Aquilo que há em meu coração

4 Capítulo 4 - Um sonho estranho e desejos secretos


Notas iniciais
Boa noite meus lindos leitores! Desculpem a demora a postar hoje, foi meu último dia de aula do semestre na faculdade, e saí com meu namorado pra comemorar. Mas aí esta esse capítulo lindo! Boa leitura e por favor leiam as notas finais. P.s.: este sinal * indica que o tempo deu um "pulo"

POV Sanji

Ao acordar senti meu corpo meio dormente, minha mente estava confusa e estranha. Levantei-me olhando para os lados tentando me localizar, foi então que me deparei com uma visão engraçada, Zoro estava dormindo encostado a parede, seus braços estavam cruzados, cabeça abaixada e no canto de sua boca escorria uma trilha de baba.

– HAHAHA! Esse idiota tá babando – fitei-o por um tempo que me pareceu muito maior que o necessário, caminhei pela caverna e constatei que pelo fogo ter sido apagado dormimos por um bom tempo.

Ao caminhar para a entrada da caverna lembranças do dia anterior me vieram a mente. Ruborizei. Eu realmente o beijei, não foi um sonho nem alucinação, aquilo aconteceu de verdade. Eu não estou com raiva, simplesmente não sei o que pensar.

Fiquei alheio olhando para o horizonte e comecei a pensar. Porque meu corpo reage ao Marimo? Porque parecia tão bom... Tenho quase certeza que são efeitos do tempo que passei perto daqueles Okamas, mas, ao mesmo tempo, resisti tanto tempo aquela ilha... e eu ainda sinto o mesmo sentimento senão mais forte pelas mulheres.

Não sei com que olhos devo olhá-lo agora. Se bem que ele nem deve pensar nada, vai simplesmente fingir que nada aconteceu e eu farei o mesmo.

POV Zoro

Eu estava sonhando, e tinha plena consciência disso, contudo ainda fiz coisas que não queria. Estava na cozinha do navio, esperando para comer. Todos haviam comido, eu demorei pois estava treinando. Sanji me servia um prato delicioso mas o que eu queria realmente devorar era ele.

Levantei-me e o abracei pelas costas, fiquei surpreso ao constatar que ele não fugia de mim, apenas ruborizava. E isso o fazia parecer ainda mais lindo pra mim. Deslizei minhas mãos pelo seu peitoral e desci uma delas para provocá-lo em suas coxas. O acariciava e fazia questão de passar os dedos pela sua virilha. Ele suspirava e tremia com a sensação do meu toque.

– Marimo... — sua voz saía de uma forma tão erótica, me deixava louco. Passei a mão de forma suave por seu membro e constatei que estava duro. Ah! Ele adora isso.

– Hum? — foi tudo o que respondi. Pousei meus lábios sobre seu pescoço e o ataquei. Beijos, lambidas e mordidas. Percebi que ele tentava segurar um gemido. Eu queria o enlouquecer. Pressionei meu membro também duro em sua bunda. Ah bunda macia...

– Ainda é dia... vão nos ver – disse com a voz trêmula. Olhei-o e a visão que tive me deixou ainda mais atiçado, ele mordia o lábio inferior, seu rosto estava corado até as orelhas e suas mãos contraídas.

– O o que tem demais? Não ligo se eles descobrirem – Pousei a mão esquerda em sua face, acariciei-a deslizando meus dedos até sua nuca, puxei-o e o beijei. Um beijo molhado, intenso e suave como uma súplica – você está querendo me matar... me seduzindo dessa forma.

Então foi que eu acordei desesperado, com o coração descompassado e o pior de tudo minha cueca estava molhada.

Fim dos POVS

Zoro olhou para os lados assustado, viu Sanji próximo a saída da caverna e agradeceu por ele não estar perto de si e perceber o que aconteceu.

Que tipo de sonho é esse? Nunca tive um sonho erótico com um homem... sempre foram mulheres. O que está acontecendo comigo? Sério, o beijo de ontem deve ter me feito mal. Mas de qualquer forma não foi exatamente ruim.

Sanji percebeu a movimentação e olhou para trás, sua face estava calma. O sono havia feito bem para ele.

– Vai dormir por mais quanto tempo desgraçado? — tateou os bolsos até lembrar-se que não tinha nenhum cigarro – Temos que conseguir comida e encontrar o navio.

