Aquela com o Sorriso
16 Aquele com a mãe
Notas iniciais
–Querido? Acorde, está na hora!
–Mãe... –Disse colocando a coberta em cima de minha cabeça. –Eu não vou...
–VINICIUS DE SOUZA OLIVIER! Levante agora, eu que mando aqui! Acabou a moleza que seu pai te dava! –Ela puxa meu cobertor.
–Arg! Okay, okay... Que saco... –A ultima frase foi dito baixinho.
–VINICIUS!
–Okay, okay desculpa tá bom! –Ela revira os olhos enquanto eu levanto.
–A senhora está muito arrumada...
–Quando chegarmos lá vamos a uma coletiva. –Diz ela sorrindo.
–Ah não! Não quero chamar atenção, você sabe que eu odeio isso.
–Querido... -Ela senta na cama ao meu lado e me abraça. –Você é filho de Lorena de Souza Fombelle e infelizmente, Franz Serra Olivier! Sempre terá muitos holofotes! Mas sua mamãe sempre te protegerá! –Ela diz beijando meu rosto e eu faço cara amarrada.
–Vou me arrumar agora Srta. Fombelle! Excuse...
–Já está falando Frances! Você é um docinho bebê...
–Okay, pare de me chamar assim, com licença... –Ela beija minha bochecha mais uma vez e sai do quarto.
Fiquei olhando a janela por um minuto, sai na varanda olhei para baixo, e lá estava ela, minha batatinha, ela parecia feliz e um pouco pensativa... Dei um sorriso e depois ele logo se desfez quando vi o carro rosa da minha mãe e seu chofer...
Coloquei um blazer como minha mãe uma causa jeans e sapatos sociais. Fui para a sala e lá estava minha “linda” família, meu pai sonolento e bêbado como sempre, e minha mãe balançava a perna sem paciência.
–Filho! Já são 9h37! Vamos logo!
–Okay... Tchau Franz. –Ele balançou o copo e sorriu.
Chegamos ao carro e um senhor que não lembro o nome guia o carro até o aeroporto.
–Mãe você dormiu com o meu pai? –Digo malicioso.
–Me respeita garoto! –Ela dá um peteleco na minha cabeça. –Eu dormi... Aqui no carro! –Ela diz nervosa.
–Sei. –Termino a conversa e fico olhando a janela do carro.
Chegamos ao aeroporto e minha mãe fez o cheging e as outras coisas de aeroporto, e eu fiquei olhando o panfleto da Holly, isso mesmo, quando eu a levei no show, peguei esse panfleto que caiu da bolsa dela...
Minha mãe me chamou, e lá estávamos nós na classe social... Minha mãe conseguiu fazer sucesso em Provença... Ao contrario do meu pai, que tem uma voz bonita e estraga todas as chances de sucesso dele bebendo...
A viagem foi longa, muito longa e sempre me pego pensando nela... Minha vida em Provença não era muito boa, minha mãe é muito conhecida lá, e sempre tive paparazis por perto. Nunca fui revoltado, mas também nunca fui santo. Já fui manchete de muitos jornais e revistas francesas, e bem... Todas envolviam garotas.
Eu tive uma vida conturbada, e eu me distraia com garotas, mas elas sempre forem fúteis e sem graça, nem uma é como a minha Holly...
O avião pousou, e eu odeio as turbulências... Eu detesto! Fiquei tão aliviado quando coloquei meus pés no chão!
Ou talvez não... Quando pisamos dentro do aeroporto... Mil e um paparazis vieram atrás de nós, e eles faziam mil perguntas! E todas eram: “Vinicius, o que acha da briga dos seus pais?” “Você está revoltado com tudo isso?” “Você tem raiva dos seus pais?” “Vinicius Você teve alguma namorada ou alguém para amar em Seattle” “Quem é a garota loira?”.
Essa ultima pergunta me fez parar em meio à multidão e minha mãe teve que parar também.
–Q-que garota loira?!
–Uma garota foi vista com você em um show! Ela é sua nova namorada?!
–Por que você ficou nervoso?!
–Me responda você realmente gosta dela, ou é só mais uma ficante?! –Olhei para o jornalista que fez essa pergunta severamente.
–Eu a amo! –Essa frase bastou para que minha mãe me puxasse.
Ela saiu em disparada e eu a acompanhava, logo em seguida os paparazis. E não bastavam apenas os de dentro do aeroporto! Havia mais do lado de fora! Minha mãe parou por um segundo e logo avistou o outro carro dela e o seu mesmo chofer. Entramos fugidos no carro e minha mãe estava espantada.
–Geralmente gosto disso... Mas hoje foi de mais!
–Mãe como eles sabem da Holly?! –Olhei confuso para ela.
–Eu não sei. –Ela tira os óculos escuros. –Eu realmente não sei.
