Aprendiz de Deidara
9 Missão parte IIII
Notas iniciais
“Por favor, me perdoe”... Era a única frase sensata que se passava na minha cabeça.
Deidara POvs Off.
Suigetsu Povs On.
Corríamos em quase total escuridão, Karin estava com uma pequena lanterna, as tochas grudadas nas paredes do túnel se ascenderam sozinhas do nada. Tal fato fez eu e a ruiva pararmos um tanto assustados.
– Que lugar sinistro! – falei com a voz baixa e fui salientemente me aproximando da garota ao meu lado, balançando as pontas dos dedos em direção a ela.
– Rhum, deixa de ser medroso seu Idiota! – típica voz alterada. Já tinha me acostumado com isso. – Nem se aproxima, já tá perto de mais... – ela pôs a palma da mão na minha testa me impedindo de me aproximar.
Voltei a minha posição normal, cruzei os braços e balancei a cabeça.
– Ne, Karin! Não precisa se preocupar em lutar... – apontei o meu polegar para mim mesmo e respirei autoconfiante. – Eu te protegerei!
A ruiva ficou corada, começou a ajeitar os óculos como ela sempre fazia, começou a gaguejar algumas coisas, mas desistiu antes de formar uma frase completa, ela conseguia ser muito engraçada as vezes.
Nosso “Flerte” foi quebrado por um barulho mediando vindo de algum lugar da caverna, não conseguimos definir de onde veio.
– Oee, que barulho foi esse? – ela tentou esconder a preocupação, mas foi inevitável.
Tínhamos que sair logo daquele lugar. Pegar o pergaminho e vazar dali. Peguei o pulso de Karin e a vi me encarar com uma cara comum de raiva.
– Deixa disso Karin! – não era hora de briga. – Vem, vamos sair daqui!
Ela consentiu e seguimos mais rápido pelo túnel agora iluminado pelas tochas. Fiquei apenas alguns minutos segurando sua mão, a irritante fez questão de se soltar e sair andando na minha frente com a cabeça erguida. Mas não poderia me afastar muito dela, acho que a mesma percebeu isso, a ruiva parou e olhou para mim mais atrás.
– V-você é o que luta dentre nós dois!- ela falava baixo, mas com intensidade. – V-vem n-na frente teme!
Um sorriso sacana surgiu instantaneamente no meu rosto, pus as mãos no pescoço de forma que parecesse bem relaxado. Andei lentamente até a frente dela. Virei o rosto para ruiva (nossa, como eu queria beijá-la agora) toquei no seu queixo e disse rapidamente antes que ela me derrubasse e me batesse.
– Está com medo Karin?! – foi o suficiente, ela agarrou na minha gola e me empurrou na parede.
– Como é temeee??? – ook, não devia tê-la chateado.
Levantei minhas mãos em sinal de desistência.
– Gomen gomen Karin! – nós falávamos baixo, pensando bem, não devíamos sequer está falando tanto no meio de uma missão tão importante.
Ai ai, essa ruiva não aprende mesmo!
Ela me soltou rápido e olhou para a frente, como se visse algo vindo. A mesma se focou em mim com olhos assustados.
– Eles estão bem perto! – foi o suficiente. – Numa sala mais a frente.
A garota me soltou, voltei rapidamente ao normal. Começamos a correr mais rápido agora. Eu ia à frente, já havia empunhado minha espada. Fazia tempo que eu não lutava. Iria aproveitar ao máximo!
Depois de um tempo correndo, Karin me fez parar de repente, a mesma apontou para uma porta do lado direito.
– Eles estão lá, e já sabem que estamos aqui! – podia sentir o medo na voz dela.
Abri um sorriso típico meu.
– Então vamos ver a recepção que eles prepararam! – vi um mínimo sorriso no rosto dela. Isso me motivou.
Sem delongas abrimos a porta e entramos no quarto. Estava vazio... Ou pelo menos era o que eles queriam que pensássemos.
Karin atrás de mim se pronunciou.
– Sei que estão aqui!
Depois disso, eles apareceram, estavam camuflados. A ruiva era mesmo conveniente.
– Digam onde está o pergaminho! – quase rosnei isso.
Eram 4 ninjas, um alto com cabelo castanho e musculoso, esse devia ser um bom lutador, o 2 usava uma espada típica do país do Raio, devia me preocupar com ele, o 3 se parecia com Karin, de uma certa forma, não parecia ser bom lutador e nem parecia ser um shinobi, esse devia ser o ‘sensor’ e por último um cara baixo e magro com cabelos pretos, não conseguia imaginar que tipo de jutsu ele usava, só lutando para saber.
O 2 se pronunciou, ele parecia ser o mais arrogante.
