Aprendendo a Viver.
7 Capítulo 6 - Surpreendida.
Notas iniciais
Estou muito, muito feliz de que vocês estejam gostando dessa fanfic. Obrigada a todos os comentários. :D
Quem gosta do Ed dessa fic, mas surpresas dele para vocês. iauhsiuashaiuhs
Beeeijos e enjoy.
6. Surpreendida.
Eu tinha quase cem por cento de certeza de que eu estava sonhando. Primeiro, porque eu me encontrava no quarto em que era meu em Jacksonville. Segundo, porque o calor que fazia era totalmente diferente do frio horripilante que fazia na minha nova cidade e terceira – e a mais perturbadora de todas – porque Edward Cullen estava comigo nesse quarto.
Eu conseguia ver com exatidão os nossos semblantes. Edward estava com sua vinca de confusão entre as suas sobrancelhas e eu estava impassível como se não estivesse sentindo nenhum tipo de emoção. Edward estava encostado na minha janela, olhando-me como se estivesse com algo travado em sua garganta e eu, bem... Estava sentada na minha cama com... Uma mini blusa e um mini short, sem nenhum constrangimento em meu rosto. A visão fez-me arrepiar. O pior – ou o melhor, eu não sei – aconteceu quando Edward se aproximou da minha cama e sentou-se nela. Seus olhos estavam ferozes e sombrios com um verde escuro dilatando as suas pupilas.
- Eu quero você. – Minha voz saiu firme e determinada quando ele sentou-se próximo demais de mim.
Seus olhos escureceram ainda mais e ele se aproximou de mim, pegando a minha mão. Eu ouvi-me arfar com o toque.
- Não podemos fazer isso. – Sua voz estava ainda mais aveludada do que na realidade.
- Por quê? – Eu perguntei exigente.
- Porque eu não sirvo para você.
- Você serve para mim, Edward. Eu te amo. Eu quero você. – Nesse instante eu me pus de joelho e me sentei em seu colo.
- Você não pode me amar.
- Meu coração não pode escolher.
Ele olhou-me intensamente com os seus olhos verdes e sua mão se ergueu para o meu rosto, afagando-o gentilmente. Seus lábios se entreabriram, exatamente como os meus, e seu rosto ficava mais próximo na medida em que ele ia afastando para mais perto do mim. Sentir meu coração esparramado na dor sufocante quando seus lábios tocaram os meus; gentis e saborosos. Suas mãos vieram para os meus cabelos e as minhas correram para entrelaçar nos seus, sentindo o meu pulso cada vez mais rápido.
Nesse instante, gemidos de paixão começaram a sair de nossos lábios. Edward me segurou com força pela a cintura, enquanto eu puxava sua cabeça para baixo, forçando os seus lábios a ficaram juntos dos meus.
No momento seguinte, algo estranho aconteceu; o céu claro e azul ficou escuro e o calor foi substituindo pelo o frio comum da cidade de Forks. Era como se eu tivesse me tele transportado com Edward para meu atual quarto. No entanto, nós não percebíamos as mudanças porque os nossos lábios ainda estavam juntos de maneira intensa, quase como algo que parecia ser impossível de separar.
Então, o pior veio um segundo depois. Um barulho forte e estrondoso veio da porta do meu quarto. Assustados, eu e Edward separamos nossos lábios e olhamos para a porta.
Era o meu pai, mas, não o meu pai comum. Era como se fosse um jeito diferente dele. Um Charlie mal. Ele segurava uma arma nas mãos e apontava para Edward com uma expressão raivosa que chegava a dar medo.
- Pai, não. – Meu grito reverberou no espaço do meu quarto.
Charlie rugiu e ergueu a arma. Edward assustou-se e antes que ele pudesse fazer alguma coisa, a bala explodiu de dentro da arma do meu pai e o atingiu.
- NÃO. – Eu gritei quando o tiro foi certeiro no peito de Edward que sem forças, largou minha cintura e caiu no chão, desacordado.
- NÃÃÃO.
Meus olhos esbugalharam como duas pupilas assustadas e confusas. Arfei pesadamente, ainda sentindo a dor no peito que o pesadelo me proporcionara. Confusa e tremendo com a imagem do corpo de Edward sem vida, caído no chão baleado pelo o meu pai, sentei-me na cama e passei a mão no cabelo, preocupada e nervosa.
O que diabos fora aquele pesadelo? Um aviso? Ou só um reflexo dos meus pensamentos de mais cedo sobre a paixão proibida por Edward?
Eu sacudi a cabeça e fechei os olhos com força, tentando esquecer o pensamento. Eu só estava sendo maluca demais com essa idéia. Minhas emoções estavam afrouxadas dentro do meu peito e eu sabia que precisava colocá-las para fora de alguma forma. Precisava expor por algum momento o que eu sentia. Ou se não, aquele aperto doloroso no peito continuaria a me incomodar.
Engoli em seco e olhei o meu quarto ao redor, capturando os meus pinceis e tintas em cima da mesa velha no canto da parede. Sentia a necessidade de fazer aquilo, agora.
Levantei-me da cama e caminhei para os meus pinceis. Peguei ansiosamente um e mergulhei na tinta preta que eu abrir e coloquei em cima da mesa. Depois, eu olhei para os olhos verdes na minha frente e ao lado dele, comecei a desenhar linhas de um novo desenho sem realmente ver o que eu estava fazendo; só lembrando-me do sonho – ou pesadelo – que acabara de ter. Era tão impossível assim o meu amor por ele? Era tão impossível está tendo que sentir isso por ele? Por que tinha que ser tão forte? Por que era tão forte?
Com o pensamento furioso, com a raiva de mim mesma por está sentindo aquilo por um garoto que não podia ter, meus movimentos se tornaram mais violentos, indo na velocidade em que meus pensamentos frustrados vinham em minha cabeça. Eu estava desenhando o que naquele momento eu sentia. O sentimento de angústia, como se eu não quisesse parar de sentir aquilo por Edward, mas fosse obrigada de parar de senti-lo. O sentimento de frustração; Será que ele gostava de mim do mesmo modo? Será que se eu mudasse, ele poderia me amar? Poderia sentir a mesma coisa que eu sentia por ele? Será que ele podia me amar? De repente, comecei a pintar com rugidos prolongados, rabiscando a parede como se eu estivesse com raiva do que eu era agora. Porque o que eu era agora, não era a pessoa que Edward poderia se apaixonar.
Quando terminei o desenho, suando, afastei-me da parede, procurando ver melhor o que havia feito. Uma Bella com duas faces. A face que eu queria ter – a que Edward se apaixonaria – e a face que eu tinha – a que Edward não amaria. Eu erguia a mão em direção á um Edward risonho desfigurado – meus pais não podiam ver o especifico do garoto quando entrassem no meu quarto e olhassem os meus desenhos -, e no meio de nós era como se houvesse uma grande barreira, uma barreira da qual eu não conseguia atravessar sozinha.
Suspirei. O desenho estava tão sombrio. Sentei-me na cama e fiquei o observando. Tentando entender o significado do desenho que meu subconsciente me fizera fazer. Eu não queria ter me apaixonado por Edward, mas, agora era tarde demais; eu já estava apaixonada.
Fechei os meus olhos e com eles fechados, cair de costas na minha cama dando um suspiro cansado. O jeito era deixar o tempo passar. Era deixar com que eu me sentisse suficiente para Edward me amar. Será que haveria tempo para isso?
No dia seguinte, acordei menos perturbada – sim, eu estava perturbada na noite anterior. O desenho na parede me lembrou o surto que eu tive de madrugada e até eu fiquei sem saber explicar o que tinha sido aquilo.
A única coisa que eu queria agora era ir para escola e esquecer que acontecera. Queria ver Edward e saber que a amizade para mim bastava. Era isso ou nada.
Então eu me vesti depressa e partir de casa da mesma maneira. Enquanto dirigia para escola, tentei me lembrar diversas vezes que eu ia deixar o tempo passar, ia deixar o tempo falar por mim. Se fosse para eu continuar a sentir o que eu sentia por Edward, continuaria. Se não, logo isso ia passar. No entanto, parecia sentir que não seria tão fácil como eu estava pensando, mas, a decisão de deixar as coisas como estavam, pareceram me acalmar um pouco mais.
Quando eu cheguei ao colégio e o vi me esperando no mesmo carro que me esperou no dia anterior, meu coração pulou — como eu sabia que ia pular — e eu procurei me manter o mais impassível possível quando ia ao encontro dele no estacionamento. Como sempre, ele me recebeu com um sorriso enorme no rosto.
