Aprendendo com a Vida
27 Desabafos.
Notas iniciais
Confesso que AMEI escrever esse cap, e é uma resposta ao review da @InoSabaku , ela me perguntou se a Ino podia deixar de ser infantil, então aqui vai a resposta xD
Quero dar as boas vindas a @Bubble Pop e a linda da @OverSensuality , que me mandaram reviews lindos e grandes, do jeito que eu gosto *o*
Bem, fiquem a vontade para mandar criticas, mas também para mandar recomendações.
Enjoy it. *-*
Link do carro caso aquele não funcione : http://www.google.com.br/imgres?q=koenigsegg&num=10&um=1&hl=pt-BR&biw=1280&bih=918&tbm=isch&tbnid=wkOBElcCWUdMFM:&imgrefurl=http://www.picspedia.com/koenigsegg-ccxr&docid=FIcbJKxk3a9_aM&imgurl=http://www.picspedia.com/wp-content/uploads/2011/06/Koenigsegg-
“Should I? Could I?
Have said the wrong things right a thousand times
If I could just rewind, I see it in my mind“
(Eu poderia? Eu deveria?
Ter falado as coisas erradas certo mil vezes
Se eu pudesse rebobinar, eu veria na minha mente) —
Misundertood- Bon Jovi
Merda sabe?! Às vezes fazer as coisas com a cabeça quente nem sempre é uma coisa boa. Não que eu tenha feito estourar a terceira guerra mundial, mas nossos problemas sempre parecem grandes a nosso ver, não é?
Estava em casa, tomando uma xícara de leite quente enquanto me mantinha enrolada ao meu edredom, comendo chocolates e vendo a um filme triste. Não é meu jeito favorito de passar o dia, mas quando é o que se tem :/
Meu cabelo estava molhado, porque eu havia saído do banho fazia pouco tempo. Depois daquele banho de piscina inesperado, e da reação de Gaara, eu precisava ficar quietinha no meu canto, sem provocações, sem brigas, sem ser o que eu costumo ser.
Assim que eu pulei naquela piscina, ele ficou todo bravo, não disse nada, mas percebeu o que eu queria fazer. Ele saiu de lá e foi embora sem ao menos avisar. Com certeza ele ficou bravo.
Voltei para casa mais cedo, o que deixou Sakura desconfiada, ela sabe que eu sou sempre uma das ultimas a sair.
Final da tarde já começava a esfriar aqui, então estava um clima meio gelado.
“– Jack, fique aqui comigo – disse Jane.
– Jane, querida, eu não posso ficar, eu preciso ir para Guerra, eles precisam de mim, mais saiba que eu te amo muito – respondeu ele a beijando”
– MAIS QUE MERDA DE FILME – disse desligando a TV e jogando o controle na parede.
Parece que tudo resolveu conspirar contra mim hoje.
Enfiei mais um chocolate na boca, dane-se a balança numa hora dessas, sei que vou me arrepender que qualquer jeito depois, então do que adianta me censurar agora?
O telefone começou a tocar.
Linha on.
– Alô? – disse.
– Ino, pode já me explicar o que aconteceu lá na festa – disse Sakura do outro lado da linha.
– Oi pra você também – disse – não aconteceu nada, sério.
– Como se eu fosse acreditar – respondeu ela – se eu for perguntar pra ele vai ser pior.
Suspirei. Como, em tão pouco tempo ela já sabia que estava acontecendo algo?
– Crise de ciúmes, não aguentei ouvi-lo dizer algo sobre outra garota e fiquei com raiva, ai ele saiu bravo sem dizer nada – respondi.
– Duvido que seja só isso – disse ela.
– Nós havíamos tido uma pequena discução sobre ciúmes antes – respondi – satisfeita?
– Ino, você não deveria ter feito isso – disse ela com voz de desaprovação.
– Me ligou pra dizer o quanto eu estava errada e pra mostrar o quão certinha é você? – perguntas retóricas, espero que ela pelo menos isso entenda.
– Eu não quis dizer isso – disse ela, e ia continuar, mas eu a interrompi.
– Você nunca quer dizer nada de errado, você sempre quer ser “a certa”, fazendo os outros parecem idiotas, e assim vai, porque você não desliga essa porcaria de telefone da minha cara e diz pra todo mundo que fui eu que fiz isso, ai você se livra de ouvir toda essa merda que eu vou te dizer – disse isso, e desliguei.
MERDA. Respire Ino, respire.
