Apresentação circense
1 APRESENTAÇÃO CIRCENSE
Todos os meus textos parecem precisar da minha parte mais demente
O choro e melancolia se compara as tempestades que ressoam heroicas
No fundo sou apenas mais um homem de bem brincando de escritor
Ninguém quer dar o braço a roer, ninguém aceita bailar comigo
O anacronismo parece real quando vê todos com pares
A preguiça ou o conformismo me faz ficar só diante da multidão
Rostos e mais rostos pedindo beijos, fraternos ou não
O gosto do suor se iguala aos prazeres geridos pelos pesares
As pessoas fazem o contato parecer fácil
Ensinam a amar, mas quem ensina a lidar?
Escrevo, pois meu mundo é mais eufórico por baixo das minhas asas
As marcas que levo na medula são apenas um fluído que enfeitam as histórias
Sejam elas sombrias ou não, provém da minha sombra, a escuridão uniforme
O molde que necessitamos mostra o quão esperançosos somos
Inconscientemente caçamos sem presa, apenas para criar o circo
O circo de horrores já se tem simplificado na vida real
Entretanto quando nós criamos, orquestramos o caos
O cheiro de sangue se mistura ao amor, um crucificado, milhões de cruzes
Posso parecer paradoxal ou até mesmo idiota
Metade de mim é dor, o outro... Escrituras.
FIM
28/07/14
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