Aqueles olhos... ( Em Revisão)
21 Matando a saudade
Por Ximena:
Grego: Não seja por isso. Vamos lá.
Rose: Senhorita, se seu pai souber...
Grego: Mais um motivo pra mim passar ele. — ele a interrompeu.
Ximena: Grego, para, meu. Olha, o meu pai nunca está em casa, passa o dia fora... Vamos combinar um dia e eu saio com a Maria
Grego: Amanhã.
Ximena: Que? Amanhã? Calma.
Grego: Ou é amanhã, ou vou na escola dela agora.
Ximena: Grego... — o repreendo. — Rose, será que tem como?
Rosi: Senhorita, se seu pai souber, vai fica furioso.
Ximena: Por favor, me ajuda... Prometo que presto atenção nas aulas e faço tudo direito na festa.
Rosi: Eu ajudo, mas, vamos voltar cedo.
Ximena: Obrigado. — beijo sua bochecha.
Grego: Também vou ter que me encontrar escondido com você?
Ximena: Rose, eu vou almoçar com o Grego e...
Rosi: Senhorita, seu pai irá para casa almoçar com você. — ela me lembra desse detalhe.
Ximena: Diz que eu fui... Ãn... No cinema.
Grego: Vamos. — ele me puxa.
Ximena: Calma! Vou mudar de roupa.
Troco de roupa, nós pegamos a moto e vamos para a minha casa.
Ximena: O Sabão não tirou minhas coisas. — penso alto ao entrar lá e me deparar com tudo do jeito que deixei.
Grego: Aqui é tua casa e ninguém vai mexer.
Ximena: Aquilo tudo é tedioso. — admito e me sento na cama.
Grego: Então, eu vou te divertir um pouco. — ele se deita por cima de mim, beija meu pescoço e vai subindo até minha boca. – Saudades da minha mulher.
... Acordei e já são 3 da tarde.
Ximena: Ai, meu Deus! — exclamo e começo a me vestir.
Grego: Que foi? — ele abre os olhos.
Ximena: Olha a hora, Grego! Eu tenho que ir pra casa.
Grego: Tu tá em casa.
Ximena: Ah, você entendeu. — reviro os olhos por impaciência.
Grego me puxa e eu caio em cima dele.
Grego: Fica só mais um pouquinho. — ele tenta me beijar.
Ximena: Não posso. — me levanto. — Me leva... Se levanta.
Grego me deixa próximo ao prédio com a promessa que vamos nos ver amanhã para ele matar a saudade da Maria.
Entro em casa e Rose quase pula em cima de mim.
Rosi: Senhorita, como você demorou.
Ximena: Desculpa. É que eu... — decido nem comentar o que aconteceu. – Eu vou tomar um banho e desço pra começarmos a aula.
Rose: Se a senhora quiser descansar um pouco
Ximena: Eu quero, mas vamos começar logo isso. Ah, e amanhã eu vou sair com a Maria.
Rose: Senhora...
Ximena: Já volto
Tomo um banho, visto uma camisola e desço
Rose: Tem certeza que não quer descansar?
Ximena: Quando terminamos aqui, eu vou hibernar. Não se preocupe, Rose... O dia nem foi tão cansativo assim.
Depois que Rose me ensinou algumas coisas, eu comi um pouco e me deitei. Mas, acordei com Maria me chamando.
Leninha: Acorda.
Ximena: Ah, Maria!... O que você quer? Me deixa dormir mais um pouco. Vem cá. — a puxo e a deito do meu lado. – Dorme um pouco comigo.
Leninha: Não, mãe. A Leni não quer me dar bombom, mamãe! Manda ela me dar
Me sento na cama, ainda um pouco grogue.
Ximena: Que horas são?
Leni: 20:00, senhorita.
Ximena: Não era pra você estar na cama, Maria Helena?
Leninha: Eu quero um bombom.
Leni: Desculpa, senhora...
Ximena: Pode dar um pra ela... Mas só um viu, dona Maria?
Maria sorri, me abraça e depois sai do quarto correndo.
Sinto sede e vou buscar água, mas paro no topo da escada, quando vejo Rose e meu pai conversando.
Rosi: Hoje foi o primeiro dia e ela foi muito bem, senhor.
Daniel: E as compras?
Rose: Compramos o básico.
Como o básico?! Em um dia, aquele closet tem mais roupas do que eu já tive minha vida toda!
Rose: Também compramos o vestido para o aniversário da dona Isabelita, senhor.
Daniel: E ela falou do marginal?
Rose Por que não gosta do rapaz?
Daniel: Porque não quero ele com minha filha, Rose. A Ximena tem que estar perfeita na noite do aniversário da dona Isabelita... Vão estar muitas pessoas influentes. Quem sabe ela não se interessa por alguém?!
Rosi: Eu acho que ela está apaixonada... Só de falar o nome dela, os olhos dela brilham, senhor.
Daniel: É só uma paixonite... Logo passa.
Volto para o meu quarto e me deito. Se ele pensa que vai me separar do Grego, ele está muito enganado!
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