Aprisionada
6 Capítulo 4
Peguei meu carro e dirigi à casa de um amigo bêbado e de um canalha maravilhoso, o trajeto demorou mais ou menos 15 minutos e eu pensava em como alguém poderia ser tão lindo, canalha e divertido. Eu não sabia o que estava acontecendo comigo, mas as provocações de Spencer já estavam surtindo efeito, de alguma maneira. “Ele é como qualquer garoto da sua idade, quer transar e beber. Vai brincar com você. Mas pelo menos, poderá ser seu amigo, se não for um cafajeste de carteirinha.” Pensei, faltando apenas uma quadra para chegar ao meu destino.
Quando cheguei, desatei a rir. Spencer estava com um roupão e chinelos, sentado no parapeito, seus joelhos dobrados e com as mãos escondendo seu rosto. Onde estava Jason? Dormindo em sua grama. Literalmente.
Estacionei e seu olhar voltou-se para mim.
–Vi que se trocou apropriadamente para a ocasião. –Ele disse, me olhando de cima a baixo, minuciosamente. Me senti corar. Eu estava usando meu pijama, já que se eu demorasse mais 10 minutos, ele iria ligar novamente e minha melhor amiga iria começar a chorar. Meu pijama era de flores e borboletas. Do tipo que Jason gosta. Jason.
–Eu preciso de ajuda para colocá-lo em sua cama, depois eu tranco sua casa e amanhã mandarei uma mensagem de onde ela estará escondida. –Spencer me olhava de um modo estranho. Como um predador.
–Eu não raciocinei, estava babando no seu corpo até agora.
–Vai a merda, de novo. Quantas vezes eu vou ter que te dizer isso? Agora você pode me ajudar ou não? –Disse, bufando e revirando os olhos repetidamente.
Os dois estavam tentando puxar Jason, mas aquele garoto de dois metros de altura pesava mais que a porra de um rinoceronte.
–Já sei, eu puxo pela perna e você pelos braços, o colocamos de baixo da ducha e depois eu coloco-o na cama. Pode ser? –Spencer perguntou, já cansado de fazer força.
–Tá.
Começamos a colocar o plano em ação, e ocorreu perfeitamente. Até percebermos que havia escadas na casa.
–Meu Deus, ele vai me matar, mas coloque-o debaixo da pia. –Disse e assim Spencer fez.
Liguei a torneira e sua cara levou um banho de água fria. Jason acordou e começou a gritar, mandando que eu parasse, mas eu dizia que ele deveria fazer aquilo para acordar. Obviamente, ele estava com o rosto voltado para a pia, não para a torneira.
Não sou tão má assim.
–Mas que porra vocês dois fizeram? Só por que você está caidinha por ele, não significa que deveria fazer essas ideias idiotas, Jéssica! Eu disse que esse não era o cara para você perder a virgindade, agora você faz tudo o que ele quer! –Jason gritava, amargurado. Ele ainda estava bêbado. Eu percebi o que ele falou, quando Spencer me encarou com cara de deboche.
–Fala sério! Você tá a fim de mim? Mas falando ainda mais sério, você é virgem? –Me olhava assustado, como se a Rainha da Inglaterra estivesse mandando todos se banharem em sua urina.
–Vão a merda vocês dois. –Disse, mostrando meus dois dedos do meio.
Saí de lá como um raio, correndo e chorando. Spencer gritava o meu nome e corria atrás de mim, mas eu parei apenas quando ele segurou minha mão e me puxou para ele, olhando fundo em meus olhos.
–Ei, calma, eu prometi não ser um completo cafajeste, apesar de nossa convivência ser divertida. –ele sorriu, ainda olhando para meus olhos, ele falou, agora sério- Eu só falei aquilo por que estou caidinho por você também, e por que fiquei sem reação ao saber que uma garota com um corpo desse poderia ser virgem. Como dizer isso, hein Jess? Meu pau apenas sobe se você está perto de mim. –Ele disse rindo, e eu o acompanhei. Me sentia confortável com ele. Talvez pelas palavras, ou pelo nosso tratamento grosseiro e sincero. –Eu posso te ajudar com isso. –Ele interrompeu meus pensamentos. –Você sabe, se não tiver mais alguém, eu poderia tirar sua virgindade. Isso daria proveito aos dois. À você e a mim.
Eu olhei-o, pensando em sua proposta. Seria interessante.
–Ok, que seja. Mas eu quero que você não se apaixone por mim, assim como eu não me apaixonarei por você. Enquanto estivermos “coloridos”, meu corpo será apenas seu e o seu corpo, apenas meu. Entendido? –Perguntei, estabelecendo algumas regras e limites.
–Sim senhora. Nossa amizade colorida já está de pé?
–Sim, eu estava pens-... –Ele me interrompeu, me beijando ferozmente enquanto passava suas mãos pela fina camada de tecido que se encontrava em meu corpo, me fazendo gemer levemente.
–Não faça isso, já está uma tortura louca aqui dentro. –Ele disse, rindo e tentando não interromper o beijo quente e intenso que estava ocorrendo. –Podemos ir lá para dentro?