Eu não vou dormir desse jeito, amanhã tem jogo, eu preciso estar bem.
Já é mais de dez da noite, o motorista havia ido embora, eu não havia tirado dinheiro no banco, só estava com o cartão. Não ia pegar aquela porcaria de ônibus, o único jeito é o que estou pensando.
( roupa :http://www.polyvore.com/ino/set?id=44295671 )
Desci vagarosamente até o térreo. Meu pai estava no escritório ao lado da sala. Passei sem que ele me percebesse e peguei as chaves do seu carro.
Fui na ponta dos pés, tomando todo o cuidado para não fazer barulho com o salto até a garagem.
Liguei seu carro, eu havia aprendido a dirigir, mas ainda não tinha idade para tal coisa. Como se eu fosse me importar para isso. Ele tinha vários carros, peguei meu preferido. (link)
O bom de quando meu pai esta em seu escritório é que ele pode ouvir uma bomba que não tem o mínimo interesse em saber se matou alguém.
Passei pela portaria sem nenhum problema, o vidro era muito escuro, e estava de noite.
Digitei no GPS seu endereço, levando certo tempo até chegar lá. Nunca havia roubado o carro dele, era uma sensação estranha, também não sei o que me levou a fazer tal besteira. Instintos são uma merda, se você não confia você se ferra, se confia, se ferra mais ainda. Eles te machucam na maioria das vezes, mas mesmo sabendo como será no final, você sempre acaba seguindo-os.
Liguei o som, na rádio tocava uma música estranha, era um eletrônico estranho, não se podia ouvir nem a voz da pessoa. Mudei de estação, estava tocando “World Behind My Wall” do Tokio Hotel, tudo que eu precisava né.
Deixei a musica tocar, poucos minutos depois cheguei. Lá tinha aqueles manobristas sabe? Que dó de deixar aquele carro lindo nas mãos deles, mas fazer o que?
Subi de elevador, aquela musiquinha irritante clássica que insistia em tocar me deixava agoniada, o tempo parecia demorar mais.
Assim que ele chegou à cobertura a porta se abriu — /não, de certo ela ficou fechada esperando que você a abrisse não sei como, aff. AVÁ – meu salto fazia um barulho incômodo.
Toquei a campainha, esperei um pouco, mas ninguém atendeu. Toquei novamente, esperei mais um pouco, até que a porta se abriu.
Shikamaru atendeu a porta, ele estava de boxe preto e com um jaquetão estilo Tom, bem grande, aberto.
– O Gaara ta ai? – perguntei na maior cara de pau.
Ele ficou todo vermelho e eu também.
– Ta no quarto dele, ouvindo musica bem alto, se não duvidar está dormindo – disse ele.
Não respondi, simplesmente fui para lá.
Abri a porta de seu quarto, ele estava sentado na sua cadeira, de costas para a porta e de frente para o note. Tinha seus fones no ouvido, os olhos fechados e a cabeça para trás, ignorando a internet.
Eu podia ouvir da porta o que ele escutava, era um rock pesado.
Ele pareceu não me perceber ali.
– Gaara? – chamei-o, mas ele não respondeu, continuou com os olhos fechados.
Tirei seus fones, foi ai que ele abriu seus olhos.
– O que você está fazendo aqui Ino? – perguntou ele, com um ar estranho.
– Você saiu tão depressa aquela hora, não me avisou – respondi.
Ele riu ironicamente depois me encarou nos olhos, ainda sentado, mas já não com os fones. Os tinha pendurados.
– Está com raiva né? – perguntei.
– Você é incontrolável garota, uma hora esta tudo bem, outra hora já esta surtando. Você tem algum problema? – disse ele grosso, alterando a sua voz.
– Eu só não gostei de ver você comentando da Samantha assim – disse abaixando a cabeça, fitando o chão. Não queria que brigássemos.
– Ino, você não entende né? Faz as coisas e não se toca que elas vão ter consequencias. Você é infantil, e não mede esforços pra isso, só esta ligando para si mesma, acha que o mundo gira em torno do seu umbigo – disse ele, em tom alto, levantando-se da cadeira.
Sentei em sua cama e apoiei a cabeça com as mãos.
– Você está falando tudo isso só pelo o que aconteceu hoje? – perguntei, sem alterar meu tom de voz, minha voz até estava mais calma do que o normal. Mas talvez isto fosse de nervosismo, nós não temos controle sobre nossas ações quando ele está presente.
