Notas iniciais
Espero que gostem! Boa Leitura!!

Passaram-se duas semanas, uma passou lentamente e a outra rápido como o vento. De qualquer forma, estou bem, muito bem. Bem mentalmente, sabe? Como se tivesse amadurecido nessas semanas que se passaram. Presumo que muito se deve a Davi, que ficou sempre ao meu lado, de forma alguma ele sabe do que houve entre mim e Renan, de jeito nenhum contei a ele, ainda assim, ele sabia que eu não estava bem e do seu jeito me ajudava a ficar feliz.

Contei somente para Ethan sobre tudo que eu sentia por Renan e tudo o que havia acontecido. Ele já havia notado então pensei que não valia a pena contar a ele, mas certo dia, eu estava tão chateada que desabafei com ele, contei tudo, tudo mesmo, e ele me ouviu com atenção e carinho, sem me julgar ou apontar o dedo, como pensei que faria mesmo.

Ainda não sei o que aconteceu aquela noite entre Sasha, Renan e Marco, meu irmão simplesmente me disse que não era nada com que devesse me preocupar, então dei ouvidos a ele. Não me encontrei com Sasha desde então, o que foi um grande alivio, mas também não falei mais do que o necessário com Renan. Não sei se vai me entender, mas não foi simplesmente por causa do beijo de Renan com Sasha que passei a evita-lo, certo, no começo foi sim, mas depois simplesmente percebi que eu precisava de um tempo. A volta de Renan foi um choque muito grande pra mim, e desde então misturei sentimentos que tive quando menor com os sentimentos de agora, sem ponderar de verdade no que eu realmente sentia por ele agora. E o tempo que passei com Davi me ajudou a clarear as coisas um pouco. Não me entenda mal, eu ainda gosto do Renan, gosto de verdade e observo discretamente cada detalhe dele, suas ações e manias; mas pensei que dar uma chance para conhecer melhor o Davi não era de todo mal e talvez me fizesse mudar de ideia.

Como se entendesse o curso da minha vida, as coisas correram muito bem nesses últimos dias. Assistia a alguns treinos de Davi, saia com ele algumas poucas vezes, ele me acompanhava até a hospedaria quando eu ia trabalhar; meu desempenho na hospedaria foi muito bom e era divertido até. Claro, nem tudo foi um mar de rosas, como era de se esperar, não fui bem como deveria nas provas que passaram, não fiquei de recuperação mas passei no limite (obviamente os professores não deixaram isso passar despercebido), mas isso não afetou meu humor, não mesmo. Sinto como se tivesse amadurecido.

Porém, comecei a reparar em algumas coisas estranhas, não sei bem como explicar, mas tive algumas impressões, como se Renan me observasse sempre que podia. Não sei como colocar isso, mas me deixava um pouco desconfortável, de uma forma boa infelizmente, mas sentia que ele me observava, não me olhava mas me observava de verdade, entende? pra mim, para a Eloisa, não para a garotinha que ele conheceu, não para a Eloisa que grudava no Marco onde quer que ele fosse, mas observava a eu de agora. Como cheguei a essa conclusão? Não faço a menor ideia.

Bem, como eu disse, a semana de provas havia passado, isso significa que os campeonatos esportivos estavam chegando. Ethan havia se esforçado para tirar notas boas e assim poder participar do campeonato, surpreendentemente ele tirou notas incríveis, ele realmente fazia de tudo pelo futebol. Davi também tirou notas altas mas isso já era de se esperar, estava mais do que dentro do time para o campeonato. Assim, as coisas começaram a ficar mais agitadas na escola.

O dia estava maravilhosamente fresco, as aulas haviam terminado e eu seguia para a hospedaria, precisava trabalhar, mas não me importava, afinal era divertido e calmo, as vezes. Davi me acompanhava já que não haveria treino hoje, já estava mais acostumada a presença dele então não me sentia mais desconfortável. Depois daquele dia na praia, quando ele me beijou pela primeira vez ficamos mais próximos rapidamente, ainda apenas como amigos, mas isso não significa que não havíamos nos beijado novamente outras vezes, apenas estávamos cautelosos sobre um relacionamento mais sério.

