Aprendendo com a Vida

22 Parados por um celular.


Notas iniciais
Gente, mil perdões por demorar a continuar a história, estou em semana de provas e cheia de compromissos.
Este capítulo é INTEIRAMENTE dedicado a "Anjodastrevas", uma fooofa que me ajudou a escrever o capítulo em algumas partes, e também ajudou com o título, sem contar que ela é umas dos meus maiores espelhos, completamente perfeita, sem contar que suas histórias são divinas (leitora fiel à 4 anos *-*).
Outra coisa, a partir do próximo capítulo os links serão postados nas notas iniciais (:
Sem mais delongas, aqui está o capítulo

ATENÇÃO: Sei que é proibido avisos da história, e peço desculpas por fazê-lo aqui, mas como muita gente não lê as notas iniciais tive de tomar tal providência. Muita gente está achando os capítulos cansativos, sem nenhum suspense, sem coisas interessantes de se ler, mas venho informar-lhes que a partir do próximo capítulo vai mudar. Este capítulo é uma continuação do outro, era para os dois serem uma coisa só, mas resolvi escrevê-lo em duas partes, então peço-lhes que tenham paciência, e não me matem se ele estiver chato, o próximo, eu prometo, terá muita mais ação.

Desde já, agradeço (:

Boa leitura.

- Assim – disse ela cortando o cabelo separado acima do chiclete.

KAMI-SAMA! Eu não acredito que ela cortou o cabelo por causa de um chiclete, eu NUNCA, NUNCA mesmo faria isso.

Fio a fio, até que o mármore da pia do vestiário estava cheia de fios de cabelo rosados.

Encarei-a pelo o espelho, e a mesma também o fazia. Ela tinha o cabelo todo torto agora, umas partes maiores, outras menores, e estava sem corte algum. O cabelo se encontrava um pouco acima dos ombros.

- Você vai sair assim? – perguntei incrédula.

- Nem todas são como você Ino, nem tudo é beleza, estar impecável no momento – disse ela suspirando e me encarando.

Ei, eu não sou assim!

- Mas você já viu o estado que está seu cabelo? – perguntei.

Ela se virou novamente para frente do espelho, e viu que tinha uma mecha, na frente, do lado esquerdo, que estava do tamanho do cabelo antes. Ela pegou a tesoura e cortou-a.

- Pronto – ela sorriu sínica.

- Você vai dar o gostinho para elas? Vai deixá-las te ver assim? – perguntei.

Ela fitou o chão e negou com a cabeça.

— Faz o seguinte, me espera aqui – disse.

Sai correndo. Não muito rápido, mas fui caminhando depressa até a quadra.

Os meninos jogavam basquete, desta vez Sasuke não estava jogando com Gaara, ele estava falando com o treinador.

— Sasuke! – gritei, fazendo-o virar, juntamente com o treinador, que me olhou bravo por tê-lo interrompido.

Ele me olhou tipo “Não posso falar agora ainda não percebeu?!”

— Vem aqui! – gritei mais alto, autoritária /adoroisso.

Ele falou algo para o treinador e veio até onde eu estava.

— O que foi? – perguntou ele – eu ocupado se você não viu.

— Sasuke, eu preciso daquele seu boné que você estava usando hoje na aula – disse.

— Você me chamou aqui pra me pedir isso? – perguntou ele.

— É, é urgente – respondi, como se fosse a coisa mais óbvia.

- Pra quê? – perguntou ele arqueando a sobrancelha.

- Só me empresta, é complicado explicar – respondi.

- Se não me falar não empresto – disse ele com ar de superior.

VACUDO!

— É pra SUA namorada, mas se você não quiser eu vou pedir emprestado do Lee, eu sei que ele é louco por ela e tem um boné guardado no armário, por incrível que pareça. Ela precisa urgente, e se não fosse importante eu não teria vindo correndo – respondi, tomando fôlego após falar tão rápido.

Ele suspirou e me entregou o boné.

