Arashi X Ame ou Arashi S2 Ame ?
12 Capítulo 12 - Incendiando a casa (x2)
Notas iniciais
Espero que gostem^^
(na verdade eu tava quase desistindo de escrever essa fic... só que recebi um coment da kuchiki-hana! Obrigadinhaa!! fiquei muito feliiz!!^^)
Na sala se encontravam Ohno, Sho, Yuka e Mitsuki que jogavam vídeo game enquanto conversavam:
- Você não vai ganhar de mim Riida!! – Dizia um desesperado Sakurai, jogando um simples boliche no wii, aparentemente, perdendo a partida.
- Será? – Indagava Ohno, que ao invés de fazer o lançamento completo, apenas empunhava o controle e batia como quem joga baseball.
Yuka e Mitsuki apenas observavam.
- Sho, acho que sua cabeça tá fritando! Estou sentindo um cheiro de queimado... – Exclamou Yuka as gargalhadas.
- Estranho, tem um cheiro de queimado mesmo... – Assentiu Mitsuki e continuou – mas não vem da cabeça do Sho...
Sho e Ohno se esqueceram do jogo e se entreolharam aterrorizados. Percebendo o que se passava. Mitsuki e Yuka perguntaram em uníssono:
- O que foi?
- An... Nada, com certeza não é nada... Acho que ele resolve isso facilmente, não é Sho?
— Ah, sim. Ele não pode ser tão infeliz assim. Quer dizer, é só um chá da tarde!!
Momentos de silêncio se passaram até ouvirem o alarme de incêndio. Assustados, os quatro se levantaram e correram a cozinha. Entretanto, não estavam preparados para o que veriam, o cenário era puro caos: forno ainda ligado, seja lá o que havia dentro pegava fogo e água para todo lado, literalmente; os culpados por tudo isso, estavam sentados no chão rindo, até não poder mais.
Mitsuki e Ohno agiram rapidamente. Enquanto Mitsuki desligava o forno, Ohno abria as janelas, dissipando a fumaça. Ambos pararam em frente à Sakuya e Aiba, que no instante em que o alarme de incêndio desligou, cessaram o riso e se entreolharam.
- Sak-chan está encrencada, Sak-chan está encrencada – Cantarolou Yuka se divertindo com a desgraça alheia.
- Por quê? – Perguntou Sho
- Vamos assistir ao show, logo, logo você entende...
Mitsuki, por incrível que pudesse parecer fez cara de séria, o que, por não ser natural de sua personalidade, assustou os presentes.
- Sak-chan, Sak-chan – suspirou e ponderou as palavras – COMO PODE FAZER TODO ESSE ESTRAGO E RIR? MEU DEUS, SAKUYA MIYANOSHITA! – respirou fundo para se acalmar e continuar o sermão – Você SABE que não pode cantar enquanto faz comida, porque você, literalmente, PERDE o ponto!
- Sim, eu sei Mi-chan! Desculpe-me! Mas é que...
- “MAS É QUE” NADA! Isso aqui está uma bagunça! E VOCÊ é quem vai limpar TUDO!
- Espera, me deixa explicar!
- Você tem um minuto para isso...
- Acontece que eu e o Aiba-kun tínhamos um problema: Eu não posso cozinhar sem música e ele não pode COM ela. Daí, resolvemos conversar e ele perguntou a música que eu havia cantado na audição da “Ame” e eu respondi cantando... Foi aí que percebemos o cheiro de queimado. Entendeu?
- Então... AHHH!! ENTÃO POR QUE NÃO PEDIU AJUDA PARA NÓS? ESTAVAMOS A TRÊS METROS DE DISTÂNCIA!
- Ah... Você sabe... – Sakuya corou violentamente.
Mitsuki, entendendo o motivo, respirou fundo, permaneceu calada por alguns instantes, tentava recuperar a expressão natural. Contou até dez e disse:
- Ok! Entendi, só que isso não vai mudar sua situação. Vai limpar tudo isso!
- E agora você Aiba – exclamou Ohno que permanecera calado – sabe de suas dificuldades com a cozinha! Nunca acerta o sabor! Vai ajudar a Sakuya-chan, está bem?