— Vai assistir ao meu treino amanhã? – Me perguntou Davi olhando distraidamente pro mar.

— Amanhã? – Parei e pensei um pouco. – Quando é o primeiro jogo do seu campeonato mesmo? – Perguntei provocando ele, já havia feito essa pergunta umas mil vezes, eu mesma estava ansiosa pra ver.

— Depois de amanhã. – Disse ele sorrindo e me empurrando de leve.

— Claro que eu vou amanhã. – Respondi, acho que pela centésima vez.

Chegamos na hospedaria em um momento não muito agradável, Renan tinha acabado de chegar também, estava descendo de sua moto e tirando o capacete, odiava quando ele fazia isso. Davi e eu paramos, ambos olhando para Renan, não estávamos muito perto a ponto dele nos ver por isso não liguei muito. Davi pareceu refletir muito antes de falar:

— Posso te perguntar algo? – Disse ele meio pensativo ainda.

— Claro.

— É algo bobo, mas que fiquei pensando nisso por uns bons dias. Qual a sua relação com o professor Renan? – Ele perguntou e senti minha barriga gelar.

— Como assim? – Perguntei.

— É que, naquele dia que tocamos juntos, lembra? Quando ensaiamos vocês pareciam bem próximos, e ele ainda era bem novo na escola como professor. Além disso já o vi muitas vezes conversando com você, estava presente na inauguração da hospedaria do seu irmão e o vejo aqui quase sempre quando te acompanho. Não acho que seja coincidência... – Por fim ele disse. Pensei, conto a verdade ou minto? As duas coisas.

— Bem, ele é amigo de infância do meu irmão, estudaram junto desde sempre praticamente então... eu o conheço há uns bons anos. Agora ele está hospedado por um tempo aqui, por isso você o vê frequentemente. – Contei, acho que isso basta.

— Entendo, desculpa perguntar algo assim, não é como se estivesse desconfiando de você nem nada, foi só um pensamento idiota. – Ele disse e me senti um pouco mal, porque ele deveria desconfiar de mim sim.

— Sem problemas. Tenho que ir agora. – Me despedi, Davi me deu um delicado beijo na bochecha e saiu.

Entrei na hospedaria e estava um pouco cheia, nesse horário de almoço era sempre um pouco mais agitado. Fui direto para os fundos me trocar para começar a trabalhar. Amarrei meu cabelo num rabo de cavalo e fui para o balcão, onde ficava na maior parte do tempo.

Peguei um pano em uma das gavetas em baixo do balcão e comecei a limpa-lo, estava um pouco oleoso por conta das bebidas que o pessoal havia tomado mais cedo. Um casal jovem me parou no balcão para pagar a estadia deles, haviam se hospedado por três dias, tinham vindo de uma cidade a umas duas horas daqui, fiquei contente por terem escolhido ficar aqui, eram tão gentis, suponho que sejam recém casados, ainda tinham um ar muito apaixonada em volta deles, era bonito de vê-los, apesar de as vezes me irritar.

Assim que recebi deles subi para limpar o quarto em que haviam ficado, tinha que colocar uma roupa de cama toda nova e deixar tudo pronto para um próximo hospede. Assim que subi, Renan saia do quarto dele, um dos últimos do corredor. Agi calmamente, sorri mas passei direto seguindo para o quarto em que ia, mas assim que passei por ele senti sua mão em meu ombro.

— Aonde Marco está? – Ele perguntou.

— Não sei, deve estar na cozinha. – Respondi, ele continuou com sua mão em meu ombro, não me segurava, mas era o suficiente para eu entender que ele ainda tinha algo a dizer.

— Seu rosto está sujo. – Ele disse e passou a mão delicadamente em minha bochecha, sua mão era quente, mesmo que não estivesse fazendo pressão em meu rosto. Um gesto simples, que fez com que todo o autocontrole que tive essas duas semanas quase se fosse. Logo em seguida ele me agradeceu, passou a mão em minha cabeça e desceu.

