Aprendiz de Deidara
14 Fontes termais
Notas iniciais
Era realmente lindo... Tal nome lhe caia perfeitamente bem. “Fontes termais Paraíso”!
A enorme casa de banho, o jardim cheio de flores de várias cores, o salão principal, os quiosques pertinho de uma cachoeira, e as fontes! AH as fontes! Maravilhas de água quente e relaxante.
Foram mais ou menos duas horas de viagem de Iwagakure até esse paraíso. E aguentar a ladainha de uma certa ruiva com um certo branquelo me fez querer ainda mais um pouco de paz e conforto.
Fomos recebidos por uma senhora muito gentil, ela nos mostrou nossos quartos, ficamos informados dos horários de alimentação, algumas regras e como ficaríamos divididos. Havia quartos para casais, pude sentir meu rosto corar quando a mulher perguntou se eu e Deidara éramos um casal. Mas enganações a parte a mesma nos mostrou os dormitórios.
O primeiro do corredor da ala feminina ficou para mim e Karin, infelizmente teria que dividir um quarto por uma semana com a ruiva mais chata e tagarela do mundo. Akatsuchi e Suigetsu ficaram com um na ala masculina, e o gostosão do loiro ficou com um inteirinho para ele!
[...]
– Aaah! Finalmente é hora de relaxar! – um certo artista se espreguiçava numa poltrona no enorme salão.
Estávamos reunidos na sala principal conversando sobre os planos de férias. Havia uma roda com algumas poltronas e uma mesinha no centro.
– Eu digo! Temos que ir para as fontes logo! – o branquelo quase gemeu a frase.
– Pelo menos eles dividem alas! De jeito nenhum que eu fico na mesma fonte que você seu melecoso! – Karin como sempre reclamando de tudo, e em especial tudo sobre Suigetsu. Ele resmungou alguma coisa mas era chata demais essas briguinhas dele que nem fiz questão de prestar atenção.
Vi uma ótima oportunidade para atazanar e de jeito nenhum perdi a chance!
Cof cof!
– Heee! Soube que vocês estão morando juntos! É verdade Karin? Cof cof – dei uma risadinha no final.
Instantaneamente vi o rosto da garota que sentava do meu lado se ruborizar do nada, ela arregalou os olhos sob os óculos e começou a gaguejar coisas aleatórias que eu só distinguiria se tivesse realmente focada a saber, mas sério... Eu não queria. Só ver ela zangada já era bom o suficiente.
Exceto que algo me deixou meio receosa com minha pergunta. Akatsuchi ficou surpreso, mais ao raivoso melhor dizendo. Será que ele ainda gosta dela?!
– Yo! Eu to indo para as fontes... – o loiro já se esgueirava para fora do círculo de poltronas, ele olhou rapidamente para mim, rápido o suficiente para que eu não visse um certo vermelho em ambos os lados de sua bochecha, mas para minha sorte eu vi – Akatsuchi, Suigetsu... Vocês vem?
– Não agora! Eu e Kurotsuchi vamos dar uma volta por ai! – meu gorducho levantou rapidamente e me puxou junto, ele olhou para trás e chamou a ruiva que abriu um sorriso medonho e nos seguiu.
– Nos encontramos a tarde! Hm! – Deidara deu o aviso e pude ouvir mais baixo um em especial. – Akatsuchi cuide da Kurotsuchi!
Não pude deixar de olhar para ele e abrir um mínimo sorriso, meio vergonhoso, mas eu queria fazer isso. Pude ver um branquelo confuso com a situação, em seguida sendo puxado pelo loiro rumo as fontes.
Andamos por toda a casa de banho, ficamos observando as flores no jardim, demos uma passeada pela floresta próximo à cachoeira. Era tudo muito lindo. Em especial a tal floresta. Parecia um bosque encantado. Havia caminhos entre as árvores feitos com pedras brancos e cinza, em alguns pontos a terra cobria as pequenas. O final do caminho dava numa clareira linda bem preparada, como se não fosse no meio da floresta, e mais ao centro havia uma mínima lagoa de um azul estonteante. Fomos avisados que ao entardecer ela se preenchia de pequenas luzes, como se fossem fadas minúsculas... Havia alguns bancos para quem quisesse esperar e apreciar esse tal fenômeno. Faltavam algumas horas até o entardecer, Karin e Akatsuchi queriam ficar e esperar, e como ambos são altamente dengosos, tivemos que esperar. Sentamos num banco, uma de cada lado do gorducho fofo que mantinha um sorriso lindo e olhos brilhando direcionados ao pequeno lago.
– Onde será que os outros estão agora? – quebrei o silêncio.
– Sei la! Por mim quanto mais longe eu me manter de Suigetsu, melhor! – Karin falava enquanto mantinha uma mão no queixo e apoiada na coxa.
– Eles devem estar comendo! Ou dormindo... – o cara fofo ao extremo do meu lado, falava com ternura enquanto continuava focado no lago que já começava a se iluminar pelas pequenas luzes.
– Olha! – Karin apontou para o lago... Todos ficaram apaixonados pelo momento.
