Aprendiz de Deidara
3 Madrugada agitada parte I
Notas iniciais
“Então, todos seguiram Sensei, para outro lado do campo, finalmente isso estava prestes a acabar. Só espero conseguir dar alguns socos na Karin antes disso. Hehe!
(OOOpaaa! Isso não seria ciúmes, seria??)”.
Depois de vários socos, resmungos de Karin, preguiça e infantilidade de Akatsuchi, bons resultados do meu recente treinamento, e muita faladeira de Deidara Sensei sobre sua maravilhosa arte.... Enfim esse bendito treino acabou. Pena que não pude socar a cara de Karin como eu queria, não sei bem o motivo, mas ela me faz uma raiva que nem eu mesma entendo.
Eu e meu gorducho voltávamos para aldeia, eu estava cansada, mas não tanto quanto o ser que pingava suor do meu lado, além de andar corcunda como se carregasse um saco de pedras nas costas.
– Nossa Akatsuchi! – tampei o nariz com os dedos, minha voz saiu nasal. – Você tá fedendo cara! Hahaha.
Ele realmente não gostou do meu comentário. Seu corpo ficou reto, seu dedo indicador apontou em minha direção.
– V-você é c-chat-ta... Kurotsuchi! – por mais que ele tentasse, nunca conseguia se irritar comigo. – Ahn, esquece... – seu rosto ficou com uma expressão boba, um sorriso bobo. – Viu como Karin está cada dia mais forte?!
– Eeee? – isso realmente me pegou de surpresa. – Rhum! Ela é uma babaca isso sim! – cruzei os braços e virei o rosto.
Ele não disse mais nada, apenas riu e continuou andando. Virou à direita, e eu segui sozinha.
Comecei a pensar longe... Bem longe.
Karin... Ela realmente me irrita! Por que justamente ela vem para nossa aldeia ‘ganhar experiências e fortalecer laços importantes do país’ e justamente cai na mesma equipe que eu?
Sem contar que além desse chato imprevisto do destino, ainda tem Deidara, o ninja renegado que volta para vila, e se torna meu Sensei.
– Hmm! – eu andava com uma mão pensativa sob o queixo.
Lembro-me dos velhos tempos da equipe 5, apenas eu meu gorduchinho e meu pai, ou melhor dizendo, Capitão Kitsuchi.
Tudo era mais simples, às vezes até divertido. Mas ae, eu e Akatsuchi, fomos obrigados pelo Tsuchikage a formar uma nova equipe com uma ‘kunoichi estrangeira’ afim, de fortalecer laços, aprender novas habilidades e blá blá blá...
E sem intervalo de tempo, assim que Karin se junta a nossa equipe, também ganhamos um novo capitão. O ex nukenin Deidara. O fato de o terem escolhido como nosso Sensei eu até consigo entender. Ele era a melhor pessoa para me treinar (e os outros também é claro), mas especialmente a mim, e vovô sabe muito bem disso. As habilidades de Dei-chan são inestimáveis, se não fosse o fato de o mesmo ter sido um nukenin, tenho certeza que ele seria o próximo Tsuchikage. Talvez seja por isso que ele está me treinando a mando do alto escalão de Iwagakure, tirando Sensei, eu sou a segunda opção, pelo menos eu acho. Sem mencionar que esse é meu sonho desde pequena.
Acho bom conversar com aquele velho depois...
Quando me deparei com a realidade, já estava bem perto de casa. Já não morava com meus pais, prefiro um lugar só meu, sem ninguém para me dar ordens, ou me punir se eu arrumo ou não minha cama assim que acordo.
Entrei calmamente, tirei meus sapatos, levantei os braços me espreguiçando. Parei por um momento... Que odor é esse?
– Realmente preciso de um banho! – segui rumo ao quarto pequeno e bagunçado, andei até a porta a direita perto da estante com alguns livros e pergaminhos.
Preparei a banheira e fui relaxar na água um pouquinho.
2 hrs depois ~
– Não! Eu não posso dormir agora. – a cama e o edredom sob meu corpo recém-limpo, é tão aconchegante. – Hummm! – um abraço quentinho do travesseiro. – Não! – levantei meu rosto impondo segurança e controle contra o sono. (Como se eu tivesse controle do sono haha!).
Fiquei de barriga pra cima. Levantei as mãos e fiquei olhando meus dedos.
– São 17:30! – o bendito relógio em cima da mesinha ao lado da cama, não passava como eu queria. – Se eu dormir agora, provavelmente vou acordar na madrugada, e assim vou ficar muito cansada para recomeçar missões amanhã! – sentei na cama, com pose de pensativa.
– Ah, que se dane! – cai com força em cima do edredom, agarrei meu travesseiro fiz conchinha. – Boa noite travesseiro! – não posso brigar com o sono.