- Certo! – respondeu Aiba.
- Ah! Era a isso que se referia, Yuka-chan? – perguntou Sho, que estava no batente da porta junto a Yuka, ambos observando a cena.
- É! É bem raro quando isso ocorre, mas quando acontece ninguém segura a Mi-chan! Ela tem esse tipo de liderança. Odeia quando...
- Yu-chan! Se continuar a falar dos outros pelas costas vai ajudar a Sakuya e o Aiba a limpar a bagunça!
- Ah! Tá pode deixar! Desculpa! – amedrontou-se Yuka.
Sho apenas abafava a risada, mas recebeu um olhar mortal de Ohno que o fez parar. Com isso, Sho, Ohno, Yuka e Mitsuki deixaram a cozinha em direção a sala de estar e encontraram Matsumoto sentado ao sofá, com uma foto na mão e com ar de tristeza.
- O que aconteceu? – perguntou Ohno
- Tudo bem? – preocupou-se Yuka
- Onde está a minha irmã? – indagou Mitsuki, pensando o pior.
- Muita coisa. Tudo. No quarto dela, eu acho – respondeu Matsumoto a todas as perguntas na mesma frase.
Com um movimento rápido, Sho tirou das mãos de Matsumoto a foto
- Ah! Matsujun safadinho! Ficou com a roqueira, hein? – exclamou Sho mostrando a foto para todos.
- O que? Isso não é bom, isso não é nada bom... – aterrorizou-se Mitsuki e se ajoelhou ao pé de Matsumoto.
- Agora vai, conta. O que aconteceu depois disso – perguntou, impaciente Yuka.
- Ok, ok... Depois disso ela perguntou o que eu sentia em relação ao beijo.
- Certo, e o que você respondeu? – perguntou Mitsuki
- Nada... Ela riu, pediu desculpas e disse “vamos para casa”. Não falamos mais nada pelo caminho e a expressão dela era de tristeza.
Ouvindo isso, Mitsuki levantou-se rapidamente e subiu as escadas com uma expressão preocupada, pensando no que dizer. Os quatro restantes a seguiram logo depois, queriam entender tanto surto.
Mitsuki girou a maçaneta da porta do quarto da irmã. Em vão. Estava trancada. Bateu uma, duas, três vezes. Apenas na quarta, Hana a abriu, para alívio de Mitsuki.
- O que você quer? – Disse Hana arrogantemente, Mitsuki percebeu o roxo nos olhos da irmã.
- O que você acha? – questionou a irmã, em mesmo tom, que não obteve resposta – Até quando vai continuar a agir como criança? Como você pode fantasiar um suposto namoro e achar que estaria tudo bem para ele? Esquece-se que você sabe sobre ele, mas ele não sabe nada sobre você?
- Perdoe-me mamãe, não queria agir assim – debochou Hana e empurrou Mitsuki – Vê se para com esses sermões! Foi só um beijo, nada mais.
- Mas teve significado para você! E você sabe disso, só não quer admitir!
- E quem é você para falar sobre os MEUS sentimentos?
- SUA IRMÃ MAIS NOVA! – empurrou a outra.
- E desde quando você sabe tanto sobre o que eu sinto? – Segurou Mitsuki na parede pela blusa, fazendo-a sair do chão.
Até então, nenhuma das duas gritava, tudo nada mais era que uma briga entre irmãs. Jun, Ohno, Sho e Yuka observavam sem saber se paravam a briga ou não. Foi quando Mitsuki proferiu a frase, mais alto do que desejava, que estava enroscada em sua garganta:
- DESDE QUANDO SEU EX-NAMORADO MORREU EM UM ACIDENTE DE CARRO! – surpreendeu a todos, inclusive sua irmã — DESDE O MOMENTO EM QUE VOCÊ NÃO CONSEGUE ENCARAR A VERDADE E CONTINUA A MENTIR NO TRABALHO QUE ELE EXISTE! DESDE QUE VOCÊ COMEÇOU A... viver em um mundo de mentiras...