— Eu ainda não acredito que vá acontecer tudo isso só por causa de um boné, exagerada você não! – disse ele com uma gota na cabeça.

— Obrigada, bye – disse e sai correndo.

Voltei para o banheiro e encontrei Sakura ainda olhando para o espelho, tentando ajeitar as pontas do cabelo.

Coloquei o boné nela, o que ajudou a disfarçar um pouco.

Puxei-a para fora do vestiário.

- Para onde vamos ? – perguntou ela ainda sendo puxada pelo braço por mim.

- Shopping – respondi.

Saímos do colégio de fininho para que o porteiro não percebesse e nos barrasse.

Pegamos o ônibus /--“ e fomos para o shopping.

Era bem longe do colégio, já estávamos em mais da metade do caminho, quando meu celular toca.

Linha on.

- Dá pra me explicar tudo aquilo que você disse? – perguntou o ser do outro lado da linha. Sasuke.

- Primeiro diz “oi” – disse segurando o riso.

- Oi – disse ele com tédio.

- Pronto, viu como ser educado ajuda? – disse rindo.

- Aham, agora me explica – disse ele.

- Não, não posso falar! – respondi.

- Não acredito que fez toda essa ladainha por nada! Cadê a Sakura? – perguntou do outro lado da linha

- Morreu – respondi.

Sakura me olhou feio e tomou o celular da minha mão.

- Oi, eu to aqui – disse ela.

- Onde vocês estão? – perguntou ele.

Eu fiz sinal para que ela não falasse.

Devem estar se perguntando o porquê deste diálogo tedioso, mas é que eu tenho uma surpresinha pra Sakura.

Graças a Kami-sama ela fez o que eu pedi.

- Olha amor, depois a gente conversa, agora não dá pra falar, beijo – disse ela, sem esperar resposta, e desligou.

Linha off.

Olhei para ela e rimos juntas, não sei por quê! Coisa de retardada é difícil de entender.

Chegamos no shopping e fomos direito para o terceiro andar, entramos em um salão de beleza.

— Ino! Quanto tempo – disse Mike, me dando dois beijinhos.

— Eu sei, mas você continua todo estiloso! – disse rindo, o que ele não entendia era que eu ria do estilo dele, brilhoso demais, haha.

Deixem-me lhe explicar. Mike é meu cabeleireiro, ele é do outro lado da força, se é que me entende. Mas para evitar qualquer tipo de BULLYING /quedóquedóquedó, pularemos esta parte.

— Bem, Mike tenho um caso especial pra você – disse eu, colocando Sakura a frente, e tirando seu boné.

Ele levou-a para lavar o cabelo.

— Eu quero uma mudança radical, quero-a transformada – disse para ele e ri.

Ele sorriu.

- Ok! – respondeu.

Sakura me olhou assustada.

— Vou dar um volta ok? Já volto – disse para Sakura, que concordou com a cabeça.

Sai do salão e fui dar uma volta.

Eu não tinha muito que fazer, mas vinha à minha mente perguntas das quais eu não conseguia responder.

Tentei ignorá-las, e continuei andando pelo shopping.

Passei em frente a uma loja, eu nem reparei no nome, e vi na vitrine um salto /avá.

Ele era totalmente perfeito.

Totalmente sem descrições, haha.

Entrei na loja.

_ _ _ _X_

Olhei no visor do celular, já faziam mais de 40 minutos que eu deixei Sakura no salão, eu teria de voltar lá, mesmo ela ainda não tendo acabado, tenho certeza.

As sacolas eram pesadas, tinha cinco em mãos.

Cheguei ao salão e vi Mike, lá no fundo do salão – é, ele era gigante – ajeitando o cabelo da minha amiga.

- Pronto! – disse ele – ficou excelente!

Ela levantou da cadeira e olhou no espelho gigante, porque até então ele não tinha deixado-a ver.

Seu cabelo estava um pouco acima dos ombros, e um pouco abaixo da metade do pescoço (?).