O dia foi rápido por eu está ao lado de Edward. Como se eu quisesse me livrar da loucura que me atormentou de noite, eu procurei conversar ao máximo com ele. Não tinha acabado minhas perguntas no dia seguinte, então terminar essas perguntas hoje foi uma boa forma de controlar a dor de amor platônico em meu peito.
Eu descobrir coisas de Edward que me fizeram gostar ainda mais dele. Ele amava a música. Não de uma só forma, ele adorava-as de todas as formas; cantadas ou dançadas. Ele mesmo disse que fazia muitas quando estava inspirado. Escrever músicas para ele era como a pintura era para mim; uma forma de livrar-se dos sentimentos sem precisar de palavras concretas ou gestos. Ele disse que também gostava de dançar. Perguntei para ele se era aquele tipo de hip-hop que pessoas desse colégio com certeza eram acostumadas a dançar, ele riu com o tom que eu usei para perguntar e disse que podia ser um dos estilos, mas um hip hop mais calmo. Ajudava-o a se descontrair quando ele estava tenso.
O dia passou com as perguntas constantes que eu fazia. Ele já não hesitava mais em me responder, mas, quando eu chegava a uma área próxima ao ponto que ele manteve segredo ontem, ele não gostava e logo ficava meio ranzinza.
Eu tentei ignorar as sensações – perdendo totalmente nessa missão — que sentia quando ele me tocava de alguma forma ou de outra. Um aperto no meu braço, um afago em minha face e um beijo no topo da minha cabeça era tudo o que ele sempre fazia. Eu não podia pedir mais que aquilo; não queria pedir mais que aquilo. Sabia que se nosso relacionamento fosse a mais que aquilo eu sofreria; ele sofreria. Era como se o pesadelo da noite passada quisesse me avisar isso.
De qualquer maneira, Edward ficou empolgado o dia todo. Ele disse que estava feliz por eu está acompanhando ele está tarde para o trabalho dele. Ele manteve segredo de onde iria me levar, mas, a sua expressão ficava meio impassível quando eu perguntava se ia gostar. Era como se ele não tivesse a certeza de quem eu era agora e se ia gostar do que ele gostava. Bem, nem eu tinha certeza do que eu era agora.
Os olhares dos alunos continuaram hostis para cima de mim. Jacob continuou no meu pé como um bom idiota que ele era. Na verdade, hoje foi diferente; foram meio estranhas as reações de Jacob hoje. Ele estava me perseguindo pelos os corredores, como sempre, mas, os seus olhos não estavam maliciosos, nem confiantes como os dias passados. Jacob parecia esta... Triste. Eu estranhei. Muito.
As horas das aulas passaram tranquilamente e a hora de ir para o trabalho de Edward finalmente chegou.
- Está longe? – Eu perguntei para ele enquanto dirigia pelas as ruas de Forks. Ele fez questão que eu viesse dirigindo mesmo que eu tivesse pedido para ele. Ele disse que não confiava dirigir um carro que não era dele.
- Um pouco mais e a gente chega. – Ele respondeu com a voz leve.
- Você deveria ter vindo dirigido. – Eu resmunguei. – Assim a gente chegaria mais rápido.
Ele sorriu e olhou pela a janela.
- Tudo bem, Bella. Eu já peguei em seu carro ontem. Não quero me apossar dele. – Deu de ombros.
Eu sorri baixinho com a dramaticidade de suas palavras.
- Você não está se apossando dele. Você está fazendo um favor para mim.
Ele revirou os olhos, dando um sorriso torto e olhou para frente, verificando a direção que eu pegava.
- Por aqui. – Ele disse e apontou para que eu entrasse na primeira rua que estava na nossa frente.
A rua era estreita, então eu dirigir com cuidado. Não queria correr o risco de bater o carro em nenhum poste. Nós fomos mais adiante e quando chegamos ao final da rua, ele me indicou outra avenida para que eu entrasse; ela estava um pouco mais movimentada. Depois que a avenida terminou, dobrei sobre o mandando de Edward na esquerda.
- Imagina se não estivéssemos chegando. – Resmunguei.
Ele ouviu e sorriu, divertindo-se com a minha impaciência. Na verdade, eu só estava ansiosa.
- Ainda pode desisti de ir. – Ele comentou, lançando um olhar inquisidor para mim.
- È tão ruim assim? – Perguntei olhando para frente, prestando bem atenção na rua. Se olhasse para ele, com certeza eu teria alguma reação exagerada do meu corpo e não queria ter isso quando estava em um volante.
- Não sei para você. – Ele deu de ombros. — Eu não poderia ter pedido outro trabalho que não fosse esse.
Pensei sobre aquilo. Vindo de Edward, eu tinha certeza de que eu iria me surpreender. Ele sempre me surpreendia. Além do mais, passar mais tempo com ele era ótimo.
- Não, não. – Neguei. – Eu já estou aqui. Então, quero realmente ir.
- Tudo bem, então. – Ele arrastou a voz. – Vá por ali. É a última rua.
Como ele me indicou, eu entrei na rua da direita. Não tinha a mínima idéia de onde eu me encontrava agora, mas, não deixei de perceber que para onde íamos as ruas e a imagem de Forks era sempre escura e verde. Já estava começando a me acostumar debilmente com aquilo.
- Pode parar aqui. – Edward pediu quando chegamos a uma rua meio deserta.
Como ele pediu, eu parei o carro, tornando silencioso o espaço entre a gente. Eu olhei ao redor, tentando adivinhar onde poderia ser o seu trabalho, mas, só havia algumas lojas de acampamentos abertas, outras de mantimentos e mais do outro lado da rua se encontrava um hospital.
Eu olhei para ele, com olhos repentinamente mais brilhantes
- Então, onde é? – Perguntei animada.
- Ali. – Ele apontou para o outro lado da rua e eu levantei uma sobrancelha.
- Você trabalha no hospital? – Perguntei confusa.
Ele deu o seu sorriso largo que chegava aos seus olhos.
- È – Concordou animado e abriu a sua porta. – Vamos. – Saiu do carro.
Suspirei e tirei a chave da ignição. Antes que eu pudesse abrir a porta do carro, ele já estava ao meu lado, abrindo para mim. Sorri torto e revirei os olhos.
- Sempre educado. – Murmurei enquanto saia da picape.
- Sim, senhoritas devem ser tratadas com educação. – Comentou brincalhão.
Eu sorrir com seu entusiasmo e fechei a porta, trancando-a logo depois. Eu olhei para ele, especulativa e percebi que ele tinha um brilho diferente nos olhos.
- Vamos? – Perguntou parecendo que estava esperando que eu desistisse naquele momento.
- Vamos. – Eu dei de ombros e começamos a atravessar a rua.
Entramos no hospital com Edward me dizendo que aquele era o único que existia em Forks. O único hospital de Forks não era tão grande. Era uma estrutura retangular com dois andares e alguns metros de largura. Era branco e parecia já ser um pouco velho por algumas rachaduras que se encontravam na fachada do lado de fora.
Edward passou pela a recepção e falou com a recepcionista enquanto eu o esperava em um canto, encolhendo-me no casaco por hoje parecer mais frio – se é que era possível — do que os outros dias. Quando ele terminou, olhou para mim e me chamou com a cabeça. Nós entramos em um corredor comprido e branco.
- OK! Por que você não me diz logo para onde estamos indo? – Perguntei meio emburrada.
- Calma Bella. – Ele falou risonho. Na certa achando graça da minha careta irritada. – Já estamos chegando.
Avançamos pelo o corredor e dobramos em outro perpendicular á ele onde paramos por ter uma porta dupla grande e branca.
- È aqui. – Ele comentou e rapidamente começou a procurar algo em sua bolsa.
- O que você...? – Tentei perguntar, mas antes que eu concluísse, ele tirou um... Nariz de palhaço e uma peruca azul e comprida de palhaço?
Ergui uma sobrancelha quando ele pôs a fantasia e me olhou animado.
- OK! – Gargalhei diante de sua fantasia engraçada. – Me diga o que é isso?
O sorriso que ele deu chegou aos seus olhos iluminados.
- Você vai ver agora. – Anunciou e colocou a mão na abertura da porta parecendo na expectativa, e com um empurrão abriu-a.
