Aquele Que Fez Meu Mundo Mais Feliz

1 Por amor, seu amor, modificou o meu viver


Notas iniciais
Eu dizia que nunca iria fazer uma fanfic na categoria Originais, mas hoje eu senti a necessidade de fazer isso em memória a um ser que fez meu mundo mais feliz.

Do início...

Mais de cinco meses atrás, Deus tirou desse mundo a mulher que me deu a vida, que me criou, me educou, me ensinou o que era certo e errado, Ele levou minha mãe, que havia descoberto a mais de um ano que tinha câncer.

Eu me sentia sozinha, meu pai e meu irmão trabalhavam, meu irmão mais velho é casado e trabalhava também. Eu via muito meu padrinho, mas pouco tempo depois ele foi pro Acre, me deixando em Pernambuco.

A minha alegria era, ao chegar em casa, ver ele em frente ao portão, me esperando pra falar com ele e coçar sua cabeça e trocar sua água, e ainda abanava o rabo nas minhas pernas as machucando, meu cachorro, Negão.

Negão foi trazido aqui pra casa mais de oito anos atrás, na palma da mão de meu irmão. Ele me cativou de um jeito que eu não percebi, e eu, que sou amante de felinos, me vi presa a um sentimento por um cão, animal qual eu não gostava, engraçado né?

E foi aí que nossa história de amor começou, ele viveu pouco mais de oito anos, fazendo meu mundo mais colorido. E ele ficou quase do meu tamanho também rs.

Mais ou menos uma semana atrás, ele se apresentou meio adoentado, não comia tudo, e estava vomitando tudo que comia, liguei pro meu irmão e disse a ele. Meu irmão tentou de tudo por comida na boca dele, mas ele não queria nada.

Com o passar dos dias nós ficamos mais apreensivos, sem saber o que fazer. Uma luz de esperança se acendeu quando ele comeu mamão, ficamos felizes, mas a alegria foi embora quando ele vomitou tudo que tinha comido.

Daí ele não quis mais nada, apenas bebia água, quando tentamos leva-lo ao veterinário, ele não se levantava por vontade própria e tentava morder quem mexesse com ele. Nossas esperanças se foram, meu irmão tentou lhe dar soro na boca, leite, mas ele vomitava tudo.

Foi na noite do dia 23 de fevereiro de 2013 que Negão morreu, meu irmão estava ao seu lado, acariciando sua cabeça, lhe mostrando que ele não estava sozinho.

Mas foi no dia seguinte (hoje) que eu realmente dei falta dele. Ao levantar e abrir a porta e ele não estar na frente da minha casa esperando pelo seu pão, ele estava na frente de minha casa, mas morto. Por ter morrido a noite, não tinha como enterrá-lo, ele estava coberto por um lençol velho e um papelão, para que não ficasse encharcado pela chuva que caiu durante a noite.

Senti falta dele também ao olhar seu pote de água e de comida, senti falta dele ao ir varrer a frente da minha casa e ver toda a quantidade de pelo que ele tinha deixado nos cantos.

Senti ao ir lavar minhas roupas e ele não estar no meu pé, senti ao deixar as portas abertas, que antes ficavam fechadas para que ele não entrasse dentro de casa.

E sei que vou sentir durante um bom tempo falta do barulho que ele fazia ao beber água, um barulho que estava tão acostumada a ouvir, me sentia segura com ele em casa.

Pois é, esse cachorro, da raça pastor-alemão e fila, mudou o meu viver, iluminou meus dias desde que eu tenho onze anos. Mas vou me conformar, assim como me conformei com a morte de minha mãe.

Notas finais
Escrever isso foi uma maneira que descobri para extravasar um pouco da dor que estou sentindo, obrigada por lerem.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!