Aquecimento.
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Obg pelos Reviews gnt *_*
espero que gostem =)
As semanas passavam depressa, e por mais absurdo que pareça, eu sempre estava ocupada. Havia um monte de animaizinhos loucos para foder, pelo que eu podia notar. E esse era o meu trabalho. Santana agora me chamava de cafetina em casa – como se eu fosse mais do que uma rélis funcionária.
Finn passara a me trazer sempre em casa, e aprendi a conversar com ele sobre futebol, comida, desenhos animados, música e pintura. Ele acabara me confessando que aquele também não era seu emprego dos sonhos, e que estava economizando para abrir o próprio negócio. Seus tiques e orelhas vermelhas continuavam lá, e ele sempre me fazia entrar e sair do carro depressa. Quando perguntava o porquê, ele desconversava. Era curioso como sua presença me repelia e atraía ao mesmo tempo.
Havíamos nos aproximado razoavelmente com os diálogos no carro; ele sempre parecia contente quando saíamos do escritório, e me enchia de perguntas o tempo todo – o que eu mais gostava de fazer, meus livros favoritos, se eu gostava de café e o que mais se possa imaginar. E foram se passando um, dois, três meses... Contei-lhe sobre meu sonho de abrir uma cafeteria (meu paraíso particular, é claro), e ele dissera – não sem um sorriso – que quando era pequeno também tinha tido vontade de abrir uma loja de doces, só para poder comer todos. Foi quando eu percebi que ele deixara se ser só o chefe da minha seção: agora, Finn era meu amigo.
— Quem sabe um dia desses a gente não abra uma cafeteria, juntos? – ele falara, os dedos brincando da marcha para o meu joelho. Sorri com a lembrança, sem perceber que havia mais gente chegando ao escritório pela manhã daquela quinta feira.
— E aí, Rach? Qual é o cliente de hoje? – perguntou Josh, sentando-se sobre minha mesa, os olhos fixos nos meus e um sorriso no rosto.
- Um galo de briga. Sabe-se lá porque ele tem desejos sexuais, mas parece que quer uma galinha para mandar ver. – respondi, revirando os olhos. As mãos de Josh, então, seguraram as minhas, e ele abaixou o rosto até que seus olhos estivessem na altura dos meus. O sorriso de antes desaparecera e eu estava realmente muito assustada. Não que ele fosse feio. Eu só, hm, não queria que ele aproximasse aquele rosto nem mais um milímetro do meu.
— O que é que há entre você e o Hudson, doçura?
— O que é que há com o seu cérebro, para você vir aqui segurar os meus pulsos, me chamar de doçura e perguntar uma coisa que não te diz respeito? – respondi, afiada. Ele deu um meio sorriso e aproximou-se mais, enquanto eu tentava soltar meus pulsos. – Josh, que é isso? Pare com isso.
— O que é que há entre vocês dois, Rachel? – perguntou outra vez, seus olhos fixos nos meus.
— Nada. Mas de que isso te importa? – falei, entre assustada e raivosa.
Alguma coisa na atmosfera mudou, pois de repente as pessoas pareceram notar o que estava acontecendo ali e, imediatamente a pequena multidão aproximou-se da janela, murmurando coisas entre si enquanto eu tentava soltar meus pulsos dos de Josh. Um alarme imediatamente começou a soar, alto, estridente. Minha respiração já estava descompassada, enquanto ele me encarava, as feições ainda muito calmas.
— Que diabos...? – comecei, sendo interrompida por um forte estrondo no elevador, seguido por Beth, que entrava correndo no escritório, aos berros:
— ATENÇÃO! TODOS OS FUNCIONÁRIOS! SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA, ALERTA AMARELO CANÁRIO!
— Amarelo canário? Mas que porra...? – gritei eu, confusa, enquanto Josh tomava uma expressão de pavor.
- Finn... Bom, ele é meu chefe. É só isso. Não temos nada, juro que não temos nada. O que houve com o Josh?
— Ser funcionária dele não é impedimento algum, Rach.
— O que houve com o Josh?
— Não sei se algum dia chegaremos a saber, querida. Mas não se preocupe: Finn não chegaria a matar alguém. – disse Beth, com um ar de mistério e assombro, colocando um ponto final no assunto e voltando à sua mesa, assim como Anne e Bart. Finn não voltou ao final da tarde, e eu tive de ir de ônibus para casa.
Coincidência ou não, jamais ouvi falar de Josh Finnigan outra vez.
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