Aprendizes de Salém
2 Os Primeiros Recrutados
– Vai, pedra, papel ou tesoura!
– Meus deuses, nós somos bruxos! Por Silfos, quantos anos vocês têm?! — pergunta Ven. (Veneficus) Oberon, bruxo do ar, ao outros quatros bruxos que tiravam pedra, papel e tesoura para decidir onde seria o primeiro confronto. Os outros dois bruxos só observavam, entediados.
– Ok. Pedra ganha de tesoura, ganhei! — diz In. (Incantatrix) Adalia, A Bruxa do Fogo.
–Hei, hei, não! Mas papel ganha de pedra! — exclama In. Dne'Lara, Bruxa da Água.
– Huhum — interrompe Ven. Tersa Terphiles, Bruxo da Terra, estendendo dois dedos. — Tesoura ganha de papel, meninas.
Então de repente uma lança é fincada no meio do circulo em que estavam sentados. Os bruxos subiram os olhos, vendo o metal da lâmina ficar cor de pele e tornar-se um braço, que ligava-se num corpo, e num corpo que ligava-se também a uma cabeça.
E então o membro metalizado de Ven. Halcalin fica normal, de lança para uma mão bronzeada.
– Metal ganha de pedra, papel e tesoura. Fim da história! — diz Ven. Halcalin, irritado, indo se sentar na poltrona de couro que jazia só no canto da sala.
– Parem todos vocês! — grita VenIn. Measeréter. Todos ficam quietos no mesmo momento. — Parecem um bando de bruxinhos, pelo amor do universo! Dãphter, venha cá.
O Bruxo do elemento madeira, com um jeito bronco de lenhador se aproxima.
– Seis palitos de madeira, apenas um quebrado.
– Ok, Éter. — e seis palitos finos de madeira aparece na mão fechada em punho de Dãpether. — Escolham.
Os outros cinco bruxos chegam mais perto e escolhem.
Adalia tira o único palito quebrado.
– Wow! Eu decido... Sálem, vai ser em Sálem! Rá, rá! Morram de inveja, seus tapados! — e some numa explosão de fogo.
Dãphter treme, sorrindo.
– Meus deuses, essa mulher mexe com as células inflamáveis da minha madeira. — murmura, com o sarcasmo nos lábios.
Adália aparece numa explosão estonteante no meio da praça de Munique, Alemanha, o que atrai a atenção de todos.
As pessoas ali naquele local ficam com os olhos arregalados, bocas abertas e muito mais. Um bebê ao longe chora.
– Uma bruxa! — grita alguém e em seguida todos gritam também.
– Pega ela! — exclama outro.
Todos vão para cima de Adalia.
– Espera, espera! Parem! — diz em alto e bom tom, num toque de alerta. Todos param. — Desculpem, crianças, mas estou ocupada e preciso estar viva ainda. Então...
Ao longe, Bárbara Rivers vê uma explosão.
– Não deve ser nada. Então, a onde eu estava mesmo? — o homem preso na tora de madeira a sua frente arregala os olhos, suando frio. — Ah, claro! — diz, cruel, e encosta seus dedos extremamente quente nos olhos do rapaz – que grita.
Os rapazes a sua volta torcem para o fim do ritual. Babi Rivers sorri assim que percebe que o rapaz a sua frente está cego e afasta os dedos dos olhos dele. Os outros em volta gritam “Rivers! Rivers! Rivers!” e socam as mãos em punhos em direção ao céu.
Assim que a dor para, o rapaz a frente arfa.
– Isso dói, muito. — diz Danny Galahan, assim que Babi Rivers desamarra as mãos dele.
– Vai demorar para se acostumar, mas logo vai poder ver as pessoas de um jeito melhor... vai sentir o calor do corpo...
– Srta. Rivers!
– Sim?
– Visita para você. — diz o garoto cego, que vinha correndo até ela. O guerreiro mais jovem que tinha dentre os Rebeldes.
– Quem é?
– Não sei...
Mas uma moça invade o depósito, o acampamento dos Rebeldes provisório.
– Incantatrix Adalia Hi Nowan, um dos sete protegidos da deusa grega Hécate, responsável pelo elemento Fogo! Dai-me licença, ignóbeis... — diz, passando pomposa, fazendo um movimento elegante que dizia “Sai, sai, reles mortais!”.
Adalia é uma mulher com claramente 25 anos, cabelos castanho escuro, olhos de iris vermelha, pele morena e unhas estranhamente... animadas. O desenho de fogo na superfície da unha tremulavam. Veste um vestido longo, de manga longa e transparente. É, transparente. Aparecia certinho a lingerie preto e vermelha por baixo.
