Aquilo que há em meu coração

2 Capítulo 2 - Os pensamentos que não queria ter


Notas iniciais
Bom aqui esta o segundo capítulo. Quero agradecer as pessoinhas que já leram e comentaram aqui. Estou muito feliz! Boa leitura e um único aviso, o que estiver em itálico e entre " ", são os pensamentos dos dois.

Os dois nakamas lutaram por muito tempo, tanto que em determinado momento simplesmente pararam porque não lembravam mais um motivo para que ela continuasse. Estavam cansados, desalinhados e com inúmeros machucados.

Ao pararem com a luta não tinham forças nem para desferir palavrões, apenas saíram a procura de retornar ao navio para descansar. Teriam de trabalhar muito no dia seguinte já que não haviam conseguido comida alguma. Em determinado momento da caminhada Sanji decidiu cortar o silêncio.

– Marimo, você sabe pra onde estamos indo? – seu tom de voz estava desconfiado, ele não parava de pensar que estavam perdidos.

– Mas é claro que eu sei! — respondeu em um tom que era passível de desacreditar. Escondia o rosto abaixando-o, não podia deixar que o loiro descobrisse que ele estava perdido, e o pior deixar que ele soubesse que eram seus pensamentos impuros e completamente estranhos que causaram o ato, não ele não podia dar motivos sequer para desconfiança.

– Ah é? Se você sabe então porque já passamos por essa árvore umas 5 vezes? — acusou apontando para o lado.

Zoro respirou fundo, o melhor seria dizer que estava perdido, mas sabia que o loiro ficaria insuportável.

– Tá bom... eu realmente me perdi... — olhou para o cozinheiro só esperando o esporro que levaria.

– Pelo menos dessa vez você admitiu – suspirou e continuou a dizer – tire essa cara de besta do rosto, vamos procurar um lugar para descansar, estamos em um estado horrível – tirou então um cigarro, tragou com vontade e entrou em um modo pensativo – espero que Nami-chan e Robin-chan estejam bem.

– Pervertido, você só sabe pensar em mulher – retrucou muito irritado e saiu andando procurando um lugar qualquer.

Sanji não entendeu o motivo pra tamanha irritação, mas sentiu uma leviana felicidade. O espadachim parecia estar com ciúmes... ciúmes dele falar sobre Nami e Robin. Ao se dar conta de seus pensamentos o loiro chacoalhou a cabeça e correu atrás de Zoro, se o perdesse seria mais difícil a busca de seus Nakamas pelos dois.

Durante a caminhada puseram-se em silêncio e andaram lado a lado, foi um momento que usaram para pensar. Sanji fumava seus cigarros de uma forma mais voraz que o habitual, Zoro permanecia concentrado e quieto.

“Como assim eu fiquei feliz pelo Zoro ter sentido ciúmes? Pera porque eu estou achando que ele está com ciúmes? Devo estar doente, com febre, delirando... Eu não posso estar pensando este tipo de coisa de um idiota. Devia estar feliz se fosse Nami ou Robin com ciúmes... Meu Deus, acho que preciso de mais um cigarro.”

“Maldição eu deixei escapar um comportamento tão ridículo desses... a essas alturas Sanji deve ter percebido algo. Não calma eu não posso sentir nada por esse cozinheiro maldito!, seria ridículo. Porque estou tendo esse desejo de monopolizá-lo?”

Sanji olhou para o lado enquanto fumava seu último cigarro, como é que o espadachim conseguia ficar com esse rosto inexpressivo? A calma dele o irritava. O loiro não pode evitar de admirar aquela expressão, de fato era um rosto muito belo, as garotas devem gostar disso, um olhar de cara mal como se revelasse um perigo iminente... reparou também nas vestes semiabertas e amarrotadas do espadachim revelando aquela cicatriz por entre músculos bem definidos.

– Acho que estou ficando realmente louco ou doente – o loiro deixou escapar as palavras bem baixinhas, como assim ele estava admirando o Marimo?

– Porque? O que aconteceu? — Zoro olhou fixamente para o loiro sem entender o motivo de tais palavras. Mas bastou olhá-lo para que os sentimentos que tinha descoberto anteriormente aparecessem. Ele era incapaz de desviar o olhar.

– Nada demais, apenas pensando que meu cigarro acabou – fingiu uma desculpa qualquer para não explicar-se.

Isso é mal... tenho que me recompor. Após perceber o que acabara de pensar Zoro tossiu e fingiu ter engasgado-se a fim de conseguir tempo para recuperar a compostura, virou-se então para o lado. E teve a visão do que seria a sua salvação.

– Heeey! Cozinheiro pervertido, olha ali é uma caverna – apontou para o local, que ficava pouco acima do lugar em que estavam. Quase agradeceu ao destino pela ajuda, poderia descansar e ver se os pensamentos ridículos saiam de sua mente.

Sanji achou melhor nem retrucar, estava muito cansado. Adentraram na caverna e sentaram-se um de cada lado. Como o local estava muito escuro, Sanji amontoou um pouco de gravetos ao centro e com seu Diable Jambe acendeu uma pequena fogueira.

– Você está horrível Zoro! Completamente imundo... — o cozinheiro o provocou para ver se ao menos brigando a ideia ridícula de que o Marimo é atraente saísse de sua cabeça.

– Olha só quem fala, você tá virado só em trapos! — retribuiu a provocação com um sorriso no rosto.

Foi então que Sanji olhou para as próprias roupas e percebeu que deveria estar parecendo um sem teto, retirou a parte de cima do terno reclamando.

Zoro quase teve um ataque interior com o ato, seus pensamentos ficaram incontroláveis. A cada movimento do loiro ele podia visualizar uma linha, uma marca, um pedaço do qual gostaria de beijar... espere beijar? Eu quero ter o corpo desse maldito? Até parece... não pode ser, não lembro de ter bebido nada hoje. Se fosse uma mulher eu entenderia, mas tomar o corpo de um homem?

– Sanji se eu fosse você vestiria essa roupa novamente, você vai pegar um resfriado – tentou disfarçar o quanto ver o outro assim o incomodava.

– Ehhh? Você se preocupando comigo? Tá doente? — Sanji aproximou-se e colocou sua mão na testa do espadachim – certeza que não tá com febre? — Ahhh como eu sou idiota... porque vim fazer isso? O certo não seria eu rir da cara dele? Meu Deus estou tão próximo... o rosto dele é realmente belo... e essa boca parece tão apetitosa.

– Porque? não posso? — antes mesmo que a razão pudesse prevalecer Zoro abraçou-o, sentiu o calor daquele corpo e aproveitou para deslizar as mãos pelas costas pálidas. — acho que estou enlouquecendo.

Sanji não foi capaz nem de se mover, seu rosto corou instantaneamente, ele mentiria descaradamente se dissesse que não estava aproveitando aquele abraço. Mas como poderia aceitar os pensamentos que estava tendo naquele instante?

– Você... pode sim... — o loiro respondeu deixando-se levar pelo momento.

Foi apenas o tempo das palavras saírem de sua boca para sentir os lábios do maldito espadachim colado aos seus.

Notas finais
MUAHAHAH, eu sei que fui malvada por ter parado no beijo, mas é pra atiçar a vontade de vocês virem ler a sequência! Espero que tenham gostado, não vou levar mais que dois dias para postar o próximo.