Notas iniciais
Meninas, desta vez o atraso foi proposital, eu queria postá-la amanhã, que é um dia tão especial para nós SC, mas a achei que seria mancada fazer isso sem avisar, e então adiei para hoje. Me desculpem mesmo, mas o importante é que AMANHÃ É O DIA, GUYS!

– Eu te amo, Ivana, te amo, te amo, te amo, prima. – Repetia ela, inúmeras vezes, enquanto chorava.

Elas estavam abraçadas, quando Isabel chegou trazendo o pequeno Santiago pelas mãos.

– Tia Valentina! – Gritou ele, correndo para abraçá-la. – Que saudade que eu estava da senhora. – O menino era o que faltava para complementar o momento. Valentina aprendera amá-lo como filho, e esse laço nunca seria quebrado.

Isabel chegou logo atrás em passos lentos, e vendo como andava Valentina, se desesperou.

– Filha, você precisa ir para um hospital urgente! – Exclamou ela, quase caindo das pernas.

– Não precisa, tia, estive pior, agora só me doem os joelhos. – Respondeu ela, com um largo sorriso no rosto, já que estava ao lado de seu maior presente, talvez o melhor destes últimos tempos.

– Ivana, você pediu desculpas para ela? – Isabel ainda tratava sua filha como se tivesse seis anos de idade, e isso os fazia rir.

– Já sim, mamãe. – Disse ela, abraçando a mãe. – Mamãe, sente no sofá.

– Para que, filha?

– Já verá. – Sem saber o que Ivana queria, ela sentou e repentinamente ela deitou sobre seu colo. – Que saudade eu tenho de ficar assim, mamãe.

José Miguel aproveitou a oportunidade e colocou os pés dela sobre seu colo, e juntos ficaram rindo e Valentina conversava com Santiaguinho, o menino contava como havia passado os últimos tempos.

– E você está comendo direito, filho? Se machucou alguma vez? Ficou doente? Sentiu muita falta de mim?

– Tia, eu estou bem, quem não está é o papai, ele sente muita falta da senhora. – Ela ficou pensativa, afinal também sentia falta dele.

– Vamos conversar com ele então?

– Vamos! – Gritou o menino.

– Vamos aonde? – Perguntou Ivana, levantando do colo da mãe.

– A casa de Alonso, vamos?

– Vamos todos!

Todos levantaram e seguiram em direção ao carro, Valentina não conseguia dirigir, Ivana não podia dirigir, José Miguel dirigiria, Ivana mostraria o caminho e Isabel e Santiago iriam junto porque o importante é a união.

Chegando finalmente, eles desceram, mas somente Valentina subiu até ao quarto.

– Boa sorte, minha filha! – Disse Isabel, afagando as mãos da moça.

– Obrigada, tia. – Apreensiva, ela subiu as escadas com medo que tudo aquilo não funcionasse,as pernas ainda doíam, mas o nervosismo era maior que tudo. Já era noite, e ele provavelmente estaria em ‘casa’. Chegando a porta, ela bateu quatro vezes, até que a porta abrisse.

– Valentina?! O que faz aqui? – Perguntou ele, fitando-a com espanto.

– Quero falar com você, você tem um tempo para mim? – Disse ela, fitando o chão.

– Embora não mereça, sim, eu tenho. – Acenando para que ela entrasse, ele sorria, um sorriso de canto, pois ela havia ido lhe procurar.

– Não vim para rodeios, Alonso, eu peço para que me perdoe. Sei que fui uma idiota e agora, talvez mais que antes, eu te ame. – Disse ela, sentando-se sobre a cama.

– Como vou saber se não está zombando de mim? Como vou saber se não brincará com meus sentimentos como antes? – Embora parecesse sério, ele estava muito feliz em revê-la.

– Quando fui morar com você, você sabia que não te amava mais, e que ainda pensava em José Miguel, mas descobri que te amo, que nunca deixei de te amar, e que você foi meu primeiro e único amor. Perdoei o que você fez, e sei, acredito, que você também possa me perdoar. – Sem dizer mais nenhuma palavra, Valentina o beijou. Nunca havia sentido tamanha vontade de pertencer a aquele corpo. Ele a correspondia bem, e sem pensar se jogaram na cama, a cama que seria a testemunha de um belo e merecido desfecho de amor.

Enquanto isso, Ivana, José Miguel, Isabel e Santiago foram tomar um sorvete, eles ainda não tinham idéia do que fazer.

– Será que seu pai não se incomodará se te lavarmos para a casa, meu amor? – Perguntou Ivana, afagando os cabelos do menino.

– Acho que não, tia, mas não tenho sono. – Disse ele, limpando o nariz sujo de chocolate.

– Já acabou, mocinho? – Perguntou José Miguel, pegando na barriga de Ivana.

– Já sim, tio! Podemos ir agora. – José Miguel foi no balcão pagar os sorvetes, enquanto Ivana, Isabel e Santiago iam para o carro. Como a caminhonete de José Miguel estava na fazenda de Valentina e eles usaram o carro de dela para ir até o hotel, eles pegaram o carro de Valentina e devolveriam no outro dia, quando fossem devolver o menino.

Prontos, eles partiram para a casa. Chegando lá, Leonor já dormia, mas pela primeira vez José Miguel sentiu sua falta, sua falta para contar algo maravilhoso que havia lhe acontecido. Eles arrumaram um quarto para Isabel, e um para Santiago, e logo foram para o quarto deles.

– O dia de hoje foi cansativo, eu estou morto! – Sussurrou ele, rindo. Ivana pensou em dormir nua, já que toda sua roupa estava no hotel, mas decidiu dormir de calcinha e sutiã. Ivana podia não ter roupas, mas seus perfumes estavam sempre com ela. Já pronta, ela deitou-se na cama.

– Boa noite, meu amor. – Disse ela, beijando-o. – Eu te amo muito.

– Boa noite, e eu também te amo. – Ivana fechou os olhos, e ele começou a observá-la, a observava com malícia. Impulsivamente, José Miguel colocou as mãos sobre as cochas de Ivana, e elas subiram cada vez mais, até que chegaram à intimidade da amada. Não contente, ele colocou uma das mãos por dentro da calcinha de Ivana. A moça, contente com as caricias, apenas sorriu.

Ele a deu um longo beijo, e quando iam tirar suas roupas, alguém bateu na porta.

– Tia, tio, eu não consigo dormir. – Disse Santiago, batendo na porta. Eles começaram a rir, e José Miguel foi até a porta.

– O que acontece, rapaz? – Perguntou ele, abrindo a porta.

– Tive um pesadelo, tio, posso dormir com vocês? – José Miguel o carregou e o levou até a cama. Ivana estava se cobrindo com os lençóis.

– O que aconteceu, meu amor? – Disse ela, beijando-lhe a testa. Ela o deitou entre eles, e o abraçou, José Miguel também cuidava do menino. E assim adormeceram os quatro. Ivana dormiu feliz, pois sabia que aquela sensação sentiria em breve, a sensação de ser mãe.

Notas finais
Comentem e deixem uma autora feliz
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.