Aquele Amigo
1 Aquele Que Abusa
Notas iniciais
bem, mesmo eu escrevendo Eros, decidi fazer uma pequena fic... 'Aquele Amigo'.
Esta não terá muitos capitulos, e se passar dos 5 ou 6, será um milagre divino u.u
então, espero que vocês gostem!
E se houver algum erro, por favor, me avisem. Eu não revisei o capitulo y.y
Kissus ~ até lá embaixo
Quando você não sabe o que fazer...
Quando você não tem outra opção...
Quando você não tem ideia de para onde fugir...
Quando você não consegue resistir...
Quando você se sente no limite, e não consegue mais suportar...
O que você faz?
Qual sua reação? A que você submete? Como domina? Como consegue reprimir?
Ou não reprime?
Não abafa, não debela, não doma... ?
Neste caso... acredito que reprime.
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‘Near, você julga-se tão capaz de negar a si mesmo o que deseja?’
Uma vez me fizeram esta pergunta, eu não soube muito bem como respondê-la, ou pelo menos não encontrei as devidas palavras para isso. Mas se eu desse uma resposta negativa, a que eu estaria recusando? A que tipo de desejo e negação ele estaria se referindo? Bem, se eu tivesse que dar um palpite, diria que, falava das minhas atuais e muito freqüentes investidas em evitar os seus ‘ataques’.
Fora ele quem fez a tal pergunta a mim, a situação não era tão agradável, era mais um episódio no qual eu o impedia de me ‘tocar’, de se ‘aproximar’ de mim. Eu não sei como definir estas coisas que ele anda fazendo , dizendo, ou até mesmo pensando. Sei somente que não me agradava. E realmente não agradava.
Ele dizia que na verdade, eu não entendia ou ainda não havia descoberto aquele sentimento dentro de mim, e por isso lançou-me o desafio de respondê-lo. Mas, de que sentimento ele estava falando? Porque apesar de não saber muito bem sobre o assunto, estou ciente de que sentimento não é aquilo que ele demonstrava, pois aquelas coisas que tentava dedicadamente me propor, não são, e acredito que nunca serão, provas de sentimentos.
Alguns devem se perguntar o que são estas coisas que Mello fazia e ainda faz a mim. Bem, na maioria das vezes ele somente tentava... Mas há casos que acabo cedendo involuntariamente. Como na semana passada, quando entrou no meu quarto com aquela sua ‘energia’ de sempre, gritando como um louco psicótico: — Near! Venha cá!
E como eu geralmente não tendia a desobedecê-lo –por motivos de segurança própria- atendi ao seu pedido, que mais parecia uma intimação. Levantei-me do chão, abandonando ali a pequena torre de dados ainda em edificação, e assim aproximei-me dele, mais ou menos indo para perto do pequeno sofá do meu dormitório.
Ao parar defronte ao seu corpo virado para mim, movimentou-se de forma veloz, jogando-me com certa delicadeza no sofá, mais ainda assim grosseiramente. Não descartei a expressão de espanto da minha face, certamente não esperava uma iniciativa como aquela, mas sim algum ato de violência ou coisa parecida, tipo um murro.
Digo que não esperava algo como aquilo, não porque nunca tivesse acontecido, mais sim porque foi uma ação inesperada, algo que ele nunca fizera antes... Parecia que nas diversas vezes que eu havia o evitado, tinha aprendido que não adiantava somente agir limitadamente, mais sim começar a forçar mais em seus impulsos. Como por exemplo, se ontem ele ‘tocava’, hoje ele ‘apertava’... Se antes ele ‘falava’, agora ‘gritava’... É como se elevasse seus modos de abuso contra mim a cada vez que eu os negava. Toda vez aumentando mais sua audácia, sua insanidade.
E, sobretudo, sua perversidade e malícia.
Após jogar-me naquele sofá, aproximou-se perigosamente. Eu estava praticamente esparramado sobre aquele grande móvel aveludado, e a única reação que tive, foi encolher minhas pernas e as abraçar, talvez fosse um modo inconsciente de fazer-me sentir seguro.
Mello apoiou seu joelho direito no sofá, bem próximo a mim, e então arqueou-se levando seu rosto para perto do meu, mais exatamente perto do meu pescoço, onde roçou o nariz.
Com aquela ação, logo meu corpo se arrepiou automaticamente. Eu definitivamente não estava e nem iria estar gostando daquilo, nunca. Era absolutamente ilícito. Tanto por sermos ambos garotos e também por termos uma idade muito inapropriada para este tipo de relação. Definitivamente, eu não sou gay, e era isso que eu tentava demonstrar a cada vez que o loiro surgia com tais intenções.
