Aquilo que há em meu coração
5 Capítulo 5 – Confissões e uma quase aceitação
Notas iniciais
POV Sanji
O Marimo maldito está me abraçando, e eu realmente estou gostando disso. Sinto minha face queimar e o coração descompassado. Eu não acredito, simplesmente não posso aceitar. Minha vida inteira dediquei-me as mulheres, eu não posso ser gay! Definitivamente não posso.
Seu corpo está tão próximo ao meu... posso sentir seu cheiro. E que cheiro! Maravilhoso, me inebria, me faz ter vontade de agarrá-lo para senti-lo todo o tempo.
Não estou assustado por estar excitado, na realidade faz um bom tempo que venho precisando de um bom sexo. O que me assusta é o fato da pessoa ao qual meu corpo reagir ser um homem, e o pior de tudo um homem que me irrita completamente. Que sabe me tirar do sério e emputecer.
Mas bem... ele é um cara bom. Tem essa cara de irritado e mal amado todo dia, mas não posso dizer nada quando se fala em proteger nossos companheiros. Na realidade eu o admiro... o respeito.
Simplesmente não sei mais o que pensar.
– Marimo... — suspirei levando minhas mãos até as suas tentando o afastar de mim. Mas foi em vão, ele aproveitou para entrelaçar seus dedos nos meus.
POV Zoro
Não sei mais o que pensar, e também não quero pensar, isso me deixa com dor de cabeça. O fato é estou excitado e com tesão por este cozinheiro. E não é só isso... antes fosse.
Me sinto atraído de uma forma que vai além de algo puramente corporal. Posso sentir o calor dele pelo meu corpo, eu nunca senti o calor de alguém sem me sentir de certa forma desconfortável, normalmente o calor me irritaria e eu simplesmente partiria para o próximo passo. Contudo agora é diferente, eu quero mais desse calor... seria capaz de dormir assim.
Chegando tão perto posso sentir o cheiro dele, seu perfume meio suave, doce. Mas não é um doce ruim... na realidade é inebriante.
Meu coração está descontrolado de uma forma diferente. Estou quase certo que me apaixonei, pensar que neste momento posso ser recusado está me causando uma certa dor. Merda! Porque tinha que ser um homem? Nunca tive atração por eles, mas com esse cozinheiro é diferente.
Já vi outros casos de casais assim... apenas nunca pensei que comigo isso pudesse acontecer.
Sinto sua mão vir até a minha, uma pontada de esperança me percorre, ele diz para mim:
– Marimo...
Seu tom é baixo, acompanhado de um suspiro. Ele tenta afastar minhas mãos, antes que consiga eu entrelaço nossos dedos.
Fim dos POVs
Os dois permanecem por mais alguns instantes em silêncio até que Zoro toma coragem e decide responder:
– Diga... — merda, tenho certeza que ele vai me recusar.
– Eu...tenho... não, quero que me solte... por favor – meu tom saiu estranho, espero que não perceba.
– Você tem o que? E eu não vou te soltar – apertei mais o abraço e levei meus lábios até seu pescoço, fiz menção a um beijo, mas decidi o provocar, soltei um sopro de ar quente e me senti satisfeito ao ver a pele daquela região arrepiada.
Ao sentir o arrepio Sanji sentiu muita raiva de si mesmo, não pode evitar que seu corpo reagisse, não pode evitar corar ainda mais.
– PUTA MERDA MARIMO EU NÃO SOU GAY! — esbravejou enquanto desvencilhava-se dos braços de Zoro, virou-se de frente para ele com olhos acusadores.
– Eu nunca disse que você era... nem que eu era – respondeu confuso – eu tenho plena consciência de que você é um tarado por mulheres – Zoro sabia, mas ter dito aquilo o machucou — o fato é de que sentimos essa atração um pelo outro, e não por nenhum cara – concluiu – eu quero você pra mim.
