Aprendendo com a Vida

30 Fuck you, fuck everybody.


Notas iniciais
Ok, ignorem a agressividade no título o capítulo, haha.
NÃAAAAAAAAAAAAAO ABANDONEI A HISTÓRIA, sério, eu estou com milhões de problemas pessoais, e está dificil conciliar tudo!
Espero que entendam, me desculpem mesmo!
Enfim, aqui esta a continuação!

- Foi você quem o chamou aqui, não foi? — perguntou Kiba virando-se para me encarar.

- Sério, deixa ela em paz – disse Sasuke a ele.

— Porque você não volta para aquela nerdzinha do cabelo estranho me deixa resolver os problemas com a minha loira? – disse Kiba encarando-o.

Sasuke se irritou e foi até Kiba.

— Não fale mal da minha namorada seu bosta – disse ele se aproximando mais de Kiba.

— Ou o que? – perguntou o Inuzuka com desdém.

Sasuke desferiu-lhe um soco, e o mesmo revidou, acertando o olho do Uchiha em cheio.

— Ela é feinha, mas tem um corpo que não é de se jogar fora! – disse Kiba com um sorriso perverso, provocando-o, enquanto desferia mais socos em Sasuke.

— Parem! – gritei com raiva, atraindo a atenção dos dois.

Fui rapidamente até onde Sasuke estava.

— Vem, vamos – disse puxando-o pelo braço. Ele estava em desvantagem, era forte, mas não tanto quanto Kiba.

— Nosso assunto não acaba por aqui Yamanaka – disse Kiba segurando meu pulso firmemente enquanto eu passava pelos dois – eu nunca fui e não vou ser mais um dos seus brinquedinhos que você usa e larga quando enjoa. Não sou tão tolo quanto o Sabaku, não faço caprichos de uma vagabunda! Você vai agora, mas saiba que isto está longe de acabar – disse ele e soltou meu pulso.

— Suas ameaças vazias não me afetam Kiba – disse encarando-o.

— Então veremos! – disse ele.

Puxei Sasuke para longe dele e descemos as escadas. Minha cabeça girava e doía muito também. O esforço que eu fazia para me manter de pé era sobre-humano.

— Eu deveria socá-lo! Aquele desgraçado! Como pode falar assim da Sakura na minha cara? – dizia Sasuke enquanto eu o puxava para fora daquela casa.

Assim que saímos parei e me encostei-me à porta, o efeito que a bebida exercia sobre mim era terrível. Fechei os olhos, esperando que aquela maldita tontura passasse depois abri-los, encarando Sasuke, que havia parado de falar e me encarava.

— Desculpa, eu aqui falando um monte e olha o seu estado! – disse ele balançando a cabeça negativamente, e sua voz tinha um tom de preocupação – pega minha jaqueta – disse ele tirando-a e me entregando, por causa da minha blusa, que se encontrava rasgada.

Vesti-a e o abracei fortemente, ele correspondeu ao abraço.

Ficamos assim algum tempo até que ele me soltou vagarosamente.

— Vou chamar um taxi – disse ele me encarando e sorrindo fracamente. Pegou seu celular do bolso e ligou para um, que não demorou a chegar.

Entramos no taxi e Sasuke passou o endereço de sua casa. Encarei-o sem entender, ele percebeu.

— Imagine se você chegar em casa desse jeito? Seu pai no mínimo te mataria, e outra, imagine o que ele pensaria? – disse ele sem me encarar.

Joguei a cabeça para trás e fechei os olhos. Como eu poderia ter deixado tudo chegar naquele ponto? Eu não havia bebido tanto assim! Como podia ter perdido o controle rápido desse jeito?

Em minha cabeça apareciam flashes, mas eu ainda não havia percebido a causa de tudo.

- Ainda não entendi o porque de não lembrar de quase nada, nem de ter perdido o controle rápido assim – disse para Sasuke.

Ele virou-se para me encarar.

— Tente lembrar-se do que aconteceu antes – disse ele.

— Eu cheguei, fiquei irritada com a presença da Matsuri ali, fui para o banheiro, falei com a Samantha, voltei, vi o Kiba, discuti com ele, depois ele me ofereceu uma bebida e nós conversamos – disse ainda com os olhos fechados – FOI ISSO! – abri-os rapidamente. Foi isso! A bebida, eu havia notado algo de diferente nela, mas quando iria imaginar que ele colocaria algo ali?

