Aquela Menina Estranha
17 Te Quero De Volta?!
Notas iniciais
– Val? Val? — ouço alguém gritando desesperado — Val, preciso falar com você!
– P-Pietro? — arregalo os olhos, respiração começa falhar e coração bate forte — O que você quer? — Me recomponho
– Você de volta! — ele diz e vem correndo e se ajoelhando na minha frente, com as mãos tremulas e as bochechas molhadas pelas lágrimas.
Engulo um seco.
– Como? — falo sem ação
– Volta comigo, por favor, eu não sei mais o que eu faço! — ele fala desesperado
– Ah... — falo digerindo aquelas palavras ainda — E por quê diabos não pensou nisso antes? — sinto a raiva tomar conta do meu corpo — Que inferno, moleque! Vai embora.
– Val, não faz isso. Por favor, você é amor da minha vida! — ele soluça
– Não, eu não sou!
– Sim, você é!
– Eu sou sua segunda opção, nada mais que isso.
– Não faz isso, por favor, eu te amo, Val... — seu desespero vai ficando cada vez maior e me destruindo cada vez mais
– Pietro, sai daqui, por favor! — tento manter a calma
– Não, Val, não! — ele beija minhas mãos, meu rosto. Aonde conseguir.
Meu coração está partido, em frangalhos. Mas é o melhor que eu faço. Fiquei destruída por culpa dele, meu orgulho se feriu. Isso tem que acabar! Eu pioro cada vez mais, e eu quero guardar essa dor bem no fundo do meu coração, mais fundo que a mágoa com Ângela. As lágrimas lutam para sair, mas eu luto para prendê-las. Então, sentindo muita dor, tanto física quanto sentimental e mental, me levando com esforço, sigo até a porta e digo com a maior calma que consigo:
– Pietro, por favor! — aponto para fora
– Não, Val, não! — ele abraça minhas pernas
– Que caralho. — grito
Faço uma força, que não faço ideia de onde tirei, e seguro Pietro pelo colarinho e o jogo para fora do quarto, mas ele se levanta e volta, eu não aguento e dou um soco em seu olho esquerdo e outro em sua boca.
– Sai daqui, Pietro, me esquece! — grito com raiva
Ele se levanta, passa a mão no rosto que agora está sangrando, seca as lágrimas que continuam a escorrer. Vira as costas e segue para a sala. Eu o acompanho até que ele saia pela porta da frente, deixando-a aberta. Olho aquela cena dele indo embora, cada vez mais longe, bato a porta e desabo, choro até sentir que estou ficando desidratada, mas esse jogo vai virar, eu vou voltar a ser como era!
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