Aquela com o Sorriso
18 Aquela com os problemas
Notas iniciais
–Bravo! –Uma pessoa que não vejo bate palmas.
–Franz? –Estreito os olhos e ele se aproxima.
–Você canta muito garota!
–Mas... O que você está fazendo aqui? –Digo descendo do palco.
–Eu iria fazer a mesma pergunta... Eu estou finalizando a transferência de Vinicius...
–Ah... –Sento em um dos bancos. –Eu quero ficar sozinha.
–Já sei! Os paparazzi! –Ele sorri e senta no banco ao meu lado.
–Talvez... Olha você tinha razão! Eu não vou me meter no caminho de algum Olivier ou Fombelle... –Me levanto e vou até a porta.
–Eu estava errado... –Paro já com a mão na maçaneta.
–O que?
–Bem... Saiba que queremos você por perto Scoots. –Arregalo meus olhos, mesmo virada de costas.
Uma lembrança me veio a cabeça... Aquele apelido... Meu tio F me chamava assim. Ele era um dos amigos da mamãe.
–T-tio F?
–Isso mesmo Scoots... –Ele repira fundo. –Você mudou muito! Não te reconheci, mas quando Lorena me disse que você era Holly Scooter Mends, fiquei muito feliz Scoots!
–Mas... –Me viro e ele está sentado na mesma cadeira. –Por que... MESMO SE VOCE FOR O Tio F, isso não faz diferença agora.
–Faz sim... Pelo menos, desse jeito você sabe que nem eu e a tia F iremos deixar o nosso filho te machucar... Qualquer erro será nosso...
–Como assim “nosso”? –Estava perdida, como eu não me lembro do filho deles?
–Tem álcool nesse lugar não?
–Hãm? Não isso aqui é uma escola!
–Hum... Vou indo então. –Ele se levanta e passa por mim.
–Espera! –Sai, mas ele já tinha sumido. –Como...
Suspirei e olhei mais uma vez ao redor, fui andando até a diretoria. Como esperado minha mochila estava lá.
–Srta. Scooter! –Gritou a secretaria do diretor. –Você veio se inscrever? –Pensei por um minuto, e dar essa desculpa ia ser melhor do que “Vim pegar minha mochila que larguei no jardim”.
–S-sim...
–Okay, onde está o seu papel de inscrição. –Ela diz sorrindo.
–Eu... Perdi!
–Tudo bem, vocês alunos são uns cabeças de vento! –Ela procura algo na gaveta e me da o papel. –A Srta. Dodds me disse que sua voz é incrível! –Ela pisca pra mim e eu sorrio.
–Muito obrigada. –Entrego o papel e caminho em direção à porta.
–Espere!
–Sim? –Me viro.
–Sua cabecinha de vento! –Ela ri. –Sua mochila! O diretor disse que o Sr. Olivier deixou aqui... Ham... E que você estava ajudando no teatro!
–T-tudo bem... –Pego minha mochila e olho o relógio, 12H43, a saída é daqui á sete minutos.
Decidi caminhar até o banheiro feminino.
–Vinicius Olivier e suas namoras... Quer dizer... Namorada e uma vadia. –Me viro e encontro Betanny rindo como uma idiota.
–Por favor... –Respiro fundo. –Cala essa maldita boca.
–Olha, eu sei que você estava de Love com o “garanhão Frances”. –Ela ri. –Mas saiba que não é só você que ele tirou uma lasquinha... Você sabe bem disso. –Ela ri histericamente.
–Cala... A BOCA! –Dei um tapa nela. –Você não tem a porra do direito de falar isso! Você é uma ridícula que só se diverte com o desgosto dos outros! Estou cheia! Não preciso de você pra me lembrar disso! Não preciso... –Estou cerrado os punhos, logo saiu correndo, se eu ficar ela vai revidar, e não estou afim disso no momento!
Logo o sinal toca e a multidão toma conta do lugar, não me importo com isso, vou empurrando todos, até trombar com um problema esquecido...
–Hollyzita!
–Diego!
–Oi querida... –Ela dá um dos seus sorrisinhos. –Eu soube que agora você não mais a nerd aqui... –Revirei os olhos.
–O que você está falando?
–Agora você é uma vadia, certo? –Arregalei meus olhos. –Roubando namorados de famosos...
–Cala a porra da boca. –Agora ele arregalou os olhos. –ESTOU CANSADA DE VOCÊ E ESSES ENERGÚMENOS DESSA PORRA DE COLEGIO! VOCE É UM SER IRRACIONAL, ESTUPIDO, INEPTO E LERDAÇO! ENCAPAS DE PRODUZIR INTELIGENCIA! VOCE E ESSES IDIOTAS QUE SE ACHAM POR POSSUIR DINHEIRO! SAIBA QUE PRESERVO MINHA INTELIGENCIA! E QUE NÃO ATURAREI MAIS ESSAS SUAS... –Parei quando vi todos me olhando assustados, e Diego me olhava com um ponto de interrogação.
–O-o que você disse? Que palavras são essas... O que é i... Nepe?
Olhei ao redor e todos começaram a rir... Eu não entendi até que alguém grita.
–Burro!
E as gargalhadas aumentaram e Diego me olhou com raiva. Quando estou nervosa falo palavras digamos que... Diferentes e juro que achei que iria apanhar, mas minhas cows me tiraram de lá. Nem as vi naquela multidão! Elas me levaram até o portão e saímos do colégio.
–Holly! Que merda você fez?! –Disse são gritando e rindo.
–E-eu... Vocês sabem que quando estou nervosa falo essas palavras... E já estava nos nervos, tinha acabado de discutir com a Betanny...
–My universe! –Anne riu também. –Aposto que ele nunca mais vai pegar ninguém naquela porra. Você some e encontramos a senhorita tretando por ai!
–Okay... Desculpem... –Suspirei. –Acabou a graça, vou pra casa...
–Hey! –Anne segurou meu braço. –Lembra-se da “mudança”?
–Que?
–Isso mesmo Hol! –Elas se esqueceram da minha “tristeza interior”. –Vamos para o salão baby! –Sam me abraçou e Anne fez o mesmo.
–Para com essa tristeza! O Vinicius é um idiota agora! E você tem que ser a diva!
–Isso mesmo! Esqueça esse ser... O era mesmo? Ah! Ser inepto! –Todas rimos, isso mesmo consegui rir com elas...
–Okay cows... Só vocês...
–Vamos comprar!
–E se embelezar!
–Credo! Vocês estão parecendo àquelas patricinhas!
–O que?!
–Ah! Você tá de zoa neh! –Disse Anne
–Pode ser que sim, pode ser que não... –Dei um risinho.
–Sua puta! –Gritou Anne. –Aposto que tá zoando a gente!
–Que isso meu bem... Anne isso é R-E-C-A-L-Q-U-E! –Disse Sam gritando.
–Com certeza vocês não são patricinhas gritando desse jeito!
–Mas não esqueça... Estamos bravas com você!
–Isso mesmo! Eu e Sam não esquecemos que a senhora largou a gente no banheiro!
–Ah... Eu estava... Precisando pensar um pouco.
–A gente sabe Hol... Estamos brincando! –Disse Sam.
–Okay... Vamos logo e acabar com essa festa de compras... –Disse rindo
–Não reclame! –Uma brisa confortante interferiu nossas risadas.
–Caraca! A brisa tá forte hoje em? –Disse Anne.
–É... –Disse me lembrando da minha mãe. –Mas é bem... Confortável...
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