Notas iniciais
Um ano depois...

– Vamos, meu amor! Quero conhecer tudo aqui. – Ela pegou suas coisas e correu para o banheiro.

Em passos lentos, José Miguel invadia o banheiro para que pudesse observá-la, e não se contendo em só observar aquela perfeita silhueta molhada, ele invadiu o Box, agarrando-a por trás.

– Que susto! – Exclamou ela, abraçando-o. – O que faz aqui?

– Economia de água, um banho, duas pessoas. – Ele a agarrou para um beijo, as mãos de José Miguel deslizavam livremente sobre as costas de Ivana, que o retribuía com a mesma intensidade e malicia. Ele a colocou na cintura, e assim pressionando-a contra a parede. A pancada fez com que ela soltasse um leve gemido, que logo foi abafado por um beijo apaixonado. A água estava gelada, afinal a última coisa que sentiam era o frio, o calor um do outro os esquentava. – Me ama, meu amor, me ama. – Sussurrou ela, em meio aos beijos.

Voltando-a para a parede, José Miguel a penetrou. Ele realmente a fazia sentir bem, embora selvagem, era doce e carinhoso, ele a sentia e a entendia como ninguém. Em um movimento rápido, ele se movia, as curvas de Ivana eram tocadas a todo momento por aquelas mãos másculas que a faziam delirar. A única resposta de Ivana era o prazer que sentia e isso o deixava realmente satisfeitos. Já saciados, eles saíram do banho, deixando naquele Box marcas do amor e prazer sentido.

– José Miguel, você não me deixará em paz até o final da viagem, não?

– Claro que não, esperei muito para isso, meu amor.

Em pouco tempo já estavam secos, vestidos e perfumados, muito perfumados. Por baixo da leve roupa, Ivana trazia um biquíni preto, já que o dia começava a parecer ensolarado. Embora não concordando muito com a exposição de sua mulher, José Miguel aceitou, afinal fazia calor e só ele era o dono de tudo aquilo.

– Amor, leve a chave na recepção enquanto procuro minha bolsa.

– Tudo bem, mas não demore.

Antes que José Miguel pudesse sair, ela o puxou e apontou para o quarto.

– Olhe a bagunça que fizemos! – Disse ela, em meio às gargalhadas.

– Acho que se duas crianças de cinco anos estivessem alugando esse quarto, ele não estaria tão bagunçado.

– É que quem está nele são pessoas que fazem crianças de cinco anos. – Ela o agarrou para um beijo, malicioso e de tirar o fôlego. – Vá entregar as chaves, meu amor. – Disse ela, interrompendo o beijo.

Em pouco tempo ela achou a bolsa, assim descendo de encontro com ele. José Miguel estava de camiseta e bermudas, bem diferente que de costume, mas a ocasião merecia, ele trocara a camisa, calça e chapéu por Ivana.

– Finalmente! – Exclamou ele, agarrando-a por trás.

– Nem demorei tanto, então, vamos?

– Vamos.

Eles foram andando até a praia, já que escolheram a localização do hotel de acordo com ela. Em passos lentos, eles aproveitavam cada espaço do maravilhoso lugar

– Querido, me compra uma água de coco?

– Claro que sim, venha.

O passeio estava maravilhoso, embora com nada de extraordinário, eram duas pessoas que se amavam vivendo esse amor. O dia passou voando, entre passeio de Iate, água de coco e mar, muito mar. Juntos pareciam duas crianças, se amavam e se beijavam a todo instante, várias pessoas os elogiaram, dizendo que formavam um lindo casal. Já anoitecia, e Ivana estava exausta, então voltaram para o hotel.

Depois de um bom banho, eles deitaram para conversar e comer.

– Amor, vou ligar para a mamãe.

– Tudo bem, mande um abraço para ela.

A ansiosidade a corroía, suas mãos tremulas discavam o número. A cada toque da chamada era uma parada de seu coração.

– Alô?

– Mamãe?

– Ivana! – Exclamou Isabel, entusiasmada. – Como está, filha?

– Estou bem e a senhora e Valentina? Não a vi na festa de nuestra boda, o que aconteceu?

– Estamos bem, pois é, também notei sua ausência, mas ela disse que não aconteceu nada. Ah, ia me esquecendo, ela reatou com Alonso, deu uma chance ao rapaz e agora ele está vivendo conosco, ele e seu filhinho, Santiaguinho.

– Aquele pestinha?

– Não fale assim, Ivana, o pobre ainda está muito abalado com a perda da mãe e é tão doce, mas é agitado, como toda criança sana. Se parece muito com você, se lembra de quando estava brincando e do nada começava a chorar e dizia que queria seu pai. – Ivana emudeceu, isso ainda a doía muito, e então lágrimas teimosas e saudosas escorriam de seus olhos.

– Filha, está ai?

– Estou sim, mamãe. Preciso desligar, mamãe, até.

– Até, filhinha, a mamãe te ama.

– Também te amo, mamãe.

Desligando o telefone, Ivana abraçou José Miguel para chorar. Sem entender, ele apenas a consolou, sem saber o porquê, às vezes as perguntas nos deixam mais triste, por isso a melhor forma de consolar alguém é com o silêncio.

Depois de um tempo ela parou, levantou e limpou o rosto, decidida.

– Eu amo você, meu amor. – Disse ela, com um sorriso no rosto.

– Eu também amo você, minha chorona. Ei, o que sua mãe disse?

– Estão bem, Valentina está com Alonso e Santiago está morando com eles.

José Miguel ficou pensativo, embora tivesse abandonado Valentina ele queria saber que ela ainda estava sofrendo por ele, não por amor, mas por vaidade. É sempre bom saber que alguém sofre por você.

– Eles vão se casar logo? – Perguntou ele, curioso.

– Sim, vão, por quê?

– Por nada. – Sentindo a frieza de José Miguel, Ivana ficou colérica, assim começando a berrar e a discutir.

– Ainda a ama, não é? Sempre soube que nunca tiraria essa mulher da cabeça, eu tinha razão de não querer me confiar a você, mas agora você me apronta mais essa. Obrigada pela consideração, José Miguel, muito obrigada.

– Não, Ivana, eu te amo com todas as minhas forças, não fiquei triste, fiquei apenas surpreso, senti que não signifiquei nada para ela, ela brincou comigo.

Com a emoção, Ivana começou a se sentir mal, e assim desmaiou, antes que José Miguel pudesse fazer algo.

– Ivana! – Gritou ele, amparando sua cabeça. – Acorde, minha vida, acorde.