Notas iniciais
Demorei muito??? Desculpa, mas tá ai um capítulo bem grande, né?!

— Acho que ele não teria coragem de... — Paro de pensar o pior

— Atividade, Felipe! Dá um salve geral, eu quero essa mina ainda hoje! — Grego aumenta o tom de voz. — Felipe assente e sai voando em sua moto. — Bora atrás da mina — Ele dá um beijinho no meu braço.

Depois de horas, procurando, procurando e procurando, não achamos ela. Eu, Grego, Bazunga e Sereno paramos na padaria do pai do Lindomar.

— Lindomar, me traz uma água, por favor.

Lindomar faz uma cara de assustado.

— Por favor? A Ximena usando a palavrinha mágica? Tá tudo bem?

— Respeita a história, tio — Ele olha pra Lindomar que levanta as mãos e saí.- E a tua mão?

— Igual a última vez que você perguntou.

— Não precisa ser grosa — Ele se afasta de mim

Porra! A última coisa que quero agora é que o Grego volte a ser um gelo comigo. Se controla Ximena.

— Não fui, não. – balanço a cabeça.

— Dandinha — Ele praticamente baba ao ver a Pandora passando pela rua.

— Agora não, Lindomar — Ela passa cheia de sacolas.

— Aquilo era fralda? — Ele diz apontando para sacolas.

Fralda? Mas porque essa doida ia comprar fralda? Até onde sei a única criança que tem naquela casa é ela e pelo tamanho deixou de usar a muito tempo. A não ser que...

— Não... Não pode ser. Eu não acredito nisso — Levanto e vou atrás de Danda e Grego vem atrás de mim.

— Onde você tá indo, Ximena?

O ignoro e continuo a seguir Danda e como a porta estava aberta eu entrei e me deparo com uma 'discussão'

— Danda, você comprou fraldas?! — Ela tenta se segurar para não rir

— Danda, ela não usa mas fraldas, olha o tamanho dela — Marizete diz gargalhando.

— Ué, gente. Eu usei fraldas até os 4 anos.

— Oi, Dona Eva... — Digo entrando.

— Ximena? — Ela estava de costa e se vira com a menina no colo.

Tia Imena? — Ela me olha e eu vou em sua direção, mas Marizete se põe na minha frente.

— Mari, saí, sério. – juro que estou mantendo a calma.

— Vocês invadem a minha casa, e a menina começa a te chamar de tia... Você me deve explicações.

C O M O É Q U E É?? Deus acolha essa nova alma que vai chegar ai em minutos.

— Desculpa Grego.- Eu emburro Marizete, ela cai de bunda no chão e eu seguo até a Dona Eva.

— Imena — Maria pula em meu colo e eu a pego sem jeito.

— Vamos pra casa? – digo sorrindo.

— Vamos — Eu a coloco no chão e vamos em direção a saída.

Dona Eva me chama e viro com toda a calma que existe dento do meu ser.

— As minhas filhas encontraram essa criança no meio da rua, trouxeram pra minha casa...

Filho de uma puta!

— E eu agradeço por isso, foi o meu irmão que fez essa covardia a mina é minha irmã. Minha mãe morreu, meu imão trouxe ela aqui e perguntou se eu podia ficar com ela, eu disse que não podia, por causa até do meu trabalho dai ele largou a mina por aí e eu tô horas procurando ela. — Digo um pouco impaciente.

— Nossa. Sinto muito mesmo pela sua mãe, querida. – ela me dá um sorriso terno.

— Meus pêsames – Mari diz.

Olho pra ela e vejo que Grego está do lado de dela no sofá.

— Desculpa pela confusão, Dona Eva, desculpa mesmo.

— Sem problemas

— Vocês não encontraram uma bolsa com ela? Quando meu irmão falou comigo, ele tava segurando uma, com as coisas dela.

— Ela dava no meio da rua Ximena, nós não vimos nada, além dela. – Danda me responde.

— Valeu do mesmo jeito — Falo saindo daquela casa e sigo pra padaria me sento em uma mesa com a menina — Tá com fome?

— Um pouco... Eu quero bombom... — Ela diz balançando as pernas e olhando pros lados.

— De chocolate? – Lindomar pergunta sorrindo pra ela.

— Não, não de ovo — Ela ri — Blincadeia, moço — Eles riem.

Mesmo tendo pouca idade, sinto que Maria não é igual aquelas crianças chatas da idade dela. Ela tem senso de humor, é inteligente, zoa e parece entender muito bem as coisas.

— Já que você encontrou a pestinha. Nós já vai, ok? – Bazunga diz vindo até mim.

Balanço a cabeça afirmando que tudo bem.

— E o Grego? – Sereno pergunta, parece que ele só abrir a boca pra me tirar do serio.

— Tá mimando a Marizete. Vai lá gente, valeu — Eles acenam, sobem em suas motos e saem — Maria, cê tem quantos anos mesmo?

— 5, vou fazer 6 — Ela faz com os dedinhos e os olha.

— Olha só — Sorrio — Tu estuda?

Ela assente afirmando.

— Ferrou...

