"Aquele Inverno".
2 "Preparativos".
Dia 25 de fevereiro de 2003 eu só tinha apenas 25 anos; já fazia 15 anos atrás que tinha perdido meu pai em um acidente que ele sofreu até hoje eu sinto a dor da perda dele e a empresa que meu pai lutou muito pra que progredisse ele tinha passado pro meu nome. Aqui estou eu com apenas 25 anos cuidando da empresa do meu falecido pai , eu juro que achei que não conseguiria chegar tão longe assim. Nesse pouco tempo que eu estou aqui, eu conheci lugares que nunca imaginei que iria; meu pai sempre teve o dinheiro pra sustentar a nossa família; mais ele passava tanto tempo nessa empresa que nunca tinha tempo pra gente eu nem me lembro da última vez que ele separou um tempo para sairmos juntos ou parar em casa para jantar-mos juntos e hoje estou eu aqui de volta minha velha cidade e na empresa do meu pai, acabei de chegar de Londres porque tive que fechar um negócio lá com alguns sócios da nossa empresa e quem diria que em pouco tempo a nossa empresa cresceria tanto; sempre tive o apoio da minha mãe e hoje é um dia de grande festa, porque à nossa empresa está comemorando 30 anos de grande sucesso e como acabei de chegar de viajem eu tinha que dar uma festa bem rápida pra comemorar esses 30 anos e pedi a opinião dos meus funcionários e foi votado em fazermos uma festa a fantasia, com todos os funcionários da minha empresa. Aceitei a proposta, mais confesso que eu nunca gostei muito de festas ter que gastar e gastar, mais pela a empresa valia apena alguns sacrifícios e como eu tinha as 15:00 horas da tarde uma reunião para resolver algumas questões; resolvi deixar nas mãos da minha mãe pra ela escolher a fantasia que eu iria usar nesta noite. Então sai da empresa e fui pra essa rápida reunião e agora que terminou posso ir pra casa e ver qual foi a fantasia que a minha mãe escolheu. Só que quando eu cheguei em casa e vi a fantasia no meu quarto vi que esse foi um grande erro, pedir a ajuda dela. — Filho vem cá e me dá um abraço, ta achando que vai pra festa na empresa sem falar com a sua mãe ? — Mãe que fantasia é essa? -Eu também senti a sua falta viu! ( Ela pegou a fantasia na mão e colocou perto de mim). — Mais olha caprichei na escolha da fantasia você gostou? É mãe olhando assim... — Quando olhei na loja de fantasias já imaginei você vestido nela. E logo hoje que vai ser um grande dia. — Perai mãe deveria ter tantas fantasias lá e logo de príncipe você vem escolher pra mim. (Minha mãe ainda acha que eu sou aquele garotinho pequeno que amava algodão doce). — você achou ruim meu filho? — ah fazer o que né mãe pra você ficar feliz vou com essa fantasia, até porque não vou ter tempo de trocar. — O que você disse? — Nada mãe, só disse que gostei. — Ótimo vou pedir pra Assunção servir o jantar, enquanto isso vá tomar um banho e te espero na sala de jantar. — Tudo bem mãe vou indo e não demoro. Deitei por alguns minutos na minha cama e nem estava acreditando que eu já tinha voltado pra casa. Então me levantei peguei minha toalha e fui tomar banho e depois de um dia tão corrido e cansativo eu pude parar por algum momento pra relaxar. As vezes me pergunto como que meu pai aguentava tanto essa pressão e toda essa correria, peguei minha toalha e escolhi qualquer roupa que estava no meu guarda roupa; vesti uma calça preta, chinelo com meia, uma blusa longa de cor cinza e um cachecol estava um pouco frio.
Desci pra sala de jantar e lá estava minha mãe que tinha 48 anos, com um sorriso lindo olhando pra mim com aqueles olhos aconchegantes de cor azul era tão azul que me lembrava a cor da água do mar e na frente dela estava a cadeira vazia que um dia era do meu pai e hoje se tornou minha; dei um beijo na testa da minha mãe que estava com os seus cabelos soltos, longos de cor loira. Então eu dei um abraço apertado nela e me sentei de frente com ela e lá veio Assunção com as outras empregadas nos servir, estava com muitas saudades da comida de Assunção depois de terminar de comer eu subi as escadas deitei de volta na minha cama, coloquei meus fones de ouvidos e acabei cochilando um pouco depois acordei com três batidas na porta do meu quarto e era minha mãe que abriu a porta e entrou já chegou tirando o cobertor falando que já estava chegando a hora da festa e se eu não me levantasse iria me atrasar. Então ela saiu do meu quarto eu abri as janelas e tinha crianças brincando na rua, casais passeando e seus donos com seus cachorros de estimação indo ao parque que ficava perto da minha empresa.
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