Aquilo que o Mar uniu

27 Incêndio no orfanato


Notas iniciais
Palavra do dia: arrefecido

Não demorou muito para que os serviços das servas de Neró fossem requeridos novamente, dessa vez no orfanato da cidade.

Quando Paula chegou, seus ouvidos captaram o grito desesperado de uma garotinha ainda presa no prédio. Ela correu para dentro do orfanato, usando sua mão na frente do rosto para evitar a fumaça.

Subiu correndo todos os degraus do orfanato, em direção contrária aos outros que saiam. Seus dedos vertiam água em todas as direções, fazendo o local ficar arrefecido.

Paula encontrou um quarto quase inteiramente tomado pelo fogo, e o piso cedera em um buraco para o andar de baixo. Do outro lado estava uma garotinha de aproximadamente três anos, encolhida e tossindo. A menina estava amedrontada.

— Vem, eu prometo que seguro você. — A sereia falou, abaixando-se e abrindo as mãos. A menina ainda hesitou antes de pular, Paula deslizou pelo chão e segurou-a, abraçando fortemente. As duas se teletransportaram no mesmo momento que o teto ruiu, e apareceram do lado de fora.

Ficaram abraçadas por vários minutos, a criança ainda trêmula em seus braços. Aster se aproximou e envolveu ambas em um cobertor, trocando olhar com sua esposa antes de abraça-las.

Sentiam algo muito especial na pequena Pamella.