Notas iniciais
Palavra do dia: Habena (rédea)

— Papai, papai! — Três vozes gritaram em uníssono. Enquanto as três crianças acordavam Aster, Paula, encostada no batente, sorria.

— Pedi para que eles deixassem você dormir... — Ela riu. Aster revirou os olhos.

— Mas é o último dia do ano. Nós sempre vemos o nascer do sol. — Pamella reclamou, puxando a irmã para tirá-la da cama e arrancando risos tanto de Benjamin quanto da própria Angeline.

Rindo, Aster se levantou e penteou com os dedos o cabelo. Angeline foi posta em seus ombros e segurou-se no pescoço do pai como um cavaleiro segura uma habena. Pamella e Benjamin corriam para subir para o telhado, e Paula ia atrás, gritando para que não corressem na escada.

Era tradição daquela família assistir o nascer do sol. Subiam até o telhado, Aster ficava em uma ponta e Paula no outro lado. As crianças ficavam no meio dos dois, brincando e rindo. Enquanto via o sol subir no horizonte, apertando em volta de si e das crianças a manta para barrar o frio, Paula se lembrou de tudo.

De seu marido.

Seus amigos.

Seus filhos.

A irmandade.

De tudo que passaram para estar ali.

Fechando os olhos, ela agradeceu tudo aquilo que o Mar uniu.

Notas finais
Acabou. Nem acredito que acabou. Foi um mês muito punk, mas DEUSES, EU NÃO PERDI UM DIA. Esse capítulo foi para fechar um ciclo. O amor prevalece do nascer ao pôr do sol, lembre-se disso. Muito obrigada á todos que acompanharam, obrigada aos comentários. Eu simplesmente amo vocês. Mil beijinhos de luz e até uma próxima vez.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!