Ele havia o enrolado, estava muito lindo.

- Ficou perfeito – disse.

- Também gostei – ela falou e riu.

- Ok, agora eu tenho outra coisinha pra você – disse rindo diabolicamente, e lhe entreguei as sacolas.

- O que você quer que eu faça com isso? – perguntou ela arqueando a sobrancelha.

- Se vista, horas – disse.

Ela foi até o banheiro, cinco minutos depois ela voltou, totalmente diferente.(link ._.)

- Esse salto é MUITO alto – disse ela se segurando.

Juro que me segurei, mas não consegui, eu ri bastante.

- Porque está rindo? – perguntou ela.

- Porque é engraçado – respondi como se fosse algo muito óbvio – você sempre usou salto que eu sei, mas não tão alto, então daqui uns dez minutos você já acostumou – disse.

Ouvi meu celular tocar, corri até onde minha bolsa estava e atendi.

Linha on.

— Alô – disse.

— Ino, onde você tá? – perguntou a pessoa do outro lado da linha.

- Primeiro, oi amor, tudo bem com você? , mas não, tem que já começar com grosseria – disse.

- Bocó – ele riu – ok, isso aí, mas onde você tá? – perguntou Gaara.

- Eu sai com a Sakura, você tá com o Sasuke ai? – perguntei.

- É, a gente vai jogar lá na quadra do prédio – disse ele.

- Ok, nós já estamos indo pra ai, beijo – disse e desliguei.

Linha off.

- Sasuke? – perguntou Sakura me olhando.

- Não, Gaara – respondi.

- Hunm – disse ela.

Pagamos o salão e pegamos um taxi pra voltar para casa.

- Nós poderíamos ter ido de ônibus – disse ela.

Ri diabolicamente em pensamento (?), o que eu não fazia para me livrar dessa coisa do inferno, haha.

Não respondi, chegamos a casa em vinte minutos.

Passamos pela portaria quando o porteiro nos parou.

- Senhorita Yamanaka, o seu namorado pediu para avisá-la que ele estaria na quadra, e pediu que fosse até lá assim que chegasse – disse o senhor.

Como ele sabia meu nome eu não faço a MENOR ideia, será que ele é vidente? /tenso.

— Obrigada – disse e sorri.

Eu e Sakura fomos até lá.

Os dois pareciam bem concentrados no que faziam, Gaara tinha a bola em mãos e Sasuke tentava tirá-la do mesmo.

- Chegamos! – gritei, obtendo a atenção deles.

Gaara deixou a bola cair e Sasuke ficou sem reação.

- Tá tão diferente assim? – perguntou Sakura colada, dando uma volta.

Eles vieram até nós.

- Completamente – respondeu Gaara.

- Cala a boca Gaara, eu to aqui sabia! – disse brava, não era legal ele dizer isso comigo ali.

- Cimenta – disse ele e me deu um selinho, depois me abraçou por trás.

- Você gostou Sasuke? – perguntou Sakura encarando o moreno, que até agora não havia dito uma só palavra.

- Você está perfeita! – disse ele.

Eu e Gaara rimos por causa da cor que a Sakura ficou, mais rosada que o cabelo, haha.

Os dois ficaram ali agarrados conversando baixo, eu não sei o que.

Virei-me de frente para Gaara.

- Porque você estava todo irritado de manhã? –perguntei.

- Eu não estava irritado – disse ele olhando para a quadra.

- Estava sim, e olha pra mim quando for falar comigo – disse puxando seu queixo para me encarar.

Ele suspirou.

- Meu pai, está me irritando, quer que eu volte para casa – disse ele me encarando.

- E você vai voltar? – perguntei.

- Não, eu o odeio, você sabe – respondeu.

- É, eu sei – disse – mas não fica preocupado com isso tá? Eu to aqui – disse e o beijei.

Ficamos assim um bom tempo.

- Eu tenho que ir, tenho compromisso daqui a pouco – disse Sasuke.