Eu me virei para ver e no mesmo instante meus olhos esbugalharam ao reparar o que estava na minha frente. Muitas e muitas crianças. Crianças de todos os tamanhos e todas as idades, mas, todas com uma coisa em comum; os cabelos raspados por causa de alguma doença tristemente terminal.
- Olha, o palhaço chegou. – Uma criança que estava perto da porta, apontou para a nossa direção. Sabia bem que era para Edward.
Rapidamente, todas as criancinhas que se concentravam em outras atividades, se viraram para Edward com sorrisos largos nos rostos. Com uma rapidez incrível — que eu percebi que só criança podia ter – elas começaram a vim, empolgadas, em nossas direções.
Eu olhei para Edward, assustada. Ele riu, piscou o olho e se curvou sobre o meu ouvido.
- Eu já volto. – Sussurrou e saiu em direção á elas.
Eu fiquei parada e estática no canto, sem saber o que fazer. Eu sabia que nesse instante só os meus olhos estavam funcionando enquanto eu via o quanto desenrolado Edward era com aquelas crianças. Ele entrou no meio delas e as criaturinhas pulavam e puxavam Edward para baixo, pedido para que ele brincasse com elas. Com toda a paciência, ele se abaixava e fazia o que quer que elas pedissem.
Eu perdi a hora ali, não percebia o tempo passando enquanto visualizava aquela cena incomum nos dias de quando eu morava em Jacksonville. Eu estava ainda mais deslumbrada com a atitude de Edward. Se eu estava incerta se realmente gostava dele, agora que o via tão feliz e animado só por fazer a felicidade de outras crianças que precisavam de um pouco de diversão, eu já não tinha dúvidas de meus sentimentos por ele. Ele tinha toda a paciência possível com elas e procurava atender a todas com uma adoração incrível.
Encostei-me em um canto e sem tirar os olhos dele, rir quando ele começou a fazer caretas para as crianças que não paravam de gargalhar. De vez em quando, em uma risada ou outra, entre uma brincadeira ou outra, ele olhava para mim e ria com aquele seu sorriso entusiasmado que me tirava o ar. Eu via o brilho nos seus olhos e o sorriso contagiante em seu rosto. Percebi que fazer aquilo era especial para ele e mais uma vez o que podia dizer era que estava surpresa com as suas atitudes. Mais uma vez ele me surpreendia com alguma coisa. Edward, literalmente, era uma caixinha de surpresas. O mais engraçado é que ele não precisava me dar mais nada para que eu me sentisse presenteada por ele. Só em ele está me deixando entrar em sua vida já era um presente bastante gratificante para mim.
Depois de um tempo em que eu não contei e nem fazia questão de contar, as crianças pareceram se acalmar um pouco. Foi a hora certa em que Edward se levantou e veio até mim.
- Então, quer me matar? – Ele perguntou quando chegou perto o bastante de mim, brincando com o nariz do palhaço.
- Tá brincando? – Perguntei incrédula. – Por que eu faria isso?
- Bem, acho que não era isso que você estava esperando. – Ele olhou para trás, para as crianças que estavam concentradas com alguma brincadeira.
- Bom, posso afirmar que sim. Porque você é imprevisível, mas, Edward... – Franzi o cenho e olhei sob os ombros dele, para as crianças que tinham um sorriso no rosto. – O que você faz é incrível. – Elogiei, voltando meu rosto para sua face.
- Você acha? – Ele perguntou um pouco mais empolgado e surpreso. – Foi o único lugar que me deram trabalho, mas, repito; ainda bem que os outros me ignoraram. Isso aqui é tudo o que eu pedir... – Eu sorrir. – Todas essas crianças, digo, elas ficam trancadas aqui o dia todo, com essa insegurança de um câncer. – Suspirou, parecendo bastante chateado. – Eu gosto desse emprego porque faz com que eu me lembre de Esme. Aposto que ela gostaria também de ter alguém que a animasse.
- Eu tenho certeza de que ela tem orgulho enorme do filho que tem. – Sussurrei e mordi os lábios. – Edward, você é surpreendente.
A expressão dele ficou séria quando eu disse isso. Seus lábios ficaram em uma linha estreita e seus olhos aumentaram um pouco contraídos.
- Não se engane, Bella... – Ele sorriu e levou a mão para o meu rosto. – Você me surpreende mais ainda. – Franziu o cenho. – Eu pensei que você ia me matar por te ter trazido para um local cheio de criancinhas animadinhas... – Sorriu.
Eu suspirei e peguei a sua mão — se ele podia, eu também podia! Ele se assustou um pouco quando eu apertei os meus dedos nos seus.
- Acho que você faz com que eu me sinta outra pessoa. – Sussurrei, percebendo minha respiração um pouco mais rápida.
Sem responder nada, ele sustentou seus olhos no meu. Dessa vez eu correspondi, vendo neles a certeza do que eu tinha pensado no dia passado. Eu estava loucamente apaixonada por ele. Por cada jeito e cada gesto dele. Se antes não existia amor à primeira vista, agora existia. Ao menos, no meu mundo. Perguntei-me se ele podia ver a minha paixão por ele em meus olhos?
Aqui, com as mãos na dele, eu não me importava se éramos diferentes ou não. Meu coração só sentia que queria ele não como amigo, mas como amante e apaixonado. Seria ele capaz de sentir a mesma coisa por mim?
- Vem palhaço. – Nós ouvimos um grito de uma das crianças as costas de Edward.
Isso fez com que os olhares intensos que estávamos trocando, quebrassem. Edward abaixou a cabeça, com um sorriso torto nos lábios e eu também rir.
- Eu tenho que ir, serviço me espera. Você não está entediada ai, não é? – Perguntou parecendo preocupado, seus olhos rondando pela a minha face como se estivesse á procura de qualquer descontentamento meu.
- Nem um pouco. – Sorri mostrando que era a verdade.
- OK! – Ele apertou um pouco mais a minha mão e vagarosamente soltou-as do laço de dedos entrelaçados que elas estavam. Rapidamente, senti a ausência de sua temperatura em minha pele. – Eu já volto. – Anunciou, já se virando para ir.
Assenti e quando ele se virou de costas, percebi que eu podia fazer muito mais do que ficar parada, observando ele se divertindo.
- Edward. – Chamei. Ele se virou para mim com os olhos curiosos. – Será que eu... – Apertei meus braços ao meu redor. – Será que... Eu posso brincar também? – Mordi os lábios e fiz uma careta.
Ele gargalhou.
- Claro Bella, vem. – Ele ergueu a mão me chamando e eu a peguei. Completou-se na minha como completou da outra vez.
Juntos, fomos até as crianças e começamos a brincar. Elas pularam animadas quando chegamos ao circulo desorganizado que elas formavam. Quando eu me sentei no chão e vi o rosto de Edward em seu sorriso iluminado, eu pedi inconscientemente que minha vida continuasse assim. Não estava perfeita, mas Edward estava nela. Para mim era o que importava agora.
Edward estacionou meu carro em frente a minha casa – eu havia pedido para ele ir dirigindo dando a desculpa de que não queria dirigir no escuro; eu gostava de ver o seu sorriso quando pegava em um volante.
Quando o motor barulhento foi desligado e o silêncio reinou, nós ficamos olhando para a escuridão á nossa frente.
- Elas gostaram de você. – Edward comentou depois de um tempo.
- Não tanto quanto elas gostam de você.
Apesar de não está olhando para o seu rosto, eu sabia que ele estava dando um sorriso torto. Então olhei de relance, só para ter a certeza. Portanto, surpreendi-me quando percebi seu olhar analisador em cima de mim. Sorri, sentindo minhas bochechas esquentarem.
- O que foi? – Perguntei confusa.
- Nada. – Ele sorriu como se achasse graça de alguma coisa. – Obrigada por ter indo hoje comigo, Bella. Não sei se seria tão bom se você não estivesse lá.
- Você faz isso todas as tardes de quinta. Por que seria melhor hoje só por que eu estava lá? – Perguntei divertida.
- Justamente por causa disso. Hoje foi o melhor dia, porque você estava lá.
Abaixei a cabeça, olhando para as minhas mãos e mordendo os lábios.
- Bella, você fica ainda mais linda quando está envergonhada. – Ele sussurrou com a voz em uma risada presa.
- OK! Obrigada por me deixar ainda mais vermelha. – Comentei irônica e ele riu. – Você se diverte com isso e é injusto.
