Aquilo que o Mar uniu
18 O filho de Eulëyn
Notas iniciais
Parado no Cais ao leste de Mitéra, um jovem elfo de cabelos lisos e pretos e olhos extremamente azuis observava, encantado, o navio que o trouxera sarpar em direção de Argon, o reino vizinho.
Com um sorriso, ele andou calmante pelas estradinhas do reino, que conhecia desde muito novo. Algumas pessoas o cumprimentavam com um aceno, crianças vinham brincar com ele e com muitas ele parava para conversar, pessoas que ele conhecia desde criança.
O elfo encontrou sua mãe no parque. Eulëyn sempre se destacava nos lugares em que estava, por sua fama. Era sempre fácil encontrá-la contando alguma história de suas guerras passadas ou aventuras de quando era jovem. Por um longo tempo, Tharin apenas ouviu atento, apoiado em uma árvore qualquer. Amava ouvir a voz dela, ainda mais depois de meses afastados.
Quando ela acabou a história, percebeu-o. Os dois tocaram suas testas e voltaram para a casa da Irmandade andando de mãos dadas. Tharin conheceu finalmente Paula e Mikaila e trouxe notícias de Argon — a princesinha Penélope acabara de nascer— e da Terra — Jonny e Lucy conseguiram se adaptar muito bem. Ele dava aula de história e ela frequentava a escola.
A tarde passou voando.
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