Hana apenas escutava as palavras que nunca ouviu de ninguém, mas que só sua irmã poderia lhe dizer, ninguém mais. Afrouxou a mão que segurava Mitsuki no ar, colocando-a de volta ao chão. Esperou que sua irmã continuasse:
- Você queria substituí-lo pelo Matsumoto-kun, não é? Queria que seus sentimentos pelo Kyo-san fossem transmitidos para ele, certo?
- Quando?... Quando foi que você percebeu? – Hana abaixou a cabeça.
- Quando eu te mostrei, logo depois do enterro, o novo CD, Dream "A" Live, do Arashi que eu havia comprado, para ver se você animava. Naquele dia, você notou a semelhança entre Kyo e Jun, certo? E a cura foi instantânea: parou de chorar e voltou a sorrir. Naquele momento eu queria te dizer para não viver na ilusão. Mas eu fui fraca, você estava tão feliz que nem pude...
Hana a interrompeu abraçando e chorando.
- Eu sinto falta dele... Muita falta e não sei o que fazer...
- Eu sei, eu sei... E não há nada que se possa fazer, é difícil perder alguém que se ama, mais difícil é esquecê-la.
Ambas sentaram-se, ainda abraçadas. Os que assistiam, não puderam deixar de sorrir, algo havia se resolvido e, agora, tudo se explicara.
- Hana-chan, por que não toma um banho, ouve sua música preferida, enquanto eu faço seu prato preferido? Isso é, se a cozinha já estiver em ordem.
- Por quê? O que aconteceu – Mitsuki apenas a olhou como quem diz “adivinha” – não me diz que ela colocou fogo na casa.
- Bingo!
- Hahahá!! Ok, eu vou sim... Depois vou ver o estrago. Mas antes de tudo – dirigiu-se a Matsujun, fez uma reverencia e disse – me desculpe por todo esse mal entendido, espero que não comece a me odiar, por favor!
- Tudo bem, não se preocupe! Apenas volte a sorrir, você com certeza fica mais bonita... – Matsujun a viu corar e sorriu.
Hana se retirou para seu quarto, faria o que Mitsuki dissera.
- Nossa, o que exatamente aconteceu aqui? – disse uma voz
- Parece que finalmente se resolveram – respondeu outra voz
- Nino-kun, Hikari-chan! Quando foi que vocês chegaram aqui? – assustou-se Yuka.
- Impossível não ouvir a gritaria da Mitsuki-chan, ainda mais sendo tão fina – mais uma voz se proclamou.
- Sak-chan, Aiba-kun! Vocês também?
- Sim… Claro, não iriamos perder isso por nada. Mas parece que a Mitsuki-chan sempre tem tudo sobre controle, né? – Disse Aiba
- É! Vocês viram como ela coloca ordem na casa? Incrível, né? – Dizia Sho
- Bem diferente do Satoshi-kun... Como eu queria que ele aprendesse com ela... – alfinetou Jun.
- Tá bom, já entendi. Do momento em que estivermos aqui, vou aprender algo, ok?
- Seria ótimo – concordaram Sho, Aiba, Nino e Jun.
- Ei, também não é pra tanto! Como vocês agiriam se um de seus amigos estivesse com um problema como esse? – reagiu Mitsuki.
- Ah, bem, certo, talvez eu não teria tanta lábia assim... Acho que nenhum de nós teria – Disse Sho.
- Tem razão – concordou Nino.
- Ok, ok. Voltando ao assunto: a cozinha está arrumada?
- An... Quase. Falta apenas limpar o fogão. – respondeu um receoso Aiba.
- Então deixa comigo! Eu assumo a partir daqui.
- An? Mas você nunca fez isso! Você nunca retira uma “ordem” – contestou Sakuya.
- Você poderia ter recusado. Nada te impedia se tivesse um bom argumento. – sorriu Mitsuki.
- Então... O prato de hoje é pizza? – interrompeu Hikari com uma pergunta.
- Aham! – sorriu ia se dirigindo a escada – E aí? Quem vai me ajudar?
- Eu! – responderam Sakuya, Hikari e Yuka juntas.
- Vocês podem se sentar no balcão se quiserem. Assim, podemos conversar. – sugeriu Yuka.
- Ok, então vamos — concordou Jun
Notas finais
até maisss!!
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