Ele suspirou e quando não havia mais nada para dizer, ficamos calados. Edward estava meio inquieto, ajeitando-se no banco com freqüência, tentando ficar em uma postura de frente para mim.
- Eu quero te perguntar uma coisa. – Ele falou com uma voz baixa e meio hesitante depois que finalmente se aquietou um pouco no banco.
Levantei os meus olhos, meio especulativa.
- O que é?
Ele engoliu em seco e passou as mãos pelo o cabelo castanho dourado. Percebi-o tentando desviar o olhar do meu e minha mente captou que ele fazia aquilo só quando ia fazer algo que lhe deixava constrangido. Com o pensamento, meu coração palpitou. Quando ele fazia algo que o constrangia, era sempre algo da qual eu gostava. Como o exemplo de seu primeiro toque em minha face em frente à porta da minha sala.
- Eu queria saber se... – Franziu o cenho e pigarreou. – Se... Se...
Ele estava lutando com as palavras. Vendo-o tão envergonhado, fez um sorriso sair dos meus lábios. Ele suspirou, parecendo meio emburrado por está tão atrapalhado e eu esperei ele continuar.
- Eu queria saber se você... – Hesitou e levantou os olhos para mim. – Não gostaria de ir até um canto amanhã... Comigo?
- Aonde? – Perguntei confusa. – Outro segredo? O que? Você vai me dizer que também cuida de animais em um zoológico? – Minha voz saiu divertida.
Ele deu um pequeno sorriso e pareceu nervoso demais para sorrir de maneira mais larga. Com isso eu fiquei mais atenta e séria.
- Para onde Edward? – Perguntei novamente.
- È uma surpresa. – Suspirou. – Mas... É um... Jantar? – Fez uma careta e olhou para mim especulativamente, inseguro.
- Jantar? – Minha voz falhou e eu senti o arrepio no meu corpo e o aperto no meu coração surgindo.
- Sim... – Ele falou um pouco menos nervoso. — Eu gostaria de te levar ao um canto que eu gosto para você jantar comigo. Aceita? – Parecia apreensivo e relutante quando os seus olhos se encontraram com o meu.
Jantar com ele? Por acaso era algum tipo de encontro? Minha voz foi incapaz de falar alguma coisa. Eu estava paralisada demais para pensar no que responder ou apenas dizer sim. Ele estava realmente me chamando para um jantar? Meu corpo parecia sentir o nervosismo. A idéia de passar uma noite com Edward era...
- Jan... Jantar? – Perguntei novamente, parecendo um maldito gravador que não sabia falar outra coisa.
- Sim. – Ele parecia mais divertido ao ver minha reação.
- Tipo, um... Encontro? – Perguntei com a voz baixa.
Ele ergueu os olhos para o teto do carro, pensativo.
- Acho que sim. – Pareceu confuso com a pergunta. – Mas, não é um jantar da qual você está acostumada, porque eu não te...
- Shhh. – Pus o dedo em sua boca para que ele não falasse o que ele ia falar. Não importava para onde ele ia me levar. O que me importava era de está com ele.
Ele engoliu em seco com a ponta dos meus dedos em seus lábios.
- È claro que eu aceito. – Nunca falei com tanta confiança em minha vida. Aquilo parecia o certo para mim. E também vergonhoso por mostrar tanta confiança na resposta.
Ele suspirou aliviado, pegou as minhas mãos que ainda estavam em seus lábios e entrelaçou nas suas.
Aquilo me fez perceber que nós éramos mais que amigos. Que, de alguma forma inconcebível, até Edward estava percebendo isso. Portanto, ele era cavalheiro o suficiente para ir devagar. Também sabia que ele não queria cometer nenhum erro comigo. Nós éramos diferentes, tínhamos que ver se isso dava certo.
Mesmo com esse último porém, eu senti minha barriga dar voltas por perceber que talvez Edward podia sentir a mesma coisa que eu estava sentindo.
- Bom... – Ele começou com a voz um pouco mais desanimada. — Então, eu te vejo amanhã.
- Por que você não fica? – Perguntei não me importando de demonstrar que estava triste por sua partida.
- Eu não posso Bella. – Ele sussurrou carinhoso. – Amanhã nós nos vemos. OK?
Assenti, fazendo um bico triste. Ele sorriu e como no dia passado pegou minha face e deu um beijo no topo da minha testa. Só que dessa vez, seus lábios seguiram pela a lateral do meu rosto e parou na minha orelha. Senti um arrepio quando ele suspirou vagarosamente com seu hálito quente.
- Você é mais importante para mim do que pode imaginar.
Fechei os olhos com a voz dele que veio suave em meu ouvido. Era como um fio desencapado capaz de passar toda aquela eletricidade por mim, arrepiando cada poro do meu corpo e me deixando incapaz de pensar coerentemente. Quando eu não fui capaz de pensar rápido em algo para lhe responder – como algo “eu estou loucamente apaixonada por você” -, ele se afastou com um sorriso.
- Tchau Bella. – Murmurou.
- Tchau Edward. – Minha voz saiu engasgada.
Ele sorriu e saiu do meu carro, fechando a porta dando mais uma olhada em minha direção e começando a seguir rumo pela a rua escura.
Só quando o vi se afastar é que fui capaz de me descongelar do canto da qual ele me congelou quando falou daquela forma na minha orelha. Eu era importante para ele. Será que assim como ele era para mim? Suspirei, sentindo meu coração e até o meu corpo mais leve. Não importava. Ele havia me chamado para jantar. E isso, era o que parecia está estampado na minha mente como luzes brilhantes de neon que não me deixariam pensar em outra coisa que não fosse aquilo.
Já previa. Novamente, eu sonharia com ele.
Com esse pensamento e ainda mais animada do que na noite anterior, sair do carro e corri para dentro da minha casa.
Minha mãe estava assistindo TV e virou o rosto para me olhar quando ouviu a minha chegada. Franziu o cenho quando me viu e eu perguntei como devia está a minha expressão.
- Bella, quer...
- Não, estou sem fome. – Respondi rapidamente, já sabendo o que ela ia perguntar.
Minha barriga tinha borboletas demais para que a comida entrasse ali. O melhor era subir e ir dormir para que o dia de amanhã chegasse logo.
Foi exatamente o que eu fiz. Sem deixar minha mãe responder, sorrir da maneira mais convincente para ela e corri pelas as escadas. Agora eu iria sonhar com o meu primeiro amor; Edward Cullen. O garoto que estava povoando a minha mente de maneira irracional.
Minha testa se enrugou de confusão quando no dia seguinte – o dia que estava me deixando ansiosa a cada vez que o relógio completava um minuto – eu entrei no colégio em minha picape barulhenta e não vi Edward me esperando em seu lugar de sempre. Minha mente voou em pensamentos frustrantes. Será que ele tinha se arrependido de ter me chamado para sair? Será que agora ele ia ficar fugindo de mim?
Eu sacudi a cabeça, entediada com os meus pensamentos. Isso só podia ser paranóia de apaixonada de primeira viagem.
Mesmo assim, eu achava estranho ele não está ali. Edward estava me esperando em todos esses dias, o que havia de diferente hoje para ele não me esperar?
Triste por não vê-lo e não saber o motivo de ele não está ali, encostei o carro no meu lugar de sempre e sair batendo a porta com mais força do que o preciso e colocando o capuz do meu casaco na cabeça, já que começava a chuviscar. Isso também me manteria livre dos olhares hostis em minha direção. Olhares que eu não percebia quando Edward está comigo, mas como hoje, estranhamente ele não estava o melhor era me esconder por debaixo do meu capuz de casaco.
Enquanto passava pelos os alunos, percebi que a gangue de Edward estava em um canto perto da porta de entrada. Quando eu passei por eles, eles não pareceram me notar e eu também não vi sinal de Edward no meio deles. Ao andar pelo o corredor, corri meus olhos por cada par de olhos para ver se encontrava o que eu queria. O verde intenso que eu procurava não se encontrava por ali. Senti meu coração apertado. Será que ele tinha faltado? E se sim, será que estava doente? Não, ele só devia ter se atrasado e ainda não ter chegado. Deve ter sido somente isso.
Como se para não querer ficar mais naqueles corredores no meio dos alunos que me odiava, eu fui logo para a minha sala de primeira aula com a esperança de encontrar Edward depois que a mesma acabasse em meu coração. Sinceramente, não queria passar um dia, sozinha. Sem ele, para dizer a verdade.