Graças que todos os Rebeldes eram cegos.
– Incantatrix... bruxa. O que faz aqui? — pergunta Babi Rivers.
– Você não recebeu minha mensagem?
– Sim, há TRÊS ANOS! — exclamo, irritada.
– E agora estou aqui. Eu te disse que seria minha discípula e que, quando pudesse, a buscaria.
Babi leva as mãos ao rosto, incrédula.
– Sabe quantas pessoas estão morrendo por causa dessa aposta ridícula?! Já dura anos e milhares estão morrendo! Não vou participar. Estou prestes a massacrar os caçadores do norte e...
– Cale a boca e venha comigo! — diz Adalia, que pega Babi pela a orelha e puxa-a para fora.
Babi suspira e anuncia:
– Rony, você fica no comando!
Um menino de muitas sardas sobre a pele ultra branca cruza os braços, com um tom de autoridade.
E as duas somem numa explosão de chamas azuis.
Num café de Roma, um garoto de cabelos pretos e olhos verdes lê o jornal.
MAIS DE 50 MIL MORTOS EM TODA EUROPA, STATUS DE CALAMIDADE.
Ele suspira, pensando em como as coisas tinham se encaminhado. Se VenIn. Measeréter tivesse impedido os outros bruxos, isso não estaria acontecendo. Essa aposta valia as vidas perdidas?
VenIn. Measeréter não é um bruxo normal, não é homem, muito menos mulher. É difícil de explicar, tanto que seu nome não é feminino nem masculino. Vive sob um capuz amarelo canário, longo e meio rasgado. Ele (fala ele, pois imaginava que o sexo de VenIn. Measeréter deve pender para "ele") não é de falar muito e fica muito irritado quando faz perguntas demais — o tempo todo. Então, para uma boa convivência com o Mestre Measter tem de aprender a escutar, calar e fazer sem reclamar.
– Lendo novamente o jornal, Henry? Não cansa de ver sofrimento?
Henry se vira ao ouvir seu nome, dando de cara com uma mulher.
– Elendil Galahdi, o que faz aqui? — pergunta a moça alta, morena, cabelo negros longo e ondulado. O interessante em Dill era seus olhos, um castanho claro e outro vermelho (nasceu com heterocromia, por isso tem olhos com cores diferente).
Ela nunca conheceu seus pais de verdade. Quando era bebê foi encontrada por um casal que a adotou, encantada com os sedutores olhos dela. Se mudou com a família para Florença, Italia, quando fez 17 anos. Dill virou amiga de Henry, no tempo em que ele era dono de um bar — que faliu, aliás. Seu pai adotivo lhe ensinou tudo que sabia sobre arcos e espadas e treinava ocasionalmente com Henry, naquela época. Depois se distanciaram por um tempo, Mestre Measter não queria que ele ficasse intimo da provável aprendiz de Ven. Tersa Terphiles — Bruxo do elemento Terra.
– Visitando, apesar. Só visitando o cara que meu o fora tempos atrás, hum, trivial.
Henry suspira, dando um sorriso torno.
– Dill, você sabe que eu gosto de você, mas...
– Ah, Henry! Só bastava três lindas palavrinhas e...
– Eu-não-posso, serve essa?
Ela senta na cadeira a frente, com os olhos suplicantes, mas logo foram substituídos por raiva.
– Você perdeu uma oportunidade de ser feliz, reles ex-barman. E não haverá outra. *Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.
Henry pega o charuto sob o cinzeiro vazio e põe entre os lábios, soltando uma fumaça levemente escura.
– Ok, filosofa. Diga a verdade, por quê está aqui?
Ela se curva levemente em direção a ele, com pose de conspiração.
– Tudo bem, lindinho. Eu preciso dizer isso a alguém ou vou explodir. — murmura, olhando rapidamente em volta. — Talvez não acredite, mas recebi uma visita. De... um bruxo, Henry! — a última frase foi **ciciada discretamente.
Henry finge estar surpreso.
– Você acha que eu devo dizer... aos caçadores?
Se pudesse, Henry teria engasgado com o charuto.
– Não! Está louca?! — diz, espantado.
– O quê?! Eu sei que é perigoso, mas é meu dever de cidadã! — exclama, desmoronando na cadeira.
– Dill, você não vai fazer isso. — Henry se levanta, liberando todo o peso de seu corpo ao desabar as mãos sobre a mesa. — Eu não deixarei.