Depois desse pequeno deslize entre nós, segui normalmente com meu trabalho. Nada muito agitado afinal hoje era um dia comum, apenas alguns estudantes que passaram para conhecer o estabelecimento novo e alguns que passavam para almoçar no horário vago do trabalho. No fim do meu turno passei para dar alguns “relatórios” para Marco, me troquei e fui embora. Apesar de tudo estava muito cansada. Me encontrei com Renan pela hospedaria mais umas duas vezes mas não trocamos uma só palavra, nem direcionamos o olhar um pro outro.

Cheguei em casa e me deparei com algo que realmente não esperava, fiquei desesperada. Marie estava na frente de casa, os olhos vermelhos de chorar e seu rosto estava um pimentão. Provavelmente estava chorando de tanto nervoso, só não fazia a mínima ideia do porquê. Assim que ela me viu chegando correu direto para mim e me deu um abraço absurdamente apertado.

— Ei, o que foi? – Perguntei tentando olhar nos olhos dela, era muitíssimo raro ver Marie chorar. Mas ela não me respondeu, só chorou.

Levei ela para dentro do meu quarto e esperei ela se acalmar, apenas fiquei ao lado dela até que parasse de chorar um pouco.

— Quer tomar ou comer alguma coisa? – Perguntei e ela negativou com a cabeça.

— Eu não entendo como ele pode ser tão idiota! Tão... tão ridículo!! – Disse Marie contorcendo o rosto de raiva fazendo mais algumas lágrimas caírem.

— Ele quem? – Perguntei. – Charlie?

— Não, Charlie é um amor de pessoa... – Disse ela mas não conseguiu continuar porque desabou a chorar novamente. Se não era Charlie só podia ser uma outra pessoa, e meu coração gelou ao pensar que a culpa era dele.

— O que o Ethan fez? – Perguntei com cuidado.

— Ele é um idiota! Simples assim, um grande idiota! Um lixo de amigo e pessoa. – Disse ela, comecei a ficar preocupada com o que aconteceu já que ela não falava tudo.

— Marie, olha para mim. – E ela olhou. – Respira, e me conta o que houve, não estou entendendo nada assim. – Ela confirmou com a cabeça e puxou ar umas três vezes para manter a calma.

— Eu fiquei até mais tarde na escola hoje. – Marie começou a contar. – Tinha que ajudar um professor a organizar algumas provas. Depois que terminei fiquei esperando Charlie, havíamos marcado de sair depois que terminasse o treino de vôlei dele, então esperei ele ir me encontrar na escola. Enquanto isso fiquei assistindo o treino de futebol, Ethan estava jogando, sentei e fiquei lá esperando. Depois de uns 15 minutos Charlie chegou, eu disse que queria ficar ali e esperar o treino de futebol acabar, afinal sempre apoiei o Ethan nos campeonatos, nós sempre o apoiamos. – Ela disse a apontou para mim também, eu concordei, afinal era verdade. – Depois que o treino acabou nós descemos porque Charlie disse que queria falar com ele, eu concordei mas estava meio desconfiada, afinal sempre achei estranho o clima entre eles dois. Assim que se encontraram Charlie cumprimentou ele e começaram a conversar, como se fossem amigos, fiquei feliz com isso porque era a primeira vez que conversavam e estavam se dando bem. Depois eles trocaram o número de celular para conseguirem se comunicar e conversar, tudo normal. Depois disso Charlie se despediu dele e pegou na minha mão pra irmos embora, depois que viramos de costas ouvi Ethan resmungar, então ele e Charlie começaram a discutir, sobre o que eu não sei porque não estava entendendo nada, Ehtan então deu um soco em Charlie, sem saber o que fazer corri até Ethan pra tentar acalmar ele, assim que fiz isso ele segurou as minhas duas mãos e me beijou. Foi tudo tão rápido que não tive tempo de fazer nada, Charlie ficou quieto na hora, empurrei Ethan e fui conversar com Charlie, mas ele estava bravo e foi embora. Fiquei tão irritada que a única coisa que consegui fazer foi bater em Ethan, um tapa no rosto dele, depois fui atrás de Charlie pra tentar conversar, mas ele não quis me ouvir e foi embora. Então eu vim pra cá, não sabia o que fazer.