Ao sair da aula, novamente decepção quando não o vi me esperando do lado de fora da sala como ele sempre está. Então eu suspirei e comecei a andar pelo os corredores para a próxima aula.
O mais estranho foi também não ver Jacob naquelas primeiras horas de dia. O que era fora do comum se tratando de mim. Ainda mais, por Edward não está comigo para me proteger. Foi ai que eu percebi que as coisas não estavam normais. Alguma coisa de errado estava acontecendo. Eu sentia esse pressentimento dentro de mim.
O pressentimento aumentou quando na terceira aula, Jacob reapareceu. O problema quase não foi esse, o problema foi seu sorriso malicioso em seus lábios novamente. A tristeza do dia passado já não estava mais presente nele.
Como Edward não estava comigo e ninguém ali iria se importar de me proteger, procurei ficar o mais escondida possível. Portanto, consciente de que precisava saber o que estava acontecendo.
Na quarta aula, a última antes do refeitório, assim que ela terminou, eu sabia bem para onde devia ir para tirar minhas dúvidas; para Carslile. Se Edward estava bem e não veio para a escola ele saberia me responder.
- Carlisle? – Chamei o mais baixo possível quando o vi saindo de uma das salas de aula no corredor.
Ele se virou com o cenho franzido e quando me viu, sorriu. Apressei o passo para chegar mais rápido nele.
- Olá Bella, como está? – Perguntou educado. Percebi a amabilidade de que Edward tanto fala em sua voz.
- Eu... Eu estou bem. – Comentei um pouco baixo. Era como se eu me sentisse vulnerável quando Edward não estava por perto. Eu estava com medo de que alguém fizesse algo de errado comigo. – Carlisle, você sabe se Edward está bem? – Perguntei com a voz engasgada de preocupação.
Vi suas sobrancelhas formarem um v de confusão em seu cenho.
- O Edward? Bem, ele não está por aqui?
Sim, havia alguma coisa errada e eu sabia quem podia me dizer a resposta.
- Não. – Respondi baixo.
- Bem, Bella. È estranho. O Edward veio com a Alice para cá... – Ele falava como se eu já conhecesse a garota. – Provavelmente, ele deve está por ai.
Franzi o cenho, mostrando a minha preocupação não satisfeita e ele percebeu. Colocou uma mão em meu ombro, consolando-me.
- Não se preocupe, Bella. – Sorriu de maneira amável. – Edward deve está bem. Deve está resolvendo algum problema, mas logo aparecerá.
Assenti mesmo com o pensamento de que ele não estava bem. Eu sentia isso em meu peito inflado de dor.
Para não parecer uma maluca desesperada pela a presença do seu filho, eu dei de ombros e dei um sorriso de canto de boca.
- Obrigada Carlisle. Se o ver em algum canto poderia dizer que eu o estou procurando?
- Claro Bella. – Sorriu, bagunçou o meu cabelo e saiu.
Esperei ele desaparecer pelo o corredor e fiquei parada no canto, pensando no que devia fazer. Não sabia se era paranóia minha, mas sabia que Edward estava precisando da minha ajuda. Era como se eu estivesse sentindo que alguém estava fazendo algum mal com ele. Era o único motivo para o seu desaparecimento hoje na escola. Carlisle havia dito que ele viera para a escola e ele não estava pelos os corredores.
O único que poderia fazer mal para ele era Jacob. Os outros alunos gostavam de Edward aqui. Jacob era o único que parecia não aceitar o jeito pacifico dele.
De repente, senti uma fúria subindo pelo o meu corpo. Eu sabia que precisava saber o que estava acontecendo, e só havia uma pessoa que me dissesse isso.
Com o pensamento, sair a passos firmes pelo o corredor. A idéia de Edward está correndo algum tipo de perigo por minha causa – pois se foi Jacob sabia que era por minha causa – estava movimentando cada passo que eu dava pelo o corredor. Precisava enfrentar Jacob mesmo não sabendo como. Portanto, não me importava; eu só precisava saber e ver que Edward estava bem.
Entrei no refeitório movimentado com a sensação de que minha fúria não parecia diminuir. Não queria que as coisas tivessem que ser assim; difíceis. Não queria que Edward tivesse que sofrer alguma coisa por está sempre ao meu lado ou me protegendo. Mas, agora a única coisa que queria era ele perto de novo. Era sua segurança comigo.
Passei pelos os alunos eufóricos, empurrando alguns que entravam na minha frente e passei os meus olhos pelo ambiente, atrás de encontrar o grupo patético de Jacob. Acabei o encontrando do outro lado do refeitório, rindo escandalosamente com os seus amigos musculosamente imbecis.
Trinquei os dentes e fechei os punhos como um gesto de repulsa que sentia por aquele adolescente. Se ele estava fazendo alguma coisa com Edward, ele ia pagar caro.
Meus passos foram mais rápidos do que a minha mente enquanto eu andava em sua direção. Antes que eu chegasse até ele, que estava de costas para mim, um dos seus amigos apontou em minha direção e ele se virou para me encarar.
- O que você fez com ele? – Gritei furiosa assim que ele me viu e antes mesmo de chegar perto dele.
Ele franziu o cenho e depois riu debochado. Foi nesse momento que eu vi que eu estava certa. Jacob estava por trás do sumiço de Edward.
- Ora, ora a garotinha perdida veio me procurar. – Ele debochou.
Contrair o maxilar e empurrei seu peito com força, sem hesitar. Sentindo a raiva pulsar nas minhas veias.
- O que você fez com ele seu idiota? Cadê o Edward? – Gritei novamente. Estava ciente dos olhares assustados em minha direção.
O resto dos amigos de Jacob alinhou-se ao seu lado, olhando para mim friamente. Todos tinham músculos demais em seu corpo e isso me deu certo arrepio. Mas, eu não ia desistir até saber onde o Edward estava.
- O que foi? – Jacob começou sarcástico. – Ele te abandonou?
- Jacob eu sei que você fez alguma coisa com ele. – As palavras saíram irritadas entre os meus dentes.
Jacob sorriu e olhou para os seus amigos, que riam debochado da minha cara. Ele apertou seus braços cruzados no peitoral e colocou o rosto para frente, quase o encostando ao meu. Não recuei, mas olhar seus olhos pretos maliciosos me fizeram tremer um pouco.
- Sabe Bella, se você me mostrar o que têm por dentro de toda essa estrutura furiosa, eu posso te dizer onde o idiota está. – Sorriu, mostrando os dentes brilhantes e brancos.
Eu arfei diante de seu comentário maldoso e mesmo não sabendo de onde veio a coragem – talvez de saber que Edward estava em perigo –, o tapa que saiu de minha mão no rosto de Jacob foi estridente e bem apoiado. Sua cabeça foi para o lado com o tamanho da força que eu usei e eu vi seus dentes trincarem quando ele encostou a mão no local vermelho sobre sua pele marrom-avermelhada. Eu ouvi os outros alunos estridentes quando o tapa foi dado.
Enfiei um dedo em sua cara, ainda mais determinada.
- Vai ficar esperando sentando, Jacob. Diga-me onde está o Edward. Agora. – Disse cada palavra devagar. Destacando cada nome e com a força necessária da raiva que eu estava sentindo.
Seus olhos se viraram ainda mais maliciosos em minha direção. Ah! Deus, ele parecia gostar do que eu fazia com ele. Os outros amigos deles aproximaram-se, irritados.
- Não Paul. – Jacob impediu o maior que estava na frente de chegar mais perto e se aprumou, levantando a cabeça. – Deixe que ela descubra onde o herói idiota dela está preso.
- Preso? – Perguntei assustada.
- Sim. – Ele sorriu como se tivesse ganhado um troféu e mostrou umas chaves em suas mãos. – Trancados a sete chaves. – Eu fechei os punhos, sentindo as lágrimas de inutilidade da minha parte querendo sair. – Oh! veja. Está indefesa a pobre garotinha... – Encostou um dedo em queixo e eu virei a cabeça com nojo de seu toque.
- O que você está aprontando Jacob? – Uma voz brandiu atrás de mim. Era forte e alta. Não se parecia nada com a do diretor Turner.
Vi Jacob enrijecer na minha frente e rugir. Eu olhei para trás e pude ver o garoto grandalhão de cabelos pretos e ralos da gangue de Edward. Ao seu lado, os outros quatro amigos de Edward, excluindo as garotas, se encontravam com os olhos semi cerrados.
- Se manda daqui Emmett, esse assunto não é para você – Jacob sibilou furioso.
