Aquela Menina Estranha

12 Posso te dar um abraço?


Notas iniciais
Desculpem a demora...
Boa leitura

Toda aquela história ecoa por minha mente todas as suas palavras, isso me tortura cada vez mais... se me ama, se quer me ver bem, por que ainda me faz sofrer? Por que só pensa nele?

O que mais me enlouquece, é saber que não consigo ficar com raiva, que não consigo odiar-lo... Por que eu já o amo...

Que droga!

– Valquíria? — ouço uma voz infantil e olho para a frente, vejo uma menininha ruiva, dos olhos verdes e enormes

– Sim? — mostro o melhor sorriso que posso

– Posso te dar um abraço? — ele pede ficando toda vermelhinha

– É claro que sim, minha linda! — a abraço, sentindo aqueles pequenos braços em volta do meu pescoço, um abraço apertado e capaz de me dar uma enorme ajuda — Me dá um beijo tamém?

– Posso? — faço que sim e ela beija minha bochecha

– Júlia? — ouço uma voz grave e a menininha em minha frente se assusta — Júlia, cadê você, piveta?

– Não deixa ele me levar, por favor? — ela começa a chorar

– Por que? O que ele vai fazer com você? — pergunto séria, preocupada

– Eu fugi dele quando te vi aqui sentada!

– Meu anjinho... — a abraço — Vamos lá, ele não vai te fazer nada, eu te levo lá! Pode ser?

– Sim... — a carrego e levo em direção aos gritos

– Ele é o que seu? Como ele se chama?

– Meu irmão, se chama Augusto... — ela diz parando de chorar

– Hum... Augusto!? — chamo meio de longe e ele me olha, aliviado, ao me ver com a pequena menina nos braços

– Júlia, como você faz isso? Quase me matou de susto! — ele diz quando se abaixa, ficando quase na mesma altura que a menina recém colocada no chão

– Desculpa... — ela diz baixinho

– Hum... É... Ela estava comigo ali em um dos bancos atráz das árvores... ela estava com um pouco de medo de volta e eu a trouxe! Parabéns pela irmã maravilhosa... — mostro um sorriso simpático e viro as costas, ando rápidamente até o fim da praça e ouço alguém me gritando.

– Sim? — pergunto

– Obrigado por me trazer minha irmã! — diz ele chegando perto

– Não há de quê! Ela é linda... — sorrio gentilmente para e menininha ao nosso lado

– Sou Guto... — ele estende a mão

– Val... — aperto a sua mão

– Val, toma sorvete com a gente? — pergunda a menina com uma carinha de sapeca

– Jú, a Val deve ter outros afazeres, não é como eu que tenho todo o tempo do mundo para você! — ele sorri a carregando

– Ah... — ela faz uma carinha de triste

– Júlinha, que tal um outro dia, hã? — falo sorrindo e apertando suas bochechas

– Você promete? — ela sorri

– Prometo!

– De dedinho? — ela me mostra o mindinho

– De dedinho! — sorrio e dou um beijo em sua bochecha e viro as costas

Notas finais
AAAAAAAAAAAAAAAWN' fofos, não? Mereço reviews? SIIIIIIIIIIIIIIIIIIM? Não? Ok.