Certo, eu estava realmente do lado de Ethan, percebi realmente como ele se sentia em relação a Marie, mas fazer esse tipo de coisa complicava tudo, como vou apoia-lo assim?

— E você não conseguiu mais falar com Charlie até agora? – Perguntei e Marie confirmou com a cabeça.

— Ele saiu andando apressado e não quis me ouvir, não tive coragem de tentar mandar mensagem então.

— E você realmente não sabe o motivo da discussão? Nem ideia?

— Não sei. – Disse ela. – Mas foi logo que me virei para ir embora com Charlie, se um deles provocou o outro de alguma forma foi tão discreto que nem percebi. – Respirei fundo, não tinha muito o que eu pudesse fazer por ela agora sem saber como tinha chegado nesse ponto. Mas de alguma forma, sentia que Ethan não estava errado.

— Marie, o que você acha do que o Ethan fez? – Perguntei.

— Como assim? – Disse ela morrendo de raiva. – Imperdoável! Infantil, não entendo ele, foi completo exagero!

— Quantos anos você conhece o Ethan? – Perguntei.

— Acho que quatro anos. – Disse ela limpando o rosto cheio de lágrimas.

— Quantas vezes desde então você o viu agir dessa forma? – Ela olhou para mim já entendendo o que eu queria dizer, mas depois me olhou com raiva.

— Nenhuma. Mas não acredito que está do lado dele! – Ela disse meio magoada.

— Não estou do lado de ninguém ainda Marie, quero dizer, sempre vou estar do seu lado, mas é meio complicado culpa-lo sem saber o que houve, afinal eu mesma nunca vi Ethan agir dessa forma, muito menos chegar a bater em alguém e... beijar alguém a força também.

— Charlie sempre foi muito bom comigo, não acho que ele tenha feito algo... – Ela disse.

— E Ethan também nunca foi bom com você? – Retruquei.

— Sim Elô, mas é diferente...

— É diferente porque você viu em Charlie um namorado maravilhoso, não importa o que acontecer, você sempre vai querer achar que Charlie está certo porque gosta dele, entende? Quantas vezes Ethan já esteve do seu lado? Quantas vezes já te aconselhou e protegeu?

— Mas o que ele fez hoje... imperdoável. – Continuou ela sem dar o braço a torcer.

— Eu sei, eu sei, não foi certo ter te beijado a força... em relação ao soco em Charlie a gente decide se foi certo quando souber o que aconteceu. Mas por enquanto pensa nisso, tá? Tudo vai se ajeitar.

— Tá bom. – Disse ela limpado o nariz que escorria de tanto ela chorar. Marie era sempre muito madura e tranquila, mas quando tinha seus momentos chorava e se comportava exatamente como uma criança, e para ajudar, ela tinha o tamanho de uma. Quando chorava assim tinha vontade de abraçar ela e proteger, como se qualquer coisa pudesse feri-la a qualquer momento, o que eu sabia que não era verdade porque Marie na verdade tinha um emocional de ferro. Se ela não tivesse vindo até minha casa, apenas esperado a raiva passar certamente ia chegar em uma conclusão racional sozinha.

Por fim, Marie dormiu na minha casa, dormimos cedo já que Marie estava cansada de tanto chorar e passar raiva por hoje, e eu na verdade estava bem exausta também. Tomamos um banho e deitamos, deixando todo o cansaço tomar conta de nossos corpos que chegava até a doer as costas. Deixei Marie colocar algumas músicas calmas de que gostava até ela adormecer, depois, apaguei também.

O dia seguinte começou quente, absurdamente quente. O sol queimava mesmo na sombra, era daqueles dias para mergulhar no mar e só sair quando o dia terminasse. Mas não podia fazer isso, tinha aula e muitas coisas para fazer.

