Notas iniciais
Sei que é inútil pedir para que não cortem minha cabeça, ou me espanquem , ou ainda cortem minha cabeça depois de me espancarem. Mas, como pedir não mata ninguém( só uma pessoa que não aparece a mais de um ano)...
Desculpa ~
Estou extremamente envergonhada de aparecer aqui sem uma desculpa plausivel. Só peço que me perdoem do fundo do doce e meigo coração que vocês tem e *apanha infinitamente
Enfim, chega de mimimi...Depois de anos de espera(literalmente)...O NOVO CAPITULO Tá AQUI *musiquinhas de abertura de anime ao fundo e apanha*
Divirtam-se~

O fogo que se alastrara pela floresta de bambu iluminava a noite e o ódio da fênix, estampado em seu sorriso sombrio. Ryno estava caída metros a frente. Seu corpo coberto de cinzas, e algumas partes da roupa queimadas. Apertara a lança que fervia e se levantou, lançando um olhar determinado e serio ao campo de batalha. Mal conseguia se esquivar das balas, pois a yokai havia sido em todas as chances de ataque, mais forte e rápida do que ela.

–Só isso que você pode fazer? -Fujiwara no Mokou, a garota de cabelos brancos caminhava em sua direção, com o punho em chamas. -Esperava mais da pessoa que protege esse mundo.

Antes que Ryno pudesse responder, uma onda de chamas vinha ao ataque. Desviou delas, correndo envolta de Mokou. Lançara vários ofudas no intervalo de uma chama para a outra, mas nenhum atingia a inimiga, pois pegavam fogo antes. Ryno desistira de atacar com os talismãs e partiu para o ataque físico. Porem ao avançar, Mokou interceptou o ataque, segurando a lança, e arremessando a miko longe novamente,com o braço em chamas.

–Ah!- A sacerdotisa gemia de dor, mas logo estava de pé partindo para outro ataque. -Não me menospreze, idiota!

Mas logo foi jogada contra as arvores, outra vez.

–Porque esta aqui?- Outra onda de ataques vinham em direção a Ryno, todos bloqueados.

–Ora, esse mundo pode me dar o poder que eu preciso para vencer daquela princesa de vez.

Os olhos de Mokou queimavam em ódio. Ryno não entendia o porque daquele rancor, nem a fonte de tanto ódio, mas sabia que o que quer que tenham colocado na cabeça daquele yokai, não era verdade.

–Há, quem te iludiu assim? -Disse, ainda bloqueando os ataques. — Não tem como se tornar mais forte vindo para este mundo. Bom, você pode causar grandes problemas, mas, nada que te torne mais forte.

As danmakus se tornavam mais frenéticas que antes. Uma depois da outra, e a única coisa que cabia a miko era desviar de todas.Como eram rápidas e quentes, acabaram acertando seu pé, a deixando sem equilíbrio. Muitas outras balas vieram depois, a nocauteado outra vez.

–Esta insinuando que fui enganada?

–Pense pelo lado positivo, apenas o seu lado mal foi feito de idiota. -Ryno respondia, ainda ofegante, mas no tom de sempre.

–MALDITA!!

Havia sido arremessada longe de novo, mas dessa vez, não defendera as balas, levando um golpe direto. Fujiwara era forte demais para se enfrentar sozinha. Ryno não daria conta de detê-la, mas sabia que se não resistisse ia ser morta.

–Porque não desiste e me deixa acabar com seu sofrimento agora? -O tom de piedade de Mokou irritava Ryno, que resistia ao cansaço, se apoiando na lança. -Sabe que não pode me vencer, você é só uma humana.

–Aquela velha me deu esse trabalho de miko para banir os yokai, e não para ficar obedecendo as fantasias homicidas deles. -Ria, tentando afastar a dor do corpo que mal se mantinha em pé. -Não posso perder, não para você.

E mais uma vez, saiu em direção a oponente. Rodou a lança junto com alguns ofudas e atacou Mokou por baixo, com a lança e por cima, com os ofudas, fazendo-a recuar alguns passos. Outro movimento com a lança, e Ryno estava prestes a perfurar a adversária.

–AH!!! -Berrou. Atravessara Mokou com a lamina.

Sua lança ficou ali, entre a carne e os ossos da adversária. Seguido por uma seqüência infinita de ofudas que despencaram do céu. Ryno parou metros a frente, tremula. Sua mão estava suja de sangue, e também queimada.

