Aprendendo com a Vida
4 Surpresas á parte, Sakura é uma boa garota.
Notas iniciais
“Kiba com raiva, aperta mais, deixando-a completamente se ar“.
Ele correu até o Kiba, porém mantendo um pouco de distância.
- Gaara, saia daqui! Isto é assunto meu! – disse Kiba, nervoso.
- Pode ser assunto seu, mas você vai mata-la, ficou maluco? Solte-a, agora. – falou alto, Gaara.
- Já disse que é assunto meu. – gritou Kiba – e ai putinha[desculpem a palavra] — olhou para mim- você entendeu? Só termina quando eu quiser.
Ele me soltou, jogando-me literalmente ao chão.
Passei a mão em meu pescoço, eu não conseguia respirar direito, abaixei minha cabeça, mas eu não iria chorar na frente dele, ele é um covarde idiota.
Gaara e Kiba começaram a discutir, até que se distanciaram. Que beleza, os dois me esqueceram lá, quase morrendo. Eles me amam demais.
Nesta hora os outros garotos do time chegaram, os dois pararam de discutir.
Eu ainda estava passando mal lá, até que o Naruto chegou, ele é uma alma piedosa que tem sentimentos.
— Ino, você ta bem? – perguntou ele, se agachando.
Eu não conseguia respirar, meu rosto estava vermelho, aí ele viu uma lágrima cair do meu rosto.
Nossa, a reação dele foi muito fofa, ele ficou desesperado, pegou-me no colo e saiu correndo para fora da quadra. Uau, ele tinha músculos.
Nesta hora todos olham para ele, correndo com uma loira no colo, uma loira passando mal.
Ele correu bastante, fiquei com dó dele, eu não era pesada, e outra, ele já estava treinando para o jogo de basquete né.
Deixou-me na enfermaria, perguntando mais de um milhão de vezes se eu ficaria bem, a tiazinha de lá praticamente o expulsou de lá. Tenho culpa? Ele é um dos melhores amigos que eu tenho, verdadeiro.
Ele saiu, e a enfermeira começou a perguntar-me o que havia acontecido, mas eu não iria contar que o jogador do time do colégio mais famoso havia me enforcado, isso iria virar fofoca e seria uma publicidade ruim pra mim.
- O que aconteceu? Você irá ficar bem, só preciso saber o que aconteceu. – disse ela, preocupada.
Fiquei em silêncio uns cinco minutos, eu fiquei muito tensa com tudo que havia acontecido, meu ex-namorado fazer isso comigo, tipo, eu não o amava realmente, mas ele facilitou as coisas, eu tive fama, fiquei popular, o que eu sempre quis, mas não sei, agora ele fica atrás de mim assim, acho que ele gosta de mim, mas se gostasse ele não teria tentado me matar. E não sei...
Fui interrompida de meus devaneios pela enfermeira, tecnicamente me sacudindo para ver se eu respondia, tadinha (-.-).
- Eu fiquei muito tempo plantando bananeira e comecei a ficar sem ar – resmunguei, olhando para o teto.
- Tem certeza?- perguntou-me, olhando com desconfiança.
- Sim, foi isso. – olhei para ela e dei um sorriso, muito forçado, mas era meu melhor naquela hora.
Ela me liberou pouco tempo depois. Ainda eram duas da tarde, então teria de ficar mais algum tempo no colégio até o motorista chegar.
Caminhei meu corredor, ele estava vazio, isto me agoniava. Sentei no chão, abraçando meus joelhos e comecei a chorar, chorei por tudo, por estar com medo, por estar confusa, chorei para aliviar aquela raiva, doía tanto.
Fiquei assim por um bom tempo, até que senti alguém sentando ao meu lado. Não, não era o Gaara nem o Kiba. Era aquela garota do cabelo rosa que eu ajudei na saída.
Ela não falou nada, só ficou lá.
Levantei meu rosto, todo vermelho, ninguém mandou eu ser branca demais com olhos azuis. Olhei para ela, rapidamente, depois olhei para a parede, esperando que ela dissesse algo.
— Desculpa por ter sido grossa com você ontem – disse ela, sorrindo, mas ainda olhando para a parede. Seu sorriso era tão verdadeiro e puro.
— Não se preocupe – disse, olhando para ela – não tem esse negócio de manchar minha reputação por te ajudar, eu te ajudei porque eu vi que você precisava e porque eu quis.
— Obrigada – disse ela, agora sorrindo denovo.
Ficamos em silêncio por uns cinco minutos.
— Seu cabelo é natural? – perguntei, ué, eu estava curiosa.
— É, não sei por que esta cor, devo ser algum alienígena ou alguma mutação genética que deu errado – disse ela rindo e passando a mão em seu cabelo.
— Seu nome é Sakura, não é? – perguntei.
— É – disse ela.
— Flor de cerejeira, hunm.
Ficamos mais alguns minutos em silêncio.
— Não vai querer saber meu nome?- perguntei.
— Yamanaka Ino – disse ela.
Ah, o assunto com ela não rendia muito, eu não sabia o que falar.
Espera, tive uma idéia.
— Ei, Sakura – chamei-a.
— Eu – disse ela.
— Sexta, amanhã, na minha casa, as oito, vai ter festa, passa lá – disse eu, tentando ser legal.
— Talvez eu vá. – disse ela, olhou no relógio e levantou-se – Já estou atrasada. To indo Ino, tchau.
E ela saiu.
Olhei em meu celular, já eram quinze pras três, meu motorista só chegaria as três e meia.
Caminhei pelo colégio, eu já havia parado de chorar fazia algum tempo, meu rosto ainda estava um pouco vermelho, meus olhos inchados.
Fui até a quadra, mas fiquei olhando só de longe. O treino deles já estava quase no fim, fui até lá fora e sentei em uma muretinha e fiquei olhando para a rua, ela estava pouco movimentada. Fiquei parada, ali, por algum tempo.
Senti alguém se aproximar, mas eu fiquei ali, parada, olhando para fora.
Ele sentou ao meu lado, passou a mão em meu redor e ficou olhando lá para fora.
Ficamos um bom tempo assim, até que eu resolvi olhar no horário do celular, já estava tarde, meu motorista já havia chegado.
— Gaara, eu to indo –disse, levantando.
Ele viu meus olhos inchados, vermelhos. Sua expressão mudou.
— Você vai ficar bem? – perguntou ele, preocupado.
— Vou tentar – sorri, forçado. – Ah, obrigada por ter me ajudado, não estaria aqui agora se não fosse por você.
Ele sorrio, discretamente. Fui depositar um beijo em sua bochecha e ele virou e nos beijamos.
Foi um beijo tão calmo, suave. Ficamos assim até perdermos o ar.
— Eu tenho que ir, é sério – disse.
— Tudo bem – disse ele.
Eu sai, deixando-o ali.
Fale com o autor