Aquela Menina Estranha

1 Bom Humor nem sempre é legal!


Notas iniciais
Sejam bem-vindos e eu espero que gostem (:

— Aquela... Aquela... – Jogo um quadro com a foto da minha mãe em um espelho que havia em meu quarto – Idiota! Vaca!

Sinto tanta raiva que seria capaz de matar a minha mãe, ela nos abandonou novamente, dois dias depois de prometer: nunca mais nos deixaria por homem nenhum. Foi totalmente mentirosa. Minha mãe ficou fria desse jeito depois que meu pai morreu. Acho que era só ele capaz de agüentar suas loucuras, eu nunca me dei muito bem com minha mãe, mas me tornei diferente depois que perdi meu pai, era o único com quem eu contava tudo, além de Lucas. Como é clichê dizer isso: Eu sou a estranha! Não só da sala, mas da escola, senão da cidade.

— O que foi? – abro a porta com uma irritação acima do normal

— Venha tomar café! – meu irmão diz e vira as costas, meu irmão tem a minha idade, não, não somos gêmeos! É que meus pais eram casados, mas eram livres para “ficar” com qualquer um.

Por incrível que pareça, minha mãe foi fiel por todos esses anos, o casamento deles foi forçado, por isso a liberdade, que durou pouco, por que logo depois que meu irmão nasceu, foi prometido: Seriam fiéis um ao outro! Desde então, minha mãe adotou Thomas como se ele houvesse saído dela, meu irmão não conhece sua mãe, também nem fala em conhecer.

— Oh, querida! – disse minha tia Melissa, que cuida de mim e do meu irmão, ela beijou minha testa e saiu toda destrambelhada para o trabalho.

— Espero que algum dia, ela pare em algum serviço! – eu falo pegando uma caneca e colocando café, depois, um pouco de leite em pó

— Se ela parar de se atrasar... – meu tio falou sorrindo

— Ela está na cafeteria ainda? – meu irmão pergunta realmente confuso

— Não era a loja de sapatos? – eu falo confusa também

— Não, agora ela está na lanchonete da rua de cima! – meu tio fala sem muita certeza

Alguém bate desesperadamente na porta, eu abro e vejo um Lucas rindo igual um babaca, reviro os olhos e deixo um espaço para que ele entre.

— Hoje é sábado, o que deu em você? – meu irmão diz sorrindo e fazendo aqueles toques estranhos, que também faço, por que é legal ser estranho

— Limpeza geral lá em casa! Minha mãe e a Liza estão iguais duas doidas com o som no ultimo e gritando com os cachorros! Resolvi sair, me livrar daquela loucura! – ele fala rindo

— Isso acontece todo sábado e você sempre vai para a casa da sua vó, ou do seu pai. O que deu em você? – meu irmão diz rindo

— Minha vó não liberou a piscina esse final de semana, sem jogo, sem futebol! Ela foi para o sítio e disse que não confia em mim!

— Por que será...? – meu irmão da uma gargalhada

— Então você resolveu vir para a casa dos ‘estranhos da cidade’ achando que vamos ajudar você arrombar a casa da sua vó, ou algum fliperama por aí? – eu falo com uma sobrancelha arqueada

— No começo sim! Mas meu pai disse que vai ficar fora hoje por causa de um sócio novo que se mudou para cá e liberou a casa, mas o filho do sócio dele também terá que ficar conosco.

— Ok. – eu e meu irmão falamos juntos

...

— ACHO QUE GOSTO DE SÃO-PAULO, GOSTO DE SÃO JOÃO! GOSTO DE SÃO FRANCISCO E SÃO SEBASTIÃO! – cantamos loucamente no carro e o motorista fechou o vidro que dividia a parte que ele ficava da nossa, poxa, não cantamos tão mal assim!

Chegamos à casa de Lucas e ficamos fazendo bagunça pela casa, até que toca a campainha e eu corro para abrir a porta. Paraliso ao ver o garoto ruivo em minha frente, alto, de olhos tão azuis que parecem as piscinas cristalinas. Sua boca vermelha e bem desenhada era bem destacada em sua pele rosada. Qualquer garota enlouqueceria por ele, mas eu sei que o conheço de algum lugar!

— Hum... Oi. – ele diz encabulado – Sou o filho do sócio do seu pai! Só que meu pai disse que eu iria ficar com o filho do sócio dele, mas obviamente, ele disse errado...

— Não... Ele não disse errado... Hum... Entre... Estranho...! – falo confusa como sempre

— Pietro... – ele fala sorrindo, mostrando seus dentes super brancos

— Ok, novato! – falo semicerrando os olhos

— Val, quem... Está... Aí...? – diz Lucas me abraçando por traz (aí está o fato de mais fofocas sobre “os estranhos”, alguns dizem que eu e Lucas namoramos, outros, que fico com ele e Thomas...)

— Oi... Meu pai disse que você estaria me esperando...? – ele diz encabulado

— Sim, entra, por favor!? – Lucas diz e olha para a minha cara, segurando uma enorme gargalhada

— Esse é Thomas... – ele aponta meu irmão, que está na piscina, e acena – Eu sou o Lucas, ela é a Valquíria!

— Pietro! – ele diz sorrindo novamente – Só estão vocês três aqui?

— Sim, casa livre, graças ao seu pai! – diz Lucas tentando fazer Thomas se afogar

— Negócios... – o ‘novato’ murmura

— Val! – gritam Thomas e Lucas e eu tiro a canga que eu mesma fiz dos Beatles e pulo de bico na piscina

— Thomas, eu te meto a porrada, garoto! – eu grito ao sentir Thomas desamarrar meu biquíni, me viro para Lucas e ele o amarra novamente e eu pulo encima de Thomas para ver se ele se afoga, o que não aconteceu.

— Você não vai entrar? – ouço Lucas perguntar ao garoto, que só ria enquanto via eu e Thomas nos estapear na piscina

— Ah, eu não sabia que vocês iam estar na piscina, então... – ele dá de ombros

— Ah, então a gente sai! – Diz ele ficando entre Thomas e eu, logo me abraçando

— Não, quê isso? – ele faz que não – Se divirtam!

— Eu acho, só acho que tenho uma sunga nova, comprei em Recife! – diz Lucas saindo da piscina e correndo para dentro da casa

Eu e Thomas voltamos a nos estapear e logo Lucas vem correndo com a sunga nova em sua mão, joga para o... O... Seja lá qual for o seu nome! Pula na piscina de novo e me abraça para que eu e Thomas paremos de nos estapear, o garoto volta de novo e pula na piscina, nada e para bem em nossa frente. Conversa entre garotos, não é algo muito legal de se participar!

— Vocês dois são...?

Notas finais
Reviews, moçada?