Arc Of Dreams

2 Prazo estendido? Até a primavera?


Notas iniciais
Pois é, mais um capítulo... Espero que esse clareie algumas coisas pendentes e explique outras, er.. ;-;

“O pôr-do-sol era realmente incrível nessa época do ano. As chuvas cessaram e as flores começavam a desabrochar. O clima ainda era ameno, o que fazia o fim de tarde mais bonito que nunca.

De onde ela estava, dava pra ver toda a cidade, que já começava a se preparar para a noite, postes ligavam, faróis começavam a aparecer e os carros já iluminavam as ruas.

-Yaaa, que bonito — A pequena criança admirava o fim de tarde com uma leve brisa que tocava seu rosto.

Se assustou ao ouvir a aproximação de alguém, se virando rapidamente. Ao descobrir quem era, logo começou a sorrir.

-Ah... você também gosta do por do sol...”

-Você... quem... é você? — Ryno rolava de um lado para o outro inquieta no futon ainda sonhando.

Yukari e Anna rodeavam a garota que dormia impaciente. Uma cutucava o rosto da menina para ver se acordava, com uma expressão um tanto quanto engraçada, enquanto a mais velha apenas assistia a tudo rindo baixo.

-Ryno-san, já esta na hora de acordar não acha? — Anna sacudia a amiga de um lado para o outro, esperando que essa saísse do sonho

Levantando meio sonolenta e sem distinguir muita coisa, Ryno puxou para si a primeira coisa que viu pela frente, isto é, Anna. Isso a fez entrar em desespero, já que a garota a abraçava sem fazer a menor idéia de que era ela. Estendeu a mão para Yukari, quase implorando por ajuda.

-PORR...FA..VORRR, se ela acordar eu estarei morta! — A face de Anna estava completamente vermelha, e seu desespero fazia a mulher rir ainda mais — Eu te imploro!!!

Ou foram os raios de claridade da janela, ou os apelos desesperados da menina, ninguém sabe. Mas algo fez Ryno acordar. Quando a garota abriu os olhos e percebeu a situação bastante constrangedora em que se encontrava, seu primeiro impulso foi chutar Anna pela janela com toda a força que tinha.

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A manha estava bela. Não chovia tanto, só quando a tarde baixava que os pingos surgiam. O vento soprava agora como leves brisas, e isso acalmava o clima no templo. A jovem sacerdotisa já havia trocado de roupa, estava com seu traje habitual, e como de costume, se encontrava na varanda deitada, dessa vez observando os guizos ressoarem com o toque do vento. Anna, que já havia se recuperado do chute estava ao seu lado, terminando de fazer algumas anotações em seu braço dos lugares que iria fazer as entregas. E Yukari tomava chá enquanto abanava a menina com seu leque.

-Ah, antes que eu me esqueça. — Ryno se levantou e encarou Anna com um olhar no nível máximo de desprezo e ódio que possuía no seu coração –Bem, ontem a noite enfrentei um yokai tigre assim como na sua descrição...

Anna parou de anotar em seu braço, agora olhava para frente engolindo em seco. Depois se virou para a amiga dando uma “tentativa” de sorriso, que saiu meio torto. Observara os machucados no rosto da sacerdotisa e lembrava da cena em que ela comparava a altura do yokai.

-“bla bla bla... possui mais ou menos um metro.- Ryno imitava o tom da menina na tarde passada- Mais ou menos um metro, MAIS OU MENOS UM METRO? O BICHO TINHA 3 METROS NO MÍNIMO!!!

Tempos depois as duas já estavam se batendo (Rynosuke apenas, porque Anna apanhava) rolando de um lado para o outro na entrada do templo. Yukari apenas ria enquanto tomava seu chá. Era uma cena comum as duas brigarem, ou se espancarem, ou se matarem. Anna desviava dos socos e ofudas da garota,enquanto tentava explicar o que havia acontecido.

-Ah sim, Rynosuke-chan — A mulher quebrara seu silencio e interrompia a briga, enquanto comia um dos onigiris que estavam na bandeja com os chás -Talvez eu não venha aqui por um tempo.