O entardecer havia chegado.
Aos poucos várias e pequenas luzes se aproximavam do lago, subiam e desciam, como uma linda dança no ar. Algumas saíam da volta do círculo de água e voavam por entre as pessoas que ficavam ali admiradas. Toda a clareira ficava iluminada apenas por elas. Era realmente lindo!
Um maravilhoso momento. Quase que involuntariamente comecei a pensar num certo loiro.
Seria bem melhor se ele estivesse ali, poder ver tal maravilha com ele.
Ter vindo foi uma boa ideia, ou uma ideia tão absurdamente ruim que numa probabilidade infinita poderia dar certo. Dessa vez eu não fraquejaria, diria que o amo, seria forte.
Fechei os olhos ao som de lindas melodias vindas de dois homens que tocavam alguns instrumentos ao lado da lagoa, deixando o momento mais perfeito ainda.
Em meus pensamentos pude ver Deidara sorrindo, seu típico balançar de cabeça enquanto falava da sua arte, seu rosto absurdamente fofo quando corado e tímido... Quando ele falou que me protegeria!
Senti meu coração se aquecer, abri os olhos lentamente e os direcionei ao pequeno caminho de pedras entre as árvores, de lá estava saindo um loiro vestido num roupão branco com os cabelos soltos e meio molhados. (Ah, e havia um branquelo atrás dele).
Eles vinham em nossa direção.
– Hã? Eles vieram de roupão? – Karin percebeu tal coisa quando ambos os homens pararam ao lado. – Vocês estavam até agora nas fontes?
– Sim, e se não tivessem fechado para noite continuaríamos la! – a resposta foi dada por um branquelo.
Vi o mesmo se esgueirando mais para perto de Karin, fazendo um sinal de silêncio, o garoto segurou as mãos dela e sentou no colo da ruiva. Dei uma risada ao ver a cara de monstro que ela fez, pronta para chutar o branquelo longe, mas um dos funcionários pôs a mão no ombro da mesma fez o mesmo sinal que Suigetsu e cochichou algo no ouvido dela, o que a fez parar e engolir a raiva do momento. Silêncio! Era hora de silêncio! Apenas a melodia aconchegante e mínimos cochichos de alguns se eram ouvidos no local.
Deidara estava parado do meu lado, por via das dúvidas apoiei meu queixo sob as mãos e meus cotovelos sobre minhas coxas. Vai que ele se inspira no branquelo!
Mas logo voltei ao normal, percebi que ele estava focado demais nas luzes para tentar fazer algo do tipo. Seus olhos brilhavam, sua boca estava entreaberta. Pareciam extremamente convidativas. Por um instante lembrei como era a textura dos lábios dele. Como eu queria sentir aquilo de novo!
Senti a mão dele apoiar em meu ombro, o mesmo abaixou a cabeça até meu ouvido e cochichou.
– Esta se divertindo? – um arrepio correu pelo meu corpo ao sentir a respiração e a voz doce dele em meu ouvido.
Sequer conseguir dizer algo simplesmente assenti, consegui encará-lo e tentei abrir um sorriso em meio a vermelhidão que possivelmente eu estava. Ele continuava com o rosto próximo ao meu, senti suas mãos no meu rosto, todos estavam focados no que ocorria para perceberem algo. Uma das mãos de Deidara desceu até a minha e levemente me puxou. Ele queria que saíssemos dali, acho que fiquei meio hipnotizada, pois apenas segui-o.
Voltamos pelo caminho até a ala de dormitórios. Continuávamos de mãos dadas.
– Desculpa ter te tirado de lá... – ele falava docemente, mas ao mesmo tempo, bem hesitante. – E-eu preciso de dizer uma coisa muito importante.
Meu coração começava a se descontrolar. Se eu teria uma chance de me declarar seria essa.
–E-eu tenho algo para lhe dizer também! – ele me olhou com aquelas orbes azuis majestosas. Continuávamos andando.
Não sabia onde estávamos indo. Até quando entramos no corredor de quartos.
Ala masculina.
Dei uma hesitada em entrar, Deidara olhou para mim e riu levemente. Se aproximou de mim e beijou-me a testa.
– Não se preocupe! Estão todos na floresta... – acenei com a cabeça e continuamos andando. – Ninguém vai me atrapalhar no que eu tenho para te dizer!
A cada passo que dávamos meu coração dava alertas de possíveis desmaios, tonturas e outras coisas.
Seja lá o que for essa era a chance que eu precisava.
E bem no fundo, talvez ambos diríamos a mesma coisa quando fosse a hora.
Chegamos numa porta, Deidara abriu-a rapidamente, fez sinal para que eu entrasse depois ele, em seguida tranco-a.
O loiro parou e encarou a porta, percebi pelo movimento lento de seus ombros que ele respirava fundo.
Suas mãos faziam sinais de calma, como se ele pedisse calma para ele mesmo.
Foi então que o dono das orbes azuis virou-se e foi se aproximando de mim. Sequer tive tempo de perceber quão bacana era o quarto. Apenas senti algo fofo bater na parte de trás de minhas pernas.
Uma cama!
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