Aquela estranha garota..
3 Capítulo 3
Notas iniciais
A garota ali estava sentada na maca de seu quarto. Olhando brevemente para a clara parede do seu lado... os pensamentos eram profundos..
Como parei aqui?.. E aquela escuridão? Próximo ao abismo que eu estara perto à cair... alguém por lá estava a vestir um manto preto,segurava um cajado e parecia recitar para mim um de seus mais belos poemas... Puxaram meu braço e me afastaram dela... “ é perigoso continuar aqui “ a voz ecoava.
Bateram três vezes na porta... A menina estava distraída com o mais belo som que em seu ouvido estava no máximo.. o silêncio.
O rapaz de jaleco branco entrara no quarto um tanto receoso ao achar que a menina estava a dormir. Sua surpresa foi ao perceber que ela parecia desligada ao mundo real,porém seus olhos pareciam fixados no nada.
“ Qual o seu nome? “ ele perguntara ao se aproximar da garota,analisando sua ficha.
O silêncio por ali reinava.
Erguendo a sobrancelha,o mais velho faz outra pergunta. “ Está me ouvindo,garotinha? “ ainda simpático.
E nada...
O mesmo ergue a mão e balança na direção da garota em certa intenção de chamar-lhe a atenção. O que por fim acabara conseguindo e repetiu a primeira pergunta.
A mesma abaixa sua cabeça como se estivesse triste,não sabia escrever,falar, o mesmo por entender um pouco do que o outro diz.
“ Essa menina.. “ ele sussurrara.
“ tem para onde ir,jovem moça? “ insistia nas perguntas mesmo sabendo que a possibilidade de respostas coerentes eram mínimas.
A mesma deu-se por permanecer quieta.
Terá de permanecer neste hospital até que descubramos o que há de errado com você.. e se persistir a ficar calada,não teremos escolha a não ser marcar-lhe um psicólogo..
Dessa vez a reação da outra mudara. De confusa para apavorada, não queria mais saber de permanecer num local sem cor. Como mostrar para o rapaz do seu lado que estará completamente sã?..
O médico meio aliviado com tal reação.. afirmou para si mesmo que este trabalho não vai ser tão fácil como pensara.
A garota ainda estava ali assustada querendo que outra resposta saísse dos lábios do mesmo. Quer sair daquele local,não aguentava mais ver o mundo à fora por uma janela totalmente segura pelo vidro. Mas nenhum som fora capaz ainda de sair do mesmo.
“ grita... grita... GRITA! “ a voz voltou a ecoar. Eram ordens,mas de onde saem?.. A garota então o fez e começara a gritar desesperadamente... descontroladamente.
A luz começa a piscar, os objetos mais leves começam a cair e o chão começara a tremer levemente. Uma cena assustadora na visão do rapaz começara a se formar.
O que fazer.. o que fazer? A pergunta repetira na mente do outro. A mesma como se tivesse lido o que o outro pensara levanta da maca e corta seu pulso com um caco de vidro caído no chão.
Molha seus dedos pequenos e finos no sangue e escreve na parede. “ QUERO SAIR DAQUI”.
No mesmo instante dois enfermeiros percebera algo diferente vindo em um dos quartos e correm até o local.
“ socorro! “ ouvem o rapaz gritar agoniado. E no mesmo instante arrombam a porta.
A garota que ainda estava por gritar foi segurada à força por um dos homens e sedada com um calmante,logo pôs-se a adormecer e então substituída de quarto pela bagunça que fez.
Medo da garota a única coisa que restara na visão daquele médico... essa garota não é normal... é um monstro...
“ Satisfeita já com o que acabara de escrever, a menina de cabelo curto,guarda seu caderno e caneta e põe-se a prestar a atenção em sua aula, não escrevera por que quis e sim por alguém em seu consciente a ordenara por aquilo fazer “
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