Aquela Noite Foi Thriller

1 A noite não é uma Criança, é Thriller!


Notas iniciais
Gente, quem não conhece os clipes do Michael, não vai entender muito bem D:
Mas, que seja. Curtem a história, é boa ^^

Estava anoite. Boa parte da comunidade da minha cidade foram expulsar um morador que diziam que ele assustava os vizinhos. Ele morava numa mansão, com um cemitério do lado. Arrepiei de medo.

-Quem vai entrar? - disse o \"guia\", um cara de cabelos grisalhos e gordo. Usava um terno cinza.

Todos foram pro lado dele, menos eu.

-Por que não vai garotinha?

-Esse cara nunca me incomodou. Por que vou incomodá-lo agora? — Eu disse, com uma certa coragem.

-Ainda não, mas um dia vai! — disse ele, com raiva.

Dei meia volta. Aquele lugar era demais pra mim.

Caminhei bastante, até que finalmente avistei as ruas da periferia da minha cidade. Meus amigos me iludiam que, todas as noites, as gangues saiam para brigar nas ruas. Eu nunca acreditei neles.

Distraída, ficava imaginando o que aquele velho gordo deve estar fazendo dentro daquela mansão. Tomara que ele leve muito sustos lá dentro XD

A rua estava gelada. Quando olhei para a esquina, captei a tampa do buero se mexer. Parei de andar.

Era um homem. Respirei aliviada, e continuei.

Agora, gritos raivosos vindo dos becos, tomavam conta do silencio. \"Ai caramba, o que é isso?! \"

Tremi dessa vez. Do meu lado, porta dos pavilhões se abriram, e tinha uma fileira de gente mal vestida. Sim, eram duas gangues!

\"Não acredito que aqueles pirralhos tinham razão!\" pensei, sufocada pelo medo. Saí correndo, antes que algum sujeito quisesse trapacear comigo.

Não tinha muita saída. Quanto mais eu corria, mas ficava perdida.

Resolvi entrar em um bar. Estava tendo um show lá. Engraçado, todos lá de dentro estavam com roupas estilo anos 30. Sentei um pouco, confusa... mas, segura. \"Aqui as gangues não me encontram\".

A música continuava, e os dançarinos do lugar eram realmente talentosos. O de chapéu e terno branco se destacava.

Derrepente, as vidraças começaram a quebrar e todo mundo entrou em pânico! Seria as gangues? Nem iria perder meu tempo tentando saber. Saí tão rápido e com tanto medo, que nem percebi que o cara de chapéu branco estava do meu lado, com uma metralhadora!

Meus olhos ficaram arregalados, fiquei sem ação!

-Corra! - disse ele.

E sumiu na escuridão.

Segui o conselho dele, e corri. Eu estava sozinha e não tinha muita escolha.

Caminhando aflita, porém reconhecendo algumas coisas do caminho, avistei uma moça bem magra, de vestido preto e cabelos cacheados longos e castanhos. Era a minha chance de me livrar das minhas dúvidas:

-Moça...

Ela olhou pra mim no mesmo instante.

-Sim?

-Você sabe em que direção fica o centro da cidade?

Ela me apontou para a direita.

Agradeci muito à ela e fui confiante rumo à casa de uma amiga. É claro que não ia para a minha casa... estava muito longe e meus pais tinham ido naquela mansão enorme junto com aquele velho babaca. Nem acredito que foram tentar expulsar um morador macabro.

Quando finalmente cheguei, cansada e meio atordoada pelas confusões das gangues, ela me recebeu nervosa.

Está tudo bem? — perguntei à ela.

-Não muito. Minha irmã foi no cinema com o namorado dela e ainda não voltou... e veja só que horas são! Sem contar que meus pais foram naquele negócio doido de tirar um cara da cidade... — resmungou ela.

-Ah, os meus também ¬¬

Resolvemos ir dormir e deixar que na luz do Sol, resolvessemos as coisas.

Não demorou muito para que meus sonhos fossem interrompidos por uma gritaria. Parecia ser da Ola (irmã da minha amiga). Eu e minha amiga acordamos desesperadas, e percebemos que os pais dela não tinham voltado. Olhamos pela janela.

Meu sangue ferveu. Tremi.

A visão mais grotesca e incalculávelmente horrível que eu já ví na minha vida, estava em poucos 10 metros de mim. Minha amiga começou a chorar.

