Notas iniciais
Eu voltei e agora é para ficar (8) Parei KKKKKKKKKKKKKK Como prometido, hoje é sábado, e eu estou aqui! ~uma salva de palmas~ O que será que aconteceu? Ivana tchuchucou com Alonso? Imagine se ela deixa o José Miguel e fica com o Alonso? Nossa, mancada.

– O que é isso, Alonso? – Perguntou ela, voltando-se e vendo sua silhueta de cueca.

Alonso foi subindo suas mãos, elas já não estavam mais na cintura. Subindo-as rapidamente, ele repousou-as sobre os seios de Ivana, que tentava desvencilhar-se dele.

– Vamos relembrar os velhos tempos, Ivana, a época em que eu era o seu tesouro e você era minha coisinha.

– Não quero, Alonso, não quero. – Disse ela, finalmente soltando-se dele. – Eu estou aqui, mas nunca voltarei para você. Sofri muito por você, amor intenso foi por você, mas acabou.

– Mas e aquela história de que se sem mim nada vale a pena?

– Aquela era a Ivana de antes, a Ivana que não usava da dignidade e não media esforços para conseguir o que queria, eu mudei Alonso, um verdadeiro amor nos muda. – A última frase fez com que Alonso desistisse de beijá-la. Sentado-se sobre a cama, ele começou a chorar. Chorou tanto que Ivana desistiu de sair correndo para consolá-lo.

– Não fui digno do que sentiu por mim, não fui digno do que Valentina sentiu por mim, não fui digno do que Brenda sentiu por mim, não sou digno de nada. – Soluçava ele, fitando-a. – Não sou digno nem do filho que tenho.

Ivana precisava dizer a verdade, mas precisava ser firme, ela respirou fundo e começou a falar:

– Entenda uma coisa, no quarto ao lado há um menino, um menino muito terno, um menino que tem a ternura que não temos, tem uma inocência que tivemos um dia e uma bondade que nunca voltaremos a ter. Esse menino acredita que você é seu herói, você pode tudo, você é um mundo. Para ele, seus defeitos são pequenos, se é que você os tem. Eu fui assim como ele, meu pai era cheio de defeitos, eu os entendia, mas mesmo assim ele era meu herói, e quando ele morreu senti muito sua falta, até hoje sinto. É isso que você quer? Perder a admiração do único que te ama por ser fraco?

Alonso começou a chorar mais, e Ivana se desesperou, afinal não sabia se tinha ajudado ou não, mas pelo menos disse algo. Ele a fitava com admiração, e isso era gratificante, mas ela ainda estava muito decepcionada com ele.

– Perdão, Ivana, perdão. – Dizia ele, ajoelhando-se diante dela. – Você tem toda razão, Santiaguinho precisa de mim.

– Levante-se! Não precisa me pedir perdão, eu te entendo, mas agora estou mudada. – Ivana deixou-o a chorar, afinal além de bem para os pulmões, ainda descongestiona o coração. Ela foi para o quarto, e sua mãe estava no banho, ela pensou por um tempo e voltou no apartamento de Alonso. Ele já havia parado de chorar, quando ela entrou, ele estava voltado para a parede, em posição fetal, ainda de cueca. – Alonso?

– O que? – Respondeu ele, voltando-se para ela.

– Vamos embora daqui? Valentina veio me procurar hoje, e não quero ser incomodada por ela.

– Eu achei uma casa para a gente, ia te contar hoje. Não é muito grande, mas tem três quartos e um quintal razoável, as crianças poderão brincar muito. – Ivana se sensibilizou com a palavra ‘crianças’. Daqui há alguns meses ela daria a luz, e ela teria que se preparar mentalmente para criá-la da melhor forma possível, será que ela estaria preparada? – Está me ouvindo, Ivana? – Disse ele, afagando suas mãos.

– Estou sim. Acho ótimo, Alonso, ótimo! – Quem diria que depois de tantas coisas vividas, de planos maquiavélicos, que noites loucas, eles terminariam amigos? Em um eterno voto de castidade, eles trocariam os pares e seriam felizes, todos na mesma família?

Na fazenda, Valentina estava deitada, desta vez ela teria que se virar sozinha, sem tia ou prima para segurarem em sua mão. O joelho estava muito machucado, e Iluminada já havia se recolhido e com uma caixa de primeiros socorros Valentina teria que se virar sozinha.

– Vamos lá, Valentina, isso não deve doer tanto. – Fechando os olhos com força, ela virou o rosto e passava com um pano morno no joelho, e tentava não gritar. – Boa menina, boa menina.

Com uma grande atadura em mãos, ela desistiu de desinfetar o ferimento, apenas o cobriria e ele se curaria. Finalmente terminando o curativo, ela deitou-se e novamente voltou a pensar no que faria para ajudar a prima, mas nada passou por sua cabeça. Uma lágrima teimosa escorreu por seu rosto, e atingindo diretamente os ferimentos próximos a boca e isso a fez levantar.

– Isso dói muito! – Mancando, ela foi até o espelho de seu banheiro. Ela tinha vários machucados no rosto, todos tinham uma forma similar, deviam ser pela forma da pedra do anel. Olhando para seu rosto, ela via as marcas de uma sucessão de erros, erros muito doloridos. As mãos também estavam feridas, e ela tinha uma horrível mancha no pescoço, já que no auge da cólera, Ivana a pisou sem dó. – Acho que no armazém de Horácio há algo que alivie essa dor, pedirei para Iluminada ir buscar. – Sentando-se próximo a sua banheira, ela repensou a frase que acabara de dizer. – Espere ai, Horácio! Sim, ele pode me ajudar! José Miguel o ouvirá com certeza, mas será que ele me ouvirá? Amanhã tentarei.

Embora com muitas dores no corpo, ela estava cansada, e quando se tem sono não se pensa muito, assim, ela deitou-se e logo adormeceu.

Enquanto isso, na fazenda de José Miguel, Leonor tentava puxar conversa com seu filho, mas ele continuava a ignorá-la.

– Até quando fará isso, filho? – Perguntou ela, repousando os talheres sobre o prato vazio.

– O que estou fazendo? Você está colhendo os frutos que plantou, mamãe. – Respondeu ele, levantando-se.

– Essa casa está triste, José Miguel, seu pai não gostaria de vê-la assim. Quando Ivana der a luz, traga-a para cá, por favor, essa casa precisa de uma criança. – José Miguel não a respondeu e foi para seu quarto.

Já junto aos travesseiros, ele chorava, chorava sinceramente, afinal não teria mais bebê, como ele diria isso a Leonor? Como ele diria isso a si mesmo, afinal ele ainda não acreditava.

– O que farei sem minha filha? – Dizia ele, abraçado ao casaco de Ivana.

A dona do casaco estava deitada, e lembrando-se dele. Em sua cabeça passava um filme, se ela não tivesse mentido, sua vida seria outra, ela estaria com José Miguel, afinal foi Valentina que o agarrou.

– Mas porque ele não a rejeitou? – Pensava ela. – Enfim, a maior errada disto tudo agora sou eu. Valentina irá contar para ele que ainda estou grávida e ele vai simplesmente me ignorar e ficar com ela, ou até tomará a menina de mim e ficará com ela. – Concluiu ela, aflita.

Eles passaram a noite pensando um no outro, as lágrimas eram muitas, mas o sentimento era ainda maior.

Notas finais
Comentem e me deixem feliz! :D