Aquela mulher.

1 Capítulo único - Feliz ano novo!


Notas iniciais
Olá povo, tudo bem?!
Primeiramente: Minha primeira "obra", portanto, peço aos mais experientes que não relevem quanto a quaisquer erros no feedback, através dos comentários.
Segundamente: Criei uma simples Oneshot justamente para testar a minha inexperiência, portanto, possa ser que eu crie histórias maiores futuramente, só vai depender da repercussão dessa.
Por fim: PORFAVOR prestem atenção nas pontuações *----*, só se tem um entendimento melhor quando a leitura é completa.
...boa leitura :D !!! (estarei nas notas finais)

31 de dez. de 2017, Domingo à noite – Véspera de ano novo.

— Ah, como eu sou idiota. ¬ falei em sussurro com os olhos vidrados no copo de whisky a minha frente.

Quem iria, daqueles que me conhecem a tantos anos, imaginar que o leniente¹ e sereno Natsu Dragneel estaria sentado num balcão de um bar em pleno réveillon bebendo por causa de uma mulher, não qualquer uma, na verdade, mas sim a mulher, aquela que vira sua cabeça do avesso só pelo olhar. Aquele corpo curvilíneo, aqueles lábios carnudos e levemente rosados, aqueles...aqueles...ah!!! São tantos “aqueles” que poderia ficar falando a noite toda. Posso parecer “meio” tarado, mas não me julguem mal, afinal, o que eu posso fazer se ela me provoca o tempo todo, DROGA?!

Eu cai no feitiço dela tão rápido, tanto quanto o charme da Ahri² ¬ sorri de canto, lembrando o quanto gosto de um certo MOBA³. Ela se aproximou de mim arisca⁴ e minuciosa como uma gata querendo cafuné, com aquele sorriso radiante, e eu, como um bobo, dei tudo que a maioria dos homens dessa cidade não dariam para ela. Se eu me arrependo?! Não, afinal não é do meu feitio me arrepender do que eu faço, ainda mais se for para um amigo, e também porque tenho a ideologia de que todas as mulheres merecem um ombro amigo, uma pessoa a quem possa confiar todos os seus sentimentos e tudo da sua vida sem preocupações.

Infelizmente com o passar do tempo, uns dois anos, comecei a sentir algo muito mais forte do que somente uma saudade, é como se eu precisasse, necessitasse, ficar ao lado dela o tempo todo. Eu pensei que era recíproco tal sentimento/pensamento já que ela não largava de mim e sempre estava com aquelas bochechas rosadinhas perto de mim, que era mais uma coisa que me deixava alucinado e em êxtase por ela, porém aceito o fato de que fui iludido. Hoje, pela manhã, flagrei ela aos beijos com um loiro, de porte bem parecido com o meu, se não me engano seu nome era Sting Eucliffe, que mal faz um mês que se conheceram.

Bom, talvez eu não era o suficiente para ela, ele com certeza tinha algo que eu definitivamente não tenho e nunca terei, atitude. Eu sei que ficar esperando a outra parte agir é de certa forma...burrice, afinal, se realmente sente algo especial por aquela pessoa você tem que assumir de uma vez, sem hesitação. Contudo, eu tenho medo de que se caso não for correspondido tal sentimento aquela relação desenvolvida ao passar de tanto tempo mude, de forma drástica.

— Caramba, sou um covarde mesmo. ¬ sorrio debochando de mim mesmo, tomando mais um gole do whisky.

Quando coloco o copo no balcão, escuto o sino que toca sempre que passam pela porta de entrada do estabelecimento, dou uma sutil olhada, por cima do ombro, para a direção da porta e então meus olhos se arregalam de surpresa, meu coração parece que para de bater, sinto um frio na barriga e minha respiração trava. É ela, não me confundiria nem se estivesse bêbado, aqueles olhos castanhos me encarando como se tentassem me ler e os longos cabelos loiros que eu tanto já cheirei e passei as mãos. Se encontrava estática até que uma garçonete cruzou o caminho, quebrando o nosso contato visual, e então ela balançou a cabeça, como se quisesse espantar algum pensamento, respirou fundo e caminhou na minha direção. Ela trajava uma jaqueta vermelha, já que estávamos no inverno, uma calça jeans e um par de botas de couro.

— Está com frio? ¬ pergunto enquanto vejo ela se sentar no banco ao lado.

— É claro...você não? ¬ pergunta me fitando de canto.