- Eu a ouvi dizendo que Edward estava em perigo. Onde ele está Jacob? – A voz dele foi mais alta.
Inconscientemente, quando Jacob fechou os punhos perto de mim, afastei-me um pouco para mais perto dos amigos de Edward. Não que eles também gostassem de mim, mas era melhor ficar do lado que nessa questão eles estavam me apoiando, do que do lado de Jacob.
Jacob se aproximou de Emmett, quase encostando seu rosto no dele.
- Não se meta.
- Diga onde está o Edward.
Vi um movimento nas mãos de Jacob; ele estava colocando a chave em seu bolso. Se eu conseguisse pegar aquela chave...
- Porque vocês, garotinhos, não vão brincar de esconde-esconde? – Jacob debochou. – Dou uma única pista para vocês, o idiota está pelo o colégio.
Eu vi o grandalhão amigo de Edward olhar para o lado, para os seus dois outros companheiros, como se procurasse a resposta de alguma pergunta. Eles assentiram. Nessa hora, engolindo em seco de nervosismo, eu pude ver o grupo de Jacob se aproximando dele, mostrando-me que as coisas ali iam ficar bem mais tensas.
- Te dou mais uma chance. – O grandalhão falou ríspido.
- E se eu não disser? O que você vai fazer? – Jacob perguntou malicioso.
O grandalhão abaixou a cabeça e a sacudiu de um lado para o outro. Eu vi os seus lábios se abrindo em um sorriso assustador. Quando ele elevou sua cabeça, com seus olhos cerrados de raiva, sua mão em punho fechado veio junto acertando em cheio o rosto maldito de Jacob.
A partir daí, o circo estava armado. Quando eu fechei e abrir os olhos por cinco segundos os dois já estavam rolando no chão entre tapas e chutes. Não só eles, mas todos os componentes do grupo de Jacob e de Edward. Os gritos excitados dos alunos que observavam eram altos. Assustada, eu os vi também se juntando a luta tripla, fazendo do refeitório um campo de batalha entre gangues. Sem saber mais o que fazer, tentei usar daquele momento para tentar pegar a chave do bolso de Jacob. O que não ia ser uma coisa muito fácil.
Entrei no meio da briga, me jogando no chão, tentando me desviar dos chutes e murros e encontrar onde o grandalhão e Jacob lutavam. Eles se atracavam em um ponto mais afastado do resto. Arrastando-me e fugindo dos socos e chutes que aconteciam sem nenhum pouco de hesitação por ali, me aproximei deles.
Jacob e o grandalhão rolavam pelo o chão com rugidos altos vindos de suas bocas. Tentei diversas vezes meter a mão no bolso de Jacob, mas a cada vez que estava próxima, ele dava um chute no grandalhão ou virava para o outro lado sem perceber o que eu estava tentando fazer. Acabou que o grandalhão me viu ali e entre tapas e chutes com Jacob, conseguiu imobilizá-lo por alguns segundos, dando espaço para eu pegar a chave.
- Não. – Jacob rugiu quando viu minha atitude.
Ele deu uma cabeçada no grandalhão, mas antes que conseguisse me pegar, eu já me estava me levantando e passando pelos os alunos que brigavam.
Eu sabia que tinha que agir depressa. Logo mais, se não encontrasse Edward rápido, essas brigas iriam para onde ele estava.
Fugi do refeitório, passando pela a porta com força. A questão era: Onde Edward poderia está trancado?
Corri desesperada pelos os corredores do colégio. Todos estavam silenciosos e vazios, sabia que todos os alunos estavam no refeitório. A maioria envolvida naquela maldita briga causada por mim. No entanto, não procurei pensar nisso agora. Edward estava trancado em algum lugar dessa escola e eu precisava achá-lo.
- Edwaaaard. – Gritei quando dobrei em mais um corredor vazio. Não houve respostas.
Abrir cada porta, mas, ou umas já estavam abertas ou outras a chave de Jacob não se encaixava.
Estava entrando em desespero, não conseguia achá-lo. Os corredores e as salas do colégio do andar debaixo já tinham acabado e eu não sabia onde mais procurar.
- Edwaaaard. – Gritei na esperança de que ele me respondesse de alguma forma.
Entrei no banheiro masculino sem me preocupar se havia algum homem por ali ou não e quando vi que estava vazio, sair e voltei a correr pelos os corredores. No segundo andar, foi a mesma correria. Ali parecia haver menos salas do que o andar debaixo.
- Edwaaaaard. – Gritei novamente.
Foi nesse momento, que eu escutei alguma coisa. Um chamado “Bella” bem fraco vindo de algum lugar.
- Edward, onde você está? – Gritei, procurando ouvi-lo novamente, passando com cuidado em cada porta que havia naquele corredor.
Dessa vez escutei mais claramente.
- Bella... – Procurei seguir o som de sua voz.
- Edwaard.
- Bellaaaa, aqui. – Estava mais próximo.
Segui o som de sua voz até a última porta do corredor mais escondido daquele andar sombrio. Chamavam-no do corredor do perigo. Onde Edward me disse que várias pessoas brutalmente espancadas foram encontradas.
- Edward, você está ai? – Coloquei meu ouvido na porta.
- Bellaaa. – Sua voz veio mais clara.
Com as mãos trêmulas por ter o encontrado e por medo do que Jacob poderia ter lhe causado, coloquei a chave no trinco da porta. Ela se abriu quando eu girei a chave e quando eu entrei na sala Edward não estava lá.
- Edward? – Gritei confusa. Eu tinha certeza que a vos dele tinha vindo daqui.
- Aquiii. – O grito veio de algum lugar dali, mas de onde pelo o amor de Deus? – Bella, no chão. – Ele falou mais alto.
Novamente, procurei segui o som de sua voz. Andei pela a sala cuidadosamente.
- No canto da parede. – Ele gritou, dando-me a instrução.
Quando o ouvir falando aquilo, achei. Tinha percebido nesse instante que o chão daquela sala era feita de madeira. Corri até onde consegui ouvir a voz de Edward e apalpei o chão, procurando alguma abertura.
- Tente os buracos entre a madeira. – Ouvi-o gritar lá debaixo.
Tateei as madeiras, procurando em cada brecha daquele canto algum sinal de abertura de alguma delas. Tanto que procurei, que achei. Senti em meus dedos o frio da pequena clave quando encostei minha pele nela. Segurei com força a mesma e a forcei para o lado, onde percebi que era o lado que abria. Eu ouvi um ruído de algo estalando e a clave se afrouxando.
- Edward?
- Oi.
- Empurra. – Gritei.
Pude ouvir debaixo do chão os punhos de Edward batendo na madeira. Depois de algumas tentativas, a abertura fez um clac barulhento e a madeira se desprendeu do chão. Desesperada, puxei a pequena porta da abertura no chão antes mesmo que Edward a empurrasse.
Vê-lo bem fez meu coração bater freneticamente. Edward estava em um tipo de porão submerso. Havia uma escada e era por essa mesma que ele tentava subir com dificuldade. O local era escuro e eu só vi consegui ver o seu rosto machucado quando ele já estava perto da abertura.
- Edward. – Eu falei preocupada e peguei a sua mão, ajudando-o a subir.
Ele se esforçou, colocando o corpo para cima e quando conseguiu colocar metade do mesmo para fora do buraco, eu puxei o seu braço com alguma dificuldade. Ele era bem pesado, mas com alguma resistência ele já estava deitado no chão, ofegante.
Arrastei-me para mais perto dele e observei sua face, preocupada. Ele tinha um machucado sobre as sobrancelhas, sua boca estava vermelha de sangue e sua face estava contorcida.
- Oh Meu Deus, olha só o que eles fizeram com você. – Passei a mão no rosto dele, tentando tirar o excesso de suor que se encontrava ali.
Ver Edward daquele jeito fez meu coração apertar ainda mais. Só que dessa vez a dor era de tristeza. Tudo aquilo era por minha causa.
Edward estabilizou a respiração com olhos fechados e depois os abriu. Ver suas esmeraldas abertas e preocupadas em minha direção, fez com que eu levasse novamente minhas mãos para a sua face.
- Você está bem? — Minha voz saiu espantada. – Olha só o que eles fizeram com você. – Minha voz falhou.
Apesar da situação, um sorriso torto e fraco saiu dos seus lábios machucados. Murchei totalmente ao ver aquilo. Como ele podia ser tão forte?