O clima na escola não estava muito legal, apesar de Ethan ter faltado, algumas pessoas que aparentemente haviam presenciado a discussão do dia anterior cochichavam quando Marie e eu passávamos. Queria conversar com Ethan e saber dele o que aconteceu, mas acho que isso vai demorar um pouco, sabendo como ele é vai evitar o assunto e se afastar de nós por alguns dias. Charlie também não havia dado sinais de querer conversar com Marie, já ela, aparentemente estava melhor, seu humor estava horrível, mas era melhor que estar chorando como estava, daqui a pouco ela estaria recuperada, era sempre assim.

As aulas foram tediosas e teve matéria nova, resolvi prestar atenção pelo menos pra aprender o básico da matéria nova, se não certamente me daria muito pior nas provas seguintes. Copiei as lições, fiz algumas anotações e respondi alguns exercícios, coisas que raramente eu fazia, mas se me esforçasse poderia não parecer tão burra perto do Davi.

Assim que as aulas terminaram avisei Marie que ficaria para ver o treino de Davi, ela se despediu e foi embora, assegurando que estava bem e melhor, assim que me convenci deixei que ela fosse.

O calor estava tanto que fui até o banheiro e fiquei uns 10 minutos jogando água no rosto. Minhas bochechas e nariz estavam vermelhos de calor, prendi meu cabelo e afrouxei levemente a camiseta do uniforme pra deixar entrar um pouco de ar. Saí do banheiro e fui andando até a quadra. Como não poderia ser diferente “trombei” com Renan no meio do caminho, olhamos um para o outro mas segui meu caminho, não tinha nada mesmo para falar com ele.

— Um dia vamos parecer completamente desconhecidos, é isso o que quer? – Meu coração gelou, mas Renan estava sério quando falou, me fingi de desentendida.

— Perdão? – Respondi como se não tivesse entendido.

— Até quando vai continuar com isso? – Perguntou ele e me virei para olha-lo.

— Não sei do que está falando, nunca fomos realmente próximos, Renan. – Respondi e ele riu, mas riu com sarcasmo, nunca tinha visto ele rir assim.

— Me diga, o que quer que eu faça? – Perguntou ele. – Não quer ouvir uma palavra do que digo mas também não me diz nada!

— Talvez o que eu queria é exatamente o que não está me dando, espaço. – Respondi.

— Você não é assim. – Disse ele sorrindo, mas sorrindo gentilmente, odeio quando ele faz isso porque me desestabiliza por completo. Ele andou e foi até mim, chegando mais perto. – Diga, o que quer que eu faça? – Ele continuou e desviei o olhar, ele estava perto demais, se eu olhasse diretamente pra ele não conseguiria responder nada.

— Não estou te entendendo, por que está tão preocupado com isso? Há tanta coisa que você poderia ocupar sua cabeça. – Eu disse. Ele continuou sorrindo fiquei com vontade de socar a cara dele até arrancar o sorriso do rosto dele.

— Me responda, Elô, com sinceridade. – Ele disse e segurou uma de minhas mãos, não fiz força para soltar e me odiei por isso. – Por que ficou tão brava quando me viu beijando a Sasha? – Virei o rosto.

— Quantas vezes vou ter que repetir, você é um profess...

— Não tente fugir da pergunta com isso. – Ele disse. – Não importa se sou seu professor ou não, porque isso não importou diversas vezes, então não deveria importar agora. – Disse ele com firmeza me fazendo olhar para ele novamente. – Agora me diga, por que ficou tão brava?

— Renan, por favor, eu tenho que ir. – Eu disse e ele segurou minha mão com mais força ainda.

— Vai assistir ao treino de Davi? – Ele perguntou.

— Sim. – Respondi com minha voz começando a falhar.

— Por que? – Ele perguntou, a voz baixa quase como um sussurro. De alguma forma não consegui impedir quando algumas lágrimas começaram a fazer meu olho arder.

— Renan, por favor. – Foi apenas o que eu disse enquanto olhava para ele. Assim que ele olhou para o meu rosto e viu as lágrimas escorrerem ele soltou minha mão e deu um passo para trás, como se só então percebesse o que acontecia. Virei as coisas e segui meu caminho inicial, meu rosto queimando, mas não de calor, e com algumas lágrimas escorrendo pelas minhas bochechas.

Notas finais
Me digam o que acharam, ok? Até o próximo capítulo!