— Foi isso o que Ino? – perguntou Sasuke me encarando se entender nada.

— Ele colocou alguma coisa na minha bebida – disse – como eu pude não me tocar que aquilo seria obvio?

“– Ta aqui – disse Kiba me entregando o copo.

– Obrigada – sorri fracamente e bebi um gole – Nossa, está com um gosto diferente – disse estranhando, mas não era um gosto ruim, era bom, de certa forma – Você sentiu?

– A sim – respondeu ele sem me encarar, fitando seu copo.”

— Não precisa se culpar por isso – disse ele.

O taxi chegou, ele pagou e nós descemos. Seu prédio se encontrava bem no centro de Tóquio. Subimos até seu apartamento. Tudo ali estava muito quieto, como se não houvesse ninguém no recinto.

— Meus pais estão dormindo provavelmente, não se preocupe – disse ele, enquanto eu o seguia.

Tirei meus saltos, pois os mesmos faziam um barulho indesejável.

Assim que ele abriu a porta de seu quarto eu entrei, sentei em sua cama enquanto ele me encarava. Sim, eu chorei, não é novidade pra ninguém, talvez eu seja mesmo uma garota chorona, mas quero ver você passar por tudo isso com a cabeça erguida.

Ele se agachou em minha frente, mas continuou em silêncio.

— Não vai me dar uma bronca por ser tão irresponsável? – perguntei irônica, mas sem encará-lo, e sem cessar o choro.

— Não – disse ele indiferente.

Levantei a cabeça para encará-lo, assim que o fiz lembrei-me dele no passado. Eu podia contar com ele, não iria me crucificar por atitudes erradas. Eu não precisava de uma máscara quando estava com ele, podia ser a Ino imprudente, irresponsável e maluca.

— Porque está fazendo tudo isso? – perguntei encarando-o nos olhos.

— Acho que é isso que os amigos fazem, talvez – disse ele sorrindo de canto.

— Obrigada – disse sorrindo fracamente e o abracei.

Estávamos muito próximos, assim que eu o soltei nossos rostos se encontraram, pude sentir sua respiração, nossos rostos iam se aproximando mais e mais, ele tinha seus olhos fechados, eu inconscientemente também, pude sentir seus lábios roçando sobre os meus, sua respiração ficou mais rápida, foi ai que eu acordei do transe. Afastei-me rapidamente dele, ele fez o mesmo.

— Desculpa – disse ele e se levantou.

— Tudo bem – respondi. Eu NÃO IRIA beijar ele, não mesmo, sério, eu sei que não estão acreditando, mas eu não iria.

O efeito da bebida era mais forte a cada segundo que passava, eu precisava de um banho gelado.

— Eu preciso de um banho – disse a ele encarando-o.

— Ah sim, tem toalha na segunda porta do armário à esquerda – disse ele.

Entrei no banheiro e me tranquei ali, era tão bem decorado, com branco e preto.

Despi-me e entrei debaixo do chuveiro, a agua gelada causava arrepios, mas ao mesmo tempo dava uma sensação de alívio, como se tudo aquilo de ruim fosse embora, trazia uma paz momentânea.

Acho que fiquei tempo demais ali, até já tinha me acostumado com a sensação congelante da água. Desliguei o chuveiro e me enrolei na toalha.

A maquiagem se encontrava toda borrada, tirei-a, deixando apenas o forte lápis preto um tanto quanto borrado.

Vesti minhas roupas intimas e me enrolei na toalha novamente

Abri uma fresta da porta e verifiquei. Sasuke não estava ali. Peguei uma de suas camisetas gigantes, que pra mim foi até o joelho. Joguei a toalha em cima de uma cadeira sua ao lado da escrivaninha que ele tinha.

Deixei-me em sua cama e dormi, ou pelo menos tentei. Teria o feito, se as malditas lembranças não tivessem me perturbado tanto.

Acordei com o maldito celular tocando alto. Atendia chamada assim que o peguei, não ia deixá-lo tocando como sempre fazia, afinal não estava em casa.

