Henry corria o mais rápido que podia, a dor de ver Snow e Charming serem mortos estava entalada na garganta, a cidade estava completamente deserta e seus pés estavam no automático, mas ele reconheceu o caminho para a loja de penhores

–Belle? Sr Gold?

Não havia nenhum movimento na loja, e isto assustava mais ao garoto do que se fosse o contrario.

–Belle? Sr Gold? Tem alguém aí?

Ele foi em direção ao interior da loja e começou a ouvir um barulho, parecia com uma pessoa se lamentando, ao entrar na sala ele levou um choque ao ver uma Belle desesperada chorando sob o corpo do noivo.

– RUMPLE! RUMPLE, POR FAVOR!!

– Be... Belle?

– Henry?

– Belle o que foi que aconteceu?

– Foi ela Henry, ela apareceu de surpresa, não pudemos fazer nada, Rumple se distraiu tentando nos proteger, e então ela... ela o matou.

–Mas como?

–A adaga, ela tem a adaga.

A situação só piorava, eles tinham que ver algum jeito de escapar, o estado de Belle era horrível, com o rosto inchado e completamente desgrenhada parecia que ela havia passado outra temporada presa.

– Ela pegou Charming e Snow também, precisamos sair daqui antes que

BLAM!!

– O que foi isso?

– É ela. Henry saia daqui

–Mas e você?

– Eu só vou atrasa-lo, não aguento correr.

– Mas eu não posso deixa-la aqui assim, se for mesmo a bruxa...

O menino sentiu o corpo todo paralisar

–Rumple me ensinou algumas coisas, sinto muito Henry.

Com apenas um gesto ela mandou o menino para fora da casa.

Ele foi parar a poucos metros de distancia, e até fez menção de voltar, mas ao ouvir o grito de do de Belle soube que era tarde demais. Completamente sem saída, era como se sentia, não havia mais nada o que fazer, o medo tomava conta dele e desistir parecia a ideia mais simples, foi quando uma ideia iluminou sua mente, se a bruxa estava na loja então o caminho para a casa da prefeita deveria estar livre.

Ele chegou a casa com enorme facilidade, não havia nada para detê-lo, exceto que quando entrou achou que teria sido melhor ser atacado, mais três pessoas se juntavam as baixas, Robin, Hook e o pequeno Roland, era uma verdadeira chacina, e ele ficava cada vez com mais medo. Subiu as escadas temendo o que iria encontrar

– Regina? Emma?

Se ele sentiu alguma dor até o momento, nada se comparava ao que sentiu quando entrou no quarto de sua mãe, parecia que haviam arrancado seu coração ao ver o corpo de Regina estirado na própria cama, e dessa vez foi ele a se prostrar sob uma pessoa amada em meio ao desespero.

– Henry?

Ele sentiu um profundo alívio ao ouvir a voz de Emma

– Mãe!!

Ele se virou para abraça-la e viu o próprio desespero refletido na imagem dela

– O que vamos fazer?

– Fugir, ela é poderosa demais Henry, temos que sair daqui.

– Você encontrou alguém?

Ela estava tremendo e completamente desnorteada, não precisou responder para que o filho entendesse.

– Vamos logo.

Eles entraram no carro e foram o mais rápido possível para os limites da cidade, a distância pareceu aumentar 100Km, e o silêncio que pairava entre eles só aumentava esta sensação, tudo o que queriam era sair dali, para depois pensarem em tudo o que perderam.

Estavam a poucos metros da saída, a esperança de fugir era palpável, foi quando a bruxa apareceu na frente deles, Emma tentou desviar e perdeu o controle, o carro capotou três vezes antes de parar de cabeça para baixo.

Ele acordou algum tempo depois, sua visão estava embaçada e a cabeça doía, mas aparentemente estava inteiro, conforme conseguia distinguir melhor a floresta, viu que aquela figura maligna estava ali, olhando diretamente para eles.

–Mãe! Mãe ela esta aqui, precisamos fugir

Mas a olhar para o lado viu que Emma se juntou aos outros, o corpo dela era mais um que estava sem vida. Preso, sozinho e sem nenhum tipo de ajuda ele sabia que aquele era o fim.

– Se acalme pequeno Henry, seu sofrimento logo acabará.

–Henry, Henry acorda. Henry!

Ele abriu os olhos e viu que estava na própria cama e que sua mãe estava ao seu lado.

– Henry você estava chorando, o que aconteceu?

Suando e com o coração acelerado ele lutava contra a respiração ofegante

– Pesadelo

– É sobre aquele livro do novo não é?

Mais calmo, ele tentou não parecer tão culpado.

– Olha garoto, acho que esta na hora de darmos um tempo com o livro.

–Mas mãe, foi minha madrinha que fez.

– Eu sei, e eu vou devolver, mas quando você for mais velho. Tenho certeza de que Regina entenderá. Agora, quer me falar sobre o pesadelo?

– A bruxá má matou todos nós

Emma afastou o cabelo da testa do filho e sorriu para ele.

–Ouça garoto, estamos todos bem. Você viu sua vó na escola e almoçou com sua madrinha e seu padrinho não foi?

– Foi

– Então pronto, não há necessidade de ter medo, agora vou lhe ensinar um truque que meu pai me ensinou contra pesadelos, quando você estiver com muito medo, lembre-se de que é tudo um sonho, então poderá fazer o que quiser.

– Jura mãe?

– Juro, agora descanse, amanhã vai ser um dia muito especial e precisa estar preparado esta bem?

– Tudo bem.

– Te amo garoto – disse ela dando um beijo em sua testa

– Também te amo mamãe.

–Ok, talvez o livro não tenha sido uma boa ideia – disse Emma entrando no quarto e guardando o objeto.

– Eu avisei – disse ele sem tirar os olhos do que estava fazendo

– Hey poderia me dar uma força aqui.

– Eu carinhosamente te avisei

– Engraçadinho.

Ela sentou na cama e lhe deu um beijo

– Falou com todos?

– Mary e David vão chegar logo cedo para nos ajudar, meu pai e Belle devem demorar um pouco, ele disse que os enjoos dela estão ficando sérios.

–Argh, não quero nem pensar no assunto.

– Regina, Robin e Roland vão trazer as crianças então devem chegar na hora da festa, Killian me assegurou que a animadora não é nenhuma striper.

– Me sinto muito mais aliviada.

– Granny e Red vão trazer o bolo e praticamente toda Storybrooke estará aqui amanhã.

– Storybrooke praticamente toda cabe no nosso quintal. Acha que ele vai gostar?

– Ele vai fazer 6 anos e ganhar presentes de todos os conhecidos, é obvio que ele vai gostar.

–Até quando contarmos a ele?

–Principalmente quando contarmos a ele.

Ele sorriu e fez carinho no rosto dela enquanto olhava para sua barriga.

–E então, nós vivemos felizes para sempre neste livro?

– Não, mas somos felizes aqui e agora, e isto esta bom para mim, e para você?

– Sempre vai estar baby, com vocês sempre vai estar.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!