As pessoas sempre pensaram que Mello me batia ou coisas do tipo, pois ficavam me questionando todas as vezes que ele saia do meu quarto de pulsos serrados e dentes trincados... Mas, como eu poderia explicar para estas pessoas que isso era tudo fachada? E que Mello apenas utilizava de sua fama ‘agressiva’ para vir ao meu quarto e praticar estas coisas que ele diz serem certas.
Bem, não há como. Então o que faço é apenas tentar mantê-lo no ‘limite’, e nada mais...
Só que isso mudou naquele dia.
Eu sentia um morno fluxo de ar em meu pescoço, sua respiração, que a essa altura já estava profunda e descompassada. Talvez por causa da excitação, eu acho. Foi então que me surpreendeu com um leve tocar dos lábios ali mesmo, bem abaixo do meu ouvido. Em seguida, deu uma mordida ali, uma mordida fraca, mas ao mesmo tempo rígida.
Meus olhos permaneceram cerrados, e meu corpo de certa forma tremia. Então era assim que eu reagia contra Mello... Não, não, não, não.
Ele passou dos limites, e definitivamente não ficarei parado enquanto ele caçoa de mim. Isso não vai passar daqui, de forma alguma.
Segurei seu pulso, apertando-o e forçando-o contra seu peito, tentando de certa forma afastá-lo daquele lugar tão sensível do meu corpo. Eu diria que foi em vão, pois ao perceber que eu estava resistindo, Mello agiu mais rapidamente e agarrou minha mão, prensando-a sobre a minha cabeça no encosto do sofá.
Eu me sentia totalmente ridículo. Eu sou um garoto, e mesmo que ele seja mais velho e mais forte do que eu, tenho força o suficiente para pará-lo. Só que esta força tendia a não aparecer, e assim, deixar-me naquela situação degradante a mercê de um imoral como Mello.
Desta vez se preveniu e pôs minhas duas mãos no encosto acima da minha cabeça. Minhas pernas permaneciam encolhidas sobre o acento, tocando meu peito. O loiro que antes mordia meu pescoço, agora beijava meu rosto, cada vez aproximando-se mais da minha boca, onde eu absolutamente não queria que tocasse.
- Mello... Para...! – Tentei, usei meu tom de voz mais choroso... E infelizmente não surtiu efeito.
- Diga que não esta gostando? – Falou, com certeza pensando que eu estava adorando aquilo.
- Não... – Tentei novamente. Desta vez me entreolhou, bem confuso de fato. Percebi que engoliu em seco, mas acho que um ‘não’ definitivamente não o pararia.
- Então vou fazer com que goste... – Mordeu meu queixo levemente, causando mais um daqueles suspeitos arrepios em minha espinha.
Não sei o significado destas reações, mas espero que não sejam de prazer.
Sim, até porque eu não tenho experiência alguma nisso, e não sei quando se esta gostando... Mas pelo menos tenho uma noção de quando não se esta.
- Não Mello! Pare com isso... Não vê que não quero?! – E então minha ‘força’ se manifestou, empurrando-o um pouco. Não que eu fosse forte, mas é que ele estava vulnerável.
- Você fala isso da boca pra fora! – Explodiu. Mas, apesar de estar alterado, acredito que talvez esteja com a razão... Se eu realmente não estivesse dizendo da boca para fora, eu teria o parado bem antes. Então vejo isto como uma conseqüência de não tê-lo afastado.
Me calei, estava pensativo e sem reação. Mas agora estou com a consciência extremamente intrigada, e o que eu mais precisava era que fosse embora e me deixasse sozinho para que eu pensasse melhor sobre a minha situação. Infelizmente não foi o caso.
- Até quando vai ficar fugindo... Nate? – Ele sabe que não deve usar meu nome, ele sabe... – Porque não consegue enxergar que está me afastando contra a sua própria vontade? – Abaixei minha cabeça, não conseguia encará-lo. Talvez por medo de demonstrar algum sentimento que pudesse me acusar.
Será que o que Mello disse é verdade? Será que eu fujo? Ou ele está apenas dizendo um monte de coisas sem sentido e eu estou com a razão? Eu não sei, eu não faço à mínima.
- Pense bem Near... Pois da próxima vez, você não terá nem mesmo tempo de reagir. – Ou seja, da próxima vez que Mello invadir meu quarto, eu estarei perdido.
E então afastou-se de mim, caminhando até a porta e saindo por esta. Com certeza, desta vez os dentes trincados e os pulsos cerrados não foram apenas uma atuação, ele realmente estava puto.
Notas finais
eu sei, foi meio sem sal nem açúcar, mas foi apenas para explicar um pouco mais sobre a história.
O capitulo ficou curto, e por isto prometo não demorar muito a postar o próximo, isto é, eu preciso de reviews pelo menos u.u
então.
Por Favoooor ♥ comentem.
O que custa mandar uma reviewzinha? ò_ó
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