– Certo... — disse olhando para baixo, não podia olhá-lo nos olhos, tinha certeza que se o fizesse o atacaria mais uma vez. Levantou-se e caminhou também para a entrada da caverna.

Passado um longo tempo conseguiram capturar alguns animais grandes, e coletar frutas estranhas. Nenhum dos dois disse uma palavra. Nenhum dos dois tinha coragem para dizê-las.

– SANNNNNNNNNNNNJIIIIIIIIII! ZOROOOOOOOOOOOOO! — coro que um coro puderam ouvir a voz de seus companheiros. Conseguiram chegar até a costa.

– Onde se meteram idiotas? — Nami disse irritada.

– Pensei que foram devorados por algum animal – Robin falou meio alheia.

– Não diga coisas horríveis como essa – Usopp arrepiou-se.

– SUUUUUUUPER! Agora que voltaram podemos partir – Franky pronunciou-se.

– HAHAHAHAHAHAHAHA – foi a única coisa que Luffy disse, até que viu a carne – SANJI! Você vai fazer carne hoje? — seus olhos brilhavam.

– Até parece, você tem que comer legumes. E eu preciso de cigarros – Sanji foi logo subindo ao navio.

Zoro permaneceu quieto e ao subir a bordo encontrou um canto qualquer para coxilar.

*

Já era noite quando acordou, o navio estava silencioso. Limitou-se a levantar e ir até o quarto masculino, precisava trocar de roupas e também de um banho. Colocou suas katanas sobre a cama e pegou tudo o que precisava. Então dirigiu-se ao banheiro, aquele pareceu-lhe o melhor banho da vida.

Vestiu uma cueca preta e uma calça para dormir, seus cabelos ainda estavam úmidos. Sentia um pouco de sede e então foi para a cozinha atrás de algo. Ao abrir a porta seu coração gelou, Sanji estava lá terminando de secar alguns pratos. E o pior, eles estavam sozinhos, certeza que conversariam sobre o que aconteceu.

Sanji o olhou e sua face parecia um pouco assustada, guardou os pratos e só então perguntou:

– O que você quer? — agora sua expressão parecia irritada.

– Só quero água – fui até a pia, peguei um copo, enchi-o e tomei água – não posso?

O cozinheiro desviou o olhar, parecia incomodado com alguma coisa. Deu um passo para trás e lavou o copo que Zoro acabava de usar.

– Sabe sobre ontem... realmente me desculpe – arrependi-me de ter tocado no assunto, caralho eu devia ter ficado quieto, sou realmente burro demais.

– Não vamos falar sobre isso – foi a única resposta que obteve, o loiro ainda não o olhava – quer fazer o favor de sair daqui? — o tom de voz saiu bem irritado.

– Não. Não quero – novamente eu estava perdendo o controle, lembrei de meu sonho e por um momento desejei que ele se tornasse realidade naquele momento. Aproximei mais meu corpo de Sanji mais ao tocá-lo me surpreendi, ele tremeu levemente e sua face corou.

– Por favor não me toque Marimo... — sua voz era suplicante. Sanji pode sentir uma corrente de calor vindo do local onde foi tocado e indo para as outras partes de seu corpo. Não tinha ideia do que fazer.

– Porque não? — eu poderia ter simplesmente ido embora, mas eu fui incapaz de evitar. Assim que escutei aquele tom de voz, assim que reparei que ele reagiu a mim fiquei duro. Eu realmente o queria em meus braços. Deslizei os dedos pelo seu ombro e o abracei. Ele não reagiu.

E naquele instante secretamente os dois desejavam que o tempo parasse, mas não eram capazes de admitir.

Notas finais
Então galera tenho um aviso. Passarei este final de semana na casa do meu pai, e lá é tipo o fim do mundo. Não tem net, nem sinal de celular. É mato. Passa até carroça lá na frente. Eu adoro. Maaaas isso significa que não vou ter como postar. D: Como hoje eu realmente estou ocupada agora a noite, e ainda tenho que corrigir uns trabalhos da monitoria vou ficar devendo capítulos. Portanto no sábado e domingo não postarei nada. Mas na segunda postarei então dois capítulos como desculpas. Um de manhã até umas 11 horas, e outro quase noite às 18. Muito obrigada