Aquela Que Foi, Sem Nunca Ter Sido
3 O Início [Parte II]
Notas iniciais
Boa leitura!
Emily, a dama de companhia de Park Bom, arrumava tranquilamente os vestidos da donzela quando Bom entrou no dormitório, acompanhada da mãe.
- O que me queria perguntar filha?
A filha não respondeu, pois assim que entrou, foi direta para a janela.
- Bommie?
Desde a janela observou aquele rapaz dirigindo-se pelo caminho do corredor que ligava mansão com um aposento que, há dez anos, servia para guardar mobiliário que não se utilizava. Imaginou que fosse ali onde ele se instalava e trabalhava.
- Desculpe, estava distraída mãe – a donzela parecera que despertara – Eu sei que esta tarde, eu e minha irmã iremos conhecer nossos futuros esposos. – a encarou firme
Aquilo apanhou Grace de surpresa e apenas se interrogava como ela tinha acertado?
- Emily, deixe-nos.
A dama de companhia interrompeu de imediato o serviço, saindo do dormitório. Grace respirou fundo antes de falar claramente com Bom.
- Isso aconteceu há dez anos, seu pai escolheu dois candidatos para vocês se casarem assim que fossem maiores de idade.
- Mas mãe isso é ridículo! – Bom exclamou — Nem sequer os conhecemos!
- Calma filha, com o devido tempo, vocês conhecerão. – a mulher tentava manter-se calma
- Minha irmã e eu nos negaremos rotundamente a casar-nos com homens que não foram eleitos por nós! Vocês não podem mandar em nosso futuro! – Bom gritou
- Chega Park Bom!
Após o grito maior da mãe, a donzela abaixou a cabeça. Grace respirou fundo e aproximou-se da filha e colocou as mãos em seu rosto, olhando fundo em seus olhos.
- Quando seu pai me contou sua intenção, eu discordei, mas não disse nada Bommie e sabe por quê?
Bom negou com a cabeça.
- Porque se não fosse por ele, neste momento estaríamos na ruína. E se ele escolheu aqueles homens, confie nele. Estou afiançada que seu pai nunca elegeria nada ruim para vocês.
A filha engoliu em seco, enquanto sua mãe beijou sua frente. Saiu do quarto, e após alguns segundos Emily voltou a entrar para finalizar o que deixou a meio.
Reparou a expressão entristecida da donzela.
- O que aconteceu menina Bom? – Emily se aproximou
- Que mais uma vez... – a menina falou sem deixar de mirar através do cristal -... Eu e Nídia voltaremos a fazer o que nosso pai quer.
Pov. Nídia
Os primeiros raios de sol invadiram o meu quarto e o canto dos pássaros ouvia-se claramente, o dia previa-se a ser maravilhoso. Não sei por que razão, mas estava de bom humor, sentia uma energia fora do comum me invadindo por completo.
Depois de concluir minha higiene, Bonnie pegou num vestido de corpete rosa pálido e começou a vestir-me. Aquele vestido era especialmente justo, tanto que tive que agarrar ao espelho suportando a dor, parecia que me faltava a respiração.
— Agüente senhorita, está quase – comentou continuando a apertar o corpete
- Custa-me a respirar... Não é a primeira vez que uso vestido de corset, mas este... – deslizei a mão pela barriga –... É especialmente ajustado!
- Lembre-se que hoje irá conhecer seu futuro esposo, e tem que estar esplêndida para a ocasião!
Algo dentro de mim gelou, contornei encarando-a com assombração.
— É hoje?!
- Sim menina Nídia, esta tarde sem falta virão um dos irmãos Salvatore e Chris Halliwell.
Não esperei mais e saí porta fora.
- Espere! Todavia não terminei de enlaçar seu corpete! – exclamou
Cheguei a ouvir o grito desde meu quarto, mas não me importei, pois tinha que falar com meu pai, eu não estava preparada, todavia não!
Ao passar pela esquina embarrei com alguém, mas felizmente essa pessoa me agarrou fortemente, impedindo-me de cair no chão.
- Está bem senhorita?
Aquela voz masculina invadiu meus ouvidos deixando-me desconcertada, estávamos frente a frente, respirações misturadas, e me perdi inteira naqueles olhos azuis brilhantes, aquela imagem parecia uma ilusão, e se fosse, com certeza seria uma das melhores que tivera.
Notei que algo, que anteriormente estava tão apertado, ficou mais leve e quando baixei a cabeça, observei que era o corpete que estava querendo cair.
Apertei-o com força contra meu peito e arregalei os olhos por se ele tivesse visto... Algo.
- Não olha para o que não deve. – falei firme
- Não, claro que não – sorriu levemente – Apenas queria saber se você tinha machucado...
- Por sorte não.
Sim, aqueles olhos e o leve sorriso que não conseguia conter me intimidavam, se perdera completamente a vontade de falar com meu pai. Ele se abaixou para pegar o ferro que tinha deixado cair no choque e ao se levantar pude notar que seus lábios se abriram para dizer algo, mas por sorte, minha criada apareceu.
- Senhorita! Senhorita! – Bonnie veio correndo até mim, e deparou-se com a situação — Aconteceu alguma coisa?
- Não nada – me virei para ela – O corpete está desajustado – sussurrei em seu ouvido – Licença – falei encarando-o uma última vez
- Própria – comentou em tom leve
Pov. Bom
O dia tinha passado rápido e tanto eu como minha irmã aguardávamos ansiosas, porém eu tinha intuído uma alteração no seu humor, achei-a distante como se estivesse perdida no seu pensamento e eu sabia que ela discordava tanto como eu a decisão do nosso pai. Escutamos o coche chegar escoltado pelos cavalos e Nídia aproximou-se para eu ajudar a colocar seu colar.
- Você está linda irmã, vai de certeza causar boa impressão.
- Obrigada, você também Bommie – ela me encarou – Nos preparemos... – respirou fundo entrelaçando seu braço no meu -... Devemos dar as boas vindas aos cavalheiros.
Ambas sorrimos e encaminhamos até ao pátio onde se encontravam os cavalheiros acompanhados de nossos pais.
- As princesas chegaram... – nosso pai se manifestou ao notar nossa presença – Gentlemen apresento-lhes minhas filhas: Park Bom e Nídia Ruby.
Em simultâneo, levantamos um pouco a barra dos nossos vestidos, numa reverência.
- Filhas, estes são os irmãos Stefan e Damon Salvatore.
- Muito prazer – ambos cumprimentaram com um beijo em nossas mãos
- Por favor, passemos adentro para beber algo refrescante – nossa mãe falou com um sorriso
Nídia agarrou no braço do nosso pai para falar de algo, enquanto o outro irmão acompanhou nossa mãe. Um dos irmãos, que tinha cabelo castanho claro, abriu passagem para eu poder entrar.
- Depois de si, senhorita...
- Park Bom, Mr. Salvatore – completei com um sorriso
- Stefan Salvatore, para lhe servir – beijou minha mão novamente – Me permita dizer-lhe que nunca vi uma beleza comparada com a sua.
Agradeci com um sorriso e entramos, além de simpáticos são bastantes atrativos os irmãos Salvatore.
Notas finais
Gostaram do encontro de Nídia com Nate? Próximamente, encontro Bom e Nate, tananana*
Com quem ficarão os irmãos Salvatore?
Beijos e não se esqueçam de comentar!
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