Ryno tirava a poeira da roupa olhando para Yukari. Sem entender muito,foi se sentar ao seu lado, pegando também um onigiri. Anna recuperava o fôlego e já se dirigindo para a varanda, quando foi atingida por algo que se assemelhava a um tijolo, só que 9 vezes maior, vindo da sacerdotisa.

-Algum problema? – perguntou Ryno, enquanto dava uma mordida no bolinho

— Nada de especial, huhu — ria a moça, que observava Ryno comer, cutucando sua bochecha — É que as minha férias estão acabando, então terei que voltar ao trabalho. Ah...e antes que eu me esqueça...sabe, a primavera já esta chegando, o que você pretende fazer?

A garota desviou o olhar do bolinho. Aquela pergunta com certeza não foi muito agradável. Ryno respirou fundo e agora olhava para a entrada do templo, como de costume.

-Não faço idéia — sua voz realmente estava incomodada — Aliás faltam duas estações pra primavera ainda.

Anna também parecia não ter gostado da pergunta de Yukari, pois desviava o olhar para bem longe, fingindo não perceber o olhar um tanto quanto desafiador da mesma.

-Bem, eu realmente tenho que ir agora — disse, interrompendo outra vez o silencio que se instaurava, caminhando lentamente até as escadarias do templo. — Vocês duas, tomem cuidado e não se meterem em encrencas enquanto eu estiver fora, especialmente a senhorita, Shameimaru-san ,huhuh.

-Qual foi sua velhota — Reclamava Anna levantando o punho — Eu sei me virar muito bem soziAAIIEEE!

A menina foi novamente atingida por uma “pedra” caída do céu. Yukari, virando para Ryno, agora com uma expressão um tanto mais séria

-Rynosuke, cuidado. — seu tom de voz também havia mudado. -Pode estar acontecendo mais coisas do que você imagina, você precisa manter o dobro da concentração

Mas dando o seu típico sorriso, completou:

-Não se preocupe, eu sei que você dá conta do recado, e não se esqueça, você tem até a primavera — se virou, começando a descer as escadarias do templo –Volto assim que puder.

Yukari desaparecia nas escadarias do templo, diante das folhas que rodavam com o vento. A manhã já perdia seu brilho para as chuvas finas do outono. Ryno ficou encarando a entrada por um tempo, sabia que a mulher não voltaria tão cedo. Também sabia que tinha que resolver seu problema até a primavera e que havia alguma coisa acontecendo. Anna,depois de recuperar a consciência, foi se sentar ao lado da amiga, que continuava encarando a entrada preocupada.

-Relaxa, se acontecer alguma coisa eu to aqui pra te ajudar! — Tentava animar a amiga, que a olhou com uma cara de ”Ajudar? Não me faça rir, você mais atrapalha do que ajuda” -Mas, hm, o que você tem que fazer ate a primavera?

Ryno desviou o olhar para as mãos, que tremiam, enquanto suava frio

-Eu tenho ate a primavera para... Arranjar doações para o templo.. — Praticamente gritando, a garota deu um pulo e ficou de pé, enquanto erguia o punho indignada

-MAS QUE DROGA, NINGUÉM VEM AQUI E A YAKUMO-SAMA AINDA QUER QUE EU CONSIGA ALGUMA COISA TENDO QUE TODO DIA EXTERMINAR UMA INFINIDADE DE YOKAIS, WAAAAAAAAAAAAAAEEEE!!!!!!!!

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Enquanto Ryno reclamava sobre a fina chuva, os olhares de Anna pareciam mais preocupados do que os da amiga. Pegou um copo de chá e um dos onigiris no prato e começou a comer em silencio.

-Qual o seu problema? — Perguntou Ryno com calma e tranquilidade, depois de já ter descontado toda sua ira numa árvore perto dali, verdadeira obra de arte após ser acertada por mais de 100 ofudas.

-Sabe, aquela barreira ta enfraquecendo cada vez mais — Ela realmente estava preocupada — Dá pra perceber que vários yokais estão passando facilmente por ela, e..

-Ne~, não são os yokais que passam — Ryno a cortou, sentando ao seu lado –São só os espíritos deles.

