Aquecimento.
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Genteee, obg por todos os reviews *_* E desculpem a demora, é q começou minha semana de provas e fica difícil vir aqui :S
espero que gostem desse capítulo!
Antes das sete eu já estava de pé. Na verdade, mal sabia como havia dormido. Já experimentara dezenas de roupas, e nada parecia bom o bastante. Santana estava se divertindo às minhas custas, a cretina.
— Rachel, o homem já te viu imunda, fedendo a vaca. Pare de me cutucar e vista qualquer coisa, que ele vai te achar maravilhosa do mesmo jeito. – bocejou, os olhos semiabertos, enquanto acomodava-se melhor em minha cama. – Mas não se esqueça, querida, que são sete e meia da manhã, e nenhuma de nós duas quer que você saia na rua pronta para a night. Então, descarte esse tubinho preto e vista a droga do jeans de uma vez.
O que ela estava dizendo mesmo? Se eu conseguira me concentrar em metade da primeira frase, já teria sido muito, levando em conta meu estado de nervos. Parte de minha cabeça elogiava Finn, e a outra parte denegria-o. E aqui estava eu, na mesma: repulsão e atração ao mesmo tempo, como se o risco que ele representasse me amedrontasse e encantasse simultaneamente. Que nervoso, que nervoso, que nervoso.
Campainha tocando. Campainha tocando. Estalei, dando-me conta de que sabia quem era. Empurrei Santana para fora de meu quarto, ajeitei o cabelo em frente ao espelho uma última vez e saí, torcendo para não parecer casual demais com jeans e tênis. Uma parte de mim gritava “foda-se, você ainda tem de ir escolher umas cadelas no cio para o labrador do ator famoso hoje, queria estar de saltos altos?”, mas resolvi que seria melhor ignorá-la. Abri a porta em um movimento, antes que me arrependesse e quisesse entrar pelo ralo para fugir.
— Oi. – cumprimentou-me Finn, com um sorriso torto e os cabelos ainda molhados.
— Oi. – eu disse, não conseguindo tirar os olhos de cima dele. Fizeram esse homem e jogaram a fôrma fora, pensei. – Quer... Você quer...? – comecei, os olhos fixos nos dele, a cabeça indicando o interior do apartamento.
- Então eles gritaram o amarelo canário ontem? – começou ele, as bochechas corando. Dei uma risadinha e assenti com a cabeça, tentando engolir o sorvete depressa.
— Pois é. Mas você sabe que esses alertas existem? – questionei, abismada. Ele afirmou com a cabeça, sério, e grudou os olhos nos meus.
— Rachel, suponho que tenham te contado o que significa o amarelo canário. – afirmou, respirando fundo.
— É, bom, me contaram. Mas isso não faz dif- —
— Eu não sou um cara lá muito normal das idéias. – interrompeu-me, suas mãos de repente tomando as minhas. Suspirei, apertando mais minhas mãos nas dele sem perceber. – Mas acho que você já sabe disso, também.
— Não me importo. – sussurrei, sentindo como seus dedos de repente se entrelaçavam aos meus. É, meu rabo ultimamente devia estar atolado de coragem, pra eu estar tirando tanta assim dele todo dia.
Sem dizer mais nada, ele pagou os sorvetes e, ainda com uma das mãos entrelaçadas à minha, me levou até o carro. Por todo o trajeto, não dissemos nada; no entanto, minha mão agora repousava na coxa de Finn, esperando o momento em que a mão dele ficasse desocupada e, por fim, se unisse a ela.
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