Aquilo que há em meu coração
12 Capítulo 12 – A consumação de um amor
Notas iniciais
Os dois agora estavam deitados na cama do quarto que seria o ninho de um amor, descansavam do ato anterior e preparavam o corpo para uma união mais profunda. Palavras não eram ditas naquele momento, apenas ouviam a respiração um do outro.
Naquela altura Sanji já havia se entregado, e percebeu que o conselho de Robin era mais do que verdadeiro. Apenas precisava ser ele próprio, contudo ainda existiam coisas que ele não se considerava pronto para fazer, e sabia que o espadachim o esperaria. Isto o confortava.
Zoro ainda estava extasiado, já tinha se masturbado inúmeras vezes, e também já tinha feito isso imaginando Sanji realizando obras-primas de todas as formas possíveis. Contudo em nenhum desses sonhos chegou próximo ao prazer da realidade, foi inexplicável e muito melhor. Ele realmente fez isso... aaah mal posso esperar para estar dentro dele... mas eu prometi, prometi que o esperaria.
– Nee... Marimo... — resmungou.
– Humm? Que foi? — segurou nas mãos do loiro e estrelaçou os dedos.
– Como eu fui? — corou ao perguntar, precisava saber...
– Inexplicável... foi maravilhoso – selou-lhe os lábios e sorriu.
Agora as palavras realmente não eram mais necessárias. Sanji passou a língua suavemente pelos lábios de Zoro como que suplicasse um beijo. Seu desejo foi concedido. Beijaram-se em uma mistura de amor e desejo, que foi acordando os corpos dos dois amantes.
Os beijos continuaram até que a face dos dois já estava avermelhada e os corações batendo em um acelerado ritmado. Olharam-se, admiraram-se e sorriram com um olhar confidente, o olhar de dois amantes.
Sanji decidiu tomar a iniciativa mais uma vez, o que fez com que Zoro sentisse-se um pouco controlado, esse sentimento o deixou louco. O cozinheiro subiu em cima dele e beijou-lhe o pescoço.
O espadachim já havia beijado o cozinheiro diversas vezes naquele local, mas essa era a primeira vez que recebia um. Era delicioso, a língua do loiro dançava em seu pescoço lhe causando arrepios e um frio na espinha, ele imaginou aqueles mesmos movimentos sendo feitos em sua intimidade e tão logo endureceu tanto que começou a doer.
O loiro não parou, repousou seu corpo sobre o do moreno e sentiu o membro completamente duro, rebolou em movimentos circulares. Queria o deixar louco, queria ser atacado, chega de tentar esconder essa verdade.
Contudo o moreno não o atacou, apenas gemeu e olhou-o pedindo por mais com um sorriso pidão. Obedecendo e entendendo o recado Sanji beijou aquele corpo, descendo do pescoço até que chegou ao membro.
– Marimo... — olhou-o um pouco assustado, sabia que não podia mais exitar mas ainda tinha medo dessa parte.
– O que foi amor? Não precisa se forçar... — entendia que aquilo podia ser demais para ele.
– Não... eu quero fazer isso... mas sabe eu nunca fiz isso em um cara... — corou.
– Eu também não, você foi o primeiro – respondeu rapidamente deixando o loiro sem palavras – Sanji... se quer mesmo fazer isso, basta pensar em como gostaria que fosse feito em você.
Sanji assentiu com a cabeça e timidamente iniciou o trabalho. Começou acariciando o membro com as mãos, logo percebeu o líquido de excitação que escorria lentamente, lambeu-lhe a cabeça e sentiu o sabor. Era amargo. Ainda bem que era um sabor que não desgostava.
Continuou segurando o membro com uma das mãos e pôs-se a lamber a cabeça em movimentos circulares. Zoro gemeu, era o mesmo movimento que recebeu em seu pescoço, seu desejo estava sendo realizado. E foi aí que recebeu uma surpresa deliciosa, o cozinheiro desceu a boca pelo comprimento do membro sugando-o, o moreno estremeceu.
A partir daí os movimentos de vai e vem se iniciaram fazendo com que o espadachim se perdesse no prazer e em uma respiração acelerada. Sanji continuou até que seus músculos se cansaram, acariciou-o mais um pouco com as mãos e sentiu-se muito confuso ao perceber o que estava desejando naquele momento. Ele queria Zoro dentro dele... mas não era capaz de pedir algo como isso.
– Marimo... sente-se – pediu com uma voz envergonhada.
Zoro não perguntou nada, queria que o cozinheiro continuasse mas entendia que ele ainda não estava pronto para provar o seu gozo nos lábios. Sentou-se recostado no encosto da cama e recebeu outra surpresa maravilhosa.
Sanji estava sentado em seu colo e roçava a bunda em seu membro. Se existisse um deus ele agradeceria nesse momento, mas como não acreditava apenas pode agradecer o destino.
– Sanji... eu preciso te preparar primeiro – sussurrou no ouvido do loiro e depois mordiscou-lhe a orelha – não quero te machucar.