- Tudo bem – disse com Gaara me abraçando por trás.

- Eu te levo em casa amor, você quer ir agora? – perguntou Sasuke olhando pra ela.

- Aham – disse ela – então tchau gente – disse, e se despediu.

Gaara pegou as coisas dele que estavam em cima de uma mesa que tinha do lado de fora da quadra e subimos para o apartamento.

— Porque a Sakura mudou de estilo, assim, do nada? – perguntou ele abrindo a porta do apt.

Suspirei e lhe contei o que havia acontecido.

- Elas são malucas! – comentou ele

- Com certeza! – respondi.

- Eu vou pro banho – disse ele, e saiu.

Fui para meu quarto e peguei meu notebook.

Fiquei fuçando na internet até tarde, não tinha nada de interessante no facebook.

Coloquei música e ouvi-as com o fone, fiquei um bom tempo ali, ouvindo musica.

Não conseguia concentrar meu pensamento em outra coisa a não ser no que Kiba havia dito, aquele idiota, ele não podia fazer nada pra mim, ou podia?

O cansaço tomou conta, senti meus olhos irem se fechando, até que tudo escureceu, eu dormi.

Eu corria, mas de nada adiantava, eu via uma luz, naquele lugar horrendamente escuro, mas não sabia de onde aquela luz vinha, não sabia por onde escapar.

Minhas pernas tremiam, do meu rosto caiam inúmeras lágrimas.

- Volte aqui desgraçada! – gritou alguém atrás de mim.

Eu me virei, tremula, e o encarei.

Não podia reconhecer quem era, pois era como se essa pessoa estivesse tão no escuro que eu não podia vê-la, só via sua silhueta, segurando em mãos algo, parecia ser uma faca.

- A sua hora chegou! Você vai me pagar por tudo o que fez! – disse ele, e veio se aproximando de mim.

Eu não tinha para onde correr, meus soluços se tornavam cada vez mais sufocantes, ele se aproximava mais e mais, e pouco a pouco eu andava para trás, até que senti a parede atrás de mim, o que me deixou mais desesperada.

- Você não pode fazer isso – disse meio entre soluços.

- Tanto posso como vou fazer – disse ele, e pegou meu rosto com sua mão, na outra tinha a faca, e levantou-a.

Fechei os olhos, aquele seria meu fim.

Acordei assustada, ofegante. O notebook se encontrava no chão e eu estava gelada, fora um pesadelo tão real, eu podia sentir todo aquele pavor vir à tona.

Fui até o banheiro e tomei uma ducha gelada, precisava tirar todos aqueles pensamentos do mal.

Estranhei, porque nunca tive sonhos assim, não tão malucos. Acho que estou ficando maluca de vez com o que o Kiba disse.

Sai do banho, me enrolei na toalha e escovei meus dentes. Olhei no relógio, ainda eram 04h40min da manhã, eu havia perdido todo o sono, não conseguiria voltar a dormir.

Coloquei uma leg preta bem justa e colada, uma blusa roxa bem colada também, roupa de ir para academia sabe? Então, coloquei a roupa, fiz um rabo de cavalo, calcei um tênis.

- Droga, ainda ta frio – disse baixo me olhando no espelho.

Eu e essa mania de falar sozinha, daqui a pouco vai ter que interna –“

Peguei uma jaqueta branca minha, que estava jogada na cadeira perto da cama.

O sol ainda nem nascera, e demoraria um tanto para que o fizesse.

Não tinha ninguém acordado em casa.

Gaara dormia no seu quarto e Temari e Shikamaru dormiam abraçados no sofá, a televisão se encontrava ligada.

Abri a porta do apartamento vagarosamente para não acordá-los.

Fechei a porta e peguei o elevador.

Desci até a portaria e olhei no relógio de lá, eram 5 para as 5 /tenso.

Fazia muito tempo que eu não caminhava, era muito bom, pena que a preguiça muitas vezes me impede de fazer isso.