-Alô – disse com uma voz de quem estava de ressaca morrendo de dor de cabeça.

— Ino, eu só vou te perguntar uma vez, onde você está?! – berrou um pai do outro lado da linha.

SHIT! Eu havia esquecido de ligar pra ele avisando que eu dormiria fora.

— Pai, eu to na casa da Sakura – menti enfiando minha cara no travesseiro.

— Mentira! Ela ligou aqui perguntando de você, foi ai que eu me dei conta de que você não havia voltado! Ino, eu quero você em casa agora! – ele berrou na ultima parte – pode ter certeza de que nós vamos conversar bem sério! – disse e desligou.

Com ele é assim, oito ou oitenta! Não tem meio termo, ele sempre foi liberal para saídas, mas desde que ele soubesse onde eu estava e com quem estava.

— Merda – murmurei baixo.

Levantei-me da cama com dificuldade. A dor de cabeça devido a batida e a bebida estavam mais fortes do que antes.

Queria agua, minha garganta estava seca. Sai do quarto de Sasuke, mas o problema era lembrar onde ficava a bendita da cozinha.

Isto é o trágico de quando se dorme na casa de um amigo! Se você acorda e ele não está lá, ou está dormindo, e você precisa de algo, mas tem vergonha de sair por ai perguntando onde fica.

Acho que onde eu acabei de entrar é a sala, haha. Havia um homem deitado no sofá, KAMI, sem camisa. Ele dormia todo esparramado no sofá. Não parecia ser muito mais velho que Sasuke. Eu sabia que ele tinha um irmão, mas que seu irmão morava em NY, não aqui em Tóquio.

Ok! Pulemos a parte de que eu fiquei ali babando porque é intriga da oposição. Assim que recuperei os sentidos voltei à busca pela cozinha. Virei em direção a outra porta quando acidentalmente, vejam bem, acidentalmente eu deixei uma chave que se encontrava em uma mesinha logo ao meu lado cair no chão, e como sempre, fez AQUELE barulho.

O barulho só fez com que o moreno se mexesse, graças a Kami ele não acordou.

Continuei seguindo pelo corredor e encontrei a cozinha, finalmente! Era perfeita, muito bem decorada, e para a minha sorte, ao lado do negócio de beber agua havia copos. Qualé, eu não lembro o nome do aparelho de beber agua, bebedouro? Máquina d’agua? Hnm.

Matei minha sede, deixei o copo na pia e me virei. Não, eu não cai, foi quase devido ao susto! Aquele moreno do sofá estava ali, parado ao lado da porta me encarando. Analisava-me de cima a embaixo, e é claro que eu corei.

— Quem é você? – perguntou ele agora me encarando, nos olhos, não em qualquer outra parte como ele havia feito há segundos atrás.

Era simples dizer “Hunm, amiga do Sasuke”, mas eu sabia que ele pensaria merda. Eu estava com a camisa do irmão dele, havia dormido na casa dele, o que queria que ele achasse?

— Ino? – perguntou Sasuke, que por um milagre de Kami apareceu ao lado do irmão.

— Eu estava com sede – disse baixo.

— Não tem problema – respondeu ele.

Seu irmão continuou a me analisar, porém deixou escapar um sorriso maroto.

— Sua amiga? – perguntou ele encarando Sasuke agora.

— É – respondeu ele seco – Itachi, Ino... Ino, Itachi – disse ele fazendo as apresentações.

Sorri fraco.

— Pensei que a sua amiga fosse aquela garota sem sal do cabelo estranho – disse ele e saiu rindo.

— Não ligue pra ele, deve estar bêbado ainda – disse Sasuke.

— Obrigada por me deixar ficar aqui essa noite – disse encarando-o – eu vou voltar para casa.

— Ino, se foi pelo o que aconteceu ontem/ – disse ele me encarando, mas eu o cortei antes de acabar a frase.

— Não é por isso, meu pai ligou bravo, eu não dei noticias a ele, e quanto ao o que aconteceu ontem, esquece! Fazer o que, aconteceu! É passado! – disse sorrindo fraco.

— Melhor assim – ele sorriu de canto.