— Você sabe que não. ¬ digo em desdém, a fitando também. Ela lança um sorriso pequeno.

— Ah, é mesmo, você é quentinho. ¬ ela fala baixinho e corada, ainda com o sorriso, desviando o olhar.

— O que foi? ¬ pergunto olhando para o copo.

— Natsu...você...v-viu o b-beijo mais cedo? ¬ pergunta com certa hesitação.

— Que beijo? ¬ sinto um aperto no coração e um pouco de angústia pela pergunta, tentando disfarçar a mentira com um semblante sério.

— Natsu, porfavor, não minta. Eu não sou cega, é impossível não perceber essa cabeleira rosa. ¬ ela disse com os olhos estreitos, soltando um sorriso quase imperceptível e arqueando uma das sobrancelhas.

— Ok. ¬ levanto as mãos em sinal de rendição ¬ Eu vi sim, mas, não queria atrapalhar o casal, então fui embora. ¬ falo engolindo seco, por fim.

— C-Casal?! N-Natsu...eu não tenho nada com Sting, aquele beijo foi contra a minha vontade. ¬ ela fala com um olhar triste e eu, de certa forma, sinto um misto de alívio e culpa ao mesmo tempo.

— Como soube que eu estaria aqui?

— Gray ¬ ela ri mudo.

— Aquele idiota ¬ idem.

— E-Então... ¬ ela fita a mim e depois o copo de whisky, ainda cheio.

— Ah, isso...eu só...ahn... ¬ suspiro derrotado.

— N-Natsu você...sentiu c-ciúmes? ¬ pergunta corada.

— A-Ahn! C-Ciúmes? Por que?

— N-Não sei...sei lá. ¬ olha para mim de canto ao terminar. ¬ E-Eu senti um aperto no coração quando olhei você indo embora ¬ falou tímida.

— Lucy... ¬ digo tentando raciocinar e ao mesmo tempo incentivando-a a continuar.

— S-Sabe, na verdade, venho sentindo isso a um tempo. ¬ fica fitando o chão e fazendo movimentos com os dedos como se estivesse evitando olhar para mim, envergonhada ¬ uma mistura de emoções, um formigamento aqui dentro da barriga quando estou com você...Natsu...acho que eu... ¬ tomo seus lábios em um beijo calmo, quente, profundo e sem malícia antes dela terminar a frase. Pronto, esse é aquele momento clichê que tantos falam: “Me sinto nas nuvens”, “O tempo para”, ...etc. Enfim, mas quer saber?! ...Dane-se, é ótimo vivenciar esse momento.

— Lucy...eu te amo tanto, não consigo tira-la do pensamento um minuto se quer, desculpe-me não falar antes...é só que...estava com medo de te perder. ¬ digo apressadamente ao terminar o beijo.

— ...Natsu ¬ começam a formar lágrimas nos seus olhos, mas, ela sorri, aquele sorriso alegre e tão aberto, capas de cativar qualquer pessoa no mundo.

— L-Lucy, o-o que foi? ¬ pergunto preocupado e confuso.

— Seu bobo. ¬ dito isso, ela me beija, novamente aquela sensação de que tudo ao nosso redor congela e que só existe nós dois ali vem à tona. Ela encerra o beijo com um sorriso largo no rosto e encosta sua testa na minha, sinto ela respirar profundamente, com dificuldade por causa do pequeno choro, e então finalmente abre os olhos.

— Eu também te amo muito, Natsu Dragneel...e... feliz ano novo. ¬ finaliza com o mesmo sorriso de quando à conheci.

Autor ON

Ao fundo podia-se escutar gritos e fogos de artifícios, celebrando assim o início de um novo ano. Com certeza este ano será repleto de realizações, a de Natsu já foi alcançada. E a sua?!

FIM

Notas finais
Leniente: Tolerante, suave.
Ahri: personagem de League of Legends.
MOBA: Multiplayer online battle arena, pra quem não sabe.
Arisca: Nesse contexto, desconfiada.

Se quiserem...podem comentar...sério gente, não sou agressivo. '-'
E também...caso tenham gostado...por gentileza salvem como favorito.
Eu coloquei a categoria "original" porque era a única que estava dando para adicionar aqui...deve ter bugado .
Esta Oneshot também foi postada no Spirit, para confirmar minha autoria: https://www.spiritfanfiction.com/perfil/Atso

Obrigado, é isso, até mais!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!