Desde que eu sai do hospital não fiz mais exercício nenhum nem dieta, acho que daqui a pouco vou ter que sentar em duas cadeiras, de tão gorda que eu vou ficar.

Comecei a andar, a rua ainda estava escura, mas por incrível que pareça, a esta hora do dia tinha gente na rua!

Fui até o parque, lá era lindo, ótimo para uma caminhada.

Corri por uns quarenta minutos, quando olhei no visor do celular – é, eu estava com os fones de ouvido – já eram 6h10min , eu teria colégio hoje, teria jogo, então não podia exagerar.

Parei ofegante para respirar. O sol estava nascendo, era uma vista perfeita.

- Pra acordar tão cedo assim só para ver o sol nascer tem que ter coragem – disse alguém, e riu.

Olhei para ver quem havia falado.

Ele estava sentado ao meu lado – só que eu estava de pé – e tinha em mãos uma tela. Ele estava pintando aquela paisagem perfeita.

Sentei-me ao seu lado, na grama, e admirava a tela enquanto ele terminava-a de pintar.

- É perfeito! – disse, maravilhada, sem encará-lo.

- Eu ou a tela? – perguntou ele.

KAMI-SAMA, acho que fiquei mais vermelha que um tomate, eu juro.

- Eu estava falando da tela – disse sem encará-lo, também depois disso.

- Eu estava brincando – disse ele e riu.

Levantei-me rapidamente.

- Bem, tenho que ir, até mais – disse, sem encará-lo.

- Espera! – disse ele alto, o que me fez parar de costas para ele, e o mesmo levantou – se tem alguém que admira o que eu faço posso pelo menos saber seu nome?

- Ino, Ino Yamanaka – disse o encarando

- Prazer, Sai – disse ele.

- Desculpa Sai, mas eu tenho que ir embora mesmo, meu namorado esta me esperando, até – disse, e sai.

Devem estar se perguntando o porquê de eu ter saído daquele jeito, mas sabe lá quem ele era, principalmente depois de ter perguntado aquilo.

Voltei para casa.

Abri o apartamento e encontrei o povo já todo acordado, bem, na verdade nem todos estavam “bem” acordados, todos estavam com cara de sono.

— Que animação pra uma hora dessas – disse Temari vindo até a cozinha, que era ao lado da sala.

- Não estou animada, só estava sem sono e fui caminhar um pouco – disse e fui até Gaara, que encarava uma xícara de café totalmente com sono.

Dei um selinho nele e fui para o quarto, tinha que me arrumar pro colégio hoje.

Vesti-me, peguei minha mochila e fui até o quarto de Gaara, ele arrumava aquele cabelo todo bagunçado dele.

— Tá lindo assim – disse me encostando no negócio da porta que eu não lembro o nome.

Ele me olhou com aquela cara de cachorro sem dono sabe? Como pode ter alguém tão, mais tão bonito assim?

Veio até mim e me beijou, puxando-me para mais perto dele.

Nós começamos com um beijo apaixonado, depois foi começando a ficar mais quente, mais feroz. Ele me puxou mais para ele, colando nossos corpos. Fomos entrando no quarto, sem parar de nos beijar, até que ele me prensou na parede. Enquanto me beijava colocou as mãos em minha cintura, começando de leve a subir minha blusa.

O toque parecia brasa, a carícia mal chegava a ser maliciosa, mas ainda sim fazia meu coração acelerar. A parede não parecia ser um impecílio para Gaara, pois ele continuava a colar nossos corpos cada vez mais. Meus braços envolveram seu pescoço, minhas unhas começaram a arranhar seus ombros de leve.

Gaara se afastou, somente o necessário para retirar a blusa e voltar a me prensar.

Eu não reclamei, embora tudo aquilo fosse novo.