- Bella. – Meu nome saiu suave de seus lábios. Suas mãos vieram para o meu rosto. – Obrigada. Você me salvou. – Ele sussurrou gentilmente.
Contorci a face sem saber o que dizer. Salvar de algo que eu mesmo o tinha colocado? Se ele não me protegesse tanto do Jacob, isso não estaria acontecendo com ele.
Sem saber o que estava fazendo ou o que fazer, eu levantei um pouco o seu braço e deitei ao seu lado, apoiando minha cabeça em seu peitoral só para finalmente sentir que ele estava bem e que estava ao meu lado sã e salvo. Sabia que poderia está sendo dramática, mas não podia saber se Jacob era capaz de fazer algo pior.
Eu senti Edward enrijecer quando eu deitei ao seu lado. Portanto, depois de alguns segundos, ele relaxou e seus braços me envolveram com mais segurança. Naquele instante, um pequeno soluço saiu da minha garganta e eu percebi que estava chorando. Nunca fui tão fraca na minha vida. Ver Edward machucado me deixava fraca e vulnerável.
Funguei incapaz de controlar o choro para que Edward não percebesse.
- Você está chorando? – A voz dele saiu assustada.
- Não... – Murmurei, escondendo minha cabeça em seu braço, mas minha voz saiu tão entrecortada que eu duvidei que Edward não tivesse percebido.
Ele suspirou e eu senti seu peito inflando e voltando ao normal com essa atitude. De repente, senti-me sendo puxada levemente pelos os seus braços. Ele me colocou de bustos em cima dele. Está tão perto do seu corpo revelou sensações dentro de mim que eu nunca tinha sentido na vida.
Seus olhos olharam-me analisadores e preocupados quando ele viu minha face.
- Não chore, Bella. – Ele falou levemente. – Ninguém vai te machucar.
- Não é isso... – Murmurei com a voz falha e enterrei meu rosto em seu peito. Seu cheiro de menta era ainda mais delicioso. Isso me fez acalmar um pouco. – Não... Não quero que... Jacob te machuque de novo. – Apertei mais a cintura dele. – Isso tudo... È culpa minha...
Ele sorriu baixo e seu peito novamente se contraiu com aquela atitude.
- Oh, minha Bella, não é sua culpa...
O pronome possessivo minha, fez meu coração bater freneticamente. Ele me chamou de sua? Eu estava delirando. Suas mãos vieram afagar minha cabeça quando eu já não podia mais controlar minha respiração acelerada.
- Não se preocupe, eu e Jacob sempre resolvemos nossas desavenças. Nada é por sua causa. OK? – Perguntou carinhoso.
Mesmo sem concordar com aquilo, assenti com a cabeça, enxugando com as costas da mão as lágrimas que ainda insistiam em sair. Ficamos em silêncio por um tempo e eu estava gostando de ouvir os batimentos do coração de Edward que parecia ser tão forte quanto o meu.
Isso me acalmou um pouco, tanto do que fizeram no refeitório, tanto do que Jacob fez com Edward.
- Bella? – Edward me chamou gentilmente depois de alguns minutos.
Funguei, espantando ainda os últimos vestígios do choro.
- È bom nós saímos daqui. – Ele murmurou e eu percebi sua voz um pouco mais dura.
Eu levantei a cabeça para encará-lo, querendo ver o que tinha mudado em seu humor. Ele tinha os dentes cerrados e os olhos frios, olhando para algum ponto da sala.
- Eu vou acabar com o Jacob... – Ele rangeu as palavras.
- Não, você não vai. – Minha voz saiu mais alterada do que eu queria. Ele me olhou assustado. – Edward, não se meta mais com ele. – Pedi implorativa. – Err... Eu acho que seus amigos já estão o fazendo pagar.
Seu cenho se franziu.
- Do que você está falando?
- Err... Bem, foi difícil pegar essa chave para abrir a porta. Sua gangue e a gangue de Jacob saíram-se nos murros no refeitório.
A expressão de Edward se contorceu.
- Droga... – Reclamou e suspirou.
De repente, ele cerrou os dentes novamente e com uma rapidez, me pegou pelo o braço e levantou a nós dois juntos. Não precisou fazer esforço algum para me pôr de pé.
- O que foi Edward? – Perguntei preocupada com a expressão explosiva que ele tinha no rosto.
- As coisas não devem está bem no refeitório. Jacob também pode querer vi aqui. – Ele olhou para a porta, como se para comprovar que eles não estavam lá. – Preciso te tirar daqui.
Sem me deixar responder, pegou minha mão e começou a me guiar para fora da sala.
- E o diretor? Não vai fazer nada? – Eu perguntei enquanto me deixava ser levada pelas as suas mãos.
- Provavelmente, ele já deve está no refeitório. Mas, você não sabe as conseqüências de um começo de briga de gangue.
Chegamos do lado de fora da sala e ele trancou com a chave que eu havia esquecido na porta. Ele estava muito rápido, quase impossível para as minhas pernas pequenas acompanhá-lo.
- Você disse que ia me tirar daqui. E você? Vai para onde? – Perguntei quando ele voltou a me rebocar pelo o corredor.
Ele não falou nada, apenas cerrou os dentes e continuou a me puxar. Aquilo me deixou preocupada. O que eu fui arrumar para aquele maldito colégio? Se não tivesse abordado Jacob daquela maneira talvez essa briga perigosa que Edward esteja falando, não estivesse acontecendo.
Edward suspirou na hora em que começamos a descer as escadas para o primeiro andar. Ele não diminuiu o passo enquanto descia os degraus e eu ainda não conseguia ver um motivo para ele está tão rápido. Quando chegamos ao andar debaixo, Edward começou a praticamente correr.
- Edward, você vai me levar para onde? – Perguntei novamente, preocupada e irritada.
- Você precisa sair daqui. As coisas não devem está boa no refeitório. Eu tenho que ajudar ao Carlisle e ao Diretor Turner a acalmar as coisas.
- Não. – Foi praticamente um grito dos meus lábios.
Ele não reagiu a minha negação. Eu não queria que ele entrasse naquele refeitório, sabe-se lá o que estava acontecendo lá dentro. Alguém podia ter uma arma, uma faca. Ele podia entrar na briga para se vingar de Jacob. Ele podia se machucar novamente. Tentei dificultar meus pés por causa dos pensamentos, mas Edward era forte demais.
De repente, ele parou no meio do nada. Eu sentia-me um pouco aterrorizada já que os corredores do colégio estavam bastante vazios.
- O que foi? — Perguntei quando ele parou alarmado.
- Alguém está vindo. – Ele murmurou e apertando mais a minha mão, começou a andar devagar em direção ao corredor mais próximo. Comecei a ouvi passos de alguém correndo no corredor perpendicular ao que estávamos.
Edward encostou-se na parede e fechou os punhos, fazendo-me encolher atrás dele.
- Se for o Jacob eu... – Ele começou a rugir, preparando o punho para pegar de surpresa quem estivesse vindo.
Os passos estavam ficando mais próximos e fortes. Edward contraiu o maxilar, rugiu e elevou a mão no ar, pronto para um soco. Na hora em que a pessoa apareceu e Edward ia dando o soco, eu segurei o braço dele por ver quem estava na nossa frente
- Edward. – Alertei-o e ele destravou os dentes, vendo quem estava na sua frente.
Ele suspirou aliviado e relaxou. Portanto, suas mãos continuavam fortemente pregadas na minha.
- Alice... – Ele falou como se tirasse um peso das costas.
- Edward... – A irmã dele estava alarmada. Eu continuei a me esconder em suas costas. – Ainda que você foi encontrado. Está uma confusão enorme do refeitório. O diretor Turner já tentou parar a briga, mas, parece que toda a escola está envolvida. Isso vai ficar difícil para Carlisle e ele. – Ela tagarelou bastante aflita.
Ofeguei atrás de Edward, assustada. Eu sabia que isso era minha culpa. Ótimo Bella! Mais um motivo para eles te odiarem.
Edward na minha frente voltou a ficar tenso. Seu rosto ficou mais sombrio quando ele olhou para irmã.
- Eu já vou para lá... – Isso me fez tremer. – Eu só... – Ele olhou para mim e cerrou os olhos em minha direção, pressionando os lábios como se estivesse reprimindo alguma atitude. Voltou os olhos para irmã. – Eu só vou deixar a Bella no carro. Não demoro.