Já estava pronta para ir. Peguei uma jaqueta dele emprestada, como iria chegar em casa com a blusa rasgada? Meu pai já não iria pensar coisa boa quando me visse chegando com a jaqueta de Sasuke, imagine com a blusa rasgada! Ficaria pior!

— Se cuida – murmurou Sasuke baixinho, e eu sai.

Não esteja em casa, não esteja em casa! Era obvio que ele estaria em casa! Kami, socorro.

— Onde você estava Ino? – perguntou meu pai, que estava encostado na parede da sala.

— Que susto! – disse.

— Agora você não avisa mais onde dorme? Some o dia inteiro! Ai é quando eu devo te perguntar, pra que serve um celular? – disse irônico, mas podia notar certa raiva em sua voz.

— Eu/ — disse, mas ele me interrompeu.

— O que? – perguntou ele vindo até mim – Vai arranjar mais desculpas? Acha que eu não sei que você estava na casa do Sasuke? Porque mentiu Ino? – perguntou ele.

— Como sabia que eu estava lá? Eu não disse a Sakura, nem a ninguém! – respondi arqueando a sobrancelha.

— Uma pessoa me disse que você não estava lá – disse ele desconversando, virando para o lado, porém voltou a me encarar com uma expressão brava – Você não respondeu minha pergunta! Porque mentiu?

— Você entenderia se eu te dissesse que estava lá pelo telefone? Não adiantaria! Você só ficaria com coisa na cabeça! Eu fui para lá porque estava nervosa, estava mal, vi pessoas com outras e isso machucou muito – disse fitando o chão – Quem te disse onde eu estava? Sakura não sabia que eu iria para lá! – repeti.

Ele bufou, sabia que teria que dizer a verdade, eu o importunaria até que ele o fizesse.

— Gaara ligou aqui, perguntando de você, se eu sabia onde você estava. Ele parecia preocupado – disse ele, caminhando pela sala – eu menti pra você quando disse que Sakura havia ligado aqui para saber de você. Gaara já havia falando com ela, e ela havia confirmado que você não estava lá – ele não me encarava, continuava a andar pela sala – disse que Sasuke havia saído preocupado atrás de você. Quando lhe perguntei se ele teria uma ideia de onde você estava, onde você havia passado a noite, ele me disse que possivelmente estaria lá, na casa de Sasuke – ele virou e me encarou – o que você fazia lá? Está de caso com esse rapaz? – perguntou ele, com uma cara preocupada.

— Se é esse o problema, não, eu nunca me deitei com ninguém, nunca faria isso com Sasuke, ele é meu amigo, e isso está fora de cogitação – respondi acalmando-o – Gaara não tinha o direito de saber de minha vida, de se meter nela, de encher sua cabeça com coisas erradas sobre mim! – disse furiosa.

— Você tem que entender Ino, ele só está preocupado com você, só isso! – disse meu pai, defendendo o ruivo.

— Você está do lado dele também?! – perguntei com raiva.

— Não! Não estou do lado de ninguém, só acho que você está sendo dura demais com ele! – disse.

— Dura demais? Se eu me lembro bem, era ele que estava agarrado com aquela garota nojenta! – disse com raiva – Ele vai ver! Não vai se meter na minha vida de novo! – disse e subi para o meu quarto.

Pov Gaara On

Onde aquela loira se meteu? Droga. Viu o que ela me faz? Não sai da minha cabeça, mesmo longe, mesmo irritada comigo, eu não consigo tirá-la da cabeça.

Passei a toalha em meu cabelo, havia acabado de sair do banho, estava só com uma bermuda, o que ocasionou Temari passar aqui como uma irmã mais velha muito chata e dizer que eu pegaria gripe, mulheres!

Joguei a toalha em cima do sofá e fui ver TV. Assim que sentei a merda da campainha tocou.

Levantei-me com preguiça. A campainha tocava insistentemente. Quem era o retardado que não podia esperar?

Destranquei a porta e abri-a, iria xingar a pessoa pela falta de educação, mas ao ver quem era, as palavras pareciam ter sumido de minha boca.

— Ino? – perguntei surpreso ao vê-la ali, parada em frente a porta, com uma expressão não muito amigável.

Notas finais
O que a Ino foi fazer lá? Aguardem o próximo cap, haha.
UM REVIEW? /bubub.
Obgd gente ;*