Elendil também se levanta, confusa.
As pessoas começam a olhar para eles, cismados.
– La mia bella italiana, seguirmi. Abbiamo bisogno di parlare... — (Minha linda italiana, me siga Precisamos conversar... — em italiano.) grunhi Henry. — Ora, donna!– (Agora, mulher!).
Henry pegou Dill pelo braço, que se apressou para fora.
Os dois saíram do rústico café. Dill sente um pouco de medo dele, que não era de perder o controle fácil. Ambos contornam o café e, longe de todos, Henry encosta ela na parede, encurralada. Seus poros faciais dilataram, seu rosto ficara quente repentinamente.
– Você não sabe do que está falando, Elendil. — sussurra. Ela podia sentir o seu hálito de charuto caseiro em sua língua, um cheiro bom até.
– Mas, Henry, ele é um bruxo! Se eu entregá-lo, talvez isso acalme os caçadores!
Ele bate o punho na parede de madeira, bem ao lado dela.
– Escute o que te direi agora. — e ele conta tudo o que sabia — sobre que seria escolhido aprendizes para sete bruxos, quem eram eles e o essencial para que ela abandonasse a ideia... mas Dill ainda estava indecisa.
– Eu não sou uma bruxa, Henry! Eu mal consigo fazer um mingau ingerível, imagine umas magiquinhas... eu me recuso a acreditar.
– Dill, Dill, Dill, pensa no que está fazendo. E se você for a aprendiz escolhida?! Poderia muito bem acabar com essas caçadas e ressuscitar vidas! Quer arriscar essa chance só para acalmar um pouquinho os caçadores ou quer resolver isso logo de uma vez?
– Mas Henry...
– O que acha? Eu poderia ajudá-la. Eu particularmente tenho uma boa relação com o seu futuro mestre, Ven. Tersa Terphiles... — murmura, enrolando distraidamente uma mecha do cabelo dela.
Dill cora, sentindo que está prestes a ter um ataque cardíaco.
Do nada coa um rosnado atrás de Henry, um rosnado conhecido — o seu Husky siberiano, eterno companheiro.
– Wow, Bruce! Olá! — cumprimenta Henry, se afastando de Dill, que volta a respirar, mas o cachorro continua rosnando. — Calma, eu só estava conversando com a sua dona.
Bruce lati, irredutível.
– Tudo bem, Husky. E Henry, eu disse que não gosto que o chame de Bruce.
Henry balança a mão, num movimento elegante indicando "Dane-se.".
– E então, vai comigo?
Dill suspira.
– Tudo bem. Se você está dizendo... esse tal Ven. Tersa Terphiles disse que viria me buscar hoje a noite. Vem comigo?
– Não posso. Lembra que eu te disse que meu mestre não queria que eu me relacionasse com você? É melhor eu ficar fora disso. Mas vai dar tudo certo e — ele se ajoelha ao lado de Husky, acariciando-o. — nos encontraremos lá, Dill. Disso pode ter certeza.
Uma pequena...
(Tosse) Opa, desculpe.
Uma gigantesca explosão e Adalia e Babi aparecem. Vários corpos chamuscados estão caídos em volta delas.
– Aih, aih, amo entradas triunfais! — exclama Adalia, num tom psicopata.
– Aposto que os mortos não gostaram disso... alias, o que estamos fazendo aqui? Veneza? Sério?
Adalia bate palmas, seus olhos estavam estranhamente arregalados de excitação.
– Quero que mate um aprendiz que pode nos ser... um... impecílio.
– Por quê não faz você mesmo?
– Eu assinei um contrato e infelizmente o fogo não pode apagar esse tipo de papel.
– Você é uma bruxa, pode fazer outras coisas além de fogo.
– Eu sei, mas ainda não posso. Alias... menina, por quê está titubeando?! Larga de ser idiota e faz o que eu digo!
Babi suspira. Com Adalia, ela sempre seria insultada.
– Quem é?
Adalia acende uma chama na ponta do dedo, observando de um jeito piromaniaco.
– Espere e verá.
*: Frase de Anônimo
**: Falada em baixo tom, segredado.
Notas finais
Gostaram ou muito simples? Desculpe o capitulo pequenininho, mas todo mundo aqui quer ir no computador ao mesmo tempo e... então imagine a situação -_-*
Beijinhos, Beijinhos, Gossip Girl!
(Eu sempre tive vontade de falar isso, embroa nunca tenha visto o seriado)
Fale com o autor