Timidamente, eu apoiei minha mão sobre seu peito. O coração dele batia tão rápido quanto o meu... Será que já não estávamos indo longe demais?
Os lábios dele voltaram a procurar os meus e ainda que eu quisesse muito senti-lo assim, tão próximo a mim, a consciência, ou o medo, estava me importunando.
Senti suas mãos entrando um pouco por baixo da minha blusa, ele iria tirá-la se não fôssemos brutalmente interrompidos pelo toque escandaloso do seu celular.

- Droga – disse ele irritado e beijando meu pescoço.

O celular insistia!

- Gaara, é melhor atender, vai que é algo importante – disse tomando ar depois de uma série de beijos.

Ele me soltou e foi até o telefone.

- Alô! – disse ele com uma voz totalmente irritada – o que você quer? ... Não, eu já falei que não estou nem ai pra nenhum jantar da sua empresa, nem de negócios... Eu não vou, merda! Quantas vezes terei que repetir?...Não quero saber – dito isso ele desligou.

— Era seu pai? – perguntei.

— Era – disse ele irritado e me beijou.

Ficamos ali nos beijando, cada beijo mais quente que o outro.

- Gaara você viu o – disse Temari entrando no quarto e vendo-nos ali nos beijando ferozmente – desculpa, não queria interromper – disse ela saindo.

- Não Tema, volta aqui, eu tenho que colocar meu brinco antes de nós irmos, então pode ficar – disse e sai.

Fui até meu quarto e coloquei os brincos, realmente eu havia me esquecido deles.

Qual foi? Eu devo ter ficado maluca, só pode. Ele estava indo longe demais, ainda não era a hora.

Fui até a sala, onde Gaara me esperava com uma cara de poucos amigos.

Ele me jogou minha mala.

- Cavalheiro você em – disse ironicamente enquanto descíamos as escadas, era bom para queimar as calorias.

- O que eu fiz? – perguntou ele me olhando.

- Não precisava jogar a bolsa com agressividade, e outra, você poderia muito bem ter levado ela pra mim – disse rindo.

- Ah, então está brava porque eu não levei a bolsa pra você – disse ele irônico.

Do nada ele me pega no colo.

- E se eu te levar, melhora? – perguntou ele rindo e me dando um selinho.

- Me coloca no chão Gaara – pedi, mas ele não obedeceu.

Ele continuou descendo as escadas, mas fingia que ia cair, o que me fazia morrer de susto.

- Gaara a gente vai cair, me coloca no chão, por favor – pedi-lhe, mas de nada adiantou.

- Não confia em mim? – ele parou e me encarou.

- Confio, mas do jeito que eu sou gorda você vai cair se continuar a me segurar – disse-lhe.

- Você não é nem um pouco gorda, se duvidar minha mochila está mais pesada que você – disse ele sorrindo e me beijou.

Ele colocou-me no chão, depois de muito eu insistir.

Pegamos o ônibus e fomos para o colégio, estávamos no mínimo uns 10 minutos atrasados, mas ele parecia não ligar.

Chegamos ao colégio e encontramos vários alunos lá fora, inclusive o casalzinho mamão com açúcar, os Sa’s, haha.

— O que foi? Não vai ter aula não? – perguntei me aproximando deles.

— Vai ter palestra hoje até a hora do almoço, depois vai ter o jogo de vocês, então tecnicamente não, mas não liberaram ninguém pra ir embora. A palestra vai começar daqui uns cinco minutos – disse Sakura.

— Ata – resmunguei – vou comprar um agua – disse, e puxei Gaara pela mão.

Fui até a lanchonete e comprei uma agua.

- Ino você comeu hoje? – perguntou Gaara suspirando, parado em minha frente, preocupado.

- Ah...– resmunguei olhando pra baixo, eu não gostava de mentir.

- Ino, você tem que comer algo, não quer ir pro hospital denovo né? – disse ele, me olhando ainda preocupado – você quer comer o que? – perguntou ele me olhando.

- Não quero nada, não to com fome – disse.

- Não quero saber, vai querer comer o que? Se você não responder vou comprar o maior X-tudo que tiver e você vai ter que comer tudo – disse ele.

