Notas iniciais
Aralta: TRAVEL - Prólogo

Quando eu era mais novo, amava ler e escrever histórias. Era somente um passatempo que poderia ser considerado meio bobo para a maioria das pessoas ao meu redor. Porém, eu sempre sonhei que um dia seria um grande escritor, criar e ser protagonista de aventuras únicas que sairiam de mim e seriam eternizadas em páginas, que todos amariam ler. Mas isso era somente pensamentos de uma pequena criança.

Hoje meu filho resolveu entrar escondido na biblioteca de casa. Ele é muito novo, tem apenas sete anos, mas é uma criança curiosa e xereta, por isso, mesmo não possuindo permissão para andar por lá sozinho por ser pequenino, resolveu arriscar e se aventurar por lá. Veio com um livro na mão me pedindo para ler enquanto esperamos sua mãe voltar para casa.

O livro era de capa vermelha, possuía um escrito e se chamava “Aralta”.

“Há muito tempo atrás, quando o mundo era bem diferente do que se pode ver, Hollys— as criaturas mágicas – e os humanos viviam juntos, mas nem tudo era tão bom quanto parece. Embora vivessem juntos, não suportavam a existência um do outro. Então, houve guerra. Conhecida como ‘Guerra Infinita’, foi a mais longa e destrutiva de todos os tempos.

Naquele tempo, reinos foram destruídos, bibliotecas queimadas e documentos perdidos. Eram tempos negros, de desespero e pesadelos. Até que um dia apareceu um homem que prometia pôr fim naquilo tudo: o Mágico, como muitos chamavam. Ele era um humano; vestia uma camisa branca, gravata borboleta e capa pretas, além de uma cartola e uma varinha que mais parecia um sabre ou cajado. E contava que, naquele momento, dava-se início ao seu truque.

— Escutem todos! Hoje o mundo vai se transformar, vim causar mudança nessa história. ― Ele gritava de braços erguidos à multidão, chamando sua atenção. ― Sou apenas o começo dessa transformação, mas um dia aparecerá um homem, meu herdeiro, que concluirá meu ato. A guerra acabou, filhos de Izumo.

Ao falar isso, cravou seu cajado no centro de seu palácio gerando uma incrível força ao redor do local. A partir daquele local se formou uma cúpula, um campo de força separando os humanos dos Hollys.

Era algo invisível e visível ao mesmo tempo, realmente mágico.

― Aqui deixo minha punição e sacrifício. Selo os males com minha alma, mas retornarei. Quando a paz for restaurada, tudo deverá ser negado. Esse é o meu pedido.

Nesse momento, ele sumiu em meio ao brilho dos espíritos da floresta de Matsu e seu nome vaga pelos quatro cantos do mundo como o maior mago que já existiu. Todos passaram a acreditar em suas palavras, aguardando que sua profecia se cumpra ou suplicando para que ele retorne logo."

Com o tempo, os humanos deram um nome pejorativo aos Hollys, chamando-os agora de Bestias, e o ódio logo se espalhou novamente. A guerra foi reiniciada e o mundo voltou ao caos. As terras dentro da cúpula levaram o nome de Aralta e essa história percorre gerações por mais de 500 anos.

Séculos após a divisão, com o avanço da tecnologia e da sociedade, as formações de batalha durante a Guerra Infinita também sofreram alterações. Soldados com as mais diversas armas comandadas por ditadores e milionários humanos; cavaleiros e suas magias liderados pelos concelhos reais. E cada vez mais pessoas perdiam seus familiares em uma luta sem fim.

Agora cabe à nova geração de heróis decidir o futuro. Todas as esperanças dos civis estão nas mãos deles. Os inimigos perecerão e as pessoas aplaudirão ao ouvir esse nome. Eles são o 5º esquadrão dos Cavaleiros Vermelhos. Eles são a Red Star.

Notas finais
Espero que tenham gostado.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.