– Não, estou falando pelo o que vem fazendo já algum tempo. Isso talvez só tenha sido a gota d’agua, que tenha me feito enxergar o quão fútil você é de verdade. – gritou ele.
Merda! Tudo o que eu menos queria agora era brigar com ele, que sempre esteve do meu lado pra tudo, que nunca me criticou por nada que eu fiz, mas me defendia das pessoas que criticavam. Doeu ouvir tudo isso, foi como se uma faca houvesse acabado de perfurar. E te pergunto o porquê de toda essa discução? Por uma simples crise de ciúmes.
– Você me chama de fútil, mas poderia descrever o que eu faço pra ser assim? Gaara, eu erro muitas vezes, talvez mais vezes que os outros, mas isso não lhe dá o direito de vir falar toda essa merda pra mim. Você me chama de fútil porque eu digo o que eu penso? Porque eu faço o que eu quero? Porque ao contrário de muita gente eu não ligo pras consequencias, eu faço sem pensar no amanhã. Você joga tudo isso na minha cara, mas quem faria as coisas que eu faço? Quem daria a própria cara para bater? Você pode achar que eu sou só mais uma líder de torcida idiota, com uma mini saia que sai se oferecendo pra todo mundo por ai, mas não é assim, você não sabe nem a metade da história. Se eu cheguei onde eu estou, é porque muita barra eu tive que suportar, muita inveja, muita discriminação, porque acham que você, só por usar uma mini saia e sair corredor a fora com ela você é uma puta. Se hoje eu sou assim é porque eu cheguei aqui, e eu tenho esse direito. – disse. Minha voz mudou de um tom doce para aquele de “estou engolindo meu choro, sou forte, garotas fortes não se abalam”.
– Não confunda as coisas, eu não estou falando disso, estou dizendo que suas ações afetam as pessoas à sua volta, que elas se importam com você, mas você não faz o mesmo por elas. Está vendo que sempre as pessoas estão correndo atrás de você, e nunca ao contrário. Você não é humilde o suficiente pra assumir seus atos. Já percebeu tudo que aconteceu nesse começo de ano, e que tudo isso envolve você no meio? Porque você não pode ter uma vida normal, como todo o resto das pessoas? Porque sua vida tem que ser uma montanha-russa, uma hora você está bem, na outra já mudou seu humor completamente, na outra hora está doente, na outra está ganhando um campeonato. Você pisa em qualquer um que atrapalhar a sua subida – disse ele de pé, ele estava nervoso. Gritava comigo.
Apoiei meu rosto em minhas mãos, enquanto estava sentada na beirada da cama.
– Você não tinha que ter pulado na frente daquela bala por mim sabia? Você não precisava ter feito tudo àquilo pra depois se arrepender e jogar na minha cara que fez. Você não precisava ter me ajudado quando eu descobri que estava doente, você poderia ter me deixado sem ajuda, eu daria meu jeito, como sempre dei. Você podia ter deixado o Kiba acabar de me enforcar, ele é maluco mesmo, não ligaria. Mas se você fez tudo isso, porque jogar na minha cara depois? Acha que eu não me sinto mal por ser tão dependente assim? Eu não era assim, não antes de você chegar – disse, mas no final da frase perdi o controle, gritei.
– Você é idiota Ino – disse ele, e ia continuar, mas eu o interrompi. Levantei da cama e fiquei de frente para ele, retrucando.
– Eu? Idiota? Por quê? – perguntei ironicamente, deixando algumas lágrimas rolarem.
– Você não se tocou que eu não estou dizendo isso, não me arrependo do que eu fiz, mas você deveria se arrepender do que é hoje, não entendeu uma só palavra que eu disse. Queria lhe mostrar as coisas ruins aos nossos olhos, as pessoas que se importam com você, pra você tentar mudar, perceber seus erros, mas você não teve a capacidade e a humildade de aceita-los, retrucou tudo o que eu disse, percebe o que eu estou dizendo? – disse ele.
– Esta querendo me chamar de burra? – perguntei com raiva.
– Se a carapuça serviu – disse ele.
– CHEGA! – gritei – Se eu sou tão ruim quanto você diz, porque não procura outra? – disse, ele me olhou assustado.
"Pouco a pouco você vai perdendo o chão,
E tudo aquilo que você julgava certo já não te contenta mais,
E tudo aquilo que você tinha certeza já não mais te completa,
E toda aquela razão se esvai."
Notas finais
Bem, criticas e elogios, caixinha ali em baixo.
Obrigada a todos você que leram, e por favor, não se esqueçam de comentar.
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