–Mãe... Eles vão mexer na vida dela! E eu não quero isso! Eu não vou deixar. –Digo balançando a perna. –Mãe... E-eu tenho que voltar. –Ela me olha preocupada.
–N-não! Filho eu quero você aqui comigo. –Ela diz segurando minha mão. –Eu vou tentar resolver isso! E você vai ter que concordar com tudo o que eu disser nessa coletiva!
–O que você está planejando mãe?!
–Filho... Se você assumir qualquer coisa com essa menina... Ela sofrerá e você não está lá para ajudar ela! Confie em mim! Eu conheço a família dela, isso mesmo, e eu não quero que algo de ruim aconteça com aquela garotinha. –Ela para se lembrando de algo. –Ela já sofre de mais nessa vida... E bem...
–Tudo bem mãe. –Aperto a mão dela. –Eu... Confio em você...
Seguimos em silencio, minha mãe parecia pensativa de mais... E eu só pensava nas coisas que ela me disse... Ela conheceu Holly e quer protegê-la tanto como eu...
Paramos na mansão da minha mãe, saímos e entramos em silencio... Logo estamos na enorme sala dela, onde há vários jornalistas e colunistas franceses... Todos inquietos
–Bom dia! –Diz minha mãe alegre já falando Frances
–Olá... –A acompanhei.
–Todo será organizado hoje! –Diz o empresário da minha mãe, explicando tudo. –Okay, vamos começar levantem as mãos e a Srta. Fombelle responderá as perguntas.
Um dos caras levantou a mão e perguntou algo sobre uma turnê da minha mãe, o outro sobre um concerto beneficente, outro sobre as novas coristas da minha mãe... Foram muitas perguntas, até chegar à que eu não queria responder.
–Vinicius, hoje de tarde você disse que amava uma garota americana, isso é verdade, quem é ela? Ela é famosa?
–É... Bem... –Me perdi e todos começaram a sussurrar.
–Não... Vocês conhecem o Vinicius, essa era apenas mais uma de sua lista. –Minha mãe diz e todos riem menos eu que olho bravo pra ela. Ela me olha aflita e lembro-me da conversa do carro.
–É... Sabem como é... Temos que dizer coisas para manter as “pretendentes”...
–Mas ela está longe agora. E ele está solteiro pessoal. –Conclui minha mãe pondo fim no assunto.
Fiquei quieto a coletiva inteira, e só respondia sim ou não para as perguntas. A coletiva foi chata e eu estava de saco cheio desses caras. Minha mãe percebeu e colocou fim na coletiva.
Fui para o meu antigo quarto, e ele estava do mesmo jeito que deixei. Só estava limpo. Olhei minhas antigas coisas, e coloquei minha mão no bolso da minha calça. Meu celular... Eu tinha que mudar a nacionalidade para ligar para a Holly... Talvez ela me ligue. Procurei meu celular pela casa toda e não achei-o. Resolvi ir dormir.
O dia seguinte foi chato, acompanhei minha mãe no trabalho e em suas tarefas. O outro pior ainda. Não conseguia sair na rua e era atacado por garotas, recusava todas. Então depois de três dias aqui, hoje quero ficar em casa.
Fiquei procurando o meu celular o dia todo e não o achei, já deve ser tarde em Seatlle, o fuso horário é de nove horas, e Holly não me deu noticias, e nem eu dei noticias á ela.
Desci para fazer um lanche da madrugada e escutei minha mãe ao telefone.
–Bonjour? Qui parle? Hã, me perdoe! Aqui é Lorena, quem é você? Amiga? Mas... Hum você conheceu ele em Seattle certo? Sou a mãe dele... Ele não pode falar no momento! –Diz ela aflita. –Tudo bem menina...
–Mãe? –Digo em inglês, talvez a pessoa me reconheça já que é de Seattle.
–Tenho que desligar menina! –Ela desligada rapidamente. –Filho! Ela esconde algo atrás dela.
–Quem era?
–Fale Frances menino! Tem que se acostumar! –Ela diz em Frances.
–Tudo bem. –A acompanho. –Mas quem era? Era Holly? –Digo com esperança.
–Sim...
–Me deixa falar com ela!
–Não. –Ela joga o celular no aquário.
–Mãe! –Pego de volta o celular, mas já é tarde. –Por que você fez isso?!
–Filho eu já disse estou ajudando!
–AJUDANDO! VOCÊ SABE QUE EU AMO ELA! Por que fez isso? –Ela suspira.
–Eu não quero ver ela sofre nem você... Olhe. –Ela mostra seu tablet. –Alguém vai sair machucado nisso tudo, é melhor você seguir com sua vida, ou pode arriscar um namoro á distancia e ela ficara sozinha com os paparazis... E você sabe como termina isso.
–Alguém... –Digo olhando a noticia em minhas mãos. –Machucado... –Digo triste.
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