Aquela pequena flor...

1 Aquela pequena flor...


Notas iniciais
Então galera, essa é minha primeira história então, comentem se quiserem e me deem dicas, estou aberta para críticas, sejam elas boas ou não, afinal não dá para agradar todos.
Essa história não é tudo aquilo, e está longe de ser algo bom para mim, mas eu gostei dela então espero que gostem tambem

Ela era jovem, não tinha mais do que seis anos. E seus olhos transbordavam uma curiosidade invejável, acompanhado com uma inocência doce.

Aqueles olhos me fitaram logo após de eu depositar a pequena flor no banco, e tão rápido quanto ela me fitou, admirou a planta e logo me lançou a primeira pergunta.

- essa flor não vai morrer?

Curioso o modo que me perguntou, tão firme e direta, com um quê de preocupação com a planta à frente, ela perguntou como se aquela flor fosse a coisa mais importante a ser salva no momento, e de fato era.

Eu não pude deixar de sorrir diante da pergunta, que soara de modo tão natural, como se nos conhecêssemos a tempos, quando na verdade acabávamos de nos ver.

Assim me lançou a segunda pergunta:

- e por que a flor não morre se tem um plástico cobrindo ela?

Eu não tive tempo de responder a primeira questão quando ela me lançou a segunda, com o mesmo tom preocupado e inocente, e eu não deixei de sorrir por nenhum segundo, enquanto refletia na resposta que iria dar aquela pequena menina.

Afinal, não podia falar para alguém que mal conhecia a função de uma planta que estava estudando os ciclos biogeoquimicos da vida, e que aquela flor era a prática real de uma teoria vista em sala; não, eu precisava responder as perguntas de uma maneira simples, mas de um modo que ela entendesse e soubesse que a flor está a salvo.

Quando voltei a fitar a garota ela ainda me olhava de modo profundo, com os olhos ansiosos por uma resposta e uma afirmação que a aquela flor estaria a salvo, mesmo selada com plástico.

E eu a respondi, de maneira calma, sem nunca deixar de sorrir, como se eu fosse conseguir realizar tal ato, afirmei que a pequena flor iria sim sobreviver, e tendo que me agachar para ficar do tamanho daquela pequena curiosa,acabei por responder as perguntas que se seguiram; sempre diretas, sempre preocupadas, sempre dirigidas a mim como se fôssemos grandes amigas.

Logo depois do término daquela pequena "aula" sobre uma flor, a garota finalmente deixou de me fitar, e passou a olhar a planta, pensativa, como se meditando o que acabara de ouvir, e quando voltou seus olhos para mim novamente, agora com entusiasmo neles me lançou outra pergunta:

- e qual o nome dela?

Ela estava tão entusiasmada que por um momento deixei de pensar, não, eu não iria dizer que aquela flor já tinha um nome, dado pelas minhas amigas pouco tempo atrás. Afinal eu podia ver que a pequena estava morrendo para poder batizar a flor.

E novamente eu sorri, enquanto negava, e a deixei refletindo para encontrar um nome perfeito para aquela pequena flor de mel.

Sim, aquela garota era cativante, e dona de uma curiosidade inacabável, mesmo assim não pude deixar de adimira lá, afinal, me fazia falta um pouco de alegria naquele dia, e a garota me deu justamente o que eu precisava.

Quando me afirmou que queria que a flor se chamasse "tom", a garota estava com um sorriso largo nos lábios, satisfeita com o nome que achara, e antes que ela me lançasse mais uma pergunta, meu celular tocou.

Era uma mensagem de meu pai

"Estou aqui na frente, pode vir"

E foi realmente o que fiz, me levantei, peguei a flor do banco, e avisei aquela pequena curiosa que eu precisava ir, me despedindo com um afago em seus cabelos.

A garota realmente me pareceu triste com a saída da flor que acabara de batizar, ainda sim, não deixou de sorrir e se despedir, acenando a pequena mãozinha no ar, enquanto me afastava.

Aquela garota era incrível, não há dúvidas quando a isso.

Eu gostaria de vê la novamente, mas enquanto ainda não nos cruzamos parece que tudo acabou.

Adiós pequena.

Notas finais
Se você chegou até aqui, então me dê a sua opinião, é bem importante
Espero que tenham gostado.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!