Notas iniciais
MAOE~ Meninas, quero pedir desculpa outra vez (credo, só peço desculpas aqui). Esse capítulo era para ser presente de aniversário da Vitória, mas minha vida deu uma bugada e só postei agora. Sou a pessoa mais pontual desse site ~bate cabelo~ sqnunca Enfim, sobre o capítulo: NÃO ME MATEM! Eu amo eles e amo vocês também

– O que devem estar fazendo lá dentro? – Pensava ela. – Será que estão conversando mesmo? E se estiverem falando mal de mim? Não importa, o único que importa para mim é minha nena. – Concluiu ela, sorrindo para a mãe, que falava sobre tiaras e enfeites de cabelo.

– Ivana, está me ouvindo? – Perguntou Isabel, notando o desinteresse da filha.

– Ah sim, estou. – Retrucou, voltando para a mesma dimensão que a mãe.

– E sobre o que eu falava?

– Hein? Você falava? – Ivana não conseguia esconder a preocupação em saber que seu marido estava dentro da mesma sala que sua prima.

– O que você tem, minha filha? – Perguntou Isabel, afagando o rosto dela.

– Nada, mamãe, nada. – Com a cabeça baixa, ela deu um sinal para que Isabel continuasse a falar, desta vez ela prestaria a atenção, ou tentaria.

Enquanto isso, dentro da sala, José Miguel explicava toda a situação para Valentina, que não ouvia palavra alguma. Com os cotovelos sobre a mesa e as pequenas mãos apoiando o rosto, ela apenas o admirava. Os braços fortes gesticulavam enquanto a boca se movia, mas ela não ouvia e também não entendia os gestos, apenas o observava e lembrava, lembrava de todas as vezes que aqueles braços fortes a envolveram, a fizeram vibrar, a acariciaram e a fizeram senti-se a mulher mais feliz e amada do planeta.

– (...) quando a menina nascer quero que elas tenham o melhor, entende? – Concluiu ele, finalmente acomodando os braços na cadeira.

– Entendo. – Retrucou ela, sem ideia do que ele disse. – José Miguel, gosta de relembrar?

– Relembrar o que? – Perguntou, levantando-se da cadeira.

– A gente, nossos momentos juntos, os momentos na cabana. – Ela ia a sua direção, como um coiote atrás da presa e ele continuava a recuar.

– Acho que está confundindo as coisas, Valentina, só vim aqui para te pagar, mais nada.

Encostando finalmente nele, ela afagava seus ombros e costas. Na ponta dos pés, ela tentava alcançar-lhe a boca, mas ele recusava-se de todas as maneiras. – Quero ser sua, José Miguel. – Em um ato de inconsciência, ela começou a despir-se. O pequeno colete que lhe cobria as costas e parte do abdômen foi arremessado próximo a porta.

– Não faça isso, por favor, respeite sua prima. Estou com Ivana, eu aprendi a amá-la. Não te quero mais, não te amo mais, entenda, Valentina.

– Não tenho problema em ser a outra. – Ela o agarrou com força.

Ivana estava impaciente, já não aguentava mais aquela conversa.

– Vou lá, mamãe, já demoraram demais. – Antes que Isabel pudesse impedi-la, ela saiu correndo, assim se afastando das mãos da mãe que tentavam a repreender. Chegando a porta, ela a abriu com rispidez. – Era essa a conversa, José Miguel? – Gritou Ivana colérica, vendo Valentina com a camisa aberta, enquanto colocava as mãos dele sobre seus seios.

– Não é isso que está pensando, meu amor. – Disse ele, correndo até ela.

– Não estou pensando nada, estou vendo! Era isso que queria, não? Me iludir para depois voltar para ela, meu sonho estava certo, mas a menina ninguém vai tirar de mim. – Valentina os observava desesperada, ela não tinha noção do que acabara de fazer.

– Perdão, perdão. – Dizia ela, abotoando a camisa. – A culpa disto é minha, prima, somente minha.

– NO TE CREO. – Gritou ela, despertando a atenção dos demais, que correram até a porta do escritório.

– O que acontece? – Perguntou Alonso, que afagava a cabeça de Ivana em seus ombros, já que chorava muito. Ela não tinha força para respondê-lo. – O que estava acontecendo aqui?

– Valentina, você não fez isso! – Disse Isabel, fitando-a decepcionada. Agarrado a Isabel, Santiaguinho a fitava também decepcionado.

– Por que está fazendo a tia Ivana chorar, tia? – As palavras do menino foram como pauladas, ela não sabia onde colocar o rosto e José Miguel pensava em alguma coisa para dizer para Ivana, mas nada lhe passava pela cabeça.

Chorando muito e apoiada a Alonso, Ivana tentava se locomover, quando desmaiou.

– Ivana! – E ouviu-se um coro gritando pelo nome dela. José Miguel correu até o ‘corpo’ da amada jogado ao chão, mas Alonso o empurrou.

– Já basta de preocupações para ela, não acha? – Disse ele, ajoelhando-se para ampará-la. Valentina chorava desesperada, afinal tudo aquilo era culpa dela.

– CALE A BOCA! – Gritou José Miguel, ajoelhando-se próximo a Ivana. – Me perdoe, meu amor.

– Saia daqui, José Miguel. – Disse Isabel, ajoelhando-se diante da filha. Ela a afagava, quase levantando-a, quando percebeu que a filha estava sangrando. – Ela está sangrando, Alonso.

Em um ato de desespero, Alonso a tomou em seus braços e começou a descer as escadas com seu corpo inerte. O peso de seu corpo não era maior que o peso de seu coração, já que acabara de ser traído por quem ele mais confiava. Santiago estava abraçado a Isabel, pois a pessoa que ele mais confiava, depois de seu pai, tinha feito mal a alguém e ele não entendia muito bem, mas sua mãe sempre falava que fazer o mal para os outros não é bom, então Valentina não era boa.

– Vovó, vamos continuar morando aqui? – Perguntou ele, descendo as escadas agarrado a ela.

– Não, filho, não. – Alonso já estava no carro com Ivana, Isabel queria ir, mas não havia ninguém para levá-la e nem para ficar com o pequeno Santiago, até que teve uma ideia.

– Iluminada, por favor, fique com ele, leve-o para sua casa, por favor.

– Sim, senhora. – Respondeu a moça, assustada.

– Tia, não o leve de mim, por favor! – Gritou Valentina, aos prantos, do topo da escada.

– Você não merece ficar com ninguém. – José Miguel desceu correndo as escadas, foi até o carro, mas Alonso o impediu novamente de entrar.

– Não vai, José Miguel! – Disse ele, empurrando-o.

– Entenda, eu não a agarrei, vim somente para pagá-la e ela tentou me agarrar.

– Ah sim, eu acredito. – Disse irônico, entrando no carro.

– Me espere, Alonso. – Gritou a matriarca, aproximando-se do carro.

– Me perdoe, Ivana! – Gritou José Miguel, enquanto o carro ficava cada vez mais distante. – Não posso deixá-la sozinha.

Ele correu para o carro e assim partiu logo atrás de Alonso.

– Maldita Valentina! – Gritava ele. – Maldita Valentina!