Nunca fui boa nisso!
Zzzzzzzzzz
Por que tá escuro? Ah é lógico, é madrugada ainda... Affs!
Levantei cambaleando pelo quarto, por que mesmo meu quarto não tem janela?
– Achei! – liguei o interruptor. Infelizmente...
Fiquei paralisada com o que eu via, acho que apagar a luz e voltar para cama seria o melhor a fazer, mas quem disse que eu tenho tamanha coragem de ignorar esse ser loiro parado um pouco a frente me encarando com os braços cruzados.
Era real mesmo? Comecei a passar as mãos nos olhos, seria um Genjutso? ... Não, não pode ser. Com o tempo que eu tive com a chata da Karin, eu aprendi a sentir presenças estranhas se fosse o caso. E com certeza esse não era.
Só para ter certeza, eu apaguei a luz na espera de que aquilo fosse só uma visão ou sei lá oque. Liguei de novo e levei um suto!
Ele ainda estava lá, me encarando com os braços cruzados. O loiro inclinou a cabeça para o lado. O que me assustou mais ainda.
– Sou eu Kurotsuchi! Hmm! – agora ele acenava que sim. Mas o que o Sensei fazia aqui uma hora dessas?
– O que tá fazendo aqui? – foi inevitável ser grossa.
Ele estranhamente se aproximava.
– Você fica melhor calada! – o loiro também foi grosso.
Eu dei alguns passos para trás. Quem ele pensa que é para me mandar ficar calada... Ah ele ia se ver comigo.
“Olha aqui seu maldito!....” Oque?? Não saia voz nenhuma.
Comecei a passar minhas mãos desesperadamente pela minha garganta.
“V-você v-vai...” não tem jeito, não saia nada.
– Onw! Não consegue falar? Haha, agora tagarela, vai ficar bem quietinha! – ele já estava muito próximo.
Tentei me afastar, inutilmente, já estava presa na parede com seus braços me impedindo de sair.
Eu queria gritar, empurrá-lo, dar uns socos na cara dele por me assustar assim, mas eu não podia, ou melhor, eu não conseguia! Olhei para baixo, e não vi meu corpo...
“Aaaah! Que bosta tá acontecendo?” nem meus pensamentos estavam em ordem.
Eu estava lá, mas ao mesmo tempo não.
Foi quando uma das mãos do Sensei, voltou as suas costas e tirou uma kunai de lá. E apontou pro meu olho direito.
Eu não conseguia ver meu corpo, mas ele sim. E me prendia com força.
“O que eu faço?”
– Isso vai dá um jeito em você tagarela mandona!
Meu corpo tremeu... Ele afastou a kunai, e lançou diretamente no meu olho. “Aaaaaaaaaaaahhhhh!”.
– Nãããoooooo! – eu acordei mais que assustada.
Foi um sonho?
Uma enorme sensação de alívio me preencheu. Levantei atordoada. Olhei no relógio ao lado.
00:08
– Ótimo! – isso que dá dormir cedo.
Segui para cozinha, preciso de um copo de água.
Estava voltando para o quarto, mas algo me impede.
Fortes batidas na porta.
– Oeee! Kurotsuchi abre a porta! – hã, quem era? Essa hora??
Ook, eu realmente fiquei amedrontada. Fui lentamente até a porta. E fiquei encostada na mesma.
– Q-quem é?
– Deidara, agora por favor abre a porta... Temos uma missão urgente!
Deidara?
Cocei meus olhos, me belisquei, não era um sonho. Ele estava mesmo ali. E pelo tom de voz parecia preocupado. Acho que temos problemas.
– Anda Kurotsuchi! – por um momento havia esquecido da porta. – Temos uma missão garota! Hmm.
Ah é mesmo.
Abri a porta lentamente, então o loiro entrou rápido. Me olhou dos pés a cabeça. Ele trajava roupas de treinamento.
– Anda, vai trocar de roupa. Temos uma missão urgente. – ele riu quando disse isso.
Foi quando eu percebi o que eu vestia.
Um camisa grande o suficiente para ser um vestido, estampada de gatinho, e para piorar a situação pantufas de gatinho. Fiquei extremamente corada. O que era estranho por que Deidara já havia me visto de pijama várias vezes... (Tá, ok, isso quando éramos crianças, bem antes dele se tornar um nukenin).
Não sei por que, mas eu queria me enfiar num buraco naquele momento.
– O-O-Ok! – agora eu gaguejava...
Saí correndo pro quarto, queria sumir sério.
Mas era importante. Nossa primeira missão depois de semanas de treinamento. Seja lá qual for eu vou mostrar o quanto eu sou competente.
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