Aquela Garota Apaixonada
10 Leve-me ao infinito
Notas iniciais
Já pensou se estivéssemos num plano cartesiano? Oh, imagine só, que horror! Se bem que, hm... Talvez pudéssemos mascarar essa distância que nos separa. Eu sou um ponto E e você, um D, encontramo-nos onde? Essa cidade não é o ponto médio, não é mesmo? Só mais um ponto P, onde passamos vez ou outra e nos encontramos rapidamente só pra matar a saudade.
Já pensou em traçar uma reta que nos levasse a algum ponto em comum? Não precisa ser aqui, nem aí, nem em algum lugar onde nos encontrem, o que importa é que nos encontremos. Eu e você, apenas, sem plateias, sem olhares, a imensidão toda já nos observa, o plano todo nos rodeia, temos infinidades de pontos para nos encontrarmos.
Agora, se você, que é tão exato, precisa de uma equação de reta para se localizar melhor, ah, meu bem, peço desculpas, mas isso não é comigo mesmo! Posso te dar as minhas coordenadas, mas o caminho você quem faz, a reta é tua, a vida é tua, tu é D, eu sou E. Por agora somos apenas E e D, D e E, pontos separados, cada qual em tua coordenada, cada qual com teu x e y.
Mas é claro, ora, que não há problema nenhum em, quem sabe, um dia sermos E e D traçando uma reta ED, independente para onde seja. Se estivermos juntos, encontraremos uma equação da reta. Juntos, claro. Mesmo que eu não seja tão exata assim. Já pensou em ir ao ponto (8,8)? Se bem que até lá traçaremos inúmeras retas no plano... Mas poderíamos ter dois infinitos... Leve-me ao infinito, eu te levo além.
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