–Venci. -Ryno respirava aliviada.

–Não acha que isso vai me afetar, acha?

A miko não acreditara. As suas costas estava Fujiwara no Mokou, intacta. Como se não acabasse de ser perfurada fatalmente por uma lamina e centenas de ofudas. Ryno virou rápido, e a adversária a encarava com um olhar que juntava ódio e ira.

–Mas como...

As balas atravessaram seu caminho antes que pudesse reagir. Atingindo suas costas, o que a deixara sem ar. Tombou no chão, tossindo sangue e saliva.

–Que tipo de monstro é você? -A miko estava perdida, não havia como se defender.

–Do tipo Imortal, entende. — Mokou caminhava entre as chamas pronta para o ultimo ataque.

Levantara sua mão, atirando a maior quantidades de balas em forma de penas em direção a miko caída.

“É o meu fim...Yukari... Anna... Onee-chan...”.E fechou os olhos, esperando que o fim não fosse mais doloroso do que já estava sendo.“Me desculpem”.

Havia algo anormal no vento que acabara de sobrar. Todas as balas da fênix foram desviadas da pequena miko caída, fincando nos bambus que estavam no local. Antes que Ryno pudesse abrir os olhos e perceber o que estava acontecendo, já estava sendo empurrada para trás por uma pessoa um tanto familiar.

–Anna!

A aspirante à repórter estava à frente, com uma estranha corrente de ar rondando a sua volta, o que fazia com que seu sobretudo dançasse junto com as folhas de bambu espalhadas pelo vento. Segurava um pequeno leque de folhas, envolvendo um punhal. Anna parecia mais animada do que de costume, mesmo que sua expressão disse-se o contrario.

–Que cara é essa, Ryno-san? -A garota encarou a miko, seus olhos estavam vermelhos como os da noite do acidente da lua escarlate. -Não me diga que estava pensando em desistir?

–Anna, sua... — Sua voz tremia e olhava assustada para frente. -Cuidado!

Haviam inúmeras danmakus vindo em direção das duas. A miko tentara se levantar, mas sua perna sangrava e ela não conseguia se mexer. Anna sabia disso.Com um movimento rápido do leque, as balas desviaram seu curso outra vez, parando no ar por segundos antes de se virarem contra sua mestra. Mokou foi surpreendida por uma onda de balas sobre si.

A fênix caiu de joelhos. Seu corpo se regenerava aos poucos.

–Anna, o que esta acontecendo?- Disse Ryno, que segurava a capa da amiga.

–Tente entender, essa não é a verdadeira Fujiwara no Mokou. -Seu olhar era distante, quase alem da floresta de bambu. -E é inútil você tentar derrotar ela no estado que está.

–Mas...Por que?

–Porque eu sou imortal. -A voz da fênix saia com muita dificuldade. -Não posso ser derrotada.

Ryno se levantara rápido, mas sua perna cedera, sendo apoiada por Anna e pela lança que ainda queimava. Mokou não estava com ódio, muito menos mantinha o sorriso sádico da ultima vê que se regenerava.Estava triste, e tinha dificuldades para manter-se em pé.

–Aquela princesa maldita deve ter te mandado para cá para me buscar. -Riu, limpando o resto de sangue da boca.

– De fato, a minha princesa te quer der volta. -Reisen acabara de surgir.

–Inaba, que bom te ver aqui -disse a fênix.

O vento frio voltara a soprar, e a noite se mantinha intacta, como se não houvesse passado nem um segundo. Mokou ria tristemente, encarando a menina com orelhas de coelho que agora apontava seu indicador em forma de pistola. Antes que começasse a mais uma batalha de danmakus, Ryno se colocou entre as duas.

–Antes de vocês se matarem, me respondam, o que aconteceu com a noite?

Anna se adiantou e segurou a miko que caíra mais uma vez.

–Só uma pessoa de muito poder poderia parar a noite dessa forma. Pelo menos aqui no seu lado, algo parecido com um deus. -Reisen abaixara o braço, coçando a cabeça. -Não foi a fênix que fez isso. Muito menos eu.

–Eu aconselho a saírem daqui enquanto vocês têm tempo. — Mokou respirava rápido e apertava as mãos.

– Ryno-san. — Anna se colocara a frente da amiga. –Eu tomo conta dela.