Assenti com a cabeça e fomos meio que tropeçando até chegarmos em sua casa, ele me guiou até seu quarto, mas ao meio do caminho me parou, me beijando novamente. Seus beijos não eram apenas quentes, seus lábios eram cuidadosos, eles estavam sincronizados com os meus, e nossos corações palpitavam de uma maneira nunca antes vista. Cessando os beijos, ele chegou perto de meu ouvido e disse numa voz rouca e carregada de desejo:
–Dessa primeira vez vai doer um pouco, mas eu vou dar-te prazer. –O modo como ele falou aquilo me deixou excitada e confiante, eu sentia que apesar de querer fazer aquilo sem compromisso nenhum, eu confiava nele ao ponto de dar meu corpo. Como se estivesse lendo meus pensamentos, ele continuou- E obrigado por confiar em mim, acredite, se não estivéssemos fazendo isso aqui e agora, você seria minha de qualquer forma. Acredito que talvez o destino fez isso conosco.
Olhei para seus olhos e sorri, um sorriso franco e terno. Eu estava pronta, não precisava mais de conforto. Era o que queria, e finalmente, eu teria.
Nos beijamos novamente e acabamos com toda a espera.
Entramos no quarto e ele me encostou na porta e começou a me beijar, enquanto retirava a blusa de meu pijama, que era uma borboleta roxa de lantejoulas. Em nenhum momento me senti desconfortável com meu corpo, ele olhava para o mesmo com um desejo e de uma forma tão linda, que nem mesmo pensei sobre aquilo.
–Fico feliz em ser seu primeiro, você é tão linda... –Ele disse, beijando o meio dos meus seios, ainda cobertos pelo sutiã.
Com o tempo, as nossas roupas foram depositadas em lugares diferentes do quarto, e estávamos ambos de roupas íntimas. Nossos beijos não pararam em nenhum momento, e quando ele me depositou na cama com cuidado, eu sorri e olhei para ele. Agora eu estava mais confortável do que nunca, senti que tudo aquilo era certo. Que aquilo era o destino, de verdade.
Ele retirou meu sutiã e depositou beijos por meu corpo despido, ao retirar minha calcinha, ele se afastou e me olhou. Não era apenas desejo e aquilo me deixou feliz, ele também tinha uma afinidade por mim.
–Você é tão linda, tão real... –Ele se aproximou e me beijou como se não houvesse amanhã. O alto em seus boxers era visível e com um riso, a tirei dele, que já estava incomodado. –Obrigado por isso!
Ri e puxei sua nuca para perto de mim, recomeçando uma sequência de beijos carinhosos.
–Se doer, me avise. –Ele disse, depois de se levantar e rasgar um plástico. Camisinha. Tinha me esquecido completamente dela. Oops.
Ele se posicionou sobre mim e encaixou seu membro em minha entrada. Estava consciente que iria doer, mas eu sabia que estava preparada para aquilo. Eu o desejava como nunca tinha desejado ninguém. Lentamente ele me penetrou e uma dor lancinante me fez morder seu ombro, de leve.
–Quer que eu saia, ou posso continuar? –Eu assenti e ele começou a se movimentar. A dor que antes estava me matando, passou. E agora eu queria mais dele. Tadinho, achando que eu iria me controlar.
–Não. –Eu coloquei uma mão em seu peito, forçando-o a parar.
–Não? –Ele franziu a testa, formando ruguinhas lindas.
–Eu por cima. –Disse, dando um sorriso malicioso que foi correspondido.
Ele retirou seu membro de mim deitou-se ao meu lado, eu, lentamente passei a mão pelo seu corpo e me sentei perto de seu membro. Vamos brincar. Comecei a masturbá-lo lentamente, apenas torturando-o, para que meu corpo fosse necessário para ele.
–Oh, Jess... –Ele jogou a cabeça para trás, mostrando que estava sentindo um prazer horroroso. Chega, minha vez. Parei de massageá-lo e sentei-me de uma vez só em seu membro, nos fazendo gritar. Comecei a cavalgar e ele arfava e dizia palavras sujas, enquanto massageava e beijava meus seios. Senti uma pressão no fundo de minha barriga e gritei quando chegamos ao orgasmo juntos.
Não queria retirá-lo de mim, era como se nossos corpos se encaixassem, era uma sensação realmente acolhedora. Pousei meu corpo sobre o dele, enquanto tentávamos, sem sucesso, controlar nossas respirações.
–É, você é boa de cama, além de ser gostosa para caralho. –Ele riu e suspirou no final de sua frase.
–Digamos que eu tive que ser corajosa. –Ri e me virei para ele. –Somos amigos né? Posso contar com você? -Perguntei, relutante.
–Claro! O destino também fez isso por nós... –Ele disse, compreensível. Colocou uma mecha de cabelo por trás de minha orelha e me beijou com carinho. –Posso ser carinhoso, ou você prefere que não?
–Claro que pode, somos amigos! –Eu disse, espalhando beijos carinhosos por toda sua face. Quando cheguei em seus lábios, dei um selinho e o abracei. –Obrigada, por tudo.
Nos beijamos mais uma vez e me deitei ao seu lado. Spencer virou e me abraçou de conchinha.
Pronto, estava feito. Perdi a virgindade.
Eu poderia ir embora, mas de alguma maneira, eu não sinto que seja o certo. Eu quero ficar com ele.
–Boa noite, Jess.
–Boa noite, Spents.
Eu tive a melhor noite da minha vida com um cara que eu confiava. Errada estava eu quando achei que apenas confiava nele.
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