Eu ia dizer para que ele não se preocupasse; que eu podia ir com ele, mas a irmã dele foi mais rápida que eu. Ela apenas assentiu com a cabeça e saiu correndo pelo o corredor que havia chegado. Na mesma hora, Edward voltou a me puxar.
- Eu quero voltar lá com você. – Insisti.
- Está doida? Você não pode.
- Por quê? – Perguntei autoritária.
- Bella, você não esta acostumada a isso. Você... – Ele trincou os dentes, procurando as palavras. – Você não tem idéia do que acontece quando essa briga geral acontece no colégio.
- Mas, isso foi culpa minha. – Gritei atrás dele.
- Não foi. – Ele sibilou irritado.
Cravei meus pés no chão, dificultando ele me puxar. Não ia deixar-lo mandar em mim. Eu queria voltar lá com ele ir e ver se ele ia ficar bem. Isso parece o certo já que fui eu quem arrumou a confusão toda.
Quando Edward percebeu minha dificuldade, olhou para trás confuso.
- Bella, o que você está fazendo?
- Eu vou com você. – Eu falei determinada.
Ele suspirou e fechou os olhos, respirando fundo. Abriu-os novamente e fitou a minha face com a expressão um pouco mais dura. Eu não ia desistir. Eu Já tinha visto aqueles seus olhos daquele jeito muitas vezes e não me dava mais medo. Sabia que ele não ia fazer nada comigo mesmo que estivesse irritado.
- Você está dificultando as coisas. – Ele murmurou baixo e raivoso.
Não fiz nada, apenas cruzei os braços e continuei ali, fitando-o até que ele desistisse. Ele suspirou e revirou os olhos.
— Tudo bem, você quem pediu. – Ele falou como se fosse para si mesmo, mas mesmo escutando pensei que talvez ele tivesse mudado de idéia.
Porém, antes mesmo que eu chegasse a terminar o pensamento, de surpresa Edward veio até mim e rapidamente passou os braços pela as minhas costas e pernas e me ergueu do chão.
- Ei. – Reclamei quando ele começou a andar rápido pelo o corredor, quase chegando à saída. – Me põe no chão, Edward. – Mandei autoritária.
Ele não respondeu, continuou andando ignorando-me totalmente. Ele parecia um robô programado a fazer sua atividade mandada. Tentei me tirar dali por mim mesma, contorcendo-me em seus braços, mas ele estava me segurando forte contra o seu peitoral. Desistindo, me deixei ser levada. Era inútil uma luta com os braços de Edward Cullen.
Ele passou pela a porta principal do colégio e desceu as escadas com pressa, andando a passos largos em direção ao meu carro. Eu bufei resignada e ele não parecia se importar se eu estava chateada ou não.
Quando chegamos ao meu carro, ele me equilibrou em um dos seus braços e em seu joelho e pegou – sem pedir licença – a chave do meu bolso com a outra mão livre. Ia reclamar, mas já era tarde demais. Ele abriu a porta do carro e me pôs no chão.
- Entra. – Ordenou autoritário.
- Edward... Por quê? – Senti as lagrimas de frustração querendo sair.
- Bella... – Ele falou suavemente e segurou as minhas mãos. – Você precisa ir.
- Mas, aquilo tudo foi culpa minha.
- Não foi. Escute vá para casa. As coisas no refeitório não ficaram boas e com certeza não ficaram pelo o resto do dia. Você não tem que visualizar isso. È perigoso. Alguns alunos aqui são escrupulosos e podem sair dos limites. E se isso acontecer, eu não quero você por perto.
- Você pode se machucar se voltar lá. – Murmurei já sabendo que ele tinha ganhado. Ele não ia me deixar entrar lá por nada.
Ele não respondeu o meu comentário, apenas desviou o rosto.
- Edward, você não vai tentar fazer nada com o Jacob não é? – Perguntei cuidadosa, temendo sua resposta.
- Depende. – Ele respondeu friamente.
- Depende de que? – Perguntei assustada, já prevendo que ele iria atrás de Jacob.
- Ele fez alguma coisa para te magoar Bella? Ele fez algo de ruim para você quando eu estava preso debaixo daquele buraco? – Perguntou com a voz mais dura, quase exigindo uma resposta de mim.
Fechei os punhos despercebidamente. A frase de Jacob veio em minha cabeça.
Sabe Bella, se você me mostrar o que têm por dentro de toda essa estrutura furiosa, eu posso te dizer onde o idiota está.
As palavras fizeram-me tremer infimamente. Eu sabia que tinha que mentir para Edward, era a única forma de ele não tentar nada contra Jacob e sair machucado. Portanto, eu sabia que era uma péssima mentirosa.
Pensando nisso, abaixei a cabeça para falar as palavras.
- Não. – Minha voz deu um levo tremor. – Ele não fez nada e não disse nada.
Edward deu um sorriso sem humor e eu levantei a cabeça, confusa.
- Bella... – Sua voz estava divertida, mas seus olhos ainda eram duros. – Você é uma péssima mentirosa.
Trinquei os dentes com raiva de não saber ao menos dizer uma palavra sem que ele desconfiasse de mim.
- Edward, por favor, por mim, não arrume nada com Jacob. Não se... – Engoli em seco. – Machuque. – Implorei olhando em seus olhos verdes.
A expressão dele pareceu ficar desolada quando viu a preocupação em meus olhos. Seus músculos relaxaram e sua boca entortou, parecendo desapontado com algo.
- Você não devia se preocupar tanto assim comigo... – Murmurou tão baixo que eu não sabia se era para eu ter ouvido.
Suas mãos vieram para o meu rosto, cada uma segurando um lado de minha face e ele aproximou o seu rosto de mim.
- Eu não vou fazer nada... – Sussurrou com a voz mais calma. – Mas, você vai para casa. OK? – Perguntou gentilmente. Eu assenti, hipnotizada com seus olhos verdes. Ele deu um sorriso torto. – Volte para casa e mais tarde nós nos encontraremos de novo. – Aquilo me fez lembrar o que teríamos mais tarde. Por mais que não fosse o momento, isso me acalmou um pouco.
Assenti novamente, incapaz de falar por ainda está preocupada com ele. Ele percebeu a preocupação em meus olhos e suspirou.
- Bella, eu tenho que ir. Meu pai e o Diretor Turner estão precisando de mim. Você sabe que eu tenho que tentar ajudar ao meu pai a manter um pouco de paz nesse colégio. Então, não fique preocupada. OK?
Assenti novamente mesmo sabendo que ficaria. Ele não entendia agora o quanto era importante para mim, o quanto era valioso tê-los em minhas mãos, ensinando-me o que de melhor eu tinha que aprender naquela vida. Agora eu entendia. Entendia mais que tudo que não queria vê-lo machucado principalmente por minha causa.
Ele suspirou e deu sorriso torto que me tirava o fôlego e me fazia ofegar ao mesmo tempo. Seus lábios se aproximaram da minha testa e depositaram um beijo gentil no topo dela. Meus poros se arrepiaram e eu sentia o fluxo do sangue mais rápido em minhas veias.
Quando ele se separou de mim, tirou suas mãos da minha face.
- Vá... – Indicou o carro para que eu entrasse.
- Você vai mais tarde, não vai?
- Eu vou. Estarei te esperando na primeira esquina da sua casa para você não... – Pareceu meio hesitante ao falar aquilo. – Não precisar explicar nada ao seu pai e sua mãe. – Concluiu.
Ele entendia, assim como eu, o que meu pai faria se eu e Edward fossemos amigos. Essa diferença, esse buraco entre nós, fez uma dor pulsante vi em meu coração.
- OK! – Eu olhei para o chão e segui para o meu carro, acomodando-me pesadamente no banco. Edward fechou a porta e se afastou.
Liguei o carro, dei uma última olhadela para ele e dei a ré. Quando estava no portão e olhei pelo o retrovisor, Edward já tinha desaparecido.
Suspirei e com raiva pela a minha inutilidade por ele me achar tão frágil, eu pisei mais fundo no acelerador.
O jeito era ter que agüentar as horas para lhe encontrar novamente.
Notas finais
Primeiramente, tem como Edward ser mais gentil que isso, tem como Bella não se apaixonar por ele? kkkkkkkkkkkkkkk
Eu sei, vocês estão doidas para matar o Jacob. Tudo bem, eu deixo, ele merece e muito.
Bom, e esse jantar hun? Só agora no proximo capítulo. hehe.
Espero que vocês tenham gostado e que possam comentar. :D
Beeeeijos e até o proximo.
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