Aprendendo com a vida

2 Capítulo 2(parte 1)-Respirando novos ares


Notas iniciais
Olá!Esse já é o segundo capítulo, espero que gostem.

– Carolina, chegamos! — disse meu pai, me acordando.

–Nossa! O voo foi tão rápido! — eu disse, enquanto esfregava os olhos na manga do meu moletom, em uma tentativa de me manter acordada.

–Verdade. – meu pai disse, destravando o seu cinto em seguida.

Destravei o meu cinto e olhei ao redor, havia muitas pessoas naquele voo, imagina quando eu for levantar com o meu pai, para entrar na fila de saída do avião! Para mim, essa é a pior parte de viajar. Passando alguns minutos, finalmente conseguimos chegar à sala de desembarque e pegar a nossa bagagem.

“Por que tive que levar tanta coisa?!” – pensei, levando as minhas malas para o táxi. Depois de fazer muito esforço, finalmente consegui colocar tudo dentro do táxi e sentar no banco de trás, enquanto meu pai sentava no banco da frente.

–Para onde? – perguntou o taxista, ajeitando o retrovisor.

–Nós vamos para o lote “A Fifonha” – disse meu pai ao taxista.

–Pai, nós não íamos morar em um prédio? – perguntei.

–Sim, mas houve algumas complicações quanto ao apartamento, o corretor disse para mim que não havia mais apartamentos no prédio, onde a localização era mais perto do seu colégio e também mais perto da nova filial da minha empresa, mas acredito que você vai gostar dessa casa. – meu pai disse, abrindo um sorriso travesso e pueril.

Assenti com cabeça e abaixei o vidro para olhar a cidade nova onde eu iria morar. Era tudo tão bonito, havia cavalos, árvores e passarinhos voando livres e assoviando as suas lindas melodias. Era tudo tão diferente de Bridgeport. Em vez de grandes indústrias e fábricas, em Appaloosa Plains vemos ranchos e fazendas cercando as ruas. Até o ar é mais limpo, essa é a primeira coisa boa que vejo nessa cidade, pulmões saudáveis! Mas, isso não substitui o que deixei para trás ou as minhas lágrimas derramadas, mas tenho que ser positiva e forte quanto a essa mudança, pois não é o fim e sim o começo de uma nova fase.

–No total são $29,00. – disse o taxista, fazendo-me acordar de meu pequeno devaneio.

–Obrigado e aqui o seu dinheiro, tenha um bom dia. – meu pai falou.

–Eu que agradeço senhor! tchau . – falou o taxista, logo em seguida adentrando o seu táxi e indo embora, da minha nova casa.

Depois de o taxista ir embora e termos pegado as nossas bagagens, olhei ao redor daquele lote.

“Que casa linda” – pensei.

–Gostou da nossa nova casa? – perguntou o meu pai.

–Você está de brincadeira?!Eu amei! – falei, olhando aquele belo e grande lago que tinha na frente da casa.

–Filha, eu estava pensando. Você está bem grandinha, já tem 16 anos e como essa é a nossa primeira mudança, eu permito que você explore a nossa vizinhança sem eu acompanha- lá, eu só quero que volte sete horas em ponto, ok? – falou o meu pai me olhando de modo sério

–Sim senhor, sete em ponto. – falei dando pulinhos de alegria.

Era a primeira vez, que o meu pai deixava eu sair sozinha. Meu pai, sempre foi super protetor comigo, já que eu era a sua única filha, ou seja, quando eu saia com os meus amigos ou o Nate, ele sempre saia junto comigo, como meus amigos e o Nate gostavam dele, nunca houve qualquer tipo de conflito entre eu e ele quanto a isso e, além do mais, eu amo a presença do meu pai quando eu saio, eu sei que é meio clichê, mas para mim ele é o melhor pai do mundo!

Continua.........

Notas finais
Seus comentários são sempre bem-vindos e até o próximo capítulo!