— Ferrou o que? – Grego se senta na cadeira ao meu lado.

— Marizete já te colocou pra fora? — Eu o olho e solto um sorriso sínico.

— Não abusa. – pelo jeito acertei em cheio.

— Tia Imena? — Maria me cutuca — Por que você falou brava e emburro a tia Mari?

Era só o que me faltava mesmo.

— Primeiro: Ela não é sua tia, segundo: Não fui grossa, só tava brava com ela e tava nervosa com tudo que aconteceu e não a emburrei ela caiu. – faço uma carrinha de anjo caído.

— Aqui, princesa — Lindomar dá dois bombons nas mãozinhas dela.

— Obrigada — Ele beija a bochecha dela e sai.

— Maria... Vamos? – Deixo o dinheiro de pagar os bombons na em cima da mesa.

— Só me deixa comer esse bombom — Ela diz com a boca cheia e eu percebo o olhar de admiração de Grego olhando pra ela.

— Grego, obrigado pela ajuda de hoje, você foi um ótimo chefe... Vamos Maria?

— Sim — Ela desce da cadeira e me acompanha.

Nós chegamos em casa por volta de 18:40 e eu percebi o quanto ela estava suja.

— Você tá toda suja... Tu sabe tomar banho sozinha? — Digo a olhando e colocando a mão na testa.

— Sei — Ela diz e leva um susto engraçado quando alguém bate na porta.

— Dona Eva? — Digo surpresa quando abro a porta e me deparo com ela — Você por aqui?

— É que as meninas compraram essas coisinhas pra Maria — Diz enquanto me entrega as sacolas — E nem tive tempo de lhe dar antes de você sair lá de casa.

— Obrigada mais uma vez, só acho que ela não usa mas fralda... — Falo enquanto olho o que tem nas sacolas e dou um sorriso.

— Também acho, foi a maluca da Danda que comprou — Ela ri

— Tinha que ser — sorri — Entre — Dou espaço pra que ela entre.

— Ei, lindinha, você tá toda suja — Ela pega Maria no colo — Eu acho eu tô ficando velha mesmo, não tõ aguentando ela — rir fazendo esforço.

— Que nada, eu também não aguentei ela.

— Posso usar seu banheiro pra dar um banho nela?

— Eu sei tomar banho sozinha, só fica comigo no banheiro — Nos sorrimos.

— Claro, pode usar o banheiro — Meu radinho toca — Rapidinho...

Ligação:

— O que é, Bazunga?

— O Grego pediu pra gente pegar a Danda pra ele.

— Não tô acreditando nisso.

— Ele quer um anel, parece que a Danda engoliu ele. Vem pra cá logo.

— Não dá, e a minha irmã?

— Eu fico com ela – Dona Eva diz sem saber o que está acontecendo.

— Obrigada — Desligo o radinho — Obrigada mesmo Dona Eva.

— Imagina.

— Vou tentar voltar o mais rápido possível...

— Quero bombom – Maria me pedi com aqueles olhinhos brilhando.

— Tá, eu vou trazer.

— Eu acho que está bom de chocolate por hoje. – Dona Eva nos olha repreendendo.

— Trago um lanche — Pisco pra ela, pego minha moto e vou.

— O que você tá fazendo aqui? Você veio de moto? E a sua mão? — Ele diz quando me vê.

— Tô bem, fala o que você quer, Bazunga?

— Cadê a menina? Por que você veio? Era pra ter ficado lá com ela, tio. – ele continua a me bombardear de perguntas.

— O Bazunga me ligou, falou que você me chamou.

— Bazunga, tu tirou a mina de casa... – Grego vira pra ele e sacode a cabeça — Ah, vai logo e trás a Danda! — Bazunga e Sereno entram no carro.

— Espera – digo indo em direção ao carro.

— Você fica aqui.

Esses dias foram um desastre. Não foi nada legal, descobriram que eu tenho medo de barata, até vestido tive que experimentar, e para piorar, o Primo me viu de vestido. Será que ele vai dizer pro Grego? Espero que não, ele iria rir de mim. E só pra fechar o pacote da semana, o Gregório falou na minha cara que vai dar um anel de noivado pra Marizete, pelo menos falei tudo que eu queria.

— Você demorou e ela acabou adormecendo, Ximena- A Dona Eva está ficando com a Maria quase todos os dias pra mim, e eu a agradeço muito por isso.

— Dona Eva, desculpa é que ...

— Não, por favor, eu amei ficar com ela. A Maria Helena, ela é um amor — Ela me interrompe- a gradeço- Eu já tô indo, cuida dela, Ximena.

— Tá, obrigada.

Desliguei a luz, peguei minha caixinha, sentei no sofá e liguei o abajur.

— Droga, Grego. Será que você não vê que... que eu te amo? Por isso aguento tudo calada e fico sempre do seu lado? — Penso alto olhando pra sua foto. A minha noite não foi das melhores ,mas beleza não vou cair por isso.

Notas finais
Comentem vocês sabem que eu amoooo conversa. Amores eu coloquei uma fic Dunat deem uma olhadinha em: Dunat nosso final "feliz".