- Ok, tanto faz, compra uma rufles – disse.

Ele comprou e também um suco de abacaxi, sabe que eu amo.

Voltamos pro colégio e a palestra já havia começado.

Entramos de fininho no ginásio, os dois haviam guardado lugar para nós.

O Ginásio estava lotado, todo o ensino médio estava lá, cada sala tinha uns 42 alunos, e como tinham dois primeiros anos, dois segundos anos e um terceiro ano estava bem cheio mesmo.

Fomos andando pelo fundo, enquanto a diretora iniciava a palestra.

Estávamos caminhando, até que a treinadora aparece atrás de nós.

- Cram – pigarreou ela, tomando nossa atenção – não significa que é palestra que vocês podem chegar atrasados, nem que vocês possam sair pra se agarrarem lá fora – disse ela baixo, para que não atrapalhasse a palestra.

- Desculpa, nós chegamos atrasados – disse.

- Sei – disse ela desconfiada.

- Mas é verdade, passamos na lanchonete até pra comprar lanche pra passar a manhã aqui – disse ele mostrando o rufles.

- Agora vão sentar, se eu ver vocês fora do lugar denovo vão pra diretoria entenderam? Juízo – disse ela, e saiu, nos deixando em paz.

Sentamos nos lugares que foram guardados para nós.

Ficamos naquela chatice por um bom tempo. Sakura e eu percebemos os olhares que eram direcionados a ela com desdém, provavelmente as autoras do que havia acontecido ontem.

- Ignore elas – comentei.

- Estou fazendo isso – disse ela e beijou o Sasuke.

Vi os olhares de algumas delas mudarem de deboche para raiva, percebendo que ela não ligava nem um pouco para o que elas faziam.

Estávamos sentados no fundo, então quase ninguém percebia os dois se agarrando.

O tempo passou vagarosamente, eu relutava à minha vontade de comer aquelas batatinhas, um lado de mim queria, o outro era a consciência .-.

Gaara divida o pacote pequeno comigo, o qual não tardou a acabar.

Quando deu 12:00 a palestra acabou, a diretora ficou com a maior cara de cão chupando manga quando ela encerrou a palestra e o pessoal do segundo e do terceiro fez a maior gritaria comemorando.

“- Tenham educação, esta palestra foi para o enriquecimento dos estudos de vocês“ segundo a diretora.

Fomos até o refeitório. Mais da metade do meu prato era só salada, Gaara reclamou por isso, mas eu o ignorei.

Eu me sentei ao lado de Sakura e começamos a conversar sobre várias coisas, principalmente musica, mas nada muito interessante, até que passaram por nós a Karin e a Tayuya.

- Vejo que gostou do novo visual – disse Tayuya olhando para Sakura, com deboche.

- Sai daqui – disse.

- Ih, qual foi Ino, já mudou de lado é? Fica andando com essa perdedora ai – disse ela, e eu me levantei – ela nem nas arquibancadas deveria ficar, e você não deveria dar trela pra uma pobre dessas – disse ela.

Eu juro que contei até mil enquanto ela falava, eu não iria deixar barato.

- Se tem alguma perdedora aqui é você – disse, e dei um soco super forte em seu rosto.

- Sua vaca – disse ela, passando a mão no nariz, que começou a sangrar – Não vai ficar barato! – disse ela, e agarrou em meu cabelo.

- BRIGA! – gritou um garoto no fundo, e eu dei mais um soco no rosto dela.

Notas finais
Briga? O que irá acontecer? E o jogo?Será que o pessoal vai brigar e isso vai interferir em algo? Aguardem o próximo capítulo (:
Espero que tenham gostado, peço-lhes humildemente que se, alguem que me ama ai, deixa uma recomendação. Faz tão bem, me inspira! Não custa nada, e não leva nem cinco minutos para escrevê-la.
Não esqueçam dos reviews!
Beijos.