– Hahaha, vejo que a Pedra e Névoa querem o pergaminho de volta. – ele olhou para os colegas que rapidamente entraram em formação. – Nos matem primeiro.
Foi o estopim para começarmos a batalha.
Pus minha espada a minha frente. Meu braço direito ficou a frente de Karin, além de lutar eu tinha que protegê-la.
– Ei Suigetsu, não se preocupe! – ela cochichou assim que viu o começo da inevitável luta. – Eu sei onde o pergaminho está, olha do outro lado da sala- ela apontou com os olhos. Havia vários baús e estantes cheias de livros e pergaminhos. – Eu posso senti-lo, eu vou pegá-lo.
Então seria isso, eu iria distrair os ninjas enquanto a ruiva pegava o pergaminho. Parecia bom para mim, e ela não se machucaria... Estava ótimo.
Suigetsu Povs Off.
Karin Povs On.
Era hora de agir... Fui lentamente me distanciando do esbranquiçado que se preparava para lutar. Eu conhecia bem a força dele, já o vi lutando várias vezes, sabia também qual a fraqueza do mesmo, e o ninja com a espada usava Raiton. Mas Suigetsu tem seu taijutsu, definitivamente ele não ia perder. Confiava nele, estranhamente eu confiava nele.
Continuei quase despercebida indo em direção aos baús, não estavam tão longe. No caminho percebi um pouco dos movimentos do esbranquiçado. Ele lutava maravilhosamente bem, mesmo em desvantagem.
Golpes, saltos, defesa, jutsu, taijutsu, sua liquefação... Era ótimo o ver lutando tão bem.
O 2 que parecia ser o mais perigoso pelo seu raiton estava jogado de lado, Suigetsu fez questão de arremessa-lo primeiro. O 3 foi fácil, um não-combatente como eu. O 1 grande e musculoso lutava corpo a corpo com o espadachim, ambos eram ótimos em taijutsu. Todos estavam bem distraídos.
Aproveitei a chance, cheguei rapidamente onde estaria o pergaminho. Comecei a vasculhar os baús, nada. Mexi nas estantes... Nada. Senti uma força familiar vindo de uma caixinha acima da estante do meio, consegui pega-la. Abri devagar e vi o tão aclamado pergaminho. Abri um tremendo sorriso. Uma curiosidade estranha se apoderou de mim.... Não custa nada olhar.
Fui abrindo devagar o pergaminho, e ouvi uma voz gritar.
– Karin. Cuidado... esse não é o...
Um barulho de explosão. E fumaça muita fumaça.
Foi tudo muito rápido. Percebi depois o que Suigetsu gritou que era o pergaminho errado. Havia papel explosivo nele. Uma armadilha. Por isso pude senti-lo.
Até determinado momento eu estava de olhos fechados, sentia um corpo em cima de mim, um chakra conhecido. Forcei minha visão amedrontada, queria entender o porquê e como eu havia sido salva.
Eu estava flutuando dentro de um tipo de bolha cheia de água, bem encolhida, minhas mãos na cabeça e um esbranquiçado em cima de mim, me cobrindo da explosão, e acima de nós um tipo de escudo de água. Dessa vez o chakra asqueroso e estranho de Suigetsu foi mais que útil. Exceto pelo fato de que estávamos imersos na água, comecei a ficar sem ar... Só conseguia abrir os olhos por que essa água era diferente... O garoto que me protegeu me olhou preocupado, ele parecia prender a respiração também. Percebi que ainda havia fumaça e chamas do lado de fora. Não sei se conseguiria aguentar, meu diafragma já doía. Suigetsu aproximou seu rosto do meu, meu coração começou a acelerar fiquei com medo de soltar o restante do ar que restava dentro de mim. Ele se aproximou mais e mais. Tentei desviar, mas então percebi o que ele queria fazer.
Nossos lábios se tocaram, ele me fez abrir a boca devagar e amigavelmente soprou o ar que ele tinha para mim. Foi rápido... Mas me fez perceber que o “Eu vou te proteger” era sério mesmo. Fiquei emocionada, ele realmente me surpreendia.
Depois do “sopro de vida” eu consegui aguentar até a explosão se dissipar e levando junto a fumaça negra.
A bolha se desfez, dei alguns espirros depois, mas estava bem. Suigetsu se levantou a minha frente e me ajudou a fazer o mesmo. Ele apontou para um homem caído ao nosso lado, mais especificamente para o bolso dele. Lá estava o verdadeiro pergaminho.
– Esse é o certo! – sua voz estava séria.
Fui rapidamente em direção ao bolso do homem, enquanto o esbranquiçado caminhou até o outro lado do quarto procurando por alguma coisa... Sua espada.
Já com o pergaminho em mãos, levantei-me e olhei para o cenário. Todos estavam caídos.
1...2...3... ??