-A-a minha irmã, a minha irmã! Alguém tem que ajudar ela! Socorro!! — e saiu correndo.

-Para onde nós vamos? E o que vamos fazer agora?? -gritei afobada e tropeçando no próprio pé.

-Chamar ajuda!!

Senti que polícia às 4h da manhã, e contra espécies sobrenaturais não seria de grande ajuda.

Resolvi correr, e eu mesma achar a luz do fim do túnel. Estava entrando em parafuso já e meu medo começava a não sustentar as minhas pernas. Medo de que isso tudo seja verdade.

Correndo pelos corredores do metro, torcendo para que haja alguma alma forte que me ajude, acabei tropeçando em um par de patins vermelho. Bati meu queixo em seco no chão, fazendo-o sangrar.

-Ai...-tentei me levantar.

-Ei! -Veio um homem correndo.

Olhei para cima, ví aquela figura diferente. Roupa toda preta, com fivelas e um cabelo enrrolado escuro. Ele poderia ser a alma forte e no mesmo milésimo de segundo, despejei toda a minha confiança.

-Por favor, você precisa me ajudar!

-Tudo bem, respire e nós falaremos disso...

Ele me levantou.

-Não há tempo para respirar, nós tempos que correr antes que seja tarde!

Peguei o braço dele, e tentei sustentar o meu corpo.

Não consegui. Acabei desmaiando.

[...]

-Ahh! -levantei depresa da cama de lençol branco.

-Não levante, você ainda precisa descançar -O mesmo sujeito disse. Só que, ele estava com um terno marrom escuro.

-Onde estou? - gritei, afobada.

-No hotel, do lado do metro. Fique calma!

\"Como ficar calma?!\" Pensei com raiva. Eu precisava saber onde estava a minha amiga, o que tinha acontecido com Ola, e todo o resto! ><

-Você tem telefone?

-Tenho sim.

Ele me deu um celular. Disquei tremendo.

Chamava, chamava... até que-

-Alô?

Era a voz que mais queria ouvir agora: a da minha amiga. Senti uma rocha sendo retirada das minhas costas...

-Amiga!! - gritei

-Menina, eu precisava falar urgentimente com você!

-Ótimo, pode prosseguir! x.x

-A Ola está no Hospital, com algumas sequelas!

-E aquelas visões??

-Que visões?

-Dos... dos zumbis lá! Como esquecer AQUILO?!!

— O_O\' do que você está falando?

-COMO ASSIM \'DO QUÊ\' ?!!

-Você deve ter tido um pesadelo, sei lá.

-Impossível, foi tudo tão real e detalhado. Você falou, chorou, tremeu! Não lembra? — gritei, me contorcendo de anciedade e raiva.

-Eu lembro que, depois que a minha irmã chegou do cinema, você começou a gritar e a se revirar na cama. Até que eu acordei, e você já não estava mais aqui. Pensei que estava na tua casa! Onde está?

-É uma longa história... - e desliguei.

Estava pasma.

Olhei para aquele homem...

-Eu estava de olhos abertos quando falei com você? — me senti um total babaca. Completamente...

-Sim. Acho que essa foi a divisão entre sonho e realidade... você só não soube distinguir.

Aquelas palavras confortáveis soavam como flores.

Não havia nada mais doce que aquilo... pensei que ele iria rir da minha cara.

-Obrigado por tudo, mesmo! Agora preciso ir

-Tudo bem. Qualquer pesadelo, estarei sempre perto do metro, dançando. — ele sorriu. Retribuí, me sentindo ainda uma idiota.

-Ah tá ^^\' Ei! — olhei pra ele.

-Sim?

-Gangues existem lá na periferia? — eu precisava confirmar isso.

-Sim. Não é bom andar lá anoite... é perigoso.

-Ah

Pelo menos, até aí não foi sonho mesmo.

-Obrigada de novo!

Peguei minhas coisas e fechei a porta.

Estava ensolarado.

Caminhando, olhei na parede de uma loja:

\" Nova reunião da comunidade para a expulsão legal do morador da mansão 566 — encontro na Prefeitura Municipal, Hoje às 20h \"

\"AHHH!

Saí correndo.

FIM.

Notas finais
Para quem conseguiu perceber, a sequência de clipes na história são: Ghosts, Beat It, Smooth Criminal, The Way you Make me Feel, Thriller, Bad e por último, Billie Jean.
Valeu Gente ;)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!