– Você me quer...? — fez um esforço imenso para parecer irritado, mas seu corpo o desmentiu completamente. Pensava que era impossível mas agora seu rosto todo até as orelhas estavam vermelhas, tremeu de ansiedade e agora seu coração batia tão forte que tinha medo que Zoro pudesse ouvir as batidas.
– Porque eu acho que me apaixonei por você – declarou-se e naquele momento foi ele quem corou.
– VOCÊ O QUE? — Sanji quase teve um ataque cardíaco, se o motivo fosse “ah to com tesão” seria, com certeza, melhor. Bastaria espancá-lo. Ou será que seu desespero era por que estava feliz?
Sanji não foi capaz de dizer nada, nem de pensar nada. Estava com medo de admitir que também sentia algo estranho nesses últimos dias.
– Sanji... não se afaste de mim, eu sei que é estranho dizer isso mas, não quero brigar com você – Zoro estava com medo, medo de nunca mais poder se aproximar do cozinheiro, de discutir com ele por motivos banais, e de não poder abraçá-lo e sentir aquele calor novamente.
Aproximou-se de Sanji e em um ato desesperado por aceitação beijou-o, da forma mais intensa que era capaz de fazer, um beijo que ele não conseguiria esquecer.
Quando seus lábios encontraram-se e os dois puderam sentir um calor percorrendo por todo o corpo, abraçaram-se apertando seus corpos um contra o outro e os dois puderam sentir as batidas rápidas e descontroladas de seus corações. As línguas entrelaçavam-se como se fosse o beijo de um casal que se reencontrara.
Ao terminarem suas respirações estavam ofegantes e faces rubras.
– Sanji... eu sei que você também está sentindo algo por mim – Deu um passo com a perna direita para frente deixando-a entre as pernas do loiro, apertou-o fazendo com que o membro dele roçasse em si, constatou que ele também estava duro, e com isso não teria mais como fingir.
– Marimo... pare... — ele já estava desesperado, como ele fugiria agora? Estava completamente nas mãos daquele homem... HOMEM! Mas ele desejava ser controlado, desejava sentir prazer. Tomou então a decisão que talvez mais pra frente o fizesse desejar morrer, tentaria uma vez. Apenas uma.
Zoro aproximou os lábios da orelha de Sanji, castigou-a com uma mordida no lóbulo e uma lambida brincalhona, recebeu como recompensa um gemido baixo, tímido, que lhe atiçava, o corpo do loiro tinha arrepiado. O espadachim sussurrou:
– Sanji... venha cá... vou te mostrar que não estou mentindo – Mordeu a orelha do rapaz mais uma vez e então desceu ao pescoço, o cheiro naquele lugar era maravilhoso.
Deslizou a língua da parte mais baixa até quase chegar a orelha, e fez o percurso de retorno dando pequenos chupões e mordidas. O loiro tremia a cada toque recebido, enquanto mordia o lábio inferior para não deixar que gemidos involuntários saíssem. A mão direita de Zoro deslizou das costas até a nuca do outro, e passou a acariciar gentilmente o local, ficou feliz ao perceber que aquele ato relaxará o cozinheiro de alguma forma. Recostou sua testa na dele e sorriu enquanto roçava seus lábios nos dele.
– Sanji... — sussurrou como que em uma súplica.
– Zoro... tudo bem... mas... aqui na cozinha não... alguém pode vir... — Sanji já não se importava mais, queria sentir o outro, queria estar com ele. Mas não queria que fosse ali.
O moreno apenas beijou-lhe a testa e o abraçou fortemente. Permaneceu naquele abraço por longos minutos realmente feliz. Ele foi aceito.
– Tudo bem, eu esperarei por um momento melhor pra nós – Beijou-lhe a testa mais uma vez e não pode conter um sorriso.
Sanji estava muito envergonhado, estranhou ver Zoro sorrindo, não se lembrava de ter visto uma cena como essa antes. Olhou para o lado e deu um sorriso tímido.
E então antes de irem dormir eles se beijaram novamente mais algumas vezes, desejando não ter que se separar.

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