Abraçou o cozinheiro amavelmente, introduziu 3 dedos em sua boca. Ele havia entendido pois começou a sugá-los e deixá-los completamente molhados. Ao acumular uma boa quantidade de saliva acariciou a entrada do loiro o abraçando com o braço ainda livre. Acariciou calmamente, sem pressa, ameaçando introduzir um dedo e voltando a acariciá-lo.
Depois de um tempo percebeu que o corpo a sua frente estava mais relaxado, beijou-lhe o pescoço ávidamente e introduziu um dedo. Recebeu em troca um gemido, porém ainda era o gemido de alguém que sentia dor e não prazer.
Calmamente retirou o dedo e molhou-o com a própria saliva, voltou a depositar atenção ao pescoço do loiro e introduziu o dedo novamente. Dessa vez o gemido também foi de dor, contudo mais fraco, deixou o dedo parado por algum tempo e então começou a fazer movimentos circulares no local. Não o atacaria rapidamente dessa vez, tinha que fazer da forma correta, tinha que ser bom para os dois.
Retirou o dedo novamente e deitou o corpo do loiro a sua frente com cuidado.
– Eu vou te preparar bem meu amor – sorriu e lhe beijou para transmitir confiança.
– Tudo bem... — corou, e fechou os olhos.
Zoro segurou nas pernas do loiro e as abriu, aquela era uma pose muito bela. Colocou-se de joelhos entre aquelas pernas sensuais e puxou-o um pouco para cima.
– Ei... Marimo... isso é bem vergonhoso sabe.... — Sanji estava nervoso.
– Calma... assim é mais fácil pra te deixar bem molhado.
Zoro concentrou-se e pôs-se a realizar um belo de um beijo grego no cozinheiro. Lambeu-lhe a entrada até conseguir colocar um pouco da língua para dentro, o umedeceu o máximo que pôde e introduziu dessa vez dois dedos. Os gemidos agora sim demonstravam um pouco mais de prazer, moveu os dedos em um ritmo lento de entra e sai até que conseguisse movimentar três dentro do loiro. Foi então que ele achou o grande ponto de prazer e ganhou como recompensa o melhor gemido que já ouviu da boca daquele que amava.
O corpo de Sanji arqueou, os olhos lacrimejaram e fitou Zoro sem saber o perigo que a expressão em sua face seria naquele momento. Esticou os braços para o espadachim, o moreno segurou-o e o puxou para seu colo permitindo que ele sentasse novamente ali. Arrumou-se na cama se recostando novamente.
Dessa vez permitiria que Sanji comandasse, seria melhor para ele, mais prazeroso e o prepararia melhor para uma próxima vez. Segurou seu próprio membro na entrada do loiro e o beijou, e foi durante aquele beijo que o cozinheiro permitiu a entrada dentro de si, foi lentamente até o final tendo os gemidos abafados naquele beijo.
Fitaram-se mais uma vez, olho com olho, respiração com respiração. Eles eram um só e agora precisavam somente consumar aquele momento.
O loiro passou a mover-se para cima e para baixo, a cada entrada sua respiração cortava-se por um gemido. Mordeu os lábios a fim de segurá-los e foi impedido pelo sinal de Zoro pedindo para ouvir aqueles sons. O moreno desceu uma de suas mãos até o membro do loiro e passou a masturbá-lo ao mesmo tempo.
As estocadas a cada momento eram mais fortes, até atingirem um ritmo onde os gemidos podiam ser confundidos com uma tentativa desesperada de buscar ar, abraçaram-se e mantiveram-se em movimento até que seus corpos queimaram de prazer.
Sanji não conseguia acreditar que aquilo podia ser tão bom, sentir a pessoa que amava dentro de si. Seu corpo se contorcia e era impossível segurar os gemidos que lhe saíam pela boca. Queria mais, queria provar muito mais, aquela sensação era muito melhor do que foi daquela primeira vez, talvez porque agora ambos se entregavam.
Zoro não sabia descrever a alegria que estava dentro de si, e também não era capaz de encontrar um modo de deixá-la sair. Apenas foi capaz de sorrir. Mordiscou o pescoço do loiro e deliciou-se com o sabor pouco salgado de seu suor.
Estavam com os corpos queimando, quase pegando fogo, recebendo os gemidos e respirações ofegantes um do outro. Zoro segurava o quadril de Sanji para que esse seguisse o ritmo, Sanji cravava as unhas nas costas de Zoro para tentar segurar-se de tanto prazer.
Quando pensaram que não poderiam ficar mais quentes, um choque que nunca tinham sentido antes lhe percorreram o corpo, e em meio a contorções, gemidos e arqueamento de costas, gozaram, juntos. Zoro dentro de Sanji. Sanji sobre a barriga de Zoro.
Exaustos deitaram-se. Seus corpos estavam moles, pernas bambas, coração explodindo e respiração penosa. Com a última força disponível Zoro puxou um cobertor sobre os dois, e aproximou-se do cozinheiro pelas costas, abraçou-o ternamente e desferiu um beijo sobre os cabelos.
– Durma bem meu amor... essa noite foi maravilhosa – disse Zoro.
– Boa noite meu amor... sim... foi inexplicável – disse Sanji.
Mal terminaram de falar caíram em um sono pesado. No qual sonharam com um futuro de amores a dois.
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