Aranhas
3 Reencontramos uma velha amiga
Notas iniciais
—Percy?- Grover chama- Você parece preocupado.
-Eu estou- Falo entediado- Minha namorada sofreu um ataque de aranhas e perdeu a memória por três minutos antes de começar a chorar. Você não estaria preocupado?
E era verdade. Annabeth e os outros estavam na enfermaria, Quíron examinando cada um deles. Eles literalmente me expulsaram de lá até terem terminado. Resultado: Estou jogado na cama do chalé de Athena até o sol nascer. Ou eles libertarem Annabeth. Ou minha paciência acabar e eu atacar alguém. Qualquer um dos três me parece uma boa opção.
-Desculpe. — Ele parece magoado.
— Não se sinta mal. Você não tem culpa.
-Que droga é essa?- Um menino entra pela porta. Não me lembrava muito bem o nome dele, mas ele era alto, forte e loiro. Tinha aquela expressão que os professores descreveria como “encrenqueiro”. Lembrava-me o Peter Pan. — O quê o sátiro e o peixinho fazem aqui sozinhos?
-Onde ela está?- pergunto.
-Ela falou que você saberia.
-Eu? Eu não me lembro nem que dia é hoje. Onde ela pode... Oh! Claro.
-Onde?
— Não me sigam- Saio correndo sem realmente me importar de alguém me seguindo.
***
Vejo-a bem onde eu imaginei. Mergulho na água do lago de canoagem e nado até ela. Com ajuda da força da água, viro o barco.
Ela afunda e puxo seu pé para baixo. Ela se debate quase como se estivesse tentando... Por Zeus! Annabeth não respirava debaixo da água. Agarro sua cintura e subimos.
-Perseu Jackson! Eu vou matar você!- Ela diz.
-Calma, Sabidinha. — Falo rindo.
— O que você quer?
-Vim ver como você estava.
-Eu estou bem. – E ela começa a nadar para longe.
Mas eu não ia a deixarela ir tão fácil. Afinal eu era filho de Poseidon, e estávamos na água.
-Você volta aqui, Sabidinha. — Disse, puxando ela de volta- Aqui é meu reino, lembra?
— Tecnicamente é o reino do seu pai.
— Okay, Annabeth, eu não vou discutir lógica com você.
— Isso não seria inteligente – Diz com ar superior.
-Eu não sou filho de Athena. Não faço coisas inteligentes. Mas isso não vem ao caso. Annabeth, você precisa me contar. O que aconteceu?
— Eu não sei.
— Annabeth...
— Eu não sei Percy. – Percebo que ela está chorando.
— O que houve? Conte-me.
— Meu cérebro é minha maior arma, Percy. E eles quase tiraram isso de mim. Não podem tirar a única coisa estável que eu tenho.
Beijo-a. Eu não iria agüentar muito tempo sem fazer isso.
— Confie em mim, você é muito mais do que seu cérebro.
— Eu não sei o que aconteceu. Minha memória sumiu por uns minutos e Quíron achou um pequeno mecanismo no meu cabelo. Ele acha que foi isso que fez acontecer. Talvez tenham sido postos durante o ataque.
— Isso não importa mais. Vamos sair da água, está frio.
Avisto Grover nas margens do lago e nado até ele, segurando a mão de Annabeth. Saio do lago e me seco. Toco nela e seco-a também.
-Percy? Eu sei que você mandou a gente não te seguir, mas... – Grover fala.
— Tudo bem, Garoto Bode. – Annabeth responde por mim.
Uma sombra se ergue diante de nossa visão. Meu corpo age antes da minha mente e empurro Grover para o chão, salvando-o de... Alguma coisa. Saco a espada.
— Tem alguma arma? – Pergunto a Annabeth.
— No chalé.
— Fique atrás de mim.
A sombra se ergue sobre nós novamente. Tudo que percebo é que é grande. E verde. Voava. Tinha a impressão de já ter visto ela antes.
— Perseu Jackson. — Ela fala.
— Percy. – Annabeth sussurra na minha orelha, alarmada.
— Eu sei. – Digo de volta. – É ela de novo. Capi, Cassi, Campa...
— Campe. – Ela responde- Isso confirma minha teoria. Eles estão voltando. Todos eles. Todos os monstros que já enfrentamos. Eles estão de volta
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