–Sem essa. — Respondeu rindo. — Ainda não perdi. Alias, pelo que entendi, essa pessoa que esta falando agora é o lado bom da Fujiwara-san, não é?

–É, e se não agirmos logo, o lado mal vai destruir muito mais do que apenas uma floresta de bambu. — A garota parou por um minuto, olhando preocupada para Ryno. -O problema que ela é imortal, não vamos conseguir matá-la.

–Então vamos banir ela. — Ryno rodava a lança e se preparava para o combate — É só um espírito, com muito poder, mas continua sendo um. Eu não vou perder, muito menos desistir.

Vários ofudas voltaram a atacar a fênix, que sorria com profunda tristeza.Porem, um turbilhão de chamas tomou conta do campo de batalha. As três só não foram acertadas graças ao movimento rápido de Anna com o leque, que produzira ventos e bloqueara as chamas. A mesma surgiu rapidamente atrás da adversária. Com outro movimento de leque, laminas de vento cortaram o fogo e atravessaram e jogaram a fênix para frente. Aparecera logo em seguida, e a chutara para longe. Tão rápido quanto da ultima vez, Anna lançou ventos que retalharam os bambus inteiros, deixando a adversária sem escapatória.

“Como?” Ryno parecia assustada ao ver o olhar vermelho, distante e frio da repórter.

–Parece assustada, miko-san? — Reisen também acompanhava a lunática luta que se seguia, sem tirar os olhos da fênix. -Parece ser primeira vez que vê algo assim.

As palavras da coelha foram rapidamente reconhecidas pela miko.

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“-Parece ser primeira vez que vê algo assim.- Disse uma voz madura

Havia uma mulher, segurando uma sombrinha. Era alta e possuía cabelos longos e loiros.Sorria para a pequena garotinha que segurava um amuleto de papel.

– É a primeira vez, senh...

A garotinha foi interrompida por uma batida na cabeça, dada pela mulher que a encarava com um olhar sedutor, o que fez a pequena garotinha corar.

–Isso vai ser a sua ferramenta de trabalho a partir de hoje. Você vai mandar os yokais de volta para a casa deles.Mesmo que isso doa um pouco.

E a jovem mulher acariciava a cabeça da pequena garotinha, que ria mesmo sem entender o significado daquelas palavras doces.Mesmo assim, a garotinha levantou o rosto.

–Vou me esforçar então, Yukari-sama! ”

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–É... A primeira vez que vejo a Anna assim. Ela não precisava ir tão longe para ajudar no meu trabalho -Olhava para as mãos, que se fecharam em um punho.

Anna e Mokou lançavam e desviavam de danmakus, que impedia a aproximação de Ryno. A repórter escapava das balas e atacava rapidamente. Uma rajada de ofudas acertou a fênix pelas costas. Nesse instante, em que Mokou se viu desorientada, um tornado a levara ao alto.

–Ryno-san, agora!

Ryno nunca pensou que usaria aquilo. Rapidamente, posicionou a lança a sua frente e tirou um cartão do bolso da calça. Um enorme circulo de magia surgira sobre seus pés.

Com apenas um impulso, a miko surgiu logo acima de Mokou. Rodou a lança e despencou,como um meteoro, sobre o yokai.

– Dream sign — Evil sealing circle!!

A lança brilhou, e em segundos uma enorme onda de energia vermelha saiu dela. Ryno havia perfurado a fênix em pleno ar, e sua técnica a fazia se contorcer no chão, depois que as duas já estavam de volta ao solo. A garota cambaleou, fincando a lamina para manter o equilíbrio. Mokou estava caída, de braços abertos, olhando para o céu que voltara a brilhar. Fechou os olhos, agora sorrindo, um sorriso bonito e triste.

–Eu gostaria que isso realmente fosse real. Obrigada, por me conceder a sensação de morrer, pelo menos uma vez.

E seu corpo começou a brilhar, como se estivesse queimando por dentro. Uma poeira brilhante dançava no ar. Anna suspirou aliviada antes de ver Ryno cair no chão inconsciente, enquanto Reisen olhava para a lua, que finalmente voltara a iluminar o breu do céu. A noite imortal finalmente havia acabado.

Notas finais
TAN TAN TAN ~
Acho que se ainda tiver restado alguma alma viva que ainda acompanha essa fic(e não queira me matar) ela vai ficar feliz com isso.
Espero que continuem a ler, e tentarei não demorar muito para o próximo capitulo.
Ate mais~
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.