Aquele meu irmão é um Trasgo.

Ficamos ali no chão por horas. Até que adormeci em seus braços.

Pov's George

Coitada cara, o que o Fred fez foi horrível, ainda mais ela, que gosta desse trasgo. Ela adormeceu nos meu colo, decidi leva-la para sala comunal. Aconcheguei ela em meus braços como uma pequenina garota e a levei. Quando cheguei Fred havia adormecido no sofá, a levei para seu quarto e a deitei, ela acordou.

– Você já esta na sua cama, irei lhe proteger, nada vai te acontecer. — Dizia enquanto tirava suas pantufas.

– Obrigada, como você entrou aqui?

– Segredos. — Sorri. — Qualquer coisa é só chamar.

– Não vai, dorme aqui. — Ela se arredava para que eu deitasse na cama.

– Tudo bem.

Algo me cutucava e despertei.

– Hã, oi Gina. — Pus a mão no rosto, o dia já havia nascido.

– O que você faz aqui, deitado de conchinha com a Incah ?

Olhei para a garota ao meu lado, ela dormia, sua face não demonstrava dor, como no dia anterior, ela estava com um sorriso, talvez estivesse sonhando, de repente seu cabelo ficou azul e me levantei espantado. Ela não acordou, só mudou de posição. Puxei Gina para fora do quarto e contei toda a historia e a indaguei:

–Você viu aquilo ? O cabelo dela mudou de cor.

– Talvez ela seja metamorfomaga. — Gina disse como fosse algo mais simples do mundo.

– Vou tomar banho fica de olho nela, não a acorde, deixe-a descansar.

Quando entrei no meu quarto Fred estava saindo do banho.

–Cara, Como você fez isto ?

– Encontrou ela ? — Ele perguntou surpreso.

– NÃO CHEGA PERTO DELA, SEU IMBECIL. A GAROTA TA PÉSSIMA POR TUA CAUSA.

– Quando ela escutou, estava desistindo daquilo, não era para ser assim eu acabei com a Angel para ficar com ela... — Ele começou a chorar nunca vi meu irmão assim.

Entrei no meu banheiro, precisava esfriar a cabeça. Fui vê se ela já havia acordado. Ela já estava com o uniforme e sentada em sua cama.

– Tem algo que possa fazer por ti ?

– Tem, tome uma poção polissuco e se passe por mim nas aulas hoje. — Aquela feição marcada por algo ruim voltou.

– Não precisa, sei um jeito de matar aula, sem precisar disto.

Expliquei o plano a ela, era para comermos vomitilhas na aula do professor Flitwick e dizer que foi algo que comemos no café. Passaria o dia distraindo ela para que esquecesse o que rolou.

E assim aconteceu, levei ela para ficar na beira do lago, também fomos ao campo de quadribol, não posso esquecer que ela joga muito bem. Era a Tonks alegre que voltou, depois apostamos uma corrida, quem fosse o perdedor iria se jogar no lago sem roupa por 2 minutos.

–Bora Cah, corre, se não vai perder. -E de repente eu tropecei, mas consegui puxar sem calcanhar e ela também caiu, fomos nos arrastando e por pouco eu ganhei.

–VOCÊ ROUBOU! — Ela berrou.

– Nas regras não foi falado nada sobre derrubar oponentes.

– Tudo bem. Vamos logo quero logo pagar.

Olhamos para vê se não tinha ninguém e ela cochichou:

– Promete que só vai virar quando eu mandar.

– Prometo. — E me virei.

Ela se despiu e entrou no lago. A sua pele estava tão branca quanto a neve, seu cabelos molhados foram moldados perfeitamente para cair em seus ombros. Ela era linda. Seu cabelo mudou de novo, estava verde. Mas preferir não comentar nada por enquanto.

– Pronto. Vira de novo. Antes convoca um roupão. –Ela disse tremendo.

E assim fiz e de olhos fechados entreguei. Ela se vestiu, voltamos para o castelo, no caminho ela estava tremendo então passei meu braço pelos seus ombros e seguimos.Quando entramos nos castelo todos nos olhavam e ela disse:

– Obrigada, hoje o dia foi ótimo ao seu lado.

– Não precisa agradecer, o seu sorriso é compensador.

Quando entramos no salão comunal Fred estava lá e avançou para nós.

–Precisamos conversar.

– Ela não quer falar com você maninho.

– George melhor eu acabar logo com isto. — A morena falou.

Notas finais
Incah se mostrando metamorfomaga *-* Quando ela souber vai amar !