Aquela Menina Estranha
6 Eu sinto ciumes?
Notas iniciais
Logo, logo entra as férias e começo a postar se dó para vocês u.u
Enfim, vamos ler?
Seguimos por um longo caminho, fico em silêncio, fecho os olhos. Fiquei muito cansada, fui descansar no final de semana e deu tudo errado! Pelo que parece, Ângela está voltando e eu estou dispensada das minhas aulas e dos meus treinos, o que me deixa extremamente irritada, pois só fico em casa e fico no tédio!
— Eu não posso ver essa mulher na minha frente! – múrmuro e depois solto a respiração cansada
— Oi? – Pietro me olha, vejo que ele estava tão distraído quanto eu
— A Ângela, está voltando! – falo entre dentes e continuo: — E parece que ela não está para brincadeira! Parece que quer me colocar na justiça por que não recebe nem um pouquinho do meu dinheiro...
— Mas ela não deve receber mesmo! – ele diz me olhando por alguns segundos, quando paramos em um semáforo
— Se eu ver essa mulher na minha frente... – fecho o punho
— Val... – ele fala com cuidado – Você já pensou em uma coisa?! E se ela estiver vindo para querer conversar com você?
— Você não a conhece, Pietro! – solto uma risadinha irônica – Aquela mulher não tem sentimentos, é só corpo! Com uma grande ausência de alma!
— Bem... Não a conheço, Val! Mas... Às vezes, ela só sente a sua falta!
— É como sua mãe disse, somos todos iguais naquela família! Eu não tenho o mínimo sentimento quando se trata dela, parece que só me importo comigo mesmo!
— Não diga isso, Val...!
— Eu fui embora, Pietro! – falo com lágrima nos olhos – Eu vi que as coisas iriam ficar apertadas e fui embora, fiz como ela! Tive as mesmas atitudes, não aceitei ouvir as verdades da sua mãe... Sou como ela!
— Não, você não é como ela! – ele para o carro em frente a uma lanchonete – Você é totalmente diferente dela, acredite em mim.
Como eu quero acreditar, Pietro! Você não imagina o quanto... penso, com tristeza, Descemos do carro e entramos na lanchonete, logo nos sentando em uma das mesinhas que estavam bem escondidas. Fizemos os pedidos e jogamos conversa fora, até que uma garota nos interrompe.
— Com licença... Oi, Pietro? – ela beija o rosto de Pietro – Como está, meu anjo?
— Bem e você? – Pietro diz simpático
— Também! – ela sorri – E como vão seus pais, do mesmo jeito?
— Você sabe que eles não irão mudar tão cedo, né? – Pietro sorri – Os velhos são difíceis!
— É, eu sei que são! – e os dois soltam uma risadinha, chega nosso pedido e Pietro pede para que a menina se sente conosco, eu me afasto no banco e começo a comer em silêncio
Termino de comer, retiro certa quantia da minha carteira e me levanto, deixando o dinheiro na mesa. Pietro sequer percebeu que fui embora, estava ocupado demais para isso, pego um táxi e sigo para casa. Entro e vou direto para o meu quarto, vejo uma mala no caminho, não é difícil adivinhar quem é. Entro em meu quarto e vejo Ângela mexer em minhas gavetas, fico parada na porta em silêncio.
— Biscatinha, onde ela guarda o dinheiro? – ouço ela murmurar
— Ainda não encontrou o que está procurando? – falo, e vejo ela pular de susto – Por que eu quero descansar!
— Querida, que saud... – ela vem me abraçar, mas eu recuo
— O que aconteceu com o “biscatinha” de agora pouco? – falo me segurando de raiva, ela, só fica quieta – Sai do meu quarto!
— Não faça isso, vamos conversar minha filha! – ela diz sínica
— Sai do meu quarto, Ângela! – falo entre dentes
— Por favor, querida?
— SAI DO MEU QUARTO! – grito para ver se ela entende
Finalmente ela sai, eu bato a porta e a tranco. Ligo o chuveiro e tiro minha roupa deixo aquela água quente escorrer meu corpo, torcendo para que leve os problemas e, minhas aflições junto. Saio depois de um tempo e escuto alguém batendo em minha porta, peço para esperar e me visto rapidamente, abro a porta e vejo Pietro com o olhar preocupado.
— Por que foi embora? – ele pergunta se sentando na cama
— E queria que eu fizesse o quê? Eu lanchei, paguei e fui embora! Coisa mais normal do mundo.
— Val...
— Pietro, agora não, ok? Estou cansada, estressada, Ângela está aqui, eu não agüento mais isso... – me sento ao seu lado
— Eu sei, eu sei! – ele fica em silêncio enquanto me abraça
Eu me solto de seu abraço e deito na cama, ligando a TV. Ele se deita comigo e fala baixinho:
— Me desculpa pelo que aconteceu na lanchonete!
— Hum...
— Val, é sério!
— Uhum.
— Você ainda está chateada?
— Não!
— Dá para parar de falar só uma palavra?
— O que você quer que eu fale? Que amei ser ignorada? Que estou amando a Ângela por aqui? Desculpe, mas não sou assim!
— Val...
— Não, Pietro, fique quieto, tá?
Ele somente assente e me abraça novamente.
— Que tal uma viagem? – Pietro sugere depois de um longo tempo
— Agora? – falo, sem achar a viagem ruim
— Sim, arruma suas coisas!
— Mas... – sussurro
— Vai logo, Val! – Ele fala sorrindo
— Para onde vamos?
— Que tal... Rio Grande do Sul?
— Não tenho roupas de frio! – falo triste
— Rio de Janeiro?
— Biquíni? Jura? – falo com cara de nojo
— São Paulo?
— Hopi Hari?
— Sim, Hopi Hari!
— Quinze minutos! – falo, me levantando da cama e seguindo para o guarda roupa, pego uma mala pequena e coloco algumas peças de roupas, roupas intimas, e minha escova de dentes. Logo estou pronta.
— Só isso de roupa? – Pietro, diz, surpreso
— Não vamos poder ficar mais de uma semana! – falo sorrindo e o puxo para fora do quarto, tranco minha porta e seguimos para a sala.
— Thomas, eu e o Pietro vamos viajar, semana que vem, voltamos, Tchau irmão! Se cuida! – falo, acenando somente, pois ele está deitado no colo de Ângela.
— Eu quero ir! – ele fala fazendo bico enquanto se senta
- Então... Vamos! Dez minutos! – diz Pietro
Notas finais
Próximo cáp., só sexta '-'
SE TIVER REVIEWS!!!
Enfim, beijos, meus cookies!
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