-Mesmo assim – Anna já estava furiosa — O que me preocupa é o que pode vir a passar. Se não fizermos algo agora, as coisas só tendem a piorar.

A sacerdotisa olhava agora pra frente com a expressão de desinteresse de sempre. Observava as folhas começarem a caírem por conta da estação e da chuva que já caía. Virou-se para a menina do seu lado e sorriu.

-Não se preocupe. Independente do problema eu vou resolvê-lo -disse se levantado, apontando para si com o polegar -Afinal, eu sou a sacerdotisa daqui, não é?

Anna a olhou por um tempo, meio assustada, mas depois começou a rir, o que deixou Ryno um tanto irritada, dando um soco direto na cabeça da amiga.

-Ayayaya.. — A garota passava a mão rápido na cabeça, mais ria mesmo com o soco

-Que foi?

-Nada — disse enquanto pegava as cartas para fazer as entregas, se levantando -É que fazia tempo que não te via tão animada assim.

Ryno virou o rosto, tomando um cole de chá. Alguns minutos depois, Anna já havia saído para fazer algumas entregas, a jovem sacerdotisa estava sozinha no templo, tomando chá enquanto a chuva passava, percebendo o trabalho que teria.

— Hee, mãos a obra — disse arregaçando as mangas da blusa, enquanto buscava o esfregão.

A tarde já ia chegando ao seu fim, e montes de folhas se acumulavam no canto do templo. O dia passava com temperatura e vento ameno. Mas o local era naturalmente fresco. Ryno gostava de parar de vez em quando para sentir a brisa e ver o sol se pôr. Tinha que admitir, não fazia isso há um bom tempo. Por mais que o trabalho de livrar yokais do seu mundo consumisse tempo, sua preguiça e afazeres domésticos consumia mais. Mesmo assim, a jovem garota de cabelos castanhos e laço vermelho amava tudo aquilo. O vento, o pôr-do-sol, suas lutas e as pessoas que enchiam sua paciência todo dia, amava tudo.

-Esse lugar fica bem silencioso sem todo mundo, ne~ — Olhava para o alto enquanto varria algumas folhas -Gostaria que você estivesse aqui também, onee-san. — Suspirou fundo, começando a cantarolar baixinho.

O vento soprou mais forte que o de costume. Duas pessoas caminhavam em direção à jovem sacerdotisa

-Então quer dizer que você é a sacerdotisa daqui? -disse uma delas, com a voz um tanto infantil. -Hakurei Rynosukenojo, estou certa?

-Acho que desconheço o Hakurei no meu nome — Ryno respondeu num tom irônico, sem olhar para a outra.

-Você deveria tratar melhor as suas visitas.

A jovem virou-se finalmente. Uma criança de aparentes 10 anos, com cabelo curto, num tom desbotado de roxo. Usava um vestido rosa claro com dois laços nas mangas curtas, também tinha um chapéu, com outro grande laço. Seus olhos eram diferentes das pessoas comuns, eram vermelhos escarlate. Havia um par de pequenas assas de morcego em suas costas. Ao perceber isso, Ryno concluiu que ela não era humana. Já a outra garota ao seu lado era bem mais velha, digamos um pouco mais velha que a sacerdotisa. Usava uma roupa de empregada e olhava um relógio de bolso enquanto acompanhava a mais nova.

-Realmente adoraria saber o que as traz aqui. – Ryno começou a encarar a pequena pacientemente. -Afinal esse lugar só recebe visitas de pessoas normais, ou muitas vezes de algum monstro – desviou o olhar com uma cara de desgosto, logo voltando a encarar suas visitantes com um sorriso –Espero não ser o caso de vocês duas.

-Não sou um yokai, sou Remilia Scarlet, e essa é Sakuya. – A criança apenas sorria, apontando para a maid de cabelos prateados a seu lado, que curvou a cabeça em cumprimento. –Estamos aqui para lhe pedir um favor, senhorita sacerdotisa.

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Fim do capítulo 2

Notas finais
Qualquer erro de pontuação ou concordância me avisem >< *nee-san bêbada quando betou esse capítulo =.=*