Não eram 4?
Foi quando percebi onde estava o maldito, bem atrás de Suigetsu. Um rápido selo e...
– Raiton! Bashōsen... – ele posicionou as mãos no chão. As flechas de raio percorriam o quarto e seguiram diretamente ao garoto que me salvou.
Uma cena triste e que me bateu uma raiva absurda. Vi Suigetsu tremer e cair no chão desmaiado. Raiton era sua fraqueza. Seu chakar estava sumindo, um desespero tomou conta de mim. O que eu faria?
Não deu tempo de pensar numa resposta eficaz, fiz o que me veio primeiramente na cabeça. Peguei a kunai extra que sempre levo comigo. O ninja maldito caiu de joelhos no chão e ainda mantinha o jutsu, mesmo vendo que ele já estava caído.
Fui lentamente até o homem ajoelhado. Meu coração se apertou... Não gostava de matar ninguém. Mas dessa vez eu não podia hesitar, eu tenho que salva-lo. Respirei fundo, e fiz.
Enfiei a kunai com força nas costas do maldito. Ele tossiu sangue, já estava sem força, caiu de lado se contorcendo. Não o encarei, estava com medo. Então corri até o espadachim caído ao lado da sua espada chamuscada.
Ele estava desmaiado, quase não sentia seu chakra... Ajoelhei-me e pus sua cabeça nas minhas pernas... Tenho que fazer algo urgente.
Levei meu pulso a minha boca e mordi forte o suficiente para cortá-lo. Senti uma dor aguda, mas era importante. Levei o pulso cortado à boca do homem caído.
Abri-a cuidadosamente e pus meu pulso, movimentei seu maxilar para que ele pudesse sugar e assim se recuperar.
Não houve reação... Mas de repente comecei a sentir leves sucções do espadachim. Com muita delicadeza eu o ajudei a por suas mãos em volta do meu braço ajudando no processo. Aos poucos ele conseguiu segurar sozinho e sugou mais forte.
Admito que foi uma sensação dos Deuses sentir a língua e dentes dele em contato com a minha pele!
Tive que me controlar para não soltar um gemido... Era realmente excitante.
Enfim ele abriu os olhos roxos. Soltou meu pulso e com minha ajuda se sentou.
Eu abri um leve sorriso. Mostrei a ele o pergaminho.
– Missão cumprida! – não consegui me manter firme, minha voz estava chorosa.
Ele segurou meus ombros e me encarou por alguns segundos, fiquei extremamente corada, ouvi as palavras sussurradas que ele disse.
– Obrigada Karin! – eu que devia agradecê-lo. Ele que havia me salvado, cumpriu sua promessa. Eu tinha feito apenas o necessário.
Ele se aproximou de mim, hesitante com medo de que eu fosse surtar eu acho. Assenti com a cabeça e o mesmo continuou se aproximando.
E de novo nossos lábios se tocaram. Agora sem trocas de respiração. Um beijo simples de agradecimento de ambos.
Karin POvs Off.
Chojuro POvs On.
Finalmente encontrei Karin e Suigetsu. E não acreditei no que estava acontecendo. Era além de estranho. Os dois estavam sentados no chão ao lado de vários homens caídos e chamuscados. E o mais inacreditável ainda era que os dois estavam se BEIJANDO.
Um beijo, era o que parecia. Mas talvez fosse algum tipo de matar novo, em que Karin sugasse toda a vida pela boca dele. Tentei formular formas de matar pela boca... Mas aquilo era realmente um beijo.
Fiquei totalmente sem graça. Fingi alguns espirros. E os dois olharam para mim com olhos esbugalhados. Especialmente a ruiva.
Ela se desesperou, levantou-se rapidamente, começou a se limpar, passar a mão na boca e a mexer nos óculos de um jeito muito cômico.
– Na, é-é... Q-que.. N-nós... E-estav... V-vamos S-s-suigetsu. – ela gaguejava muito, aquela cena estava muito engraçada . – A-anda logo Suigetsu idiota. – de repente a voz da mesma engrossou.
O homem caído obedeceu e levantou-se... Senti um olhar de reprovação vindo do mesmo em direção a mim. Mas depois ele poderia brigar comigo, havia alguém que precisava de ajuda.
– Temos que voltar agora. Kurotsuchi precisa de sua ajuda Karin! Ela está muito mal! – todos entenderam a situação.
– Certo, já cumprimos a missão, aqui está o pergaminho. – ela apontou-o o para mim.
Saímos do quarto o mais rápido possível. Suigetsu ia se reclamando no caminho, falando algo sobre sua espada está manchada por uma explosão burra ou algo do tipo. E a ruiva reclamava sobre escudos idiotas de água